O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

Hoje, 08 de Dezembro, é dia da Imaculada Conceição (Padroeira principal de Portugal), de Sta. Elfrida, Sta. Edite, Sta. Sabrina e Sta. Narcisa de Jesus Martilho Morán.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

A saudade aperta. Mas também liberta.

Ela faz sofrer por causa da ausência. Mas também tranquiliza porque torna presente quem está ausente.

A saudade, como dizia Torres Queiruga, é «presença na ausência». Ou, como precisava Olavo Bilac, «presença dos ausentes».

Ninguém está ausente quando alguém o torna presente!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 07 de Dezembro (51º aniversário da «Gaudium et Spes» e 41º aniversário da invasão de Timor-Leste pela Indonésia), é dia de Sto. Ambrósio (invocado como protector das abelhas e dos gansos) e de Sta. Maria Josefa Roselho.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

 

As voltas que o mundo dá! Quem diria que um fiel seguidor de Jesus viria a converter-se — ainda que involuntariamente — no maior rival do Menino Jesus?

Com efeito, é em São Nicolau que supostamente se inspira o Pai Natal. Em muitos lugares, esta figura sobrepõe-se ao Menino Jesus como símbolo principal da quadra natalícia.

São Nicolau, que viveu entre 270 e 342, foi Bispo de Mira, na Turquia. Sob o domínio de Diocleciano, chegou a ser detido por se recusar a negar a sua fé. Após a subida ao poder de Constantino, Nicolau voltou a enfrentar oposição, desta vez interna.

Dizem que, durante uma discussão no Concílio de Niceia, deu umas bofetadas em Ario, que negava a plena divindade de Cristo. O Concílio começou por destitui-lo, mas reintegrou-o depois de alguns bispos terem tido uma visão em que Jesus entregou a Nicolau o Evangelho e Nossa Senhora o cobriu com o Seu manto. 

Entretanto, o que o tornou mais conhecido foi a sua dedicação aos pobres e a sua predilecção pelas crianças. Devido à sua generosidade e aos milagres que lhe foram atribuídos, foi canonizado pela Igreja. Conta-se que uma família não tinha meios para custear o dote do casamento das suas filhas. São Nicolau, pela calada da noite, atirou um saco de moedas para pagar o referido dote.

Mesmo depois da morte, a fama da sua beneficência não se apagou. Existem notícias de uma aparição de São Nicolau na Espanha em 1583, distribuindo pão pelos pobres. Estes, ao serem abordados sobre quem lhes dera o alimento, teriam dito que foi «um senhor de feições muito serenas e mãos firmes».

Por tudo isto, não admira que a sua imagem tenha sido associada — sobretudo a partir do século XIX — ao Pai Natal. Este costuma ser apresentado como um velhinho de barba branca, trazendo nas costas um saco cheio de prendas. Nos Estados Unidos, no Canadá e na maior parte dos países anglófonos, é também conhecido como «Santa Claus» ou «Father Christmas».

O imaginário ligado ao Pai Natal descreve-o como um ancião simpático, que conduz um trenó puxado por renas, voando com afã para distribuir presentes pelos mais pequenos. Entra, pela chaminé, em casa das crianças bem comportadas, depositando as ofertas na árvore de Natal ou nas meias colocadas à lareira.

Toda esta iconografia teve origem num poema de Clement Clark More, intitulado «Um relato da visita de São Nicolau». Foi publicado no jornal «Troy Sentinel», de Nova Iorque, em 1823.

Há quem diga que os primeiros fatos do Pai Natal eram verdes, entremeados com cores castanhas, prateadas e brancas. Foi Thomas Nast, um desenhador norte-americano, quem representou pela primeira vez o Pai Natal com uma indumentária próxima da actual.

Os seus desenhos apareceram em 1863 na revista «Harper’s Weekly». Em vez de desenhar um homem alto e magro vestido de verde, como era hábito, concebeu um Pai Natal corpulento num fato vermelho e branco.

Quem, entretanto, deu o impulso decisivo para a popularidade do Pai Natal foi a Coca-Cola. A empresa recorreu a ele para promover a sua bebida nos anúncios de Inverno. É que o vermelho e branco encaixavam bem na marca por serem as suas cores.

Foi em 1920 que o Pai Natal apareceu num anúncio da Coca-Cola publicado no «The Saturday Evening Post». Mas o Pai Natal como todos o conhecemos surgiu em 1931, por acção do artista Haddon Sundblom. A sua fonte de inspiração terá sido o supracitado poema de Clement Clark Moore.

Deste modo, São Nicolau tornou-se o modelo para a criação de uma personagem afectuosa, acolhedora e solícita que rapidamente conquistou o público. Todos os anos, até 1964, Haddon Sundblom desenhou um Pai Natal para a Coca-Cola. Posteriormente, foram introduzidas algumas peças com base no seu trabalho.

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publicado por Theosfera às 10:36

 

  1. Oito de Dezembro. Grande, belo e luminoso é este dia formoso.

O Natal, festa de alegria, como que começa a despontar na festa deste dia.

 

  1. Antes do presépio de Francisco de Assis foi o seio de Maria que Deus quis.

Maria foi o primeiro presépio, um presépio desenhado e construído por mão divina.

 

  1. Podemos dizer que Jesus começou a vir quando a Sua Mãe começou a surgir.

A Sua concepção é o início da fase definitiva da nossa salvação. Foi do ventre da Mãe do saboroso amor que chegou até nós o Salvador.

 

  1. Este é um verdadeiro dia da Mãe.

É o dia em que a Mãe começou a existir. É o dia em que o céu se quis abrir e, para todos, sorrir.

 

  1. O primeiro suspiro de Maria acaba por ser o primeiro sopro de vida de Jesus.

A Mãe também teve mãe, também teve pai. Mas Santa Ana e São Joaquim não imaginavam que aquele começo não mais teria fim.

 

  1. Este é, pois, o início antes do começo, o dia anterior ao dia primeiro.

Este é o Natal que prepara o Natal. É o pré-Natal que nos vai conduzir até ao Natal.

 

  1. Qual Pai desvelado, Deus cuidou, desde sempre, da morada para o Seu Filho.

Preparou-Lhe uma Mãe sem mancha, uma Mulher sem mácula. Desde a Sua concepção, Maria foi imaculada.

 

  1. A Imaculada Conceição é a primeira grande visitação de Deus à Mãe de Seu Filho. Foi o primeiro instante de uma presença constante.

É desde o início que Deus nos sustenta. Foi desde o início que Deus sustentou Maria com a Sua presença. Foi desde o início que Maria Se tornou a «cheia de graça»(Lc 1, 28) Desde sempre tatuada por Deus, Maria nunca conheceu o pecado original.

 

  1. Maria é uma presença que a nossa fé não dispensa. É uma lembrança que nos acalenta na esperança.

Ela é a toda pura e é com emoção que olhamos para a Sua figura. Ela é a toda bela e a nossa vida está sempre iluminada por Ela. Ela é toda luz e com suave segurança nos conduz.

 

  1. Ela esteve junto à Cruz e continua a levar-nos até Jesus.

Foi o Seu amor profundo que trouxe o Filho de Deus até ao nosso mundo!

publicado por Theosfera às 10:11

A forma como se fala do que há de positivo no negativo dá a entender que é necessário promover o negativo para colher o positivo.

Às vezes, até parece que as ditaduras são governadas por democratas e que as democracias é que são geridas por ditadores.

Como é óbvio, nem tudo é negativo no negativo. Mas importa perceber que o positivo que há no negativo não basta para converter o negativo em positivo.

O modo como se exaltam os resultados positivos de uma ditadura (designadamente na educação e na saúde) deixa no ar a ideia de que pode ser preciso suspender a democracia para obter tais conquistas.

Saúde-se o que há de bem, mas não se ignore o que subsiste de mal.

A legião de perseguidos, ostracizados e eliminados não nos dirá nada?

publicado por Theosfera às 09:55

Uma sociedade não decai pela escassez de desenvolvimento.

O que verdadeiramente faz definhar uma sociedade é a ausência de justiça.

Razão tinha, pois, Lídia Jorge, quando anotou que «as sociedades que não seguram a justiça criam a desordem».

E, nessa altura, ninguém se segura.

Daí que o melhor seja pugnar pela justiça.

Haja muito ou haja pouco, que nunca falte o essencial para todos!

publicado por Theosfera às 09:37

Hoje, 06 de Dezembro, é dia de S. Nicolau, S. Sabas, Sta. Dionísia e S. Majórico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

Neste dia de São Martinho de Dume, será interessante anotar que ele foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para designar os dias da semana: «feria secunda, feria tertia, feria quarta, feria quinta, feria sexta, Sabbatum e Dominica Dies».

Daqui procede a designação dos dias em língua portuguesa: «segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, Sábado e Domingo».

Trata-se de um caso único entre as línguas novilatinas, já que o português foi a única língua a substituir a terminologia pagã pela terminologia cristã!

publicado por Theosfera às 15:55

Hoje, 05 de Dezembro, é dia de S. Martinho do Dume, S. Frutuoso, S. Geraldo, S. Bartolomeu Fanti, S. Filipe Rinaldi e S. Nicolau Stensen.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Conta-se que um professor de Teologia visitou um ancião da Santa Montanha.

Apresentou-se como era, isto é, como teólogo.

Ao ouvi-lo, o Ancião não se conteve: «Um teólogo? Ah, uma bela flor... artificial»!

Depois de respirar, completou: «Com um pouco de perfume... artificial»!

O professor, que tinha um coração humilde, guardou silêncio.

Mais tarde, reconheceu que aquela palavra do Ancião tinha ido directamente ao seu coração e que tinha mudado toda a sua maneira de pensar, de ensinar e de viver.

A Teologia, para ser Teologia, tem de vir da vida para a vida: da vida divina para a vida humana.

Caso contrário, não passa de diletantismo!

publicado por Theosfera às 22:12

Vim, Senhor, à Tua procura

 

e notei que Tu já estavas comigo.

 

 

 

Fiquei, Senhor, à Tua espera

 

e verifiquei que Tu já moravas comigo.

 

 

 

Pensei, Senhor, que Te encontravas a meu lado

 

e apercebi-me de que já habitavas no meu coração.

 

 

 

O Teu presépio, Jesus, é o íntimo de cada ser humano.

 

A manjedoura em que, hoje, Tu (re)nasces

 

é a vida de tanta gente.

 

 

 

Por isso é sempre Advento,

 

porque Tu estás sempre a chegar.

 

E por isso é sempre Natal,

 

porque Tu estás sempre a nascer.

 

 

 

Nasce, Senhor, no meu peito.

 

Nasce, Senhor, na minha alma.

 

 

 

Nasce, Senhor, na minha vida.

 

Nasce, Senhor, no nosso mundo.

 

 

 

Não tardes mais.

 

O mundo precisa de Ti,

 

da Tua Palavra,

 

do Teu Pão,

 

do Teu imenso Amor

 

e da Tua infinita Paz!

publicado por Theosfera às 11:01

A. Por falar em degraus

  1. Eis-nos já no segundo degrau desta escalada do Advento. Eis-nos, portanto, no segundo degrau desta escalada que nos vai conduzir à celebração do Natal. E, já agora, por falar em degraus, é impossível esquecer que faz hoje 50 anos que foi inaugurada a última fase do Escadório do nosso Santuário.

Foi, com efeito, a 4 de Dezembro de 1966 — curiosamente, também um Domingo — que Lamego se cobriu de festa para assinalar a conclusão da construção do Escadório. 189 anos depois de ter começado, nas imediações do Santuário, era concluído, em plena cidade. 605 anos após a inauguração da Capela de Santo Estêvão, aqui em cima, os primeiros degraus de acesso eram colocados, lá em baixo.

 

  1. Como sabemos, o Escadório terminava antes da Estrada Nacional. A magnífica Fonte do Pelicano, na Meia Laranja, era o seu remate vistoso e imponente. Mas no início do século XX, houve quem achasse necessário incorporá-lo na própria cidade. Várias tentativas foram desencadeadas na década de 1920, que, no entanto, não foram bem sucedidas.

Só que tais tentativas foram continuando até que, a 11 de Novembro de 1962, as obras arrancaram. O primeiro degrau foi benzido a 4 de Maio de 1963, por D. João da Silva Campos Neves. Os trabalhos prosseguiram ao longo de mais três anos: 85 degraus ligaram o Largo da Meia Laranja à Estrada Nacional e outros 157 degraus trouxeram o Escadório da Estrada Nacional para a Av. Dr. Alfredo de Sousa. Deste modo, mais 242 degraus foram acrescentados aos 683 que já existiam.

 

B. A Mãe é o grande degrau para o Filho

 

3. Depois de estar aprazada para Setembro, a cerimónia de inauguração decorreu, então, a 4 de Dezembro de 1966, um Domingo. Houve uma Santa Missa no Santuário, presidida por D. Américo Henriques, Bispo Auxiliar e que tinha sido ordenado pouco antes. Entre os presentes, encontrava-se o Ministro das Obras Públicas, Eng. Eduardo Arantes e Oliveira. A sua fotografia foi descerrada na Sala dos Retratos, onde ainda se encontra. Recebeu um diploma de membro benemérito da Irmandade, a medalha de ouro do município e o título de cidadão honorário da cidade.

As palavras inscritas há 50 anos dizem tudo porque provêm da alma de todos: «Devota homenagem/Bendita seja, Nossa Senhora dos Remédios, excelsa e querida Padroeira da Cidade». De facto, a cidade é d’Ela é Ela também é da cidade. A vida agita-se lá em baixo, mas os olhos — e sobretudo o coração — apaziguam-se sempre que se voltam cá para cima, para o brilho que vem da Mãe. O brilho do Escadório faz reluzir, ainda mais, o amor que nele ferve à medida em que é escalado.

 

  1. O amor da Mãe é o degrau que nos transporta até ao Filho, até Jesus. O Escadório ilustra, pois, o nosso itinerário de Advento. Passo a passo, entre quedas e subidas, pelo caminho da conversão, vamos ao encontro da Palavra e do Pão. De facto, é impressionante notar a unidade que sobressai entre estes 925 degraus. Foi preocupação dos construtores que todos os degraus ficassem dispostos segundo um eixo alinhado com o altar-mor do Santuário.

Eles perceberam que o centro da Casa da Mãe é o Altar do Seu Filho, que, em cada Eucaristia, renasce para nós a fim de que nós renasçamos para Ele. É por isso que a Eucaristia é o contínuo Advento e o perene Natal.

 

C. A mudança já devia ter começado ontem

 

5. Vale, por isso, a pena reparar não apenas na arquitectura do Escadório, mas também na teologia do Escadório e na espiritualidade do Escadório. O Escadório não é só — nem principalmente — um espaço para trilhar; é sobretudo uma atmosfera para respirar e para meditar.

Este Escadório nasceu para ser um monumental oratório. Por estes degraus tornou-se hábito aspirar um profundo hálito. Tornou-se hábito humano aspirar, aqui, o hálito divino. Aqui, todos sentem o aconchego de uma mão, da mão da Mãe. Por toda esta escadaria ressoará sempre uma imensa «Ave, Maria»!

 

  1. Tal como o Escadório nos aproxima do Santuário, também o Advento nos vai aproximado da celebração do Natal. Neste sentido, a Liturgia da Palavra deste Domingo fala-nos da proximidade do Reino de Deus. No Evangelho, anuncia que este Reino está muito próximo. Tal proximidade, porém, não é prioritariamente de ordem temporal; é de ordem sobretudo pessoal. Nesse sentido, João Baptista convida — e convida-nos — a mudar tudo na nossa vida.

Atenção, pois. A mudança já devia ter começado ontem. Não adiemos para amanhã a mudança que é urgente começar (pelo menos) hoje. Jesus não vem para que tudo fique na mesma. Jesus vem para que tudo seja diferente, para que tudo seja melhor. Jesus não vem para mudar só as estruturas. Jesus quer mudar a vida, a minha e a tua. Vamos deixá-Lo sozinho, a clamar na rua? A Sua proposta merece sempre a nossa melhor resposta.

 

D. Deus oferece-nos um mundo novo

 

7. Na Primeira Leitura, o profeta Isaías apresenta um enviado de Deus, sobre quem repousa a plenitude do Espírito divino. É um espírito de sabedoria e de inteligência como Salomão. É um espírito de conselho e de fortaleza como David. É um espírito de conhecimento e de temor de Deus como os patriarcas e os profetas. Refira-se que aos seis dons aqui enunciados, a tradução grega dos chamados «Setenta» acrescentará a piedade. Como se pode ver, está aqui a origem da lista dos sete dons do Espírito Santo.

A missão deste enviado é construir um reino de justiça e de paz sem fim. Todas as divisões serão banidas, todos os conflitos serão superados. Até os que se dão mal passarão a dar-se bem. Vão passar a dar-se bem: o lobo e o cordeiro, a pantera e o cabrito, o bezerro e o leão; a vaca e o urso.

 

  1. Sintomaticamente, todos estes seres vivos serão conduzidos por uma criança, que simboliza o humano na sua pureza e na sua inocência. E não foi assim — como criança — que Deus Se apresentou no meio de nós? Não percamos a criança que, um dia, Deus colocou em nós. Crescer não é perder a criança. Crescer é deixar que a sua pureza nos acompanhem sempre.

Recorrendo a imagens muito sugestivas, o profeta apresenta um mundo novo, um mundo belo. Destruídas as inimizades e superadas as desarmonias, o homem viverá em paz e em comunhão total com Deus. Esta descrição não pode ser vista como meramente idílica ou como um ideal irreal. O que aqui é dito corresponde ao que nos é oferecido e há-de ser permanentemente construído.

 

E. Nem justiça sem paz nem paz sem justiça, nem paz nem justiça sem Cristo

 

9. Como resposta a esta descrição, cantámos expressando a nossa plena convicção de que, «nos dias do Senhor, nascerá a justiça e a paz para sempre». Porque é que parece demorar tanto a justiça que não temos e a paz que não vemos? Talvez porque pretendemos uma sem a outra e as duas sem Cristo.

Pura ilusão, porém. Não há paz sem justiça nem justiça sem paz. E não há paz nem justiça sem Cristo. Só em Cristo a paz e a justiça despertarão juntas. Em Cristo, a paz e a justiça estão geminadas. Como podemos querê-las separadas?

 

  1. Advento é sobretudo tempo de preparar aquilo que esperamos e de nos prepararmos para Aquele que esperamos. Daí o sonoro apelo brandido por João: «Preparai o caminho do Senhor» Mt 3, 3). Não se trata de preparar os nossos caminhos até Deus, mas de nos prepararmos para acolher os caminhos de Deus até nós. A iniciativa é sempre de Deus. Preparar é estar alerta, vigilante. Deus gosta de surpreender. A esperança não desistiu de nós. Não queiramos nós desistir da esperança!
publicado por Theosfera às 05:34

Hoje, 04 de Dezembro (2º Domingo do Advento), é dia de S. João Damasceno, Sta. Bárbara, S. João Orani Calábria e Bem-Aventurado Adolfo Kolping.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 03 de Dezembro de 2016

Percebo a intenção, mas aflige-me a concepção deste dia mundial da pessoa com deficiência.

Afinal, quem não é deficiente? Afinal, quem não é insuficiente?

E, afinal, quem, mesmo sendo considerado deficiente, não pode tornar-se eficiente?

Estas catalogações são sempre tão relativas.

O importante é que todos sejamos membros uns dos outros.

Só com os outros suprimos a nossa radical insuficiência!

publicado por Theosfera às 07:51

Hoje, 03 de Dezembro, é dia de S. Francisco Xavier e Sto. Eduardo Coleman.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

Hoje, 02 de Dezembro, é dia de Sta. Bibiana (invocada para as dores de cabeça e para a epilepsia), S. João Ruysbroeck e S. Rafael Chilinski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2016

Não falta quem preze a liberdade. Sobretudo a sua, apenas a sua.

Sem o respeito pela liberdade dos outros, a minha liberdade pode degenerar em autoritarismo.

Era talvez por isso que Thomas Jefferson reconhecia que «a liberdade é um mar tempestuoso, os cobardes preferem a calma do despotismo».

Mas essa calma é prenúncio de forte tormenta.

Amemos a nossa liberdade e não deixemos de amar a liberdade dos outros!

publicado por Theosfera às 07:40

Hoje, 01 de Dezembro, é dia da Bem-Aventurada Maria Clara, Sto. Edmundo, S. Roberto, Sta. Maria Clementine Anuarite e Sto. Elói.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

Hoje, 30 de Novembro, é dia de Sto. André e S. José Marchand. Refira-se que Sto. André é irmão de S. Pedro e é chamado «protokletós», o primeiro a ser chamado. É o padroeiro dos pescadores, dos vendedores de peixes e das mulheres que desejam ser mães.

Um santo e abençoado dia para todos!

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

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publicado por Theosfera às 11:12

 

  1. De novo, no Advento. Sempre em Advento.

Na verdade, não é só no Advento que existe advento. Nunca deixa de ser Advento.

 

  1. Deus está a vir continuamente até nós. O Advento não é só passado.

Mesmo o Advento que ocorreu no passado não está jamais ultrapassado. O Advento é sempre presente.

 

  1. Deus veio no passado, Deus virá no futuro e Deus vem no presente.

Enfim, estamos sempre em Advento.

 

  1. Celebremos, então, o primeiro Advento, que nunca deixa de estar perto.

E nunca deixemos de nos preparar para o último — e definitivo — Advento, do qual já estivemos mais distantes.

 

  1. Tal como não há só Advento no Advento, também não há só Natal no Natal. Deus está sempre a (re)nascer em nós; queiramos nós também (re)nascer para Ele.

Que seja, pois, Advento para lá do Advento e que seja Natal para lá do Natal. Que seja sempre Advento e que seja sempre Natal. Mas, já agora, que seja Advento também no Advento e que possa ser Natal também no Natal.

 

  1. Como bem notou o teólogo Johannes Moeller, a Igreja é, ela própria, a «Encarnação permanente».

Ou seja, mais do que continuação de Cristo, a Igreja, em si mesma, é a nova presença de Cristo.

 

  1. Neste sentido, podemos dizer que na Igreja encontramos sempre o contínuo Advento e o permanente Natal.

É na Igreja, especialmente na Palavra e no Pão, que Deus está sempre a vir.

 

  1. Nós não evocamos episodicamente um ausente; nós celebramos continuamente uma presença.

Hoje, Jesus não está menos vivo do que esteve há dois mil anos. Hoje, Jesus continua a estar vivo na Sua Igreja e em toda a humanidade, sobretudo na humanidade sofrida e oprimida de tantos irmãos nossos.

 

  1. Não esqueçamos que, quando apareceu no mundo, Deus surgiu como uma criança pequena e nunca deixou de Se identificar com os mais pequenos (cf. Mt 25, 40).

É esta a lição do presépio, é este o ensinamento perene do Evangelho: Deus revela-Se na humildade, Deus visita-nos na simplicidade.

 

  1. A esta luz, não olhemos apenas para a grandeza do que nos aparece como grande.

Aprendamos a olhar também para a grandeza do que (nos) parece pequeno!

 

 

publicado por Theosfera às 10:17

Hoje, 29 de Novembro, é dia de Sto. Avelino Rodriguez, S. Frederico de Ratisbona, S. Dionísio da Natividade e S. Redento da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

Hoje, 28 de Novembro, é dia de Sta. Maria Helena, S. Tiago da Marca, S. Grázio de Cáttaro e Sta. Catarina Labouré.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 27 de Novembro de 2016

No Advento já é Natal.

 

No Natal continua a ser Advento.

 

É Advento no Natal porque o Natal celebra a grande chegada do Senhor Jesus à nossa história, ao nosso mundo, à nossa vida.

 

E é Natal no Advento porque nele o Senhor nasce e renasce.

 

A Eucaristia é o grande Advento e o perene Natal.

 

Creio, Senhor, que vieste ao mundo

e que no mundo permaneces.

 

Tu estás em toda a parte,

estás no Homem,

estás na Vida,

estás na História,

estás no Pequeno,

estás no Pobre.

 

Hoje como ontem,

permaneces quase imperceptível.

 

Há quem continue a procurar-Te no fausto,

na ostentação,

na majestade.

 

Tu desconcertas-nos completamente

e surpreendes-nos a cada instante.

 

És inesperado

e estás sempre à nossa espera.

 

Os momentos podem ser duros.

 

O abandono pode chegar

e a rejeição pode asfixiar-nos.

 

Tu, porém, não faltas.

 

Estás sempre presente.

Estás simplesmente.

 

Creio, Senhor,

que é na simplicidade que nos visitas

e na humildade que nos encontras.

 

Converte-nos à Tua bondade,

inunda-nos com o Teu amor,

afaga-nos na Tua paz.

 

Obrigado, Senhor, pelo Teu constante Advento.

 

Parabéns, Senhor, pelo Teu eterno Natal!

publicado por Theosfera às 11:20

Ao contrário de Marx, não creio que as revoluções sejam a locomotiva da história.

As revoluções alteram estruturas, mas chegam a melhorar efectivamente a vida?

Continuo a crer que a locomotiva da história está em três atitudes que, por sinal, até rimam.

O que faz avançar o mundo é a esperança. Coligada com a perseverança, é ela que traz a mudança.

Às vezes, parece que demora. Mas não falta. Na sua hora!

publicado por Theosfera às 08:42

A. De novo — e sempre — em Advento

  1. De novo, no Advento. Sempre em Advento. Afinal, Advento não é só um tempo. Advento é todo o tempo. Advento significa chegada. Advento é a chegada do «kairós» a este nosso «krónos». É o tempo segundo Deus que vem ao encontro do tempo segundo os homens. A bem dizer, é a eternidade que visita o tempo, é Deus que encarna no homem.

Há quem pule para o Natal sem passar pelo Advento. Há quem olhe para o Natal esquecendo o Advento. Há quem não note que o Natal é o ápice do Advento. O Natal celebra a primeira chegada de Deus ao mundo. Não tenhamos medo, pois, de reconduzir o Natal à sua inteireza e à sua beleza.

 

  1. Sem o Deus que Se faz homem, o que fica do Natal? Fica, sem dúvida, uma grande — e proveitosa — actividade comercial. Mas não é este comércio que celebramos no Natal. É curioso que os escritores cristãos antigos também falavam, a propósito do mistério da Encarnação, de um comércio, de um «admirável comércio».

Trata-se de um «comércio» que consiste numa permuta entre Deus e o homem. No Natal, celebramos Deus que vem até ao homem e o homem que vai até Deus. Deus humaniza-Se para que o homem Se divinize. É Jesus, o Emanuel vaticinado por Isaías (cf. Is 7, 14), que faz esta ponte e realiza todo este encontro: Ele é, por isso, o melhor presente que Deus oferece ao homem e é o melhor presente que o homem pode oferecer a Deus.

 

B. Quantos Adventos, afinal?

 

3. Se foi Deus que fez o Natal, vamos nós fazer um Natal sem Deus? E, no entanto, há tantos Natais onde não se ouve falar de Deus nem de Jesus. É certo que, como se costuma dizer, Natal é amor, é encontro, é família, é festa. Mas, antes de mais e acima de tudo, Natal é Jesus.

Nem sequer é preciso ser cristão para o reconhecer. Tal como existe um dia para assinalar o nascimento de qualquer pessoa, o Natal pretende assinalar o nascimento de Jesus. Ainda que não saibamos ao certo em que dia nasceu, sabemos que nasceu. E o Natal visa assinalar esse nascimento.

 

  1. Acontece que o Advento — isto é, a chegada de Deus ao mundo — não se limita a esta primeira vinda. Aliás, nós celebramos a primeira vinda de Deus enquanto vamos a caminho da Sua última vinda. De resto, os últimos domingos e o primeiro Domingo de cada Ano Litúrgico convidam-nos a olhar, na vigilância e na conversão, para esta última vinda, que ocorrerá no fim dos tempos.

Neste sentido, o cristão não deve instalar-se no comodismo nem descansar na passividade. O lugar do cristão é o caminho, é a viagem, é a vida. E, nessa peregrinação, devemos todos caminhar com os olhos postos no Senhor que há-de vir.

 

C. Em constante Advento

 

5. Há, entretanto, um terceiro Advento, que é um constante Advento. Na verdade, Cristo veio (é o que assinalamos no Natal) e Cristo há-de vir (é o que acontecerá no fim dos tempos). Mas é preciso perceber também que Cristo vem, que Cristo está sempre a vir. É o que se realiza em cada homem, em cada tempo e, especialmente, na Igreja presente em cada homem e em cada tempo.

Cristo está sempre a vir. Cristo nunca deixa de vir. A Igreja, de que fazemos parte, é o Seu novo Corpo. Em cada Eucaristia, Ele está realmente presente. Mas que atenção damos nós a esta Sua vinda?

 

  1. Cristo veio, Cristo virá e Cristo vem. Pensando bem, estamos sempre em Advento, nunca deixamos de estar em Advento. Nós não vivemos depois de Cristo, nós estamos a viver sempre com Cristo. Nós não estamos no ano 2016 d.C., mas no ano 2016 c.C, isto é, no ano 2016 com Cristo.

Se reparardes, a Igreja fala-nos dos «sucessores dos Apóstolos», mas não nos fala — nem poderia falar — de «sucessores de Cristo». Efectivamente, só há sucessores de quem não está. E Cristo está. Cristo continua a estar. Cristo nunca deixa de estar.

 

D. Façamos um presépio vivo

 

7. Por conseguinte, acolhamos a Sua presença, escutemos a Sua voz e convertamo-nos ao Seu amor. Advento há-de ser, por isso, um tempo de oração, de recolhimento e de conversão. Se Deus vem, não é para que tudo continue na mesma, é para que tudo seja diferente. Se Deus é diferente, como teimar em permanecer indiferente?

Não deixemos passar o Advento sem investir na reconciliação. Celebremos — também no Advento — o Perdão que Deus sempre nos oferece. Limpemos a nossa «casa» para que, nela, Deus tenha um lugar. Façamos um presépio em casa. Mas, acima de tudo, façamos da nossa vida um presépio vivo, um presépio em forma de vida.

 

  1. A celebração da primeira vinda do Filho mereceu, desde cedo, uma cuidadosa preparação por parte dos cristãos. Parece que a primeira referência ao «Tempo do Advento» foi encontrada na Península Ibérica, quando, em 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o nascimento de Jesus. Há relatos de que, entre os séculos IV e VII, o Advento começou a ser observado em vários lugares do mundo.

No final do século IV, na Gália (na actual França) e na Península Ibérica, o Advento — à semelhança da Quaresma — tinha um carácter ascético com jejum e abstinência. Igualmente à semelhança da Quaresma, o Advento também durava seis semanas começando pelo São Martinho. Daí que o Advento também fosse conhecido como a «Quaresma de São Martinho». Actualmente, o Advento percorre quatro semanas, até às Primeiras Vésperas da Solenidade do Natal.

 

E. Não apaguemos a luz que Deus acende

 

9. Ao longo do Advento, não se canta o Glória, para que no Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo e entusiasmante. Pelo mesmo motivo, recomenda-se que os ornamentos e os instrumentos musicais sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

Os paramentos litúrgicos são roxos, cor que é símbolo do recolhimento, da contrição e da conversão. A única excepção, aos domingos, é o Terceiro Domingo do Advento. Este é o chamado «Domingo Gaudete» ou da Alegria. Tradicionalmente, usa-se o paramento cor-de-rosa para sinalizar a alegria pela vinda do Salvador, que está próxima.

 

  1. Entre os símbolos do Advento, tem sobressaído, de há uns tempos para cá, a Coroa. Curiosamente a Coroa do Advento surgiu em 1839, por iniciativa de um pastor protestante alemão chamado Johann Wichern. Como as crianças lhe perguntavam quando era o Natal, ele fez um círculo com uma vela para cada dia do Advento. Punha velas pequenas para os dias da semana e quatro velas maiores para sinalizar os domingos. A Igreja Católica começou a usar este símbolo em 1925, também na Alemanha. Habitualmente, colocam-se três velas roxas e uma cor-de-rosa, para assinalar o «Domingo da Alegria».

A forma circular da coroa representa o amor eterno de Deus por nós, que não tem princípio nem fim. O verde dos ramos simboliza a esperança e a vida. Para as quatro velas, há quem aponte um significado: a primeira evoca o perdão concedido a Adão, a segunda representa a fé de Abraão e dos Patriarcas, a terceira lembra a alegria do rei David pela promessa de uma aliança eterna e a quarta recorda os profetas que anunciaram a vinda do Salvador. Com todos estes auxílios exteriores, procuremos transformar o nosso interior. Não façamos do Advento um tempo de esquecimento. Pela nossa vida fora, não apaguemos a luz que Deus acende nesta aurora. Não esqueçamos Deus nem os outros, que também são filhos de Deus!

publicado por Theosfera às 05:41

Hoje, 27 de Novembro (1º Domingo do Advento), é dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e de S. Facundo, S. Primitivo, S. Máximo de Riez e S. Francisco Fasini.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 26 de Novembro de 2016

Hoje, 26 de Novembro, é dia de S. Silvestre, S. Leonardo de Porto Maurício, S. João Berchmans e S. Tiago Alberione. Fim do Ano Litúrgico. O novo Ano Litúrgico é inaugurado, à tarde, com as Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016

 

Nada contra o Pai Natal, tudo pelo Menino Jesus.

O símbolo do Natal é, obviamente, o Menino Jesus.

É o Seu nascimento que comemoramos. E nem sequer é preciso ser crente para o reconhecer.

É tempo de recuperar o que, nos últimos tempos, fomos perdendo.

Se quer celebrar o Natal, ponha, desde o primeiro dia do Advento, uma imagem do Menino Jesus no centro de sua casa ou à janela da sua moradia.

Mas, acima de tudo, ponha Jesus no seu coração, na sua vida.

Hoje, amanhã e sempre!

 

publicado por Theosfera às 20:30

O que é a arte, afinal?

Tanta coisa é a arte. É o que está à vista. É o que está antes de estar à vista.

Pode dizer-se que a arte é o real imaginado.

Eça de Queiroz achava que «a arte é um resumo da natureza feito pela imaginação».

No fundo, a arte é a demonstração de que o que está dentro de nós pode contribuir para alterar o que existe fora de nós!

publicado por Theosfera às 10:01

De novo, no Advento. No fundo, sempre em Advento.

Com as primeiras Vésperas de amanhã, começa mais um Advento.

Mas, afinal, estamos sempre em Advento.

Como bem dizia Joseph Ratzinger, o Cristianismo é, ele próprio, um constante Advento.

Liturgicamente, Advento é preparação para o Natal. Teologicamente, Advento é chegada do Filho de Deus.

Neste sentido, Advento não é só um tempo. Advento é todo o tempo.

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 25 de Novembro (135º aniversário do nascimento de S. João XXIII), é dia de S. Tomás de Vila Nova, Sta. Catarina de Alexandria, Sta. Beatriz, S. Luís Beltrame e Sta. Maria Beltrame Quatrocchi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Hoje, 24 de Novembro, é dia de Sto. André Dunc-Lac e seus Companheiros, Sta. Flora, Sta. Maria, Sta. Eanfleda, Sta. Ana Maria Sala, S. Clemente Delgado, S. Vicente Lién e S. Domingos Khan.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

Nem sempre a verdade de uma pessoa está no que ela mostra.

Raramente, a verdade de uma pessoa está no que outros descobrem.

Como reparou André Malraux, «a verdade de uma pessoa pode estar, antes de mais, no que ela esconde».

Não porque ela queira esconder. Mas porque, ainda que o queiramos, nem tudo se consegue revelar.

Quem pode assegurar que conhece cabalmente os outros?

Quem pode garantir que se conhece totalmente a si?

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 23 de Novembro, é dia de S. Clemente, S. Columbano e S. Miguel Agostinho Pro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

 

 

  1. Toda a gente sabe o que é uma freguesia. Mas será que já pensamos donde provém a palavra «freguesia»?

Freguesia, termo que designa uma circunscrição civil, tem — curiosamente — uma proveniência eclesiástica.

 

  1. Como sabemos, a freguesia é a menor divisão administrativa e corresponde à subdivisão dos concelhos.

Cada freguesia é administrada por uma Junta, escolhida pelos membros de uma Assembleia eleita directamente pelos cidadãos.

 

  1. Foi precisamente há cem anos — a partir de 23 de Junho de 1916 — que a freguesia passou a designar esta estrutura civil.

Mas tal estrutura civil já estava separada do universo eclesiástico desde 1835.

 

  1. Até essa altura, «paróquia» e «freguesia» eram duas palavras que serviam para mencionar a comunidade cristã.

E, mesmo depois da separação, os limites territoriais mantiveram-se praticamente iguais.

 

  1. «Paróquia» destaca mais o território e «freguesia» assinala sobretudo o conjunto de habitantes desse território.

Nos dois casos, o centro está na igreja.

 

  1. Sintomaticamente, esta centralidade da igreja está mais explícita na palavra «freguesia» do que na palavra «paróquia».

Enquanto em «paróquia» sobressai «casa» (que, evidentemente, é a igreja), em «freguesia» avulta claramente «igreja».

 

  1. É que, não obstante haver quem proponha outros étimos, «freguesia» vem de «filii» (filhos) e «Ecclesiae» (Igreja).

Deste modo, a freguesia é, originalmente, a comunidade formada pelos «filhos da Igreja».

 

  1. Assim sendo, «freguês», na sua raiz, não tem um sentido comercial, mas uma radicação espiritual.

Se olharmos para a etimologia, «freguês» não é um cliente, mas um crente. Por muito que nos espante, ser «freguês» é ser filho («filius») da Igreja («Ecclesiae»).

 

  1. E o certo é que, apesar de a relação com a Igreja se ter diluído, continua a ser à volta das suas actividades que as pessoas mais se congregam.

A freguesia é como uma extensão da família: ser da mesma freguesia é como ser da mesma família.

 

  1. Como facilmente se compreende, a Igreja de que aqui se fala extravasa, em muito, as paredes do templo.

Para a Igreja, ser mãe é uma identidade e a sua maior responsabilidade. Pelo que sentir-se filho da Igreja é saber-se gerado e permanente acolhido. Afinal, foi o Pai que nos deu a Igreja por Mãe. Cada «freguês» é, pois, uma dádiva que Deus (nos) fez!

 

publicado por Theosfera às 10:56

O que é a experiência, afinal? Aquilo que nos acontece?

A experiência é, acima de tudo, o que fazemos acontecer.

Aldous Huxley era de opinião que «a experiência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com aquilo que nos acontece».

Não podemos ficar à espera do que nos acontece. É preciso nunca desistir de fazer acontecer!

publicado por Theosfera às 10:18

Jesus Cristo é, simultaneamente, a humanização de Deus e a divinização do homem.

Em Cristo, Deus torna-Se humano para que o homem se torne divino.

Não se trata de qualquer deslize panteísta, mas de uma verdade elementar.

Nos primeiros tempos do Cristianismo, a temática da divinização («thêosis») era urgida com muita insistência.

No fundo, o que se pretende dizer é que o homem só é plenamente homem quando está em Deus.

É por isso que não basta evocar a humanização de Deus; é fundamental não esquecer também a divinização do homem.

É preciso ver as coisas não apenas a partir de nós, mas sobretudo a partir de Deus.

Como bem percebeu Edward Schillebeeckx, «Deus é o futuro do homem».

Assim sendo, o que soa a demasiado humano será plenamente humano?

Olhemos para Jesus. Não tiremos os olhos de Jesus. E procuremos viver sempre como Jesus.

Donde veio a Sua maravilhosa humanidade? Ele e o Pai foram (são) sempre um só!

publicado por Theosfera às 10:05

Hoje, 22 de Novembro, é dia de Sta. Cecília, S. Filémon, Sta. Ápia e S. Salvador Lilli e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

Até Voltaire reconheceu que Deus «concedeu-nos o dom de viver».

Para o mesmo Voltaire, «compete-nos a nós viver bem».

Acontece que Deus também nos deixou o caminho para bem viver: amando cada pessoa como Ele a ama.

No Seu amor está todo o amor!

publicado por Theosfera às 09:19

Aprendemos que o importante é estarmos unidos.

Depois, disseram-nos que o fundamental é permanecermos ligados.

Agora, asseguram-nos que o decisivo é ficarmos conectados.

Não será tudo a mesma coisa? Não estaremos em presença de meras circunlocuções?

Há muito para reflectir e, possivelmente, para inflectir.

O que está em causa é o relacionamento pessoal. A comunicação ligou-nos. A tecnologia está a conectar-nos. Mas estaremos verdadeiramente mais próximos?

Mark Zuckerberg surge a defender a «revolução da conectividade». Só que as nossas conexões nem sempre redundam em maiores aproximações.

Mais do que mostrar o que fazemos, é vital que mostremos o que somos: pessoas e, se possível, pessoas de bem!

publicado por Theosfera às 09:13

Hoje, 21 de Novembro, é dia da Apresentação da Virgem Santa Maria, S. Gelásio I e Sta. Maria de Jesus do Bom Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 20 de Novembro de 2016

Tu és rei, Senhor, e o Teu trono é a Cruz.

 

Tu és rei, Senhor, e Teu reino é o coração de cada Homem.

 

Tu és rei, Senhor, e estás presente no mais pequeno.

 

Tu és rei, Senhor, e estás à nossa espera no pobre.

 

Tu és rei, Senhor, e queres mais o amor que o poder.

 

Tu és rei, Senhor, e moras em tantos corações.

 

Tu és rei, Senhor, e primas pela mansidão e pela humildade.

 

Tu és rei, Senhor, e não tens exército nem armas.

 

Tu és rei, Senhor, e não agrides nem oprimes.

 

Tu és rei, Senhor, e não ostentas vaidade nem orgulho.

 

Tu és rei, Senhor, e a tua política é a humildade, a esperança e a paz.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser ignorado e esquecido.

 

Tu és rei, Senhor, e continuas a ser silenciado.

 

Tu és rei, Senhor, e vejo-Te na rua, em tanto sorriso e em tanta lágrima.

 

Tu és rei, Senhor, e vais ao encontro de todo o ser humano.

 

Tu és rei, Senhor, e és Tu que vens ter connosco.

 

Hoje, Senhor, vou procurar-Te especialmente nos simples, nos humildes, nos que parecem estar longe.

 

Hoje, Senhor, vou procurar estar atento às Tuas incontáveis surpresas.

 

Obrigado, Senhor, por seres tão diferente.

 

Obrigado, Senhor, por seres Tu!

publicado por Theosfera às 11:01

A. Só Cristo pode usar o possessivo em relação à Igreja

  1. Nos últimos tempos, há muita gente a usar uma linguagem de posse em relação à Igreja. Não raramente, deparamos com expressões do género «a minha Igreja» ou «a Igreja do nosso tempo». Estas expressões têm a sua pertinência já que realçam dois aspectos muito importantes: pertença e presença. Com efeito, tais expressões fazem sobressair quer a pertença de cada um à Igreja, quer a presença da Igreja na vida de cada um.

Acontece que, ao mesmo tempo e talvez sem pensarmos muito nisso, acabamos por ofuscar o que está na base e na origem de tudo: a Igreja é de Cristo. Só Cristo tem direito de usar o possessivo em relação à Igreja. E, de facto, Ele usa-o. Na primeira vez em que a palavra «Igreja» aparece no Evangelho — em Mateus 16, 18 —, Cristo não hesita em falar da «Minha Igreja»: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja».

 

  1. São Paulo, sem esquecer que todos nós somos membros da Igreja (cf. 1Cor 12, 12; Rom 12, 5; Ef 5, 30), tem o cuidado de lembrar — e com muita ênfase — que só Cristo é a «cabeça» da Igreja. Fá-lo na Carta aos Efésios por três vezes (cf. Ef 1,23; 4,16; 5,23) e na Carta aos Colossenses por duas vezes (cf. Col 1,18; 2,19).

Daqui decorre que a Igreja não tem identidade. A identidade da Igreja não é própria, é derivada: vem-lhe de Cristo. Esta é, para nós, a verdadeira — mas, por vezes, tão esquecida — «hierarquia». Recorde-se que, segundo alguns, «hierarquia» significa não tanto «poder sagrado», mas sobretudo «princípio (“archê”) sagrado». Para a Igreja, o «princípio sagrado» é Cristo, a vida de Cristo, a mensagem de Cristo, o seguimento de Cristo.

 

B. Mundanizar o Cristianismo ou cristianizar o mundo?

 

3. Pertencer à Igreja significa pertencer a Cristo. Fazer parte da Igreja significa fazer parte de Cristo. Sacramentalmente, é o que acontece; mas, existencialmente, será o que se verifica? Desde o Baptismo, deixamos de ser nós para ser Cristo em nós (cf. Gál 2, 20). Mas será que se respira uma autêntica transparência na nossa existência?

Há quem diga — e com razão — que o segredo do êxito está na adaptação. Assim sendo, o segredo do êxito da Igreja está na sua contínua adaptação a Cristo. Não é Cristo que tem de Se adaptar a nós; nós é que temos de nos adaptar a Cristo. Não é Cristo que tem de ser como nós; nós é que temos de ser como Cristo.

 

  1. Aliás, é aqui que reside a nossa felicidade e a nossa salvação. Seremos felizes — e estaremos salvos — quando seguirmos Cristo, quando procurarmos ser como Cristo. É por isso que, quando se fala da necessidade de um Cristianismo moderno, devíamos falar também — e sobretudo — da urgência de uma modernidade cristã.

É aceitável que o Cristianismo tenha as marcas do nosso tempo. Mas a prioridade é que o nosso tempo tenha as marcas do Cristianismo. É preciso trazer o mundo até Cristo, mas é (absolutamente) decisivo levar Cristo até ao mundo. Nesta interacção, não é o mundo que há-de ser o critério para Cristo; Cristo é que há-de ser sempre o critério para o mundo. Donde o nosso propósito deve ser não «mundanizar» o Cristianismo, mas cristianizar o mundo. Não tornemos o Cristianismo mais mundano; tornemos, antes, o mundo mais cristão.

 

C. Mais necessário que mudar com o mundo é mudar o mundo

 

5. O habitual é aplaudir quem ao mundo se acomoda. Acontece que Cristo dá sinais de aprovar sobretudo quem com o mundo se incomoda. O mundo é o nosso lugar, mas não é a nossa lei. Jesus foi bem claro: os Seus discípulos estão no mundo, mas não são do mundo (cf. Jo 17, 16). Como entender então que os cristãos olhem para Cristo com os olhos do mundo em vez de olharem para o mundo com os olhos de Cristo?

O importante não devia ser mudar com o mundo, mas contribuir para mudar o mundo, que tanto precisa de ser mudado. Aliás, se o objectivo da Igreja fosse acomodar-se ao mundo, haveria ídolos, mas não haveria mártires. Os ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Os mártires são aqueles que o mundo condena.

 

  1. Nós veneramos os mártires, mas, frequentemente, optamos por imitar os ídolos. Isto significa que admiramos os que resistiram ao mundo, mas, na prática, fazemos tudo para não sermos incomodados pelo mundo. Se a lógica dos mártires fosse a acomodação, não teriam sido mortos. Mas alguma vez seriam uma referência? Os mártires foram mortos por não se acomodarem ao mundo. E tornaram-se uma referência porque incomodara o mundo.

Daqui se segue que, se o mundo não está melhor, é talvez porque nós, cristãos, nem sempre temos estado bem. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam.

 

D. A realeza de Cristo e a realidade da Igreja

 

7. Despertemos, pois, para que outros possam acordar. E comecemos por perceber que a realidade da Igreja está, indelevelmente, marcada pela realeza de Cristo. Por conseguinte, é a realeza de Cristo que há-de orientar sempre a realidade da Igreja.

Hoje, solenidade de Cristo Rei, é dia de começarmos a perceber — se ainda não percebemos — que, como recorda São Paulo, foi Deus «que nos transferiu [há quem diga “transportou”] para o Reino de Seu Filho muito amado» (Col 1, 13). Ao fazer esta «transferência» — ou este «transporte» —, Deus quer que nos deixemos guiar sempre por Seu Filho, Jesus Cristo.

 

  1. É em Cristo, só em Cristo, que encontramos a redenção, o perdão dos pecados (cf. Col 1, 14). A realeza de Cristo — celebrada hoje para ser vivida sempre — está, portanto, no que Ele nos dá. Daí a natureza única deste reinado, que nós, porventura, ainda não compreendemos nem agradecemos.

Cristo não é um rei que tira; é um rei que dá. Parafraseando Bento XVI, diria que Cristo não tira nada; dá tudo. Trata-se, pois, de um rei incomparável. O Seu trono é a Cruz e o Seu território é toda a humanidade. É na Cruz que Cristo dá tudo. É na Cruz que Cristo Se dá por todos.

 

E. Não tentemos mudar Cristo;

deixemo-nos sempre mudar por Cristo

 

9. Deus criou tudo por Cristo e para Cristo (cf. Col 1, 16), Deus mantém tudo em Cristo (cf. Col 1, 17). Assim sendo, Cristo está antes de tudo, está em tudo e está depois de tudo: «nos céus e na terra, nos seres visíveis e invisíveis […], nos senhorios, nos principados e nas potestades» (Col 1, 16).

Só em Cristo encontramos «a plenitude de todos os bens» (Col 1, 19). Em tudo, «Ele tem o primeiro lugar» (Col 1, 18). Este primeiro lugar é um lugar de serviço, é um lugar de dádiva, é um lugar de entrega. É pelo sangue derramado na Cruz que Cristo faz a paz entre todos (cf. Col 1, 20).

 

  1. É por isso que Cristo é um rei universal e eterno, sem condicionantes de espaço e sem limites de tempo. Cristo é rei para todos, Cristo é rei para sempre. É pela Igreja, Seu Corpo, que Cristo continua a reinar, dando tudo, dando-Se a todos, dando sempre. É pena que, como há dois mil anos, haja quem faça troça do reinado de Cristo. Curiosamente, foi um condenado o primeiro a perceber — e a receber — o reinado de Cristo. «Lembra-Te de mim — suplica um dos crucificados com Cristo — quando vieres com a Tua realeza» (Lc 23, 42). A resposta não se fez esperar: «Hoje mesmo estarás coMigo no Paraíso» (Lc 23, 43).

No reino de Cristo, não há muros nem fronteiras. Não há exclusões nem empurrões. E até os que parecem estar fora podem ser os primeiros a entrar. Deixemos então que Cristo reine sobre nós. Não tentemos mudar Cristo, coisa aliás impossível. Deixemos que seja Cristo a mudar-nos. Deixemos que Cristo mude a nossa vida. Que Cristo seja rei. E que, para todos, o Seu amor seja Lei, a única Lei!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Desengane-se quem separa a liberdade da verdade.

Só a verdade liberdade, como diz Jesus (cf. Jo 3, 8).

Por conseguinte e como percebeu León Tolstoi, «não alcançaremos a liberdade procurando a liberdade, mas sim a verdade; a liberdade não é um fim, mas uma consequência».

Na verdade, somos livres. E, na liberdade, sentimo-nos mais verdadeiros, isto é, ainda com mais vontade de continuar a procurar a verdade!

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 20 de Novembro, (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, 34º e Último Domingo do Tempo Comum, Dedicação da Sé Catedral de Lamego) é dia de Sto. Edmundo, Sta. Maria Fortunata e S. Félix Valois.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 19 de Novembro de 2016

 

O conceito de «pós-verdade» é bem indiciador do estado a que chegámos.

Trata-se de uma identificação eufemística da nossa propensão epocal para iludir a realidade e para intimar, cada vez mais, com a mentira.

A «pós-verdade» resulta de um cruzamento entre a ascensão do subjectivismo e o triunfo do espectáculo.

Por este andar, não há-de faltar muito para que 2+2 possa ser igual a 5.

Basta que as plateias aplaudam tal equação e que as linhas telefónicas dêem mais de 50% de aprovação a um tal resultado.

O absurdo já esteve mais longe.

Nunca nos afastemos da verdade. Só ela nos libertará!

 

publicado por Theosfera às 16:08

Dizem que a resposta ao que se passa no mundo é a reafirmação dos nossos valores.

Sem dúvida. Mas que valores são os nossos presentemente? O que vale, hoje, para nós.

Será que a própria vida ainda tem valor?

O que se vê não nos sossega. Só em Deus repousaremos!

publicado por Theosfera às 16:05

Hoje, 19 de Novembro, é dia de Sta. Matilde, S. Rafael Kalinowski e Sta. Inês de Assis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

A Palavra não é só para ouvir nem para meditar.

Aliás, a Palavra nem sequer é apenas para viver.

A Palavra, diz o enviado de Deus, é também para comer (cf. Ap 10, 9).

Ela pode ser amarga no ventre, mas é doce nos lábios (cf. Ap 10, 9-10). É

preciso que nos alimentemos com a Palavra até porque nem só de pão vive o homem (cf. Mt 4, 4).

Às vezes, parece que somos famintos sem vontade de comer.

E o alimento está aqui, tão perto!

publicado por Theosfera às 10:38

  1. A competência compensa. Mas nem sempre é compensada.


  1. Os peritos asseguram que, hoje em dia, não se fala bem. Ou seja, não se fala correctamente.


  1. A língua é vítima de muitas agressões. Mas, ao contrário do que alguns pensam, não estou seguro de que falar correctamente traga vantagens profissionais.


  1. A avaliar pelo que é veiculado pela comunicação social, falar correctamente pode não ser um trunfo para progredir na carreira.


  1. Já ouvimos representantes do Estado resvalarem para o frequente «há-dem» ou para o insuportável «interviu».


  1. De há uns tempos para cá, tornou-se hábito (não sei por que motivo) introduzir afirmações com o desnecessário «dizer que». Que se pretende dizer com este «dizer que»?


  1. «Dizer que o Presidente da República acabou de chegar». Não bastaria «o Presidente da República acabou de chegar»?


  1. Enfim, já lá vai o tempo em que aprendia com quem falava na rádio e na televisão e com quem escrevia nos jornais...
publicado por Theosfera às 10:26

A ambição é boa quando é colocada ao serviço dos outros.

A ambição não é má quando não prejudica os outros.

Mas a ambição pode ser horrível quando é alimentada à custa dos outros, por cima dos outros e contra os outros.

O problema é que quem tem ambições deste género nem sequer se apercebe do logro em que cai.

Marcel Proust notou que «a ambição embriaga mais do que a glória». Embriaga e (o que é pior) cega.

Como ver quando não se consegue enxergar?

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 18 de Novembro, é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

A filosofia, como tudo na vida, devia ser um meio de descobrir a verdade.

Mas, como notou Vergílio Ferreira, às vezes, torna-se um «meio de a "criar"».

Será que uma verdade criada é verdadeira? Costuma ser imposta.

Há que procurar, incessantemente, a verdade.

Criá-la pertence apenas (e sempre) a um, a Deus!

publicado por Theosfera às 07:39

Hoje, 17 de Novembro, é dia de Sta. Isabel da Hungria, Sta. Filipa Duchesne, Sto. Aniano, Sta. Hilda, S. Gregório de Tours e S. Hugo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016

Os excessos nunca fazem bem.

O excesso de liberdade pode levar à sua degeneração.

Só que nunca há excesso de liberdade se ela for emoldurada pela responsabilidade.

Milton Friedman bem notou: «Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres forem responsáveis; o problema (acrescentava) é a liberdade sem responsabilidade».

Nunca deixemos a responsabilidade à porta da liberdade.

Quando a responsabilidade for observada, a liberdade nunca será distorcida!

publicado por Theosfera às 09:31

Hoje, 16 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Saúde, Sta. Margarida da Escócia, Sta. Gertrudes, S. Roque González, Sto. Afonso Rodríguez e S. João del Castillo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

 

  1. No mundo, a Igreja é chamada a ser alternativa. Mas a experiência mostra que nem sempre tem conseguido evitar alguma redundância.

É notório, por exemplo, que «a segunda revolução individualista» (Gilles Lipovetsky) não lhe é totalmente indiferente.

 

  1. Há quem olhe para a Igreja não a partir de Cristo, mas a partir de si e das suas circunstâncias.

Este subjectivismo — e perspectivismo — eclesial é o que está na base do aparecimento de uma persistente linguagem possessiva.

 

  1. São abundantes os textos em que, com perseverante regularidade, aparecem expressões do género «a “minha” Igreja» ou «a Igreja do “nosso” tempo».

Não é raro ouvir gente a lamentar que esta não é «a “sua” Igreja» ou que esta não é «a Igreja do “nosso” tempo».

 

  1. Entende-se o que se pretende dizer. Mas nota-se igualmente o que acaba por se ocultar.

A realidade da Igreja não é uma soma de realidades flutuantes. A realidade da Igreja é, antes de mais, a realidade permanente que lhe é dada por Cristo.

 

  1. Por conseguinte, pertencer à Igreja é pertencer a Cristo.

A Igreja é de Cristo. Pelo que só Cristo tem legitimidade para dizer «a “Minha” Igreja» (Mt 16, 18).

 

  1. Na verdade e como bem notou São Paulo, a Igreja é o Seu novo Corpo (cf. 1 Cor 12, 27).

Deste Corpo, Cristo é a cabeça (cf. Ef 1, 23) e nós somos os restantes membros (cf. 1Cor 12, 27).

 

  1. Estriba aqui o verdadeiro sentido de «hierarquia». Esta não é tanto «poder sagrado», mas «princípio sagrado».

O «princípio sagrado» para a Igreja é Cristo: a Sua mensagem e a Sua vida.

 

  1. Tal «princípio sagrado» remonta ao próprio Pai. Foi o Pai que criou tudo por Cristo e para Cristo (cf. Col 1, 16).

É o Pai que mantém tudo em Cristo (cf. Col 1, 17). Enfim, é o Pai que nos encaminha para o «Reino» de Cristo (Col 1, 13).

 

  1. Cristo tem, portanto, «o primeiro lugar» (Col 1, 18): em tudo e principalmente na Igreja (cf. Col 1, 18).

É esta realeza de Cristo que alimenta, permanentemente, a realidade da Igreja.

 

  1. Cristo já aceitou ser como nós.

Que cada um de nós procure ser sempre como Cristo!

 

publicado por Theosfera às 10:34

Hoje, 15 de Novembro, é dia de Sto. Alberto Magno, Sta. Madalena Morano e Sta. Maria da Paixão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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