O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Foi preciso (uma vez mais) uma tragédia como a do Haiti para mostrar que, afinal, ainda somos humanidade, ainda temos coração, ainda somos capazes de nos condoer, de abraçar, de partilhar, de estender a mão, de gerar calor, de semear esperança.

 

Estranho (mas, apesar de tudo, belo) paradoxo este: é preciso que alguns percam tudo para percebermos que, afinal, nem tudo está perdido!

publicado por Theosfera às 19:45

O Evangelho deste Domingo remata com a reacção de Jesus à hostilidade dos Seus conterrâneos, que O queriam atirar de um despinhadeiro abaixo.

 

Jesus passou pelo meio deles e seguiu o Seu caminho.

 

Ou seja.

 

Não litigou, mas também não vacilou.

 

Não rebateu, mas também não recuou.

 

Foi paciente e persistente.

 

Eis a chave para os momentos difíceis: paciência e persistência.

 

Ninguém pode deter os caminhos de Cristo.

 

 

publicado por Theosfera às 19:15

Não precisa ser poderoso nem afamado.

 

Não precisa ser palavroso nem loquaz.

 

Não precisa concordar nem de (nos) aplaudir.

 

Não precisa estar sempre a rir e pode até chorar.

 

Não precisa aparecer a toda a hora, porque, mesmo que não apareça, nós sabemos que ele está.

 

Pode ser alto ou baixo. Pode ser rico ou pobre. Mesmo pobre, é sempre rico.

 

Pode pensar como nós ou pensar de modo diferente de nós.

 

O amigo é sobretudo aquele que está.

 

É o que confia em nós e em quem nós confiamos.

 

É o que está em nós, mesmo que more longe de nós.

 

É o que nos escuta.

 

É o que usa a linguagem da verdade e não da bajulação.

 

É o que não diz nas nossas costas o contrário do que diz à nossa frente.

 

É o que nos diz tudo a nós e jamais fala mal de nós.

 

O melhor presente do amigo é o presente da (sua) presença.

 

É aquele com quem contamos e que conta connosco.

 

É o que chora ao nosso lado. É o que não desaparece nas horas de dor.

 

É o que não nos recrimina. É sobretudo o que nos acompanha.

 

O amigo não precisa prometer nada nem dizer qualquer coisa.

 

Nós sentimos o amigo nas horas de maior aflição.

 

Se o deixamos de sentir é porque, afinal, o amigo não era.

 

Onde está ele, o amigo?

 

A prosperidade sugere legiões de amigos. Mas é a adversidade que os selecciona e a vida que os testa.

 

Amigo é o que permanece quando todos partem.

 

Amigo não tem férias. Amigo é sempre amigo.

 

Amigo é Deus. Amigo é Jesus.

 

Amigo é quem vive o amor de Deus e a amizade de Jesus.

 

A amizade é, quase sempre, o silêncio repartido e a dor partilhada.

 

Quantos são os amigos?

 

Não serão muitos, mas são os necessários.

 

Às vezes, amigo não tem plural.

 

Mas cada amigo não é singular, único, irrepetível?

 

 

publicado por Theosfera às 16:15

Tudo o que tem princípio tem fim.

 

Até o que parece invencível acaba por ser vencido.

 

Acabam organizações, acabam clubes, acabam partidos, acabam regimes, acabam ideologias, até acabam países.

 

Portugal tinha uma monarquia que durava há séculos. Parecia consolidada. Nunca nenhum rei tinha sido assassinado. Isto descansava D. Carlos, que acabou por ser alvejado faz amanhã 102 anos.

 

Hoje, aliás, faz 119 anos que houve uma revolta no Porto, a primeira grande revolta republicana.

 

O povo ficou melhor com a república? Os dados são incontroversos. Não houve mais paz. Não houve sequer mais democracia. Nem sequer houve mais desenvolvimento.

 

A experiência ensina que é sempre mais um regime que cai do que outro que entra.

 

A monarquia estava em decadência em finais de novecentos. E a democracia não o estará hoje? 

 

Não é a inércia que nos há-de orientar. É a vontade e, acima de tudo, o sentido de justiça.

 

Seja como for, nenhum regime é eterno. E, apesar de eu mesmo me rever no significado último da democracia,  é preciso ter presente que nem a democracia perdurará por todo o sempre. Basta ler a volumosa obra de John Keane com o acutilante título Vida e morte da democracia.

 

S. Paulo chama a nossa atenção para a caducidade de tudo. Tudo acaba. Até a fé e a esperança. Depois de tudo vermos, já não precisamos da fé. Depois de tudo alcançarmos, já não carecemos da esperança.

 

O que nunca termina é o amor, a doação, a entrega.

 

Façamos da vida uma semente de amor. Se não houver amor, vale a pena viver?

publicado por Theosfera às 16:03

O Senhor que, desde sempre, nos chama convida-nos, hoje, a celebrar com Ele o sacrifício eucarístico e a refeição onde Ele mesmo nos vai presentear com a mesa da Palavra e a mesa do Pão.

 

Um santo Domingo. Com Ele!

publicado por Theosfera às 06:08

As religiões encontram-se no início e no fim. As religiões desencontram-se no(s) meio(s).

Todas têm o mesmo começo e a mesma finalidade: as religiões existem por causa de Deus e para servir o Homem.

Se há um encontro tão forte no mais importante, porque é que persiste um desencontro tão prolongado?

O problema da paz entre as religiões é que fixamos os objectivos demasiado perto e demasiado longe.

Demasiado perto porque olhamos excessivamente para dentro, excessivamente para nós. Demasiado longe porque colocamos desafios difíceis de alcançar.

Regra geral, os outros é que têm de ser como nós. Resultado? Os outros acabam por pensar o mesmo em relação a nós.

O encontro entre as religiões não pode ser nem tão perto que cada uma não tenha de sair de si. Nem tão longe que cada uma tenha de se dissolver, de se renegar a si.

Cada religião inclui uma capacidade para se abrir, para integrar, para acolher.

Caminho? A paz entre as religiões começa, desde logo, quando as religiões vivem a paz: não apenas a paz entre si, mas a paz no mundo, a paz entre os homens, a paz com a natureza.

As religiões encontram-se, pois e antes de mais, na paz, na reconciliação, na justiça, na bondade, no amor, na oração, em Deus.

Ou seja, as religiões encontram-se no humano e no divino. E no humano e no divino encontrar-se-ão a si e entre si!

Para terminar, as religiões começam por se encontrar fora de si. Nenhuma religião é o centro. Todas apontam para o centro: a realidade absolutamente absoluta (Deus) e a realidade relativamente absoluta (Homem)!

 

publicado por Theosfera às 06:07

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Todos nós cometemos os nossos deslizes quando falamos.

 

Pela minha parte, confesso que, além dos deslizes normais da gaguez, a maior gaffe da minha vida foi quando chamei (obviamente sem querer) ladrão a Jesus!

 

Tinha ido ver o filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo. Na altura, fui convidado a comentá-lo em diversos locais.

 

Numa das ocasiões, após uma noite inteira de trabalho, sem qualquer minuto de sono, comecei a desfiar as impressões com que ficara.

 

Disse que o que mais me impressionara na figuração (bastante impressiva, de facto) não era tanto a violência dos soldados. Era sobretudo a serenidade de Jesus.

 

A interpretação de J. Cameron foi, com efeito, deslumbrante. Via-se que era uma serenidade magoada, sofrida e muito ensanguentada, mas incólume.  Daí que João Paulo II tenha comentado quando visualizou o filme: «É como foi».

 

Insistindo neste aspecto e reportando-me à crucifixão, saiu-me esta frase: «Dos três ladrões crucificados, Jesus foi o mais sereno».

 

Imediatamente, ouvi risos à  minha volta. Fiquei ruborizado e sem palavras. O que queria dizer era que, ao contrário dos dois ladrões também crucificados, Jesus estava irrepreensivelmente sereno.

 

Mas, se pensarmos bem, Jesus também foi...ladrão. Na verdade, com a Sua morte, roubou-nos ao mal, ao pecado e à morte. Estávamos possuídos pelas trevas e Ele roubou-nos para a luz. Pelas Suas chagas fomos (mesmo) curados!

publicado por Theosfera às 22:28

O domingo está a começar. Cronologicamente ainda é sábado. Mas, kairologicamente (e, portanto, liturgicamente) já é domingo.

 

Para os judeus, o dia começa quando o sol se põe no dia anterior.

 

E, neste domingo, Deus fala-nos da vocação, do chamamento e também das dificuldades.

 

Fala-nos sobretudo, através de S. Paulo, do amor.

 

George Steiner alerta-nos para uma humanidade que desumaniza. Também pode haver um amor que não amorize.

 

Daí a necessidade (diria a urgência) de voltarmos a Cristo. Ele redime o amor. O amor é sublime quando é feito dádiva e tornado entrega.

 

O amor nunca acabará. Eu sei que não parece. Mas nem tudo o que parece é. E nem tudo o que é parece.

 

E, mesmo que o ódio aparente triunfar, é o amor que acabará por vencer. É a palavra do Senhor neste quarto Domingo Comum.

publicado por Theosfera às 16:04

A nossa vida é, tantas vezes, assimilável a uma barca que baloiça na tormenta.

 

Mas na tempestade da nossa vida, vai connosco um Cristo que dorme.

 

Um Cristo que dorme? Não. Nós é que adormecemos diante d'Ele, da Sua mensagem.

 

Mas, mesmo que O sintamos auesente, Ele está presente, atento.

 

Cristo acalma todas as nossas tempestades!

publicado por Theosfera às 16:02

«Só sei que através da história a Verdade e o Amor sempre venceram».

Assim escreveu (profética e magnificamente) o Mahatma Gandhi.

publicado por Theosfera às 16:00

Em tempos de invernia do espírito, não deixe de tomar duas preciosas vitaminas: a vitamina E e a vitamina C.

 

Do que mais carecemos é de Esperança. Onde encontrá-la? Em Cristo!

publicado por Theosfera às 11:28

Miguel Esteves Cardoso tem razão. A regra de ouro de todas as religiões acaba por ser também «a lição desobedecida de todas elas: não trates os outros como não gostarias que os outros te tratassem a ti».

 

Urge inverter a tendência. É hora de alterar o sentido.

publicado por Theosfera às 11:25

A economia portuguesa não estará em morte acelerada. Pouco consolo, porém, nos sobra. Não estará em morte acelerada, mas estará em vias de morte lenta.

 

Quem o diz são as agências internacionais de notação financeira (mais conhecidas como agências de rating).

 

O economista Nogueira Leite entende que «este Portugal [mas haverá outro?] está a chegar ao fim da linha».

 

É curioso que, já no século XIX, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão traçavam, com um pessimismo brilhante, um quadro negro do país.

 

Portugal ainda não morreu. Mas urge fazer alguma coisa. Haja quem nos acorde do torpor colectivo em que nos deixámos atolar.

 

Tomemos a peito o que é de todos: a construção do nosso futuro.

publicado por Theosfera às 11:20

Christophe Dejours esteve em Portugal e dissertou sobre o que vê e o que sabe: assédio no trabalho.

 

Parece que o conceito de trabalho está a regredir e a regressar, de novo, à sua etimologia. Com efeito, tripalium (donde vem o português trabalho) era um instrumento de tortura. Que sentem muitas pessoas além de tortura no trabalho?

 

Diz o perito que a questão do assédio (sobretudo o chamado assédio moral) não é nova. Nova parece ser (e isto impressiona vivamente) a falta de solidariedade, a traição.

 

Pouca gente está disposta a testemunhar. Há quem evite até colegas assediados. A competição é enorme e inocula no espírito sentimentos de suma mesquinhez. Há quem deseje que os colegas não façam bem o seu trabalho.

 

Há pessoas honestas que, não pactuando contra as regras e contra a ética, se recusam a fazer o que ofende a sua consciência.

 

Exemplo dado por Christophe Dejours: assinar um balanço contabilístico manipulado. O problema é que arriscam a não obterem a solidariedade de ninguém, expondo-se assim a toda a sorte de represálias.

 

A injustiça pode ser notória e gritante. O mais normal é «ninguém se mexer, ficando todos ainda com mais medo que antes».

 

Fazer a vida negra a uma só pessoa acaba por desencadear um clima de medo em toda uma comunidade.

 

Conta o especialista o caso de um estágio em que cada participante recebeu um pequeno gato. Passado um tempo, foi exigido que matassem os gatos. Lição? Ensinar a ser impiedoso.

 

Como é que ainda nos admiramos das taxas de suicídio nos locais de trabalho?

publicado por Theosfera às 11:06

«Tenho que não indagar o mistério para não trair o milagre».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Clarice Lispector.

publicado por Theosfera às 11:04

Foi num dia 30 de Janeiro. Corria o ano de 1984. Estávamos na primeira aula do dia. Eis quando alguém avisa: «O senhor Cón. José Cardoso sente-se mal»!

 

Todos nos alvoroçámos, compreensivelmente. Mas todos pensámos também tratar-se de uma indisposição momentânea e, portanto, passageira.

 

Houve até um colega que ainda reinou com ele. Eis quando tudo se precipita e o desenlace acontece.

 

Nunca mais posso esquecer o quão célere correu a notícia e o quão célere também foi a mobilização de pessoas e, particularmente, de crianças. A Sé lotou-se por completo.

 

O Cón. José Cardoso foi um apóstolo da catequese inigualável. Algumas paredes ainda perduram como testemunhas da sua dedicação. Alguns dos pregões que nelas verteu ainda se mantêm: «Cristo é teu Amigo», «Cristo conta contigo».

 

Publicou muitos e bons livros. Até uma História de Lamego contada às crianças e que era bom fosse recolocada em público.

 

Foi um apóstolo incansável da família e um defensor assolapado da causa da vida.

 

São homens e sacerdotes de uma estirpe que fez escola e faz falta. Que saudades, senhor Cónego, de pessoas assim!

publicado por Theosfera às 00:29

«Não há caminho para a paz; a paz é o caminho».

Assim escreveu (encantadora e magnificamente) Mahatma Gandhi. Assassinado faz hoje 62 anos.

publicado por Theosfera às 00:28

O nosso Deus é o Deus das novas oportunidades.

Que ninguém desanime nem desista.

Que ninguém humilhe nem esmague.

Deus toma partido. Em Jesus Cristo, Ele está ao lado dos pequenos e sofredores, dos humildes e dos simples.

 

publicado por Theosfera às 00:24

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Um dos enigmas mais irresolúveis para o pensamento e a sensibilidade é o sofrimento do justo, do inocente.

 

Como é possível que quem passa a vida a fazer o bem receba, em troca, tanto mal?

 

Pensemos no Mahatma Gandhi, apóstolo da não-violência, e que, não obstante, foi assassinado faz precisamente amanhã, 30 de Janeiro, 62 anos.

 

E pensemos em Jesus Cristo: profeta da paz e vítima da violência!

 

Os santos sempre foram incompreendidos. Porquê? Chesterton propõe uma explicação altamente engenhosa: «Um santo é um medicamento por ser um antídoto. Por isso é que, muitas vezes, ele é um mártir: ele é confundido com um veneno por ser um antídoto».

 

Um santo não é, pois, «o que as pessoas querem, mas sim aquilo de que precisam».

 

Eis, assim, mais um paradoxo que a História nos apresenta: «Cada geração é interpelada pelo santo que mais a contradiz».

publicado por Theosfera às 13:50

«A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos. O mesmo vale para a glória.».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Arthur Schopenhauer.

publicado por Theosfera às 12:00

 

O centro da Igreja não está na Igreja; está em Deus e no Homem.
 
Por isso, ela tem de se des-centrar continuamente para se re-centrar permanentemente.
 
A Igreja só se centra quando se des-centra. Como diz Hans Urs von Balthasar, «a Igreja não pode apontar nunca para si mesma, nem administrar, nem dispor do princípio sobre o qual está fundamentada. Ela é o que é transcendendo-se a si mesma».
 
No seu interior, ela é, pois, uma Igreja voltada para o exterior. É uma Igreja constitutivamente extro-vertida: vertida para Deus e vertida para o Homem.
publicado por Theosfera às 00:06

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

A diferença cristã, de que somos portadores, deve expressar-se sobretudo, como alerta Enzo Bianchi, na atenção aos pobres, aos mais humildes.

 

Jesus afirmou, com toda a clareza, que seriam os pobres a medida do juízo final. É pela atitude para com eles que se mede a nossa fidelidade a Cristo e o nosso viver no mundo como membros do corpo de Cristo.

 

Nesta atenção aos pobres pode nascer um autêntico empenhamento pela justiça em que está contida a exigência da reconciliação e do perdão, a única justiça que pode encaminhar para a paz.

publicado por Theosfera às 22:49

Ouvir os místicos é sempre um alento, um estímulo. Enzo Bianchi propõe a espiritualidade como um ponto de encontro com todos, inclusive com os que dizem não terem fé.

 

«A humanidade é só uma e dela fazem parte religião e irreligião. De algum modo, nela é possível, para crentes e não crentes, a via da espiritualidade: de uma espiritualidade entendida como vida interior profunda, como fidelidade-empenhamento nas vicissitudes humanas, como busca de um verdadeiro serviço aos outros, atenta à dimensão estética e à criação de beleza nas relações humanas».

publicado por Theosfera às 22:43

Falamos muito de amor, mas o problema é que, quase sempre, pensamos no poder.

 

Ora, o poder cria rivalidades e gera clivagens. O outro tende a ser visto como adversário a controlar e alvo a abater.

 

A Igreja é chamada a ser a casa do amor e a morada das esperança.

 

Ela não pode ser a aliada dos poderes, mas o porto de abrigo das vítimas e dos esquecidos do poder.

 

Senhor, que a Tua Igreja nos encaminhe para Ti.

publicado por Theosfera às 22:37

A sociedade afasta-se de Deus?

 

Não creio.

 

Vejo Deus cada vez mais perto das pessoas. Vejo as pessoas cada vez mais perto de Deus.

publicado por Theosfera às 21:38

Sempre admirei a missão do professor, indissociável da missão de pai e de mãe. É uma missão difícil e, por vezes, dificultada. Olho, por isso, com estima para todas as escolas.

 

Desde há muito, tenho acompanhado, na medida do possível, o belo trabalho que tem vindo a ser realizado no Colégio da Imaculada Conceição.

 

Tem, neste momento, a dirigi-lo uma equipa jovem, determinada, imaginativa, clarividente.

 

Não escondo que me impressiona, além do natural enfoque nas actividades lectivas, a abertura que manifesta em relação aos valores e, mais concretamente, à espiritualidade.

 

Esta abertura repercute-se no ambiente que se respira, na esperança que se incute, no futuro que se semeia.

 

A espiritualidade, que é de sempre, fermenta vastos horizontes de futuro.

 

A minha humilde homenagem ao Colégio. A minha gratidão pela delicadeza e pela amizade. A minha (pobre) oração pelo pleno êxito da sua missão.

 

Educar uma criança é a mais bela forma de construir humanidade. Alguém nega que em cada ser humano subjaz a humanidade inteira?

publicado por Theosfera às 21:23

Subo as escadas e encontro-Te no templo.

 

Desço as escadas e reencontro-Te na rua.

 

O caminho que me leva até Ti tem múltiplas direcções e diversos sentidos.

 

Em toda a parte Te vejo, Senhor.

 

Em cada pessoa, és Tu que me visitas, és Tu que me falas.

 

Obrigado, Senhor!

publicado por Theosfera às 16:16

Tem 31 anos. Passou doze dias debaixo dos escombros. A casa onde vivia fica na...Rua dos Milagres. E foi por milagre que Rico Dibrivell sobreviveu ao sismo. Laus Deo!

publicado por Theosfera às 11:31

Faz da realidade um sonho.

Faz do teu sonho realidade.

publicado por Theosfera às 11:03

«Sim, está tudo certo, está tudo perfeitamente certo. O pior é que está tudo errado... Mas está claro, está tudo certo. E, excepto estar errado, é assim mesmo, está certo».

Assim escreveu (irónica e magnificamente) Álvaro de Campos.

publicado por Theosfera às 10:58

 

Um dia, alguém perguntou a Óscar Wilde: «Sabes qual é a diferença entre um santo e um pecador?».
 
O escritor irlandês respondeu: «Sei. É que o santo tem sempre um passado e o pecador tem sempre um futuro».
 
Como é bom conviver com pessoas com a sabedoria e a simplicidade de S. Tomás! Um santo enquanto sábio, um sábio enquanto santo!
 
A maior santidade é uma manifestação de sabedoria. E a maior sabedoria é sempre a santidade.
 
Hoje é dia de S. Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Não sei que mais admire nele, se a santidade, se a sabedoria.
 
Dialéctica infundada, porém. Tomás foi sábio porque santo e foi santo porque sábio. Ele percebeu belamente que a verdadeira sabedoria é a santidade e que a autêntica santidade é sempre sabedoria.
 
A sua humildade levou-o a procurar constantemente a verdade. Fê-lo até ao fim da vida. E fê-lo não só sentado à secretária. Fê-lo sobretudo de joelhos.
 
A Teologia não é um exercício diletante. É um acto de fé que não exclui a razão, antes a optimiza.
 
A fé envolve a vida e não deixa a razão de fora. Foi Tomás quem porfiou na consolidação da aliança entre a razão e a fé: «A razão postula a fé e a fé postula a sua compreensão racional».
 
Homens como Tomás não passam de moda. São imortais. Por isso, a Igreja, no Vaticano II, faz dele o único teólogo cujo pensamento recomenda expressamente na formação dos sacerdotes.
 
Era um homem silencioso. Vivia muito a partir de dentro, a partir do fundo. Parecia um anjo. Não deixou de ser humano por isso. É um acto de sabedoria aprender com quem nos pode ajudar. Inclusive com os anjos.
 
Nem todos podemos ser sábios como Tomás. Nem todos poderemos ser místicos como Teresa de Lisieux, que viveu às portas do século XX. Mas todos somos chamados a ser santos como os dois. Ambos mergulharam no mesmo (e infindo) oceano: o mistério santo de Deus!
 
Tempos diferentes e personalidades diversas partilham a mesma preocupação: encontrar o seu lugar na Igreja, na humanidade.
 
No século XIX, Teresa de Lisieux foi perita na ciência do amor. No século XIII, Tomás de Aquino fora mestre no amor da ciência.
 
Ambas as vias conduzem a Deus: o amor é a maior ciência; a maior ciência é o amor.
 
publicado por Theosfera às 10:51

«Fala como um sábio a um ignorante e este te dirá que estás louco».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) Eurípedes.

publicado por Theosfera às 10:48

Todos sentimos necessidade de as partilhar. Mas quase ninguém mostra paciência para as ouvir.

 

Falo das queixas. Das lamúrias. Dos lamentos.

 

Habitualmente, dizemos aos outros que não se devem queixar. Que devem aceitar a realidade.

 

Até certo ponto, concordo. Mas não configurará esta atitude uma forma de rejeição e de abandono do outro?

 

Nenhum médico invectiva o seu paciente quando lhe dá conta das dores. Ora, as feridas da alma doem tanto ou mais que as dores do corpo.

 

Aceitemos o outro tal como nos aparece. Com as suas mágoas. Com o seu sofrimento. E pensemos: por cada dor que nos conta, pode haver uma infinidade de mágoas que não se conseguem dizer.

 

Acima de tudo, a verdade. Quando tudo está bem (o que é, manifestamente, difícil), digamo-lo. Mas, quando algo não está bem, não hesitemos também em assumi-lo.

 

Segundo Jesus (cf. Jo 3, 8), só uma coisa nos liberta: a verdade. Só a verdade. Sempre a verdade. 

publicado por Theosfera às 10:42

As ondas, quando aparecem, não perguntam se queremos ir. Arrastam-nos com elas.

 

Uma das ondas de hoje é a do pensamento positivo. Tomáramos todos poder enveredar por ele.

 

Mas a verdade jamais pode ser sacrificada. Dizer que está sol quando chove e ou insinuar que se tem saúde quando se está doente configuram duas formas de pensamento positivo. Mas onde está a verdade?

 

Daí a revolta de alguns como Bárbara Ehrenreich, uma adversária assolapada do pensamento positivo.

 

E, atenção, estamos perante alguém que já venceu um cancro!

 

Acima de tudo, a verdade. Haverá algo mais positivo?

publicado por Theosfera às 10:38

«Haveria muito menos mal no mundo se o mal não pudesse ser feito sob a aparência do bem».
Assim escreveu (estupenda e magnificamente) Marie Eschenbach.

 

publicado por Theosfera às 10:37

Concordo com Ellie Wiesel, cuja obra muito admiro e cujo sofrimento muito respeito, quando diz que o silêncio nunca beneficia as vítimas e que acaba por beneficiar sempre os agressores.

 

Um místico como S. Gregório Magno não se arrependia só das vezes em que devia ficar calado e falou. Também se arrependeu das vezes em que devia ter falado e calou.

 

Diante de algo como o holocausto é impossível o silêncio. Eu sou divirjo quando Elli Wiesel emparceira com quem entende que Pio XII não falou.

 

Há muitos irmãos judeus que estão gratos ao Papa pelo que fez e disse por eles. Daí que o mesmo sentido de justiça que nos faz verberar o holocausto nos faça reconhecer a obra dos ergueram a voz contra a guerra.

 

E, entre essas vozes, encontra-se - inquestionavelmente! - Pio XII.

publicado por Theosfera às 10:30

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Um feliz descanso.

 

Sonha com Deus.

 

E prepara-te para, amanhã, transformar o mundo com Ele.

 

Santa noite!

publicado por Theosfera às 23:19

 

O pedido de Jesus a S. Francisco de Assis - «Vai, Francisco, e restaura a Minha Igreja em ruínas» - fez-se ouvir, de novo, esta manhã, em Roma.

 

O Santo Padre evocou este simples evento da palavra do Senhor ouvida na igreja de S. Damião que esconde um profundo simbolismo.

 

S. Francisco é chamado a restaurar aquela igrejinha, mas o estado de ruínas daquele edifício é um símbolo da situação dramática e preocupante da própria Igreja naquele tempo, com uma fé superficial que não forma e não transforma a vida, com um clero pouco zeloso, com o arrefecimento do amor; de uma destruição interior da igreja, que envolve também uma decomposição da unidade, com o surgimento de movimentos heréticos.

 

Todavia, no centro daquela igreja em ruínas está o Crucifixo quee fala, convidando à renovação. Convida, de facto, Francisco ao trabalho manual para restaurar concretamente a igrejinha de S. Damião, símbolo do apelo mais profundo a renovar a própria Igreja de Cristo, com a sua radicalidade de fé e com o seu entusiasmo do seu amor por Cristo.

 

Este acontecimento, ocorrido provavelmente em 1205, traz à mente um outro incidente semelhante ocorrido em 1207: o sonho do Papa Inocêncio III.

 

Ele vê em sonhos que a Basílica de São João de Latrão, a igreja mãe de todas as igrejas, está a desmoronar-se e um pequeno e insignificante religioso sustenta em seus ombros a igreja para que não caia.

 

É interessante notar, por um lado, que não é o Papa que dá o auxílio para que a igreja não desabe, mas um pequeno e insignificante religioso, que o Papa reconhece ser Francisco que o visita.

 

Inocêncio III foi um Papa vigoroso, de grande cultura teológica, como também de grande poder político.

 

No entanto, não é ele que renova a Igreja, mas o pequeno e insignificante religioso: é S. Francisco, chamado por Deus.

 

Por outro lado, é importante notar que S. Francisco não renova a Igreja sem ou contra o Papa, mas só em comunhão com ele.

 

Os dois realmente caminham juntos: o Sucessor de Pedro, os bispos, a Igreja fundada sobre a sucessão dos Apóstolos e o carisma novo que o Espírito Santo cria naquele momento para renovar a Igreja. Ao mesmo tempo cresce a verdadeira renovação.

 

O Pobrezinho de Assis havia compreendido que cada carisma é dado pelo Espírito Santo a serviço do Corpo de Cristo, que é a Igreja; por isso agiu sempre em plena comunhão com a autoridade eclesiástica.

 

Na vida dos santos não há contradição entre o carisma profético e o carisma de governo e, se alguma tensão ocorre, eles sabem esperar com paciência o tempo do Espírito Santo.

 

Importa, entretanto, notar que é a um pobre que Cristo pede a restauração da Sua Igreja. Só pela pobreza e pela simplicidade acontece a renovação e a fidelidade.

 

Que estamos a fazer da pobreza e da opção preferencial pelos mais pobres?

publicado por Theosfera às 20:45

Yoani Sánchez é um nome que vale a pena fixar porque incorpora uma conduta que vale a pena admirar.

 

Esta jovem professora cubana tem um blog (www.desdecuba.com/generaciony) que constitui um risco: denuncia o que não está bem no seu próprio país.

 

Toda a coragem merece aplauso.

publicado por Theosfera às 19:03

Deus tem sempre uma carícia para cada um dos seus filhos.

 

Ninguém é esquecido por Ele.

 

Todos são (muito) amados por Ele.

publicado por Theosfera às 16:40

Santo é o que vê mais longe e vai mais além.

 

Consegue fazer o que nos parece desconfortável, quiçá, repelente.

 

Sempre me interpelaram os gestos dos santos: a magnanimidade que revelavam para com os outros e a exigência que cultivavam para consigo.

 

Sobre João Paulo II acaba de ser divulgado que se flagelava e dormia no chão.

 

Veja aqui..

publicado por Theosfera às 16:36

Bento XVI recordou, esta quarta-feira, a libertação do campo de extermínio nazi de Auschwitz, que aconteceu no dia 27 de Janeiro de 1945, pedindo que a memória do Holocausto faça com que «nunca mais se repitam tais tragédias».

 

No final da audiência geral que decorreu no Vaticano, o Santo Padre deixou um apelo, assinalando que, «há 65 anos, eram abertas as cancelas do campo de concentração nazi da cidade polaca de Oswiecim, conhecida com o nome alemão de Auschwitz, e foram libertados os poucos sobreviventes».

publicado por Theosfera às 16:34

O Holocausto não é uma invenção. Foi uma realidade. Uma triste realidade. Para que negar o que a História nos mostra?

 

Realidade também foi a preocupação de Pio XII pelos judeus. Para que obscurecer o que a História nos apresenta?

 

Hoje, no dia da memória, somos todos judeus. Estamos em comunhão com todos os que morreram. Com todos os que transportam as mágoas de uma sobrivência em sobressalto.

 

Nunca mais uma morte por violência?

 

publicado por Theosfera às 10:58

Além de não terem afecto, há cada vez mais idosos vítimas de violência.

Que sociedade é esta que não sabe fazer a transição entre passado e futuro?

Que mundo é este que não sabe respeitar quem o sustenta e alimenta com o trabalho e a sabedoria?

Estamos a progredir de tal modo que nos iremos afundar de vez?

Quem não respeita um idoso, quem bate num velhinho que humanidade aloja dentro de si?

Atravessemos o limiar da esperança rumo a um mundo diferente, a um mundo novo e definitivamente melhor!

 

publicado por Theosfera às 10:57

«O amigo que consegue estar calado connosco num momento de confusão ou desespero, que pode ficar ao pé de nós numa hora de desgosto e pesar, que tolera não saber… não curar…é este o amigo que verdadeiramente quer saber de nós».

Assim escreveu (avisada e magnificamente) Henri Nouwen.

 

 
publicado por Theosfera às 10:53

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Deus tanto está no silêncio do monge como no grito do pobre.

 

Ele encontra-se na paz dos mosteiros e no clamor pela justiça.

 

Deus nunca está ausente quando o ser humano está presente.

 

Jesus o disse: tudo o que for feito ao mais pequeno dos irmãos, a Ele se faz!

publicado por Theosfera às 21:17

Uma boa notícia ainda vai receber até ao fim deste dia.

 

Esteja atento.

 

No seu santuário interior, algo maravilhoso vai acontecer.

publicado por Theosfera às 21:11

Nada está tão mal como quando nem do mal damos conta...

publicado por Theosfera às 21:00

Num tempo em que tudo muda, a fé também mudará?

 

Sim. Sem dúvida.

 

Tem de ser mais forte.

publicado por Theosfera às 16:25

 

1. O poder diz que faz muito pelos pobres e estará a falar verdade.
 
Mas os pobres replicam que o poder faz pouco por eles e alguém acha que estarão a mentir?
 
É que o muito que o poder diz que faz é sempre pouco para quem precisa, para quem sofre, para quem sobrevive com dificuldades de toda a espécie e obstáculos de toda a ordem.
 
Daí que se instale a dúvida: será que o poder está mesmo interessado em acabar com a pobreza?
 

É, de facto, a nossa pobreza (pobreza de horizontes e pobreza de generosidade) que mais empobrece os pobres!

 
 
2. Há palavras que servem sobretudo de ornamento. Uma delas é pobreza.
 
Falar de pobreza — e dos pobres — fica sempre bem. O que problema é, muitas vezes, não se passa disso.
 
O Ano Europeu contra a Pobreza e a Exclusão Social, que estamos a viver, pode padecer desta enfermidade, endémica e atávica.
 
Uma vez mais, falar-se-á muito de pobreza e, uma vez mais também, nada — ou pouco — se alcançará.
 
Às vezes, no nosso íntimo paira até a dúvida se estamos perante programas contra a pobreza ou se não estaremos, antes, perante programas contra os pobres.
 
De facto, fala-se muito em lutar contra a pobreza. Mas, infelizmente, o que mais se vê é lutar contra os pobres.
 
É que quando nada (ou pouco) se faz pelos pobres é como se contra eles estivéssemos.
 
Também aqui não são as palavras que valem. São os gestos. É a vida.
 
Como sempre, a realidade é muito mais eloquente que o mais eloquente dos discursos. Seja qual for o sistema económico, as vítimas são sempre as mesmas: os pobres.
 
Razão assistia, pois, a George Orwell quando verteu a célebre máxima: «Todos os homens são iguais, mas uns parecem mais iguais que outros»!
 
 
3. Por muito que se diga e até por muito que se faça (valha a verdade que alguma coisa se tem feito), o combate à pobreza está muito longe de ser uma prioridade.
 
Ainda recentemente, o jornalista Manuel António Pinto nos desassossegava com este dado: «A União Europeia vai investir 17 milhões de euros na luta contra a pobreza, tanto quanto gastaram, em Dezembro, Sporting e Benfica em novas contratações»!
 
É por isso, talvez, que somos pobres: porque não canalizamos os recursos para o essencial; porque preferimos enterrá-los no secundário.
 
Por outro lado, isto mostra que o alastramento da pobreza não é somente uma questão política. É também — e bastante — uma momentosa questão cívica.
 
Trata-se de uma questão que nos aparece sob a forma de carência e que tarda em assumir a feição de uma urgência.
 
Vamos acordando e vamo-nos mobilizando para a pobreza ao sabor das circunstâncias e ao ritmo das tragédias.
 
Sempre que ocorre uma situação como a do Haiti, somos capazes de nos movimentar e de modo avassalador.
 
E, como sucede quase sempre, são os pobres os que mais se apressam a ajudar os pobres.
 
Falta, porém, fazer deste desígnio uma constante. No fundo, falta que a pessoa esteja no centro: no centro da acção política, no centro da vida.
 
 
4. O desnível entre países ricos e países pobres é aflitivo. Acresce que a maioria das pessoas vive em países com poucos recursos.
 
Não esqueçamos, com efeito, que oitenta por cento da riqueza está concentrada em vinte por cento da população. Ou seja, são poucos os que têm muito. E são muitos os que têm pouco ou quase nada.
 
Na União Europeia, Portugal é um dos nove mais pobres, existindo quase dois milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza.
 
A região norte, mergulhada na falência das fábricas, lidera a pobreza em Portugal com um rendimento per capita expresso em poder de compra idêntico ao dos países de Leste.
 
 
5. Que lugar tem Cristo num mundo que consente que 14 milhões de crianças morram antes de completarem…cinco dias de vida?
 
Que lugar tem Cristo num mundo que admite que 800 milhões dos seus habitantes passem fome?
 
Um grito, por isso, urge lançar na direcção de quem aparenta conceber a existência (apenas) como uma luta, vendo adversários em todo o tempo e inimigos em toda a parte: se querem lutar, lutem a fome!
publicado por Theosfera às 11:20

As coisas são o que são e não há nada a fazer.

 

Certo? Errado.

 

É claro que, quase sempre, as coisas seguem o seu curso. E este curso reveste, na maioria das vezes, um rosto desolador.

 

Mas o impossível também acontece. O impossível também se desmente e acaba por tornar-se possível.

 

Quem diria, por exemplo, que Paulo iria transformar-se de perseguidor feroz de Cristo em apóstolo apaixonado de Cristo?

 

É por isso que pior que o fracasso é a desistência.

 

Podemos perder uma vez ou até muitas vezes. Mas não deixemos de acreditar. Nunca.

publicado por Theosfera às 10:57

«O juízo pertence a Deus».

Assim escreveu (insuperável e magnificamente) o Deuteronómio (1, 17).

publicado por Theosfera às 10:48

«Na vida, não há aulas para principiantes; exigem-nos logo o mais difícil».

Assim escreveu (magistral e magnificamente) Rainer Maria Rilke.

publicado por Theosfera às 10:45

Um avião caiu. 90 pessoas terão perdido a vida.

 

Um acidente na A4. Cinco irmãos nossos morreram.

 

Tudo é tão veloz: a vida e a morte.

 

Aproveitemos o tempo para o fundamental: rezar e fazer o bem.

 

A eternidade é muito longa. Já o tempo é muito curto. Não o desperdicemos. A qualquer momento, ele pode ser cortado. E, depois, o que fica?

 

Deixemos que (só) fique o bem. A paz. O amor.

publicado por Theosfera às 10:38

Purifica o teu olhar e o teu coração. Não julgues os outros. Não julgues os outros por ti.

O juízo pertence a Deus. Não te consideres superior aos outros.

Afoga-te na esperança.

Charles Péguy chamou-lhe menina. Precisamos de a encontrar: a menina esperança!

 

publicado por Theosfera às 10:37

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Ano Europeu contra a Pobreza.

 

Qual ano? Este ano? Só este ano?

 

O que nós vemos é cada vez mais pobres.

 

O que mais vemos é os pobres cada vez mais pobres.

 

É importante haver anos contra a pobreza e jamais contra os pobres.

 

Mas dizer que estamos num ano contra a pobreza pode dar a ideia de que ainda falta muito tempo.

 

Contra a pobreza tem de ser hoje. Agora. Já.

publicado por Theosfera às 14:23

O sol, com a sua serenidade, consegue vencer o vento e a chuva, com a sua impetuosidade.

 

A serenidade não é, necessariamente, o mesmo que ausência de determinação.

 

O sol está ungido com uma luminosa determinação serena.

publicado por Theosfera às 14:12

«O Iraque era a guerra de ontem, o Afeganistão é a de hoje, o Iémen a de amanhã».

Assim escreveu (taciturna e magnificamente) Joe Lieberman.

publicado por Theosfera às 11:18

«Se um grande homem cair, mesmo depois da queda, ele continua grande».
Assim escreveu (notável e magnificamente) Séneca.

publicado por Theosfera às 10:49

Natal já foi há um mês.

 

Mas Natal não é um dia.

 

Natal é cada dia.

 

Sempre que Cristo é acolhido e amado.

 

Sempre que Cristo é encontrado no pobre, no simples e no pequeno

 

como é que não há-de ser Natal?

publicado por Theosfera às 10:45

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