Aqui deixo o que é possível contar para melhor me concentrar no que não posso dizer.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
O amanhã chegou. Sim, aquele amanhã de que ainda ontem falávamos.
 
O amanhã tornou-se hoje. O futuro tornou-se presente.
 
E aquele dia que, ainda há poucas horas, chamávamos hoje já se transformou em passado. Tudo é mistério.
 
Mistério que (es)corre a alta velocidade...
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:25

O futuro é um lugar muito belo, mas também um destino muito distante.
 
Estamos sempre a sonhá-lo e isso é bom. Mas estamos também sempre a adiá-lo e isso é preocupante.
 
O melhor contributo para o futuro é dar tudo no presente. Porque o presente é o melhor «parteiro» do futuro!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:24

Disse Joseph Joubert: «Sendo possível devemos morrer amavelmente».
 
E como não sabemos quando morreremos, o melhor é tentar também viver amavelmente!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:24

Oscar Wilde percebeu tudo: «A moderação é uma coisa fatal. Nada tem mais sucesso do que o excesso».
 
Mas o sucesso não pode ser o objectivo supremo. E é melhor ser moderado sem êxito do que excessivo com êxito.
 
A moderação é um certificado de lucidez e uma via para o bom senso.
 
De uma revolução precisamos. O Padre Manuel Antunes lobrigou-a. Trata-se da «revolução da sensatização»!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:23

«A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido, fazem-na circular sem escrúpulos».
 
Diane Poitiers emitiu uma grande (enorme) verdade.
 
As piores calúnias são emitidas por pessoas que julgaríamos incapazes de provocar uma ferida!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:22

«Saber ler é acender uma luz no espírito».
 
Cada vez me revejo mais neste luminoso pensamento de Pearl Buck.
 
Um bom livro é a melhor oferta.
 
Ler um livro ajuda a ler a vida, a olhá-la por dentro, pelo fundo!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:21

Duas idosas encontradas mortas no seu apartamento em Lisboa. Um idoso encontrado morto em sua casa no Porto.
 
Caso para parafrasear o poeta: «Mas os idosos, Senhor, porque lhes dais tanta dor? Porque têm de sofrer assim?»
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:21

Ontem deste tudo. Hoje preparas-te para tudo dar.
 
Depois de dar tudo parece não sobrar nada. Mas o milagre de cada dia é este: é possível continuar a dar depois de tudo dar.
 
Eis o milagre que Deus vai realizando em cada ser humano num único dia. No dia que se chama «hoje»!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:19

O sonho não é tudo, mas pode ser o início de muita coisa.
 
Nem tudo o que se sonha se concretizará.
 
Mas sem o sonho algo de bom se realizará?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:18

Falamos e agimos muito em função do preconceito.
 
Um preconceito é um pré-conceito, ou seja, uma tomada de posição antes de qualquer conhecimento, aproximação ou contacto. E isso só envenena o ambiente e tolda a convivência.
 
Pronunciemo-nos com base não no preconceito mas no «pós-conceito». E, mesmo assim, com as devidas cautelas.
 
Nem sempre o que apreendemos é totalmente fidedigno.
 
A. Baptista tocou no essencial. Somos subjectivos poque somos sujeitos. Só seríamos plenamente objectivos se fôssemos objectos...
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:16

Um dia antes de morrer, Maria José Nogueira Pinto escreveu um artigo que é todo um programa.
 
Nele faz uma síntese que é um hino ao bom senso.
 
Dizia ela que, na vida, há que contar com o pior e esperar o melhor.
 
Um dia aquilo que esperamos superará aquilo com que contamos!
 
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:15

Stéphane Hessel publicou dois opúsculos que são dois apelos.
 
Basta atentar nos respectivos títulos: «Indignai-vos» e «Empenhai-vos».
 
É que, como se diz no subtítulo deste último, «indignarmo-nos já não chega».
 
No seu interior recupera um conceito de Edgar Morin: «policrise».
 
Não há domínio nenhum que não invoque a crise. Esta é, pois, a prioridade: sobretudo superar a crise!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:12

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Já passou um mês sobre o último Natal. Já só faltam onze meses para o próximo Natal.
Mas entre estes dois Natais, nunca deixa de ser Natal.
Jesus está sempre a vir até nós.
Nós estamos sempre a ir até Ele. Quando se procura viver o Seu amor, Ele acontece em nós!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:27

A censura, pelos vistos, não é um exclusivo das ditaduras.
Há quem continue a pagar um preço alto pela liberdade mesmo em democracia.
A rádio pública não pode ser vista como a rádio do Estado.
A direcção é de alguns. Mas os impostos que a sustentam são de todos!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:25

É verdade que o senhor Presidente da República não foi feliz no que disse. Mas espanta que só agora alguém se espante.
E é por isso que, sem contender com a liberdade de expressão (e de indignação), creio ser hora de mudar de atitude.
Estes «peditórios» são um pouco possidónios e já saturam.
Mais do que apontar responsáveis pela situação presente o importante é encontrar um rumo para o futuro. Não é fácil. Mas é decisivo!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:24

Não é só a ortografia que passa por uma cosmética. A própria semântica parece sofrer grande trambolhões.
Manuel António Pina alude, na sua crónica de hoje, à palavra «coragem».
Para muitos, coragem é fazer o contrário do que se disse, é aplicar austeridade e multiplicar sacrifícios. É ser «forte» com os «fracos», os pequenos, os humildes.
Os dicionários já ensinam pouco. Temos de reaprender tudo com o «progresso». Nem que se trate, como avisa Luis Racionero, de «um progresso decadente»!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:23

«Não se pode reinar inocentemente».
Saint-Just deu conta de que não há inocência na arte de governar.
O «pecado original» é quando se esquece o servir e só se pretende conjugar o verbo «mandar».
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:22

Séneca percebeu: «Se um grande homem cair, mesmo depois da queda, ele continua grande».
Grande só não é quem faz com que os outros caiam, quem empurra os outros!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:21

O efémero não está só no tempo. Está também nas pessoas, «maxime» no relacionamento entre elas.
Já não há só divórcios nos casais. Há também, e cada vez mais, divórcios entre amigos. O «facebook» estatuiu e vulgarizou o verbo «desamigar».
Tudo começa de repente. Tudo acaba num instante?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:20

Combatamos a lepra, amemos o leproso.
Hoje é o Dia Mundial da Lepra.
Como não recordar o grande apóstolo Raul Follereau?
Alguém tem o direito de ser feliz sozinho?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:19

Hoje é o dia da conversão de S. Paulo.
Vale a pena estacionar no significado deste momento e desta atitude.
O encontro com Cristo nasce de uma mudança, implica mudança.
Paulo corporiza um modelo de existência saudavelmente inquieto.
Era teimoso. Parecia inexpugnável. Mas foi vencido. Por Cristo.
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:18

Com espantosa facilidade, tendemos a excelsar os que fazem sofrer e a ignorar as vítimas do sofrimento.
Numa cultura obcecada com o êxito, os nossos olhos parecem estar centrados apenas nos palcos.
Há que alargar os horizontes. O coração tem de se condoer.
Quem não sofre com quem sofre será autenticamente humano?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:17

Tem nevado muito. Na recordação de outros invernos. E na imaginação de muitas crianças!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:15

Confesso que as suas mais recentes intervenções públicas me têm desapontado, mas Eusébio é o que foi.
É o que guardo na lembrança. Figo foi grande. Cristiano Ronaldo tem eflúvios de génio.
Mas Eusébio mantém-se no Olimpo. O sistema de jogo era diferente, sem dúvida. Mas isso não impede que se reconheça o brilho incandescente e o perfume do seu futebol.
Depois, era companheiro, humilde e respeitador.
Curiosamente, Vítor Damas chegou a ser chamado o «Eusébio das balizas».
Numa final da Taça, segurou todos os remates de Eusébio.
O Sporting ganhou sobretudo graças ao que Damas defendeu!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:14

Pode parecer estranho que o Papa convoque o silêncio para falar sobre a comunicação.
Hoje a comunicação é mais filha do ruído do que da fermentação silenciosa.
O silêncio não é a recusa da comunicação. Pode ser, bem pelo contrário, a remissão da comunicação. É o seu laboratório, o seu alicerce.
Comunicação que não seja preparada terá condições para ser oferecida?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:13

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Tornara-se habitual, nos últimos anos, haver grandes coisas em Janeiro: terramotos como no Haiti, revoluções como no mundo árabe ou, então, chuvadas, ventanias e nevões.
Espanta, por isso, este Janeiro calmo. É frio de noite, mas chega a ser prodigamente visitado pelo sol durante o dia. Está a ser muito agradável.
É o mês do «quase».
De facto, quase não chove, quase não neva, quase não venta.
Vivemos de recordações, como a da morte de Churchill, ocorrida neste dia há 47 anos.
Dizia Gedeão: «Tudo é foi. Nada acontece». Ou quase!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 12:07

A atenção merecida aos fins não autoriza que se despreze os meios.
Um bom fim deve ser atingido por um bom meio. Usar qualquer meio para atingir um fim corrói por completo a convivência humana.
Neste magma ético-civilizacional em que nos encontramos, parece valer tudo para chegar a qualquer lado.
Massillon avisava que, «para o ambicioso, o bom êxito desculpa a ilegitimidade dos meios».
É por isso que as coisas não estão bem!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:40

Hoje estás diferente.
Tens mais um dia, mais experiência, mais raízes, mais horizontes.
Estás mais perto do fim. Mais próximo do ápice. Dizia Maurice Blondel: «Tudo tende para o cume».
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:39

O Sporting está a tornar-se um «case study». Mais que um fenómeno desportivo está a transformar-se num caso clínico, do foro psicológico.
Mesmo sem estar muito atento, dá para ver que o Sporting tem bons jogadores, boa estratégia, intensidade e fio de jogo.
Mas colapsa em dois domínios determinantes: falha muito à frente e treme bastante atrás.
Constrói muitas oportunidades de golo que não concretiza e comete deslizes na defesa que acabam por ser fatais.
Repare-se que se trata de pormenores que ocorrem em segundos. Mas que interferem substancialmente nos resultados!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:37

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Diante do que os meus ouvidos captam e o meu olhar alcança, seria tentado a reescrever uma frase imorredoura: «À mulher de César não basta parecer séria; é preciso sê-lo».
Chega de aparências. Basta de ilusões!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:55

John Dryde detectou uma enorme verdade: «Às más notícias o fado dá asas, e elas voam velozes»!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:55

A riqueza não pode ser um «stock» nas mãos de alguns. Tem de ser um fluxo pela vida de todos.
É insustentável que haja muitos a trabalhar para uns poucos fruir.
O critério não pode continuar a ser o lucro. Tem de ser a justiça!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:54

Faz hoje, 23 de Janeiro, sete anos que faleceu Mons. Ilídio Fernandes, um homem bom e um homem de bem.
Muito ele fez por Lamego e por toda esta zona. Tanto ajudou as pessoas.
Não o esqueçamos jamais!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:53

S. João Esmoler nasceu em Chipre, foi funcionário do imperador, enviuvou e veio a ser patriarca de Alexandria por volta de 610. Espantou toda a gente com uma pergunta que fez à chegada: «Quantos são aqui os meus senhores?»

 

Como ninguém percebeu o alcance, ele descodificou: «Quero saber quantos pobres temos. Eles são os meus senhores, pois representam na terra Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Mt 25, 34-46). Dependerá deles que eu venha a entrar no Seu reino».

 

Fizeram o apuramento. Havia 7500 pobres, que ficaram a receber, todos os dias, uma boa esmola. É claro que as críticas não demoraram. Que havia alguns que não eram pobres, antes mandriões.

 

Réplica do bispo: «Se não fôsseis não curiosos, não o saberíeis. Curai-vos da vossa intriga e curiosidade e deixai-me em paz. Prefiro ser enganado dez vezes a violar, uma vez que seja, a lei do amor».

 

Diz a história que o cofre nunca se esvaziou. A quem lhe agradecia ele respondia: «Agradece-me só quando eu derramar o meu sangue por ti; até lá, agradeçamos, os dois juntos, a Nosso Senhor Jesus Cristo».

 

Ninguém tinha coragem de lhe negar nada. Só que alguns costumavam sair, furtivamente, da igreja antes do fim da Santa Missa.

 

Sucede que o bispo saía também e, de báculo na mão, juntava-se a eles cá fora e intimava-os: «Meus filhos, um pastor deve estar com o seu rebanho; por isso, venho ter convosco. Mas não posso ficar aqui e não me posso cortar em dois; que iria ser das minhas ovelhas que estão lá dentro?» Desde então, toda a gente esperava pelo fim da Santa Missa para sair.

Que nobre exemplo de pastor, de pai. Muito mais tarde, também Bossuet repetia: «Nossos senhores, os pobres».

 

O pobre é sempre uma surpreendente aparição de Deus.

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:51

Domingo, 22 de Janeiro de 2012
A vida ensina-nos muita coisa. A bem dizer, ela é a maior universidade.
É nela que está a universalidade do saber. E há um saber que mais ninguém nos oferece: o saber do não saber.
E este é fundamental, é aquele que constitui o fundamento de todos os outros saberes.
Nos tempos que correm, a vida mostra-nos cada vez mais que sabemos cada vez menos. E isto nem é mau.
A humildade é o chão que tudo fecunda!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:15

O mundo é feito de mudança. A vida, portanto, é tecida de «mundança».
Não é gralha. De facto, é de «mundança» que precisamos.
De mudança no mundo. E esta tem de começar por dentro, por nós!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:14

O presente é o resultado do nosso esforço. O futuro deverá ser a colheita do nosso sonho. A vida é o que for a nossa esperança.
É ela, a vida, que nos ensina tudo. Ou quase.
Às vezes, parece que só não nos ensina a respeitarmo-nos? Mas será ela que não nos ensina ou somos nós que teimamos em não aprender?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:12

Hoje é Domingo, dia do Senhor.
E é o Senhor que o(a) convida a estar com Ele. Numa qualquer igreja, num qualquer templo de pedra e no templo de pedras vivas que é todo o ser humano.
Faça do momento de oração um tempo de paz. Que a serenidade o(a) visite. E que a esperança o(a) ilumine!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:11

Tanto se matou em nome da verdade! Da verdade que alguns reclamavam para si e não reconheciam nos outros.
Falta perceber o que disse Zubiri. O essencial não é possuir a verdade, mas deixar-se possuir pela verdade.
A verdade visita quem a procura. Afasta-se de quem presume possuí-la!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:10

O Evangelho está escrito em livro para estar inscrito na vida.
O Evangelho sabe sempre a vida. Mas nem todas as vidas sabem a Evangelho.
O importante não é ter a palavra «Evangelho» nos lábios. Importante (e decisivo) é ter o Evangelho na vida!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:09

O tempo também fala. As palavras (ou expressões) que mais assomam aos nossos lábios reflectem preocupações, tendências, ausências, compensações.
Tornou-se habitual introduzir muitas afirmações com esta abertura: «Vou ser sincero» ou «Para ser sincero»...
Porquê a necessidade de dizer isto? Será suposto não ser sincero?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:08

Sem darmos por isso, acabamos por ter uma ideia distorcida de bondade.
Propendemos a achar que pessoa boa é a que contemporiza com tudo, até com a maldade.
Pessoa boa, no imaginário colectivo, é a que deixa passar a corrupção, é a que não denuncia a injustiça, é a que fecha os olhos à mentira.
Ora, a bondade implica tolerância com a fraqueza, mas nunca branqueamento da maldade.
A bondade pressupõe, aliás, combate à maldade.
O protótipo de pessoas boas está em Jesus, em Gandhi, em Luther King, em Óscar Romero.
Acabaram todos por ser mortos. Mas o exemplo da sua bondade mantém-se bem vivo!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:07

O tempo é breve, diz Paulo num texto da Missa deste Domingo.
Dir-se-ia que todos o sabemos. Mas, por vezes, parece que quase ninguém tem consciência disso.
O tempo é o lugar da nossa peregrinação, não o local da nossa morada. Somos nómadas até repousarmos na eternidade!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:06

Ao contrário do que dizia Oscar Wilde, o passado raramente (ou quase nunca) passa.
Deixa marcas e constitui um marco.
Não voltamos a ser os mesmos por muito que digamos que continuamos iguais.
«O homem que experimentou o naufrágio - dizia Ovídeo - estremece até perante um mar calmo».
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:04

E vens Tu, Senhor,

falar-nos do mais difícil,

do que quase todos defendem,

mas quase ninguém pratica.

 

Vens Tu, Senhor,

falar-nos do arrependimento

e da mudança,

daquilo que todos dizem querer,

mas que quase ninguém se dispõe a fazer.

 

É preciso mudar.

É importante que tudo mude.

Mas nós falamos da mudança para fora

quando o importante é que mudemos por dentro,

pelo fundo.

 

A mudança és Tu, Senhor,

a mudança temos de ser nós.

Só conTigo tudo será diferente.

Só conTigo em nós tudo começará a ser melhor.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a acreditar na Boa Nova,

nessa bela notícia que é a Tua Palavra,

o Teu Evangelho,

a Tua mensagem,

a Tua pessoa.

 

A Boa Nova és Tu, Senhor

e Tu estás connosco.

Nunca deixas de ser o Emanuel da esperança,

o Deus connosco nestes tempos de turbulência.

 

Ajuda-nos a semear no mundo

a Tua presença de amor,

de paz, de tolerância,

de justiça e de solidariedade.

 

A mudança necessária

tem um nome e possui um rosto:

o Teu rosto,

JESUS!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 12:14

Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Teremos mudado muito, mas continuamos iguais em muita coisa.
Adérito Sedas Nunes disse, há quase meio século, que Portugal era um «país dual»: um litoral industrializado e um interior pobre.
Volvidos estes anos, os dois «países» que coexistem em Portugal terão melhorado. Mas não será que as distâncias se mantêm?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:53

Há coisas que até o mais distraído vê. Espanta, por isso, que os maiores especialistas tenham dificuldade em olhar.
Merece, pois, atenção Joseph Stiglitz, que já foi Nobel da Economia.
Para ele (como para nós), a austeridade, por si só, não funciona. Será um caso histórico se funcionar!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:53

Muitas igrejas estão fechadas por causa do receio dos assaltos.
Isto significa que, estando abertas, poderiam ser mais frequentadas por quem lá iria furtar do que por quem lá iria rezar.
É claro que aqueles que habitualmente rezam são os que trabalham.
Os que assaltam não trabalharão. O nosso mundo é um vulcão de transformações!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:52

Já houve um tempo em que o nome das pessoas violadas era mais retido do que o nome dos violadores.
Santa Inês é um desses casos. Tinha apenas 12 anos. Resistiu ao assédio de que foi vítima. Pagou com a vida a sua persistência.
É sempre muito alto o preço da dignidade!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:51

Nos dias que correm, quem mais parece protestar não são os pobres de sempre. Os que mais erguem a voz são os que, de repente, se vêem a empobrecer.
As declarações do senhor Presidente da República filiam-se nesse segmento de comportamento. Mas, a esta hora, não faltará quem pense: tomara a muitos terem um salário tão «baixo» como os que ocupam cargos tão «altos».
Se o Chefe de Estado tem dificuldade em fazer frente às despesas, que hão-de dizer a maioria dos portugueses?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:50

Ao contrário do que dizia Oscar Wilde, o passado raramente (ou quase nunca) passa. Deixa marcas e constitui um marco.
Não voltamos a ser os mesmos por muito que digamos que continuamos iguais. «O homem que experimentou o naufrágio - dizia Ovídeo - estremece até perante um mar calmo».
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:49

Há cem anos, o comandante do «Titanic» não abandonou o navio no naufrágio.
Há uma semana, o comandante do «Costa Concordia» terá deixado a embarcação. Foi preciso alguém de fora insistir, aos gritos, para que regressasse.
Os tempos são diferentes. A sensibilidade não é igual.
Não julguemos ninguém. Mas Saramago poder-nos-á ajudar: «Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos; sem responsabilidade talvez não mereçamos existir»!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:48

Alguém disse, na Espanha, que ninguém tem as mãos limpas na convivência religiosa. Há mortes, condenações, exclusões que nos envergonham.
Mas se ninguém tem as mãos limpas quanto ao passado, que ao menos tenhamos o coração puro quanto ao futuro.
E que no presente demos as mãos olhando com humildade para os erros do passado e com muita esperança para o futuro!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:46

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Hoje, S. Sebastião. Amanhã, Sta. Inês. Domingo, S. Vicente.
Três dias, três mártires.
Para ser mártir, é preciso haver amor. Mas, por estranho que pareça, é preciso também haver ódio.
É incrível, mas é mesmo verdade. Sem ódio, não há martírio.
O «odium fidei» é a condição para alguém ser declarado mártir.
Estamos, pois, diante de uma mistura explosiva e, ainda por cima, dificilmente explicável.
Como é que o ódio se manifesta, regra geral, contra quem mais ama?
A fé está cheia de mistérios. E a vida não o está menos...
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:02

Eu não sei se é possível meditar em andamento e, ainda mais, em andamento acelerado.
Sempre achei que a actividade mais importante de um líder é decidir. E, para decidir, é preciso parar, pensar.
O pensamento carece de algum recolhimento.
É por isso que o que se passa à nossa frente parece quase surreal.
Um líder janta em Berlim e, na manhã seguinte, está em debate parlamentar. Isto mostra um grande esforço.
Mas revela também bastante desgaste.
A mesma realidade precisava de outros horizontes.
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:00

Há quem esteja sempre à espera do erro alheio para triunfar.
Quem ganha à custa dos fracassos dos outros não é um vencedor; é um oportunista.
E, depois, quer-me parecer que, na vida, o importante não é ganhar. É caminhar. É viver!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:00

Nem tudo o que espanta convence.
Há frases espantosas que nos encantam, mas que não conseguem mudar a nossa vida.
O que vem de fora pode ajudar-nos. Mas só o que vem de dentro nos transformará!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:59

Apesar de sentirmos a sua falta, ainda vamos tendo tempo para dizer, para fazer, para colher, para semear, para viajar, para construir, para destruir.
 Será que temos tempo para ser? Será que queremos ter tempo para ser?
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:58

Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
Como é possível que, mil anos depois, nos mantenhamos divididos e que nem sequer aceitemos integrar os factores de divisão?
Que sinal de tolerância podemos ser para o mundo? Como é que podemos exigir às pessoas que vençam as divisões quando nós não conseguimos acolher as diferenças?
Muito já foi feito, é certo. Mas muito mais poderia (e deveria) ter sido realizado!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:57

Cada vez mais sinto que falar é um imperativo.
Mas cada vez mais noto que calar é uma necessidade.
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:56

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