O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

Hoje, 24 de Maio, é dia de Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Estrada, S. Rogaciano, S. Donaciano, S. Guilherme de Fenol e S. Luís Zeferino Moreau.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

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Terça-feira, 23 de Maio de 2017
  1. Francisco veio recordar-nos o importante e acordar-nos para o urgente.

É importante saber — e sentir — que «temos Mãe». E é cada vez mais urgente perceber o que importa fazer com o «manto de luz» que da Mãe nos vem.

 

  1. O pregão que, em Fátima, se ouviu há-de mobilizar-nos para todo um programa que, em Fátima, se (re)abriu.

Maria não veio «para que A víssemos». Veio para que, com Ela, possamos ver melhor Jesus.

 

  1. Agarremo-nos, então, a Maria e vivamos «da esperança que assenta em Jesus».

Que fazer, entretanto, com o «manto de luz» que, em Fátima, nos é estendido pela Mãe de Jesus?

 

  1. Em primeiro lugar, reaprendamos a «contemplar o verdadeiro rosto de Jesus».

Em segundo lugar, redescubramos «o rosto jovem e belo da Igreja […], pobre de meios e rica no amor».

 

  1. Em terceiro lugar, falemos com Deus «com a esperança de que os homens nos escutem».

Em quarto lugar, falemos com os homens «com a certeza de que Deus nos vale».

 

  1. Em quinto lugar, alimentemos o desejo de «estar junto de “Jesus Escondido", no Sacrário».

Em sexto lugar, nunca esqueçamos que «a vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida».

 

  1. Em sétimo lugar, lembremos a todos que Deus quer ser uma presença «constante nas suas vidas».

Em oitavo lugar, fiquemos ao lado «dos doentes e das pessoas com deficiência, dos presos e desempregados, dos pobres e abandonados».

 

  1. Em nono lugar, não fujamos da Cruz, tanto mais que, antes de nós passarmos por ela, já Jesus esteve nela. Ele «desceu à Cruz para nos encontrar, a nós».

Em décimo lugar, sejamos «sentinelas da madrugada», oferecendo uma «esperança para os outros». Só assim impediremos que a nossa esperança seja uma «esperança abortada».

 

  1. É que, enquanto o que ambicionamos para nós nunca está garantido, o que damos aos outros está sempre a ser realizado.

Não residirá aqui a vitória sobre a «indiferença que gela o coração e agrava a miopia do olhar»?

 

  1. O programa do Papa Francisco é um programa inteiramente cristocêntrico. Centrado em Cristo, ele tem igualmente o «carimbo maternal» de Maria, sempre atenta aos Seus filhos mais necessitados.

Não desbaratemos o ardor missionário que Francisco reacendeu em Fátima. No centenário!

publicado por Theosfera às 10:52

Hoje, 23 de Maio, é dia de S. João Baptista de Rossi, S. Desidério e Sta. Joana Antide Thouret.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Segunda-feira, 22 de Maio de 2017

Hoje, 22 de Maio, é dia de Sta. Rita de Cássia, Sta. Júlia, S. João Baptista Machado de Távora, Sta. Joaquina de Vedruna e Sta. Luísa Palazzolo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 05:44

Domingo, 21 de Maio de 2017

Obrigado, Senhor,

por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,

por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

 

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,

pela paz que és Tu,

pela paz que chega ao mundo inteiro.

 

A Páscoa está no tempo

para que esteja na vida,

na vida de cada um,

na vida de todos.

 

Como há dois mil anos,

Tu, Senhor, comes connosco.

Tu és o nosso pão,

o alimento da nossa vida.

 

Tu, Senhor, continuas a abrir os nossos corações,

a purificar a nossa existência,

a transformar o nosso caminhar.

 

Tu és, Senhor,

o sol que ilumina,

a chuva que fecunda,

o vento que sopra.

 

Tu és o Deus das novas oportunidades.

Mesmo quando pecamos, Tu és o perdão.

Por isso nos convidas ao arrependimento,

à mudança, à conversão.

 

Continua, Senhor, a transformar a nossa vida.

Que nós nunca Te esqueçamos,

que nunca esqueçamos de Te anunciar,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:04

A. Não evocamos um ausente; testemunhamos sempre uma presença

  1. Nunca é demais insistir e é sempre fundamental recordar. Nós, os cristãos, não evocamos um ausente. Nós, os cristãos, somos continuamente chamados a testemunhar uma presença. Jesus não nos deixa órfãos (cf. Jo 14, 18). Jesus mantém-Se connosco. Jesus nunca cessa de estar connosco. De que modo? Pelo Seu Espírito, que é também o Espírito do Pai, o Espírito que Ele pede ao Pai para que no-Lo envie.

O Espírito, que é o amor que une eternamente o Pai e o Filho, é apresentado aqui como «Paráclito». Ou seja, é apresentado como «consolador», como nosso «defensor».

 

  1. É assim Jesus para connosco. A sua missão é consolação. É presença na nossa solidão. Ao ser o tempo do Espírito, o tempo da Igreja é o tempo da nova presença de Jesus Cristo ressuscitado. É assim que, no Seu Espírito, Jesus está vivo no meio de nós. Mais. É Ele que nos vivifica. É Ele que nos faz viver. É Ele que nos sacia e é Ele quem nos envia.

Foi certamente movido pelo Espírito que o diácono Filipe foi à Samaria anunciar Jesus. E, com esse anúncio, houve muita alegria na Samaria. E o Espírito que moveu Filipe também moveu Pedro e João para fazer descer o mesmo Espírito sobre os samaritanos (cf. Act 8, 14-17).

 

B. É o Espírito quem nos faz ver Jesus

 

3. É o Espírito que nos leva a estar sempre prontos a responder «sobre a razão da esperança que há em nós» (1Ped 3, 15). A razão da nossa esperança é precisamente Jesus e o Seu Espírito. É no Seu Espírito que Jesus volta para nós (cf. Jo 14, 18). Sem o Espírito Santo, não é possível ver Jesus.

«O mundo não Me verá — diz Jesus —, mas vós haveis de ver-Me» (Jo 14, 19). É o Espírito que nos permite ver Jesus. No fundo, é o Espírito que nos permite ver o invisível, dizer o indizível e conhecer o incognoscível. Sem o Espírito, só nos apercebemos dos limites; com o Espírito, somos surpreendidos pelas possibilidades. Sem o Espírito, achamos que possível é só o que acontece no tempo. Com o Espírito, verificamos que até o impossível se torna possível. Enfim, o Espírito é o grande combustível da fé. Afinal, qual é a nossa temperatura espiritual?

 

  1. Maria é alguém totalmente modelado pelo Espírito. Foi, aliás, pelo Espírito que Jesus Se fez Homem no Seu ventre. Foi o Espírito que trouxe Jesus até Maria e, por Maria, à humanidade. É por isso que, se Jesus é o Fundamento da Igreja, Maria é o Seu primeiro — e maior — modelo. Como Mãe e Discípula, é Maria quem melhor nos ensina a ser Igreja.

Maria ensina-nos a ser Igreja por fora e por dentro. Maria ensina-nos a ser Igreja não tanto em alta velocidade, mas sempre em alta-fidelidade. Maria é uma presença constante que nunca tem Deus distante. Só fiéis ao Espírito, como Maria, seremos uma Igreja da fidelidade e da persistência.

 

C. Não podemos ser só «cristãos de Maio»

 

5. O Espírito é o perene para estes nossos tempos apressados e velozes. É o Espírito que nos anima na fidelidade, na viagem que fazemos do tempo para a eternidade. É belo — e muito comovente — ver toda esta mobilização em torno de Maria. Maio parece ser uma procissão contínua e uma peregrinação constante. Mas não deixa de ser desolador notar como, até em Maio, muitos esquecem Jesus.

Não podemos ser só «cristãos de Maio». Às vezes, parece que não percebemos que temos de ser «cristãos de todos os dias» e não apenas «cristãos de Maio». Há quem teime em desligar Maria de Jesus e em separar a devoção a Maria da vivência da Eucaristia. Há quem pareça estacionar em Maria, não cuidando de se abrir a Jesus. Há quem dê sinais de olhar somente para a Mãe daquele Filho sem reparar no Filho daquela Mãe.

 

  1. O problema não está, obviamente, em Maria. Está em nós, quando desligamos o que Deus nunca separou: a Mãe e o Filho, Jesus e Maria. Será que já reparamos no estreitíssimo liame que «amarra» Maria a Jesus?

Não é, pois, Maria que nos afasta de Jesus. De resto, como poderia afastar-nos de Jesus quem está sempre a dar-nos Jesus? Quem procura Maria inevitavelmente encontra Jesus. Se alguém não encontra Jesus é porque, verdadeiramente, não procurou Maria.

 

D. Maria é a grande condutora na contemplação da obra redentora

 

7. Como é sabido, é vontade de Jesus que o homem não separe o que Deus uniu (cf. Mc 10, 10). E não é só cada família que Deus quer ver unida. É a inteira família humana que Deus quer ver reconstituída. Unir é a grande especialidade de Deus. Ele atrai os mais ausentes e até reaproxima os mais distantes. Maria esteve sempre unida a Jesus. Maria nunca Jesus abandonou. Foi a Jesus que Ela sempre Se dedicou.

É por isso que Maio não pode acabar em Maio. E, mesmo em Maio, é vital perceber que o maior louvor a Maria é a Eucaristia. Acertemos sempre a nossa romaria pela hora da Eucaristia. O Terço do Rosário é uma excelente ambientação para a celebração. E pode igualmente servir de fluxo entre o que se passa no templo e o que somos chamados a testemunhar no tempo.

 

  1. Quem o Terço recita a vida de Jesus medita. Maria é a grande condutora para a contemplação da obra redentora. Ela não quer adorada. Ela só quer ensinar-nos a adorar. A Sua maior alegria é que sigamos Jesus em cada dia (cf. Jo 2, 5). Só fazendo o que Jesus diz é que deixaremos Maria feliz.

Neste Domingo, ouvimos Jesus dizer que é imperioso aos Mandamentos obedecer (cf. Jo 14, 15). Quando aos Mandamentos se obedece, o amor a Cristo acontece: «Se alguém conserva os Meus Mandamentos e os pratica, esse é que Me tem amor» (Jo 14, 21). É, pois, pelo amor que estamos com o Senhor.

 

E. A «Hora de Maria» é a «Hora de Deus»

 

9. É o amor que nos faz aceder ao conhecimento. Nós conhecemos Jesus Cristo não por esforço nosso, mas por iniciativa de Deus: «Quem Me tem amor será amado por Meu Pai, e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele» (Jo 14, 21). Jesus manifesta-Se a quem (O) ama. E quem O ama não é quem Lhe declara amor, mas quem cumpre os Seus Mandamentos.

Os Mandamentos de Jesus são essencialmente três: o Mandamento Eucarístico («fazei isto em memória de Mim», 1Cor 11, 24), o Mandamento Missionário («ide por tudo o mundo e anunciai o Evangelho», Mc 16 15) e Mandamento do Amor («amai-vos uns aos outros como Eu vos amei», Jo 15, 12). No fundo, devemos amar não com o nosso amor, mas com o amor de Cristo. O que devemos é deixar que seja Cristo a amar os outros através de nós.

 

  1. Este mês de Maio obsequiou-nos, uma vez mais, com uma inundação de amor por parte de Deus. A «Hora de Fátima» é a «Hora de Maria» e a «Hora de Maria» é a «Hora de Deus», a hora do amor de Deus. Em Fátima, Maria inunda o nosso mundo com um amor profundo. É um amor exigente, o único que nos salva como gente. É um amor sem medida, aquele ao qual Maria nos convida. A Senhora da Mensagem acompanha-nos sempre, na nossa humana viagem.

Nós, que somos peregrinos de Fátima, deixemos que Fátima peregrine em nós. Não deixemos Fátima em Fátima. É fundamental trazer Fátima ao sair de Fátima. Há muita vida até Fátima, deixemos que haja Fátima na nossa vida. «Vestimo-nos» com a nossa vida para chegar a Fátima. «Revistamo-nos» de Fátima ao retomar a nossa vida. Fátima não pode ser apenas uma experiência diferente no meio de uma vida indiferente. Como bem notou São João Paulo II, Fátima é o Evangelho de sempre para os tempos de hoje. Fátima sabe a Evangelho. Como o Evangelho, Fátima é oração, penitência e conversão. É esta a «medicação» que há-de curar o nosso coração!

 

publicado por Theosfera às 06:00

Hoje, 21 de Maio (Sexto Domingo da Páscoa), é dia de Sto. Hospício, Sta. Catarina de Cardona, Sta. Gisela, S. Carlos José Eugénio de Mazovedo e S. Cristóvão de Magallanes.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Maio de 2017

Hoje, 20 de Maio, é dia de S. Bernardino de Sena e S. Teodoro de Pavia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

Hoje, 19 de Maio, é dia de S. Celestino V, S. Clemente Ósimo, Sto. Agostinho de Tarano e S. Crsipim de Viterbo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I, S. Venâncio, S. Guilherme de Toulouse, S. Téodoto, Sta. Tecusa e companheiros mártires, S. Leornardo Murialdo, S. Félix de Cantalício, Sta. Blandina Merten e Sta. Maria Josefa Sancho de Guerra.

Faz 97 anos que nasceu São João Paulo II.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 17 de Maio de 2017

Como notou Mário Benedetti, até «o esquecimento está cheio de memória». 

É  um facto. O esquecimento está cheio de memória...esquecida!

Os esquecimentos também dão muito que pensar.

Porque eles incidem, quase sempre, sobre o mesmo e sobre os mesmos.

Não nos resignemos ao esquecimento. E procuremos ser mais justos no uso da memória!

publicado por Theosfera às 10:10

Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

 

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

 

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

 

Um santo e abençoado dia pascal para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Maio de 2017

Ser pacífico é muito mais que ser passivo.

A paz não é uma sensação; é uma presença.

Uma sensação é efémera, ao passo que há uma presença que é perene.

Não estamos em paz quando nos «sentimos» em paz. Estamos em paz quando acolhemos Jesus Cristo, que é a paz.

Enquanto as sensações vão e vêm, Cristo permanece.

Se queremos a paz, queiramos Cristo!

publicado por Theosfera às 10:24

 

  1. Este 13 de Maio (também) fica para a história. Ao Céu chegaram cânticos de glória.

Foi bela a festa no Santuário. Todo o povo vibrou com o centenário. Era grande o cansaço. Mas ninguém arredou pé daquele espaço.

 

  1. Dois novos santos nos foram dados para que os nossos passos sejam (ainda) mais abençoados. São Francisco e Santa Jacinta foram dois meninos que coloriram a nossa vida com tons divinos.

Da Mãe de Deus foram interlocutores. Agora, tornaram-se nossos protectores.

 

  1. Fátima fez descer o Céu à Terra, que muito sofria com a guerra.

Por isso, Fátima é altar de paz, daquela paz que só Jesus traz. Fátima é manto de luz, que nos ilumina com a presença de Jesus.

 

  1. Na alegria ou na aflição, para Fátima vamos em peregrinação.

A alma do nosso país é naquele lugar que se sente feliz. Mas não somos só nós. Todo o mundo em Fátima faz ouvir a sua voz.

 

  1. Deste dia bendito ressoa um triplo — e sentido — grito: «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!»

Foi o Santo Padre quem o disse. Houve alguém que não o ouvisse?

 

  1. «Temos Mãe!» Eis o que, aparentemente, todos sabemos. Mas eis o que, pelos vistos, também esquecemos.

«Temos Mãe!» Às vezes, parece que só temos Mãe para pedir. É verdade que «temos Mãe» para pedir. Mas também «temos Mãe» para nos conduzir.

 

  1. «Temos Mãe» à nossa beira, ao longo da vida inteira.

«Temos Mãe» que nos segura enquanto a nossa vida dura. E, quando o nosso fim chegar, «temos Mãe» para, na porta do Céu, nos esperar.

 

  1. «Temos Mãe» quando d’Ela nos lembramos. E «temos Mãe» quando do Seu Filho nos separamos.

Nós, que tanto amamos Maria, não Lhe neguemos esta alegria. Sigamos os passos de Jesus. É para Ele que Ela nos conduz. «Temos Mãe», a Mãe de Cristo. Haverá coisa mais bela do que isto?

 

  1. «Temos Mãe», nunca o esqueçamos. E que os passos de Seu Filho sempre sigamos. O que deixa esta Mãe feliz é que façamos o que Jesus diz.

Ouçamos, então, a nossa Mãe. Ela, que tudo guardava dentro de Si, continua connosco, hoje e aqui.

 

  1. «Temos Mãe», nunca A deixemos.

Com a nossa Mãe, muito mais felizes seremos!

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Nepomuceno (invocado para proteger as pontes, para fazer uma boa confissão e contra as injúrias e calúnias), Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio e Sta. Gema Galgani.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 15 de Maio de 2017
  1. Foi, sem dúvida, um dia inesquecível. A fé era muita e a emoção indizível. Este 13 de Maio fica para a história. Ao Céu chegaram cânticos de glória. Foi bela a festa no Santuário e o povo vibrou com o centenário. Era grande o cansaço. Mas ninguém arredou pé daquele espaço.

Dois novos santos nos foram dados para que os nossos passos sejam (ainda) mais abençoados. São Francisco e Santa Jacinta foram dois meninos que inundaram a nossa vida com «sons» divinos. Da Mãe de Deus foram interlocutores e, agora, tornaram-se nossos protectores. Transmitiram ao mundo as palavras de Maria, que veio ao seu encontro na Cova da Iria. Os seus apelos à conversão chegaram depressa ao nosso coração. Muito eles sofreram, mas nenhuma ameaça temeram.

 

  1. Fátima tornou-se um farol que ao nosso mundo faz chegar raios de sol. Fátima fez descer o Céu à Terra, que muito sofria com a guerra. Por isso, Fátima é altar de paz, daquela paz que só Jesus traz. Por isso, Fátima é altar de esperança, de uma esperança que nos enche de confiança. Por isso, Fátima é manto de luz, que nos ilumina com a presença de Jesus.

Na alegria ou na aflição, para Fátima vamos em peregrinação. A alma do nosso país é naquele lugar que se sente feliz. Todos sentimos algo especial naquele recanto de Portugal. Mas não somos só nós. Todo o mundo em Fátima faz ouvir a sua voz.

 

  1. Deste dia bendito chegou-nos um triplo — e sentido — grito: «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!» Foi o Santo Padre quem o disse. Houve alguém que não o ouvisse?

«Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe!» Eis o que, aparentemente, todos sabemos. Mas eis o que também, frequentemente, esquecemos. Sabemos que temos Mãe. Mas, às vezes, parece que só temos Mãe para pedir. É verdade que temos Mãe para pedir. Mas também temos Mãe para seguir. Também temos Mãe para imitar.

 

  1. «Temos Mãe! Temos Mãe! Temos Mãe». Temos Mãe na terra e no Céu. E temos a Mãe do Céu na terra. Temos a Mãe à nossa beira, ao longo da vida inteira. Temos Mãe que nos segura enquanto a nossa vida dura. E, quando ao fim a nossa vida chegar, temos Mãe para, na porta do Céu, nos esperar.

«Temos Mãe» quando d’Ela nos lembramos. E «temos Mãe» quando do Seu Filho nos separamos. «Temos Mãe» que nunca nos deixa e que nunca o Seu coração fecha. «Temos Mãe» em Fátima. «Temos Mãe» em Lamego. Em toda a parte, Ela é o nosso aconchego.

 

  1. «Temos Mãe» para nos ouvir. E também «temos Mãe» para nos conduzir. «Temos Mãe» a toda a hora, pela nossa vida fora. «Temos Mãe» que nos escuta e que é modelo para a nossa conduta. «Temos Mãe» que não nos esquece, mesmo quando mais ninguém aparece.

«Temos Mãe» com o Seu Filho. «Temos Mãe» com todo o brilho. «Temos Mãe», foi Jesus quem no-La deu. Pouco depois, Ele morreu. Sua Mãe nos ofereceu. A Mãe que estava junto à Cruz continua a atrair-nos para Jesus.

 

  1. Nós, que tanto gostamos de Maria, não Lhe neguemos esta alegria. Sigamos os passos de Jesus. É para Ele que Ela nos conduz. «Temos Mãe», a Mãe de Cristo. Haverá coisa mais bela do que isto?

«Temos Mãe» e não só em Maio. «Temos Mãe» para toda a vida. Demos-Lhe a veneração devida. O que mais Ela deseja é que sigamos Jesus na Santa Igreja. Continuemos em romaria, mas sempre à volta da Eucarística.

 

  1. «Temos Mãe». Contamos com a nossa Mãe querida. Que Ela possa contar connosco, toda a vida. O dia 13 não há-de passar porque a Mãe connosco vai continuar.

Mãe sempre teremos. Que como Seus filhos nos comportemos. Que tudo possa mudar. Que um novo começo possa chegar. «Temos Mãe», nunca o esqueçamos. E que os passos de Seu Filho sempre sigamos. O que deixa esta Mãe feliz é que façamos o que Jesus nos diz.

 

  1. «Temos Mãe» para a missão. «Temos Mãe» na solidão. «Temos Mãe» para chorar. «Temos Mãe» para nos afagar.

Ouçamos, então, a nossa Mãe. Ela, que tudo guardava dentro de Si, continua connosco, hoje e aqui. «Temos Mãe», nunca A deixemos. Com a nossa Mãe, muito mais felizes seremos!

publicado por Theosfera às 11:21

Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços, Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires), Sto. Isidro Lavrador e S. Gil de Vouzela.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 14 de Maio de 2017

Há 100 anos,

o Céu veio até à Terra,

o Céu veio até à nossa terra.

 

Veio através da Mãe,

veio por Maria,

veio a Portugal,

veio ao mundo inteiro.

 

Veio a Fátima,

veio a três crianças,

a três pastorinhos

e, por elas, convidou o mundo à mudança,

à conversão, à santidade, ao amor..

 

Em Fátima, Maria mostrou o coração de Deus,

um coração onde cabe a humanidade inteira,

um coração de paz, um coração que irradia luz.

 

Jesus tinha dito

que nunca nos deixaria órfãos, abandonados.

 

Ele enviou-nos do Pai o Defensor,

o Espírito da verdade,

o Espírito da esperança,

da justiça e do amor.

 

Obrigado, Maria,

Afinal, 13 de Maio também é dia da Mãe!

Qual é o dia que não é dia da Mãe?

 

Limpa, Maria, as nossas lágrimas.

Enxuga, Senhora, o nosso pranto.

 

Recebe as nossas preces

e dá-nos sempre o Teu Filho,

o Teu querido Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:57

Achava Frank Sinatra que o sucesso é a melhor vingança.

Não iria muito por aí.

A vingança nunca é caminho e o sucesso acaba por ser sempre efémero.

Diria antes que a melhor resposta às intempéries é a coerência e a dignidade.

A melhor resposta a quem empurra para o chão é não cair. Ou levantar-se se a queda tiver acontecido.

A melhor resposta à tempestade é manter o rumo e a serenidade!

publicado por Theosfera às 07:51

A. Quando a missão acontece, o número de discípulos cresce

  1. Um belo quadro nos é — hoje — mostrado. O Livro dos Actos dos Apóstolos mostra-nos a grande vitalidade da Igreja nos seus começos. O «número dos discípulos ia aumentando» (Act 6, 1). Quando a missão acontece, o número dos discípulos cresce. E quando a missão é feita com paixão, há sempre uma resposta positiva à missão.

Ao mesmo tempo, é interessante notar a extrema agilidade da Igreja na forma de lidar com novas situações. Eis um poderoso sinal da acção do Espírito Santo e da fidelidade da Igreja a essa mesma acção. Como os cristãos se expandiam, os serviços também cresciam. O princípio era: para novas missões, novos missionários; para novos trabalhos, novos trabalhadores; para novos serviços, novos servidores.

 

  1. A agregação de sete colaboradores dos Apóstolos — conhecidos como «diáconos» — não nos permite conhecer somente o ministério dos diáconos; permite-nos reconhecer, desde logo, a profundidade do ministério dos Apóstolos.

Importa não perder de vista — como, aliás, recitamos no Credo — que a Igreja, além de una, santa e católica, é apostólica. Ela está alicerçada na missão dos Apóstolos. E foi precisamente para não se afastarem da sua missão que os Apóstolos resolveram escolher alguns colaboradores.

 

B. É a oração que gera a missão

 

3. Isto significa, antes de mais, que a missão não é exclusivo de ninguém, mas tarefa de todos. Ser cristão é igual a ser missionário. Foi o que, de resto, nos recordou o Concílio Vaticano II ao proclamar que «a Igreja é, por natureza, missionária».

Assim sendo, na Igreja não há activos de um lado e passivos do outro. Na Igreja, não há agentes de um lado e destinatários do outro. Na missão da Igreja, todos somos agentes e todos somos destinatários. Todos nós temos necessidade de ser evangelizados e todos nós temos o dever de evangelizar.

 

  1. Os Apóstolos chamaram outros porque não admitiam distanciar-se do seu ministério. E em que consistia o seu ministério? «Oração e serviço da Palavra». É o que nos chega através do versículo 4 deste capítulo 6 do Livro dos Actos dos Apóstolos. O ministério consiste, antes de mais e acima de tudo, na oração e no serviço do Palavra. Eis o que não pode jamais ser esquecido ou negligenciado. Sem oração, não há missão. Sem anúncio da Palavra, não se faz missão.

O próprio Livro dos Actos dos Apóstolos, a abrir o capítulo 13, atesta claramente que é a oração que gera a missão. É na oração que Deus suscita o envio. É na oração que Deus atrai alguns para que, através dos Seus enviados, possa atrair outros. A missão é atracção. É atracção a partir da oração. Por sua vez, esta atracção é para suscitar mais oração. Os que são atraídos por Deus são sempre por Deus acolhidos.

 

C. Novos serviços, novos servidores

 

5. Sem oração, a missão corre o risco de não passar de agitação. Sem oração, a missão não passa de aparência de missão. A missão não é para gerar impacto num determinado momento, mas para provocar efeito na totalidade da vida. A missão consiste numa contínua transformação. A missão visa sempre isto: centrar toda a nossa vida em Jesus Cristo.

É a partir deste centro que tudo faz sentido. É a partir de Cristo que conseguimos amar e servir os outros. É partir de Cristo que somos capazes de olhar para os mais distantes como próximos. É a partir de Cristo que estamos em condições de fazer de cada pessoa um irmão.

 

  1. O «serviço das mesas» (Act 6,2) era, sem dúvida, importante e, pelos vistos, tornou-se bastante urgente. Como os cristãos iam aumentando em número, também cresciam as necessidades de alguns dos novos membros. Certamente os Apóstolos começaram por atender, eles mesmos, a essas necessidades. Mas depressa notaram também que estavam a retirar tempo ao essencial da sua missão, isto é, à oração e ao anúncio da Palavra.

Foi neste contexto que convocaram uma espécie de «assembleia geral» dos cristãos para colocarem o problema e apresentarem a solução. A solução consistiu em propor à referida assembleia que, para o «serviço das mesas», escolhesse «sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria» (Act 6, 3). Era a esses «sete homens» que caberia coordenar o serviço da caridade, o apoio aos mais carenciados.

 

D. O ministério mergulhado do mistério

 

7. A proposta teve boa aceitação. E foi assim que, para a nova missão sócio-caritativa, foram escolhidos Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Tímon, Pármenas e Nicolau (cf. Act 6, 5). Do primeiro é dito que se tratava de um «homem cheio de fé e do Espírito Santo»; do último é referida a sua proveniência: Antioquia. Mas, curiosamente, estes sete homens não se dedicaram apenas ao «serviço das mesas». Até eles se destacaram também pela pregação da Palavra, como se pode conferir pelo caso de Santo Estêvão, que deu o sangue por causa do seu testemunho de Cristo (cf. Act 6, 8-7, 60).

Como acabámos de ouvir, «os Apóstolos oraram e impuseram as mãos sobre eles» (Act 6, 6). É, claramente, uma forma de ordenação. Pela oração e imposição das mãos, estes sete homens foram ordenados — isto é, receberam a ordem — para realizar a missão. É, pois, o mistério de Deus que gera o ministério entre os homens.

 

  1. É preciso mergulhar no mistério para bem realizar o ministério. O mistério não é o que se esconde (isso é o enigma); mistério é o que se revela. O mistério revelado na Igreja é o amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O mistério da Igreja é a Santíssima Trindade. É este mistério que suscita muitas formas de ministério. Foi assim no princípio e há-de ser assim até ao fim. Na Igreja, o mistério é a essência e o ministério é a consequência. O ministério nasce do mistério, vive do mistério e encaminha para o mistério.

Fora do mistério, não temos acção; teremos apenas activismo. E o activismo é espiritualmente paralisante. O ministério apostólico remete sempre para o mistério. Daí a necessidade que os Apóstolos sentiram de se entregarem totalmente — sublinhe-se o «totalmente» — à oração e ao serviço da Palavra (cf. Act 6, 4). É sobretudo na oração e no serviço da Palavra que resplandece o mistério onde assenta todo o ministério.

 

E. Servir é o caminho de Jesus; servir é o Caminho que é Jesus

 

9. Em homenagem ao número de colaboradores dos Apóstolos na Igreja de Jerusalém, houve um tempo em que os diáconos nas igrejas locais eram sempre sete. A designação «diáconos» impôs-se por causa da natureza da sua missão. Eram «diáconos» porque exerciam a «diaconia», ou seja, o serviço. No fundo, está aqui a natureza de todo o ministério: servir, estar ao serviço. É por isso que, ainda hoje, o diaconado é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. É uma forma de vincar, de forma expressiva e impressiva, que todo o ministério é serviço. E, nesta medida, a diaconia subsiste sempre, mesmo para lá do diaconado.

A importância dos diáconos era tal que, na Igreja de Roma, eles eram os principais cooperadores do Bispo, isto é, do Papa. E, como é sabido, muitas vezes, era o primeiro dos diáconos de Roma a ser eleito Papa. Havia, aqui, uma lógica interna muito forte. É natural que o «servo dos servos de Deus» fosse escolhido entre os que, mais de perto, colaboravam com o seu serviço.

 

  1. Está aqui o caminho de Jesus, está aqui o caminho que é Jesus. No Evangelho, Ele apresenta-Se como «o Caminho» (Jo 14, 6). Ora, o caminho de Jesus é servir, como Ele próprio alertou: «Eu estou no meio de vós como quem serve» (Lc 22, 27). A esta luz, o nosso caminho com Jesus não pode ser outro senão servir: «Como Eu fiz [adverte Jesus], fazei vós também» (Jo 13, 15). Se nós somos discípulos de Jesus e se o discípulo deve ser como o seu mestre (cf. Mt 10, 24), é pelo serviço que nos identificamos com o Servidor.

Como Jesus é a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9) —, cada um de nós é chamado a ser a transparência de Jesus. E é sempre pelo serviço — e pelo amor — que estaremos perto do Senhor!

 

publicado por Theosfera às 05:21

Hoje, 14 de Maio (Quinto Domingo da Páscoa), é dia de S. Matias (padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates, dos alcoólicos arrependidos e invocado para as dores de bexiga), S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Maio de 2017

Hoje, 13 de Maio, é dia de Nossa Senhora de Fátima e de Sto. André Hubert Fournet. Faz 100 anos que Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos.

Um santo e abençoado dia pascal para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

Hoje, 12 de Maio, é dia da Bem-Aventurada Joana Princesa, S. Nereu, Sto. Aquileu, S. Pancrácio, Sto. Epifânio de Salamina e Sta. Lúcia Filippini.

Um santo e abençoado dia pascal ara todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

O pensamento devia começar por acolher a realidade.

Mas, como notou Aliddu Krishnamurd, «o pensamento é tão astuto que distorce tudo para sua própria conveniência».

E, deste modo, em vez de mostrar o que acontece, mostra o que parece.

Sucede que do parecer ao ser pode ir uma grande distância.

Decididamente, a conveniência não é o melhor guião para a decência!

publicado por Theosfera às 09:59

Hoje, 11 de Maio, é dia de S. Mamerto, Sto. Hugo de Cluny, Sto. Odo, Sto. Odilo, S. Pedro, o Venerável, e Sto. Inácio Laconi.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

Hoje, 10 de Maio, é dia de S. João de Ávila, Sto. Antonino de Florença e S. Damião de Veuster.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 09 de Maio de 2017

 

  1. Uma só é Maria. Mas são muitos os nomes que Lhe fazem companhia.

Todos os nomes Lhe ficam bem. Mas nenhum mostra tudo o que Ela é, tudo o que Ela tem.

 

  1. Em Fátima, Ela apresentou-Se como a Senhora do Rosário.

E os pastorinhos viram-Na também em forma de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Carmo.

 

  1. Curiosamente, Fausto Guedes Teixeira entreviu uma outra figuração de Maria na Cova da Iria.

Para o renomado poeta lamecense, quem desceu a Fátima foi…Nossa Senhora dos Remédios.

 

  1. Eis o que ele versejou:

«Caminho d’oiro que nos leva ao Céu

Foi esse, a alma cheia d’esperanças,

Que a Virgem dos Remédios percorreu

P’ra Se mostrar em Fátima às crianças»!

 

  1. Não se fica por aqui, contudo, a afinidade entre Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora dos Remédios.

Fixemo-nos no rosto da imagem que está na Capelinha das Aparições e no rosto da imagem que, em Lamego, sai nas procissões.

 

  1. Não é preciso grande esforço para colher algumas semelhanças e para vislumbrar traços comuns.

Não admira. Elas têm uma única proveniência. Ambas foram esculpidas na Casa Fânzeres, de Braga.

 

  1. A imagem de Nossa Senhora dos Remédios é de 1904 e a de Nossa Senhora de Fátima é de 1920.

O autor não foi seguramente o mesmo. José Ferreira Thedim, que esculpiu a imagem de Nossa Senhora de Fátima, tinha apenas 12 anos em 1904.

 

  1. Nunca se soube ao certo quem esculturou a imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Muitos anos depois, foi dito que teria sido um artista cujo sobrenome era Marçal.

É possível, porém, que a inspiração de ambas as obras tenha sido haurida nas mesmas correntes artísticas.

 

  1. Até a altura é praticamente igual: 1,30m no caso da Senhora dos Remédios e 1,37m no caso de Nossa Senhora de Fátima.

As duas imagens foram oferecidas: a de Nossa Senhora dos Remédios por Maximiano da Costa Cardoso (a residir no Porto) e a de Nossa Senhora de Fátima por Gilberto Fernandes dos Santos (de Torres Novas).

 

  1. Este enlace entre Fátima e os Remédios leva-nos a pensar nos grandes Remédios de Fátima: a conversão, a penitência e a oração.

É esta a «medicação» que há-de «curar» o nosso (humano) coração!

publicado por Theosfera às 10:44

Hoje, 09 de Maio, é dia de Sta. Catarina de Bolonha, Sta. Maria Domingas Mazarello, Sta. Maria Teresa de Jesus, S. Pacómio e S. Jorge Preca.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 08 de Maio de 2017

Hoje, 08 de Maio, é dia de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, S. Bonifácio IV, S. Bento II, Sta. Francisca Ulrica Nish, Sta. Maria Catarina de Sto. Agostinho, Sta. Madalena de Canossa, S. Jeremias de Valáquia e S. Luís de Rábata.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:28

Domingo, 07 de Maio de 2017

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.
Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria-Mãe de Jesus.

Que Ela te abençoe
e proteja.

Que Ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

publicado por Theosfera às 10:58

A. Maio rima com Mãe

  1. Maio, Maria, Mulher, Mãe. Eis os quatro m’s deste novo mês. Não é possível pensar em Maio sem pensar em Maria, modelo de Mulher, modelo de Mãe. Mãe é fonte de vida e oceano infindo de amor. Nem todos podem ser mãe. Mas todos deveriam saber o que significa ter mãe. É por isso que a coisa mais triste é perder a mãe. Só que a mãe nunca se perde. Nem a morte perde a mãe. Aqui, no tempo, ou além, na eternidade, mãe nunca deixa de ser mãe!

Maio rima com Mãe. Para nós, dizer Mãe é, antes de mais, dizer Maria. Para nós, dizer Maria é, acima de tudo, dizer Mãe. Até Deus quis ter Mãe! Até Deus é Mãe! Como alguém terá dito, Deus é um Pai que nos ama com amor de Mãe. E Maria é o mais belo rosto desta «paternidade maternal» de Deus.

  1. Se até Deus quis ter uma Mãe, como é que nós não havemos de ser gratos para com a nossa Mãe? Será sempre pouco o que damos a quem nos dá tanto, a quem nos deu tudo. É por isso que a Mãe simboliza o amor puro, o amor em estado puro. É importante que haja amor no mundo. É desejável que façamos tudo para que só haja amor no mundo. Porém, nunca haverá amor como o de Mãe.

O amor de Mãe é o amor que nunca passa, mesmo quando tudo passa. É ao amor da Mãe que se regressa quando todas as promessas de amor cessam. O amor de Mãe é o amor da vida, é o amor para a vida. É, sem dúvida, um amor único, o amor de Mãe. Razão tem, pois, quem escreveu aquele epitáfio que se encontra, em forma de verso, no cemitério da minha terra natal: «Minha Mãe era uma santa/por quem sempre rezarei/porque amor igual ao dela/ nunca mais encontrarei»!

 

B. Nem a morte mata a Mãe

 

3. Não existe Dia do Filho já que, para a Mãe, todos os dias são dias para os filhos. Mas existe um Dia da Mãe até porque não faltará quem só neste dia se lembre que tem mãe. Não faltará quem só neste dia se lembre da sua mãe. Mesmo quando a memória vai faltando, uma mãe nunca esquece os seus filhos. Será que todos os filhos se lembram da sua mãe? Será que todos os filhos expressam a gratidão pela sua mãe? Uma mãe é capaz de cuidar de muitos filhos e, por vezes, muitos filhos não cuidam de uma mãe. Uma mãe pode não ter muitos lugares em casa, mas tem sempre imensos lugares no seu coração.

No Dia da Mãe — que é também Dia do Pai —, é importante que todos aprendamos a ser filhos. Daí que estes devam ser verdadeiros dias da família, em que se fortaleça a união na família, o amor na família e a gratidão em família.

  1. Por aqui se vê como este não é um dia para ser comprimido em 24 horas. O Dia da Mãe é um dia esticado, uma manhã dilatada, uma primavera interminavelmente estendida. Este é um dia em que o sol nunca se põe. Este é o dia que nunca anoitece. Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe. Ela é a mais pura guardiã do amor, o santuário onde a vida nunca deixa de palpitar. Uma mãe antecipa-se sempre. Este dia só consegue «postecipar». Os gestos de gratidão deste dia são sempre um mínimo diante do máximo: diante do máximo de doação, do máximo de amor.

É muito grande o que há numa mãe. Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe. Mãe sobrevive sempre. Ninguém seria nada sem Mãe. Mãe é o que fica, mesmo quando tudo passa.

 

C. Aprendamos com as mães

 

5. Este, a bem dizer, não é o dia da mãe. É, possivelmente, o dia em que muitos se lembram que existe mãe. Dia da mãe tem de ser cada dia. Mãe que é mãe nunca se cansa de ser mãe e nunca descansa como mãe. Mãe que é mãe está sempre em funções, está sempre em funções de mãe. Mãe que é mãe pensa sempre como mãe, sente sempre como mãe, age sempre como mãe, sofre sempre como mãe, chora sempre como mãe e morre sempre como mãe.

Há muitas condecorações neste país e neste mundo, mas haverá herói maior que uma mãe? Haverá maior escola de vida que uma mãe? Uma mãe dá tudo sem cobrar nada. Mesmo quando não há reconhecimento, a Mãe não mostra ressentimento. É comovente sentir como a Mãe também tem lugar para a dor. Mas só o amor vem aos lábios. A dor fica alojada na alma. Quando muito, pode escorrer em algumas lágrimas furtivas. Mas Mãe que é mãe diz sempre o melhor de seus filhos. Não poderíamos aprender com as mães?

  1. Mãe é a mão que nos livra da queda. Mãe é o colo que nos ampara na fraqueza. Mãe é a luz que nos aponta o caminho e nos acompanha na estrada. Pode-se ter tudo, mas não há nada que se compare a uma mãe.

Mãe é o que fica mesmo quando tudo parece passar. Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe. É por isso que Mãe nunca se reforma. Mãe nunca morre. Mãe é sempre Mãe. Mãe nunca deixa de ser mãe. Mãe sobrevive sempre.

 

D. Cada pastor tem muito de mãe, de maternal

 

7. Mãe é palavra. Mãe é sobretudo gesto, gesto que não cabe em qualquer palavra. É com a Mãe que aprendemos a falar. E pode ser com a Mãe que podemos aprender a perceber o que Deus nos quer dizer. Muita gente pode saber o que é o amor, mas só as mães sabem verdadeiramente o que é amar. É por isso que a Mãe é obra de Deus. A Mãe é como um eco de Deus no nosso mundo. Se queremos saber o que é amar, olhemos para a Mãe.

Eu diria — e peço que me compreendam — que Mãe não tem coração. Ou, melhor, Mãe não tem só um coração. Mãe tem muitos corações. O coração da Mãe está transplantado no coração dos filhos. Mãe que é mãe hipoteca tudo, a começar pelo seu coração. «Obrigado» é tão pouco para lhe agradecer tanto. Mas talvez seja tudo o que nos resta para lhe dizer. Não lho digamos, contudo, só com os lábios. Digamos «obrigado» à nossa Mãe com a nossa vida, com a nossa presença, com o nosso auxílio, com o nosso reconhecimento, com a nossa oração.

 

  1. Que melhor exegese do que a Mãe para compreender o que nos é dito no Evangelho deste Quarto Domingo da Páscoa, Dia do Bom Pastor e das Vocações? Ser pastor tem muito de mãe, de maternal. Ser pastor implica gerar e guiar as ovelhas. Em cada ano, neste Domingo, a Liturgia propõe à nossa consideração um pedacinho do capítulo 10 do Evangelho de S. João. Ele apresenta Cristo como o Pastor-modelo e, nessa medida, como modelo de todos os pastores. À semelhança do Pastor, os pastores não hão-de procurar o seu próprio bem, mas o bem do seu rebanho.

Não custa perceber, portanto, que este Domingo tenha sido escolhido para Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Toda a vida há-de ser acolhida como resposta a uma vocação. Mas, como é óbvio, pensamos especificamente nas vocações para a missão. Não só neste dia, mas sobretudo neste dia, pedimos ao Senhor que faça desabrochar pastores à imagem do Bom — e Belo — Pastor. A humanidade precisa de pastores que, como Jesus, dêem a vida; que, como Jesus, estendam a mão aos que estão fora e apoiem os que já estão dentro; que, como Jesus, conheçam cada uma das ovelhas, indo ao encontro dos seus problemas e das suas necessidades.

 

E. Faz sempre bem ler o «Evangelho segundo as mães»

 

9. Nenhum ser humano é alguma coisa sem Mãe. Nenhum discípulo é alguma coisa sem Mestre. Nenhum cristão é alguma coisa sem Cristo. A Mãe pode ser vista, portanto, como um Evangelho vivo.

Tal como a existência da Mãe se prolonga na existência do filho, também a vida de Cristo se prolonga na existência do cristão. E tal como a melhor herança que a Mãe pode deixar aos filhos é o seu exemplo, também o maior legado que Jesus nos deixa é o Seu testemunho.

  1. A relação do discípulo com Jesus é como a relação do filho com a mãe: não é episódica, mas estável, sólida, contínua. Permanece em Jesus quem acolhe no coração a Sua proposta de vida, entregando-se a Deus e aos irmãos até à doação completa de si mesmo. É assim, aliás, que as mães se comportam para com os filhos.

Não deixemos, então, de ler — e meditar — o «Evangelho segundo as mães». Vivamos o Evangelho olhando para as mães, a começar por Maria, modelo de todas as mães. Foi na Sua carne que Jesus Cristo Se fez carne. Que na nossa vida deixemos que Jesus Se faça vida. Hoje. Amanhã. E sempre!

publicado por Theosfera às 05:22

Hoje, 07 de Maio (Quarto Domingo da Páscoa), é dia de Sta. Flávia Domitila e Sta. Gisela.

É também Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Domingo do Bom Pastor e Dia da Mãe.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 06 de Maio de 2017

Hoje, 06 de Maio, é dia de S. Pedro Aumaitre, S. Mariano, S. Domingos Sávio e Sta. Catarina Troiani.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 05 de Maio de 2017

Hoje, 05 de Maio, é dia de S. Máximo de Jerusalém, Sto. Ângelo, Sto. Hilário de Arles e S. Núncio Suplizio.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:36

Quinta-feira, 04 de Maio de 2017

Hoje, 04 de Maio, é dia de S. Gregório, o Iluminador, S. Jorge Haydock e seus Companheiros Mártires e S. João, Roberto e Sto. Agostinho (da Cartuxa).

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 03 de Maio de 2017

Vivemos num mundo de aparências.

Só que as aparências não são feitas pelo que nos aparece, mas, quase sempre, pelo que nos parece.

Aliás, Já Nicolau Maquiavel tinha dito: «Todos vêem o que pareces e poucos percebem o que és».

Nesta submissão da essência às aparências, há quem seja favorecido e há quem se veja seriamente prejudicado.

Há quem pareça melhor do que é. E há quem seja (muito) melhor do que parece.

É pena que a actualidade seja, muitas vezes, dominada pelas aparências.

Pensamos que sabemos o que acontece quando nos limitamos a ser informados acerca do que parece!

publicado por Theosfera às 11:14

Hoje, 03 de Maio, é dia de S. Filipe, S. Tiago Menor, S. Rupert Mayer, Sta. Maria Leónia Paradis e. S. Eduardo José Rosaz.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 02 de Maio de 2017
  1. Há muitas vidas em Fátima e há Fátima em muitas vidas.

Mas não basta viver Fátima. É necessário que nos esforcemos por «fatimar» a nossa vida.

 

  1. Fátima é ponto de chegada para tantos roteiros de peregrinação.

E é imperioso que se torne ponto de partida para renovados caminhos de conversão.

 

  1. As pessoas acostumaram-se a levar a vida até Fátima.

É, porém, indispensável que se habituem igualmente a trazer Fátima até à sua vida.

 

  1. Fátima não se sobrepõe ao que já se conhece. Fátima é o eco para hoje do Evangelho de sempre.

No fundo, «fatimar» é evangelizar em tons de urgência.

 

  1. Como notou São João Paulo II, a Igreja, ao aceitar Fátima, reconheceu que a sua mensagem «contém uma verdade e umchamamentoque, no seu conteúdo fundamental, são a verdade e o chamamento do próprio Evangelho».

Tal como o Evangelho nos traz o apelo de Jesus à mudança (cf. Mc 1, 15), também Fátima nos faz chegar o chamamento de Maria à conversão.

 

  1. É por isso que, embora não fazendo parte da Revelação pública, a mensagem de Fátima está em conformidade com ela.

O que Jesus legou para todos os tempos foi reproduzido por Maria para este nosso tempo.

 

  1. Logo em Maio de 1917, Maria propõe aos pastorinhos que se «ofereçam a Deus».

Deus é o centro da vida e o destino final da conversão. Converter é — essencialmente — verter a vida para Deus.

 

  1. É neste sentido que cada «mariofania» redunda sempre numa poderosa «teofania».

Em Fátima, Maria  assume-Se como «caminho que nos conduzirá até Deus».

 

  1. Ela recorre aos mais pequenos para abanar os que se consideram «sábios e inteligentes» (Mt 11, 25).

Os grandes mostram-se armados pelos poderes do mundo. Os humildes preferem sentir-se amados pela presença de Deus.

 

  1. É natural que nos «vistamos» com a nossa vida para chegar a Fátima. Mas é vital que nos «revistamos» de Fátima para retomar a nossa vida.

Fátima não pode ser apenas uma experiência diferente no meio de uma vida indiferente. Há que acolher a chama da transformação que Fátima vem acender nesta nossa (humana) peregrinação. A Fátima não é admissível ir só em passeio. Foi para nos converter que a Mãe à nossa terra veio!

publicado por Theosfera às 10:24

Hoje, 02 de Maio, é dia de Sto. Atanásio e S. José Maria Rúbio.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 01 de Maio de 2017

O respeito é a matriz da cultura.

Sem respeito, de que adianta o conhecimento ou a riqueza?

Máximo Gorky achava que «a nova cultura começa quando o trabalhador e o respeito são tratados com respeito».

É fundamental que todos nos respeitemos.

E é urgente que se extirpe, para sempre, o cancro da arrogância que empesta a convivência humana!

publicado por Theosfera às 09:29

Hoje, 01 de Maio (Dia do Trabalhador), é dia de S. José Operário, Sta. Comba do Alentejo, S. Jeremias e S. Ricardo Pampuri.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 30 de Abril de 2017

Obrigado, Senhor,

por, também hoje, Te apresentares no meio de nós,

por, também hoje, nos ajudares a vencer as nossas perturbações.

 

Obrigado, Senhor, pela paz que nos dás,

pela paz que és Tu,

pela paz que chega ao mundo inteiro.

 

A Páscoa está no tempo

para que esteja na vida,

na vida de cada um,

na vida de todos.

 

Como há dois mil anos,

Tu, Senhor, comes connosco.

Tu és o nosso pão,

o alimento da nossa vida.

 

Tu, Senhor, continuas a abrir os nossos corações,

a purificar a nossa existência,

a transformar o nosso caminhar.

 

Tu és, Senhor,

o sol que ilumina,

a chuva que fecunda,

o vento que sopra.

 

Tu és o Deus das novas oportunidades.

Mesmo quando pecamos, Tu és o perdão.

Por isso nos convidas ao arrependimento,

à mudança, à conversão.

 

Continua, Senhor, a transformar a nossa vida.

Que nós nunca Te esqueçamos,

que nunca esqueçamos de Te anunciar,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:06

 

A. Tudo começa na estrada

  1. Onde conhecemos Jesus, hoje? Onde podemos reconhecer Jesus em cada hoje? «Ao partir do pão»(Lc 24, 35). Na verdade, foi ao partir do pão que Jesus Se deu a conhecer há dois mil anos. É ao partir do pão que Jesus Se continua a dar a conhecer hoje. É este, por conseguinte, o mistério da Igreja e o mistério da fé da Igreja que testemunhamos em cada Eucaristia: «Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a Vossa Ressurreição». E o Senhor, morto e ressuscitado, continua a vir, como veio naquele tempo e como há-de vir no fim dos tempos.

É por isso que não pode haver Igreja sem Eucaristia nem cristãos sem Domingo. É para a Eucaristia que caminha a missão e é da Eucaristia que nasce a missão. A missão consiste, fundamentalmente, em ir do caminho para a mesa e em voltar da mesa para o caminho. O mesmo Jesus que nos manda para a missão (cf. Mt 28, 16-20) também nos manda partir o pão em Sua memória (cf. 1Cor 11, 24).

 

  1. Não é em vão, aliás, que o fim da Missa consiste num convite para a Missão. O «ide» do celebrante não é uma despedida, mas um envio. De resto, já o «ide» de Jesus (cf. Mt 28, 19) era um envio, não uma despedida. Ele teve o cuidado de assegurar a Sua presença no meio dos discípulos até ao fim dos tempos (cf. Mt 28, 20). O que envia está sempre no meio dos Seus enviados.

A esta luz, o episódio dos discípulos de Emaús é um precioso tratado de pastoral que se pode sintetizar da seguinte maneira: tudo começa na estrada, tudo se revela em casa e tudo regressa ao caminho. Acabamos de ouvir como estes discípulos «contaram o que tinha acontecido no caminho e como Jesus Se lhes deu a conhecer ao partir do pão»(Lc 24, 35).

 

B. Jesus em Emaús

 

3. De facto, a missão tem início na estrada: na estrada de Emaús e nas estradas da vida. É aí, nas estradas, que ocorre o encontro (cf. Lc 24, 13-27). A missão prossegue em casa. É aí que o velado se desvela e o que era desconhecido se torna reconhecido (cf. Lc 24, 28-32). E é assim que a missão regressa a todos os caminhos para reentrar em todas as vidas. É aí que anunciamos Aquele que encontramos e reconhecemos (cf. Lc 24, 33-35).

É possível que, no início, encontremos nas estradas muitos como aqueles dois a caminho de Emaús: entristecidos, amedrontados (cf. Lc 24, 17). Não só para esses, mas sobretudo para esses, a missão é alento, alimento e remédio para vencer o desalento.

 

  1. Temos de fazer como Jesus. Primeiro, sair. Depois, entrar. E, de novo, voltar a sair. Hoje, porventura mais do que nunca, necessitamos de uma Igreja em saída, de uma Igreja em viagem, de uma Igreja em peregrinação por todos os lugares e por todas as vidas. É na viagem da vida que sentimos necessidade de uma Igreja que convide, de uma Igreja que acolha e, como corolário, de uma Igreja que envie e se sinta enviada.

Os discípulos de Emaús são, portanto, um retrato de nós mesmos. Como eles, também nós somos seres abatidos, caminhando pela estrada, a caminho de casa, no ocaso do dia. Também as nossas expectativas parecem esvaziadas e as esperanças caídas.

 

C. Aquele que caminha sempre connosco

 

5. Só que nas estradas da vida surgem muitas surpresas. É nestas estradas que surge o Jesus que nós, à primeira, não reconhecemos nem acolhemos. Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), nunca deixa de Se aproximar de nós e de caminhar connosco (cf. Lc 24, 15). Jesus é o Deus próximo e o Deus peregrino. Ele é o nosso caminho e a luz que guia os nossos passos em todos os caminhos. É Ele que toma a iniciativa de vir ao nosso encontro.

Jesus caminha sempre connosco: não apenas por alguns momentos, mas durante toda a vida. O problema é que os nossos olhos estão como os olhos dos discípulos de Emaús. Tantas vezes, não reconhecemos Aquele que até somos capazes de conhecer. Conhecemos Jesus em Si, mas nem sempre O reconhecemos quando Ele vem até nós. É que Jesus vem de uma forma desconcertante. Jesus mete conversa nos nossos caminhos na pessoa dos pobres, dos pequenos e dos simples. Tudo o que fazemos a eles é o que fazemos a Ele (cf. Mt 25, 40). Ninguém diga, pois, que não vê Jesus, que não encontra Jesus. Ele está sempre a vir. Em cada pessoa, está a pessoa de Jesus.

 

  1. Estejamos atentos, já que, quando menos esperamos, surge o Jesus irreconhecido, o Jesus que quase nunca reconhecemos. É Ele que nos faz arder o coração (cf. Lc. 24, 32). É Ele que nos devolve ao caminho e nos recoloca na missão. Sem Jesus, a missão não tem sentido, é esforço vazio. Podemos conhecer as coisas, mas não o seu verdadeiro significado. Os discípulos de Emaús sabiam o que tinha acontecido nos últimos dias (cf. Lc 24, 18), mas só Jesus revela o Seu autêntico — e definitivo — alcance (cf. Lc 24, 25-27). Até o convite para entrar em casa é — subtilmente — provocado por Jesus. Com efeito, Jesus faz menção de continuar a caminhar (cf. Lc 24, 28) como que a suscitar o convite: «Fica connosco»(Lc 24, 29).

Esta, no fundo, é a vontade de Jesus: ficar connosco. Até porque, sem Jesus, vem a noite e a escuridão (cf. Lc 24, 29). Só Jesus é luz, só Jesus acende a luz para que volte a amanhecer um novo dia na nossa vida. Quando Jesus entra na nossa vida, tudo é diferente, tudo é novo, tudo é claro. Os olhos abrem-se e o coração arde (cf. Lc 24, 31-32). É Jesus que abre os nossos olhos, é Jesus que faz arder o nosso coração.

 

D. É preciso meter as mãos nas feridas

 

7. Os discípulos, apesar da noite, voltam de Emaús para Jerusalém (cf. Lc 24, 33). Não são os 12 quilómetros que os inibem. Quem tem os olhos abertos e um coração a arder é capaz de enfrentar qualquer obstáculo. Quando a missão acontece, o próprio Jesus (re)aparece. Naquela noite, em Jerusalém, com os discípulos regressados de Emaús, Jesus apresenta-Se de novo no meio da comunidade com o dom da paz (cf. Lc 24, 36).

Entre o espanto e o medo, chegaram a confundir Jesus com um espírito (cf. Lc 24, 37). Hoje em dia, também entre o espanto e o medo, não falta quem confunda alguns espíritos com Jesus. Mas Jesus desfaz todos os medos, pelo que, como cantava Sta. Teresa, não há razão para estarmos perturbados. Jesus pede aos discípulos que olhem para Ele e O toquem (cf. Lc 24, 39). Pede que fixem a atenção nas Suas mãos e nos Seus pés, que contêm as marcas da paixão e da morte.

 

  1. A Ressurreição não é a mera sobrevivência da «causa de Jesus». É Ele próprio que está vivo, transformado. A Ressurreição não é uma ilusão, mas uma transformação. Jesus como que nos diz que este é o momento de tocar nas Suas feridas, nas Suas feridas espalhadas em tantas feridas. A Ressurreição não é para quem evita as feridas, mas para quem mete as mãos em todas as feridas.

Jesus ressuscitado não está ausente nem sequer distante, longe do mundo em que os discípulos continuam a caminhar. Jesus continua, pelo tempo fora, a sentar-Se à mesa com os discípulos, a estabelecer laços de familiaridade e de comunhão com eles, a partilhar os seus sonhos, as suas lutas, as suas esperanças, as suas dificuldades, os seus sofrimentos. Naquela noite, Jesus pede «alguma coisa para comer»(lc 24, 41). Em cada dia, é Jesus quem Se nos dá a comer: é Ele o nosso alimento.

 

E. Até ao último entardecer, nenhum dia se pode perder

 

9. É na refeição que Jesus ressuscitado revela aos discípulos o sentido profundo das Escrituras. A Escritura não só encontra em Jesus o seu cumprimento como também o seu intérprete. É à volta de Jesus ressuscitado que a Igreja se deve reunir para escutar a Palavra que sustenta e para comer o Pão que alimenta. É preciso estar atento e disponível: atento para acolher e disponível para anunciar. Os discípulos, alimentados pela Palavra, recebem de Jesus a missão de dar testemunho diante de «todas as nações»(Lc 24, 47).

Nós estamos no mundo para anunciar a morte e a ressurreição de Jesus. Tal como os discípulos da primeira hora, também nós somos chamados a ser testemunhas em todas as horas (cf. Lc 24, 48): a ser testemunhas dos acontecimentos de Jesus e a ser testemunhas da pessoa de Jesus.

 

  1. A finalidade da missão é pregar o «arrependimento» e o «perdão dos pecados» (cf. Lc 24, 47): em toda a parte e a toda a gente. Eis a síntese da nossa missão: propor uma transformação da vida, uma transformação da vida de cada pessoa e uma transformação da vida do mundo. Ninguém pense que não precisa de se transformar. Ninguém pense que já está totalmente transformado. Que ninguém se acomode nem se aquiete. A missão é para incomodar e para, sadiamente, inquietar. Só no fim é que podemos descansar.

Como refere D. António Couto, em Emaús há uma igreja com um belo e significativo poema, que reza assim: «Todos os dias/ Te encontramos/ no caminho./ Mas muitos reconhecer-Te-ão/ apenas/ quando/ repartires connosco/ o Teu pão./ Quem sabe?/ Talvez/ no último entardecer». Vamos, então, sair de novo em missão. Nenhum dia se pode perder até que chegue esse «último entardecer»!

publicado por Theosfera às 05:31

Hoje, 30 de Abril (Terceiro Domingo da Páscoa), é dia de S. Pio V, S. José Bento Cottolengo, S. Bento de Urbina, Sto. Amador, S. Donato e Sta. Maria da Encarnação.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 29 de Abril de 2017

Hoje, 29 de Abril, é dia de Sta. Catarina de Sena (Co-padroeira da Europa) e S. Wilfrido, o Jovem.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 28 de Abril de 2017

 

Hoje, corremos o sério risco de não comunicar, limitando-nos a vocalizar.

Acontece que vocalizar é muito diferente de comunicar.

Para comunicar, é preciso haver quem diga e quem escute.

Se não há escuta, haverá comunicação?

Há que parar para pensar e escutar.

O silêncio é terapia e torna-se essencial para que possa haver harmonia!

 

publicado por Theosfera às 12:56

Afinal, tudo o que damos não sai de nós. Fica redobradamente em nós.

O que é damos é o que mais diz sobre nós.

Daí que Guerra Junqueiro tenha recomendado: «O sorriso que ofereceres a ti voltará outra vez».

E mesmo que não volte pela face daqueles a quem sorrimos, não deixará de regressar pela disponibilidade que tivemos para sorrir.

Sorrir nas horas difíceis e dominar-se nos momentos de aperto evita problemas no presente e fornece um tónico de paz para o futuro!

publicado por Theosfera às 10:26

Hoje, 28 de Abril, é dia de Sta. Teodora, S. Dídimo, S. Pedro Maria Chanel, S. Luís Maria Grignion de Monfort, S. Pusquésio e Sta. Maria Luísa Trichet.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

Estando o homem orientado para o bem, porque é que cede tanto ao assédio do mal?

Provavelmente, porque confunde o mal com o bem.

Era, pelo menos, o que achava Mary Wollstonecraft: «Nenhum homem escolhe o mal por ser mal, mas apenas por confundi-lo com felicidade».

Mas esta confusão não faz nada bem!

publicado por Theosfera às 11:32

Hoje, 27 de Abril, é dia de Nossa Senhora de Monserrate, Sta. Zita (padroeira das empregadas domésticas e das despenseiras) e Sto. Ântimo.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:30

Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

À nossa volta, tumultuam palavras que os lábios gritam, mas que poucos ouvidos escutam.

Sendo assim, como comunicar, como agir? J

á William Shakespeare se apercebera de que «os que falam muito pouco fazem de bom».

Aliás, como estão tão ocupados a falar, como poderão agir?

Tudo na medida certa.

A palavra é essencial. Mas, se (ab)usada com desmesura, provoca imensa amargura!

publicado por Theosfera às 11:34

Hoje, 26 de Abril, é dia de Nossa Senhora, Mãe do Bom Conselho, Sto. Anacleto, S. Marcelino, S. Pedro de Rates, S. Pascásio, S. Basílio de Amaseia, S. Gregório e S. Domingos (Pregadores).

Um santo e abençoado dia  pascal para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Terça-feira, 25 de Abril de 2017

 

  1. São tantas as acentuações que, mesmo sem querer, acabamos por incorrer em exclusões.

A totalidade fica ofuscada no meio de tanta parcialidade.

 

  1. É comum ouvir dizer que estamos na era da mobilidade. É verdade.

Mas alguém pode negar que, ao mesmo tempo, estamos numa época igualmente marcada pela imobilidade?

 

  1. Os diagnósticos estão feitos e as situações são conhecidas. Mas será que cada pessoa é adequadamente atendida?

O número sobrepõe-se, clara e preocupantemente, à pessoa. Ainda que se diga o inverso, é a pessoa que está em função do número em vez de ser o número a estar em função da pessoa.

 

  1. Quando é preciso optar, os decisores não hesitam em sacrificar a pessoa ao número.

Cada décima do défice é esgrimida ao pormenor, numa disputa que acaba por se abater inevitavelmente sobre as pessoas.

 

  1. Como alguém avisou, vivemos na «Europa da vírgula».

Os índices económicos raramente são expressos através de um número sem vírgula.

 

  1. O défice orçamental acabou por ficar em 2%, mas, durante meses, andou a recuar de 2,4% para 2,1%.

E quando a Europa diz que a nossa economia cresceu 1,3% em 2016, desencadeia-se uma sensação de triunfo. É que o próprio Governo apontava apenas para um crescimento de 1,2%.

 

  1. Só que todas estas discussões estão muito longe da vida de cada pessoa.

Continua a não haver o devido cuidado pela pessoa concreta, que tanto pode estar só no meio de uma metrópole como pode «subviver», isolada, na mais remota serrania.

 

  1. Fala-se muito da mobilidade. Mas subestima-se quantos, além do isolamento, estão imobilizados ou condicionados por uma mobilidade reduzida.

O habitual é recorrer ao deslocamento ou à institucionalização. Pode ser necessário, mas não basta.

 

  1. É hora de olharmos não só para o centro, mas também para as periferias; não só para a população activa, mas também para a população envelhecida; não só para os números, mas sobretudo para a pessoa.

O fundamental é investir na presença e apostar no acompanhamento.

 

  1. Neste contexto, uma «pastoral da imobilidade» não será uma pastoral imóvel nem — muito menos — inútil. Pelo contrário, será sempre um eco do Evangelho da esperança que nunca cansa.

Terá de ser, por isso, uma pastoral persistente. Para que todos sintam que, até ao fim, são olhados como gente!

publicado por Theosfera às 10:53

Hoje, 25 de Abril (feriado comemorativo da Instauração da Democracia), é dia de S. Marcos, Evangelista, Sto. Estêvão de Antioquia e S. Pedro de S. José Betancourt.

Refira-se que S. Marcos é considerado padroeiro dos vidraceiros e notários, e invocado contra a sarna.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 24 de Abril de 2017

Hoje, 24 de Abril, é dia de S. Fiel de Sigmaringa, S. Gregório de Elvira, Sta. Maria de Santa Eufrásia Pelletier, S. Bento Menni e Conversão de Sto. Agostinho.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 23 de Abril de 2017

A. Um dia com 192 horas

  1. Cada dia tem 24 horas. Mas há um dia — em Outubro — com 25 e outro dia — em Março — com 23 horas. E, depois, há o dia de Natal e este dia de Páscoa com 192 horas. Não é engano, é a verdade. A Páscoa, tal como o Natal, é um dia com 192 horas. É um dia que se estende por oito dias, até hoje. Aliás, já Santo Atanásio, no século IV, chama ao Domingo da Páscoa o «grande Domingo». Este «grande Domingo» converte-se em «Domingo grande». Como é que um Domingo tão intenso não haveria de se transformar num Domingo extenso?

É por isso que, desde o Domingo da Páscoa até hoje, o prefácio da oração eucarística menciona «este dia [e não «este tempo»] em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. E é por isso também que os salmos de Laudes, Vésperas e Completas são os mesmos de Domingo da Páscoa da Ressurreição.

 

  1. Assim sendo, não estamos no tempo depois da Páscoa. De resto, um cristão nunca pode viver depois da Páscoa. Um cristão tem de estar sempre em Páscoa. Em bom rigor, hoje ainda estamos no Dia da Páscoa. É este extenso — e muito intenso — Dia da Páscoa que abre o Tempo Pascal, que nos vai levar até ao Pentecostes. Este Tempo Pascal não é um tempo que sucede à Páscoa. É um tempo que celebra a Páscoa e que nos conduz ao tempo em que se há-de vivenciar a Páscoa, isto é, todo o tempo da nossa vida.

O Tempo Pascal é, pois, inseparável de uma Vida Pascal, de uma vida inteiramente «pascalizada». A Páscoa acende uma luz que não se apaga inaugurando um dia que não se extingue.

 

B. As sete designações para este Domingo

 

3. Este dia de oito dias é a «Oitava da Páscoa». «Oitava da Páscoa» não é, contudo, a única designação para este Domingo. De resto, este Domingo é conhecido por sete nomes: 1) «Oitava da Páscoa», 2) «Domingo in Albis» (Domingo Branco), 3) «Domingo Quasímodo», 4) «Domingo Novo», 5) «Pascoela», 6) «Domingo II da Páscoa» e 7) «Domingo da Divina Misericórdia».

Já o Antigo Testamento, no Livro do Levítico, apresenta o «Oitavo Dia» com o mesmo estatuto do «primeiro dia» (cf. Lv 23, 39). Ambos são dias de festa, ambos são dias de descanso.

 

  1. A tradição cristã liga a Ressurreição quer ao «primeiro dia», quer ao «oitavo dia». O próprio Cristo é «o primeiro e o último» (cf. Ap 1, 11). A Igreja habituou-se a apresentar o «Oitavo Dia» como o «Dia que o Senhor fez» ou, mais sucintamente, como o «Dia do Senhor», isto é, «Domingo».

É por tudo isto que um dos textos mais antigos — a denominada «Epístola de Barnabé» — indica expressamente que os cristãos guardavam «o “oitavo dia”», qualificando-o como «o dia em que Jesus Se levantou dos mortos».

 

C. Significado da «Oitava da Páscoa»

 

5. É curioso notar que, conforme nos refere o Antigo Testamento, a festa dos tabernáculos e a festa da dedicação do Templo já tinham «oitava» (cf. Lv 23, 26; 2Cr 7, 9). Daí que algumas fontes baptismais e alguns túmulos cristãos tivessem a forma de octógonos.

A introdução da «oitava» terá acontecido por ocasião da dedicação das Basílicas de Jerusalém e  de Tiro, cujas festas duraram oito dias. Posteriormente, algumas festas litúrgicas passaram a incluir «oitavas». As primeiras foram a Páscoa, o Pentecostes e, no oriente, a Epifania. Seguiu-se o Natal, que também recebeu a sua «oitava». As festas de São Pedro e São Paulo, São Lourenço e Santa Inês foram igualmente distinguidas com «oitavas».

 

  1. Chegaram a ser tantas as «oitavas» que a Igreja viu-se na necessidade de as catalogar. Assim, havia as «oitavas privilegiadas», as «oitavas comuns» e as «oitavas simples». As «oitavas privilegiadas» eram, por sua vez, subdivididas em «oitavas privilegiadas de primeira ordem, de segunda ordem e de terceira ordem».

Em 1955, foi suspensa a maior parte das «oitavas», mantendo-se apenas as da Páscoa, Natal e Pentecostes. Finalmente, em 1969, foi extinta a «oitava do Pentecostes», subsistindo as outras duas.

 

D. Um dia para tocar, de modo especial, a misericórdia de Deus

 

7. Este Domingo da Oitava da Páscoa também foi conhecido, em tempos, como «Domingo in Albis», ou seja, «Domingo Branco». Com efeito, era neste Domingo que os baptizados na Vigília Pascal vinham entregar a túnica branca que tinham recebido e que usavam durante a semana a seguir à Páscoa. Já agora, este Domingo recebeu igualmente o nome de «Domingo Quasímodo» por causa das primeiras palavras da antífona de entrada da Missa. São palavras extraídas da Primeira Epístola de São Pedro (2,2): «Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual». Em latim aquele «como» diz-se «quasi modo».

Também há sinais de os cristãos de fala grega denominarem este Domingo como «Dominica Nova» (Domingo Novo), em homenagem à vida nova recebida na Páscoa, pelo Baptismo. Entre o povo há quem, como sabemos, tome este Domingo como «Domingo de Pascoela», termo que significa «pequena Páscoa».

 

  1. Oficialmente, este é o «Domingo II da Páscoa» ou «da Divina Misericórdia». Esta última designação foi determinada a 30 de Abril de 2000, data que nesse ano também coincidiu com o segundo Domingo da Páscoa. Foi nesse dia que São João Paulo II canonizou Santa Faustina Kowalska, polaca como ele.

A esta religiosa, que faleceu em 1938, Jesus pediu que pintasse uma imagem Sua, que deveria conter a inscrição «Jesus, eu confio em Vós». Também pediu que essa imagem fosse venerada no mundo inteiro e, de modo solene, no domingo após o Domingo de Páscoa. Refira-se que esta santa é a grande apóstola da misericórdia, sobretudo através dos seguintes meios: devoção à Imagem da Misericórdia Divina; Terço da Divina Misericórdia; Festa da Divina Misericórdia; Novena da Divina Misericórdia; e Oração das três horas da tarde (em memória da hora da Sua morte).

 

E. Feliz é quem crê porque vê

 

9. Nas revelações que fez a Santa Faustina, Jesus disse que, especialmente neste dia, «estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. A alma que seconfessare comungar alcançará o perdão das suas penas e culpas. Neste dia, estão abertas todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim».

Foi esta a misericórdia que Jesus prodigalizou a Tomé «oito dias depois» da Ressurreição (cf. Jo 20, 26). No dia da Ressurreição, Tomé não estava com os outros discípulos. Não viu — nem ouviu — Jesus e, por isso, não acreditou (cf. Jo 20, 25). Quando parecia que Tomé tinha desistido de Jesus, eis que Jesus volta mostrando que não tinha desistido de Tomé.

 

  1. Jesus não desiste de Tomé. Jesus não desiste de nós. Como fez a Tomé, também vem ao nosso encontro, também Se deixa tocar por nós. Também nos convida a meter a nossa mão no Seu lado (cf. Jo 20, 27). É pelo Seu lado ferido que Jesus sara as nossas feridas. A Confissão e a Comunhão são, hoje em dia, o grande modo de «tocar» em Jesus e de nos deixarmos «tocar» por Jesus. Foi à Igreja, representada pelos discípulos, que Jesus confiou a missão de distribuir o Perdão (cf. Jo 20, 22). Foi à Igreja, sinalizada pelos mesmos discípulos, que Jesus entregou a missão de distribuir o Pão (cf. 1Cor 11, 24).

Digamos a todos o que os discípulos disseram a Tomé: «Vimos o Senhor» (Jo 20, 25). E que felizes nós somos porque vemos o Senhor! Vemo-Lo, estamos sempre a vê-Lo, na fé. Esta é a Bem-Aventurança que alimenta a nossa esperança! Melhor do que «ver para crer» é «crer para ver». Feliz não é quem crê porque vê. Feliz é quem vê porque crê. Nós não acreditamos porque vemos. Nós vemos porque acreditamos. E na fé não há limites. A fé é ilimitadamente «vidente». Na fé conseguimos ver até o invisível. Em vez de «ver para crer», habituemo-nos, então, a «crer para ver». Quem acreditar nunca deixará de encontrar. São os «óculos da fé» que nos guiarão pelas estradas do mundo. São os «óculos da fé» que iluminarão a nossa vida com um amor sempre mais profundo!

 

publicado por Theosfera às 13:12

Páscoa é todos os dias, Páscoa é todo o tempo.



Páscoa não foi. Páscoa é. A Páscoa não passa. A Páscoa é passagem, mas nunca é passado.



A Páscoa não foi apenas há oito dias. A Páscoa também é hoje.



Também hoje, Senhor, vens ter connosco. Também hoje nos dás a Tua paz, o Teu perdão, o Teu amor.



O Teu mandamento não é pesado, o Teu jugo é suave, a Tua carga é leve.



Quando Te amamos, amamos também as pessoas. Quando amamos as pessoas, amamos-Te também a Ti.



Também hoje, queremos ter um só coração e uma só alma.



Também hoje, queremos pôr tudo em comum.



Também hoje, queremos que ninguém passe necessidade, que ninguém tenha fome.



Também hoje, queremos conjugar, com os lábios e com a vida, o verbo «dar», o verbo «repartir», o verbo «amar».



O que é de cada um queremos que seja de todos.



Ajuda-nos, Jesus, a vencer a pior doença: o egoísmo.



Ensina-nos, Jesus, a vencer a falsidade e a mentira.



Envolve-nos, Jesus, com a Tua misericórdia e habita-nos com a Tua bondade.



Obrigado, Jesus, por morreres por nós.



Obrigado, Jesus, por ressuscitares para nós.



Obrigado por vires sempre ao nosso encontro.



Como S. Tomé, também hoje Te adoramos, também hoje Te dizemos:



«Meu Senhor e meu Deus!»

publicado por Theosfera às 11:15

Hoje, 23 de Abril (Domingo II da Páscoa ou da Divina Misericórdia), é dia de Sto. Adalberto, Sto. Egídio de Assis, Sta. Helena de Údine, S. Jorge, Sta. Teresa Maria da Cruz e Sta. Maria Gabriela Sagheddu.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 22 de Abril de 2017

Hoje, 22 de Abril (Sábado da Oitava da Páscoa), é dia de Sta. Senhorinha, S. Sotero, S. Caio, S. Leónidas, Sto. Hugo de Grenoble e Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia pascal ara todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 21 de Abril de 2017

Não confundamos nem nos iludamos.

Uma coisa é ser tolerante, outra coisa (bem distinta) é ser permissivo.

De facto, não é possível igualizar a aceitação do diferente e a conivência com o mal.

Há pessoas que se dizem tolerantes quando o que mostram ser é permissivas.

Descansam, assim, a sua consciência e justificam-se por nada fazerem diante da injustiça.

É bom ser pacífico, não passivo!

publicado por Theosfera às 11:02

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