O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

A liberdade é um direito sagrado.

Ela inclui o direito de cada um fazer o que quer e não exclui o direito de cada um fazer também o que deve.

Esta última dimensão, porém, nem sempre é respeitada.

Daí que Augusto Comte tenha recordado que «a liberdade é o direito de fazer o próprio dever».

O problema é que nem sempre nos deixam. O problema é que nem sempre nos garantem essa liberdade.

Não falta quem nos impeça de fazer tão-somente o que devemos!

publicado por Theosfera às 07:45

Hoje, 19 de Janeiro (2º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Germânico, S. Canuto, S. Mário, S. Tiago Sales e seus Companheiros e S. Marcelo Spínola Maestre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

Onde começa a corrupção?

Começa, obviamente, pelo princípio e pelos princípios.

No princípio da corrupção, está a corrupção dos princípios.

Montesquieu assim pensava: «A corrupção dos governantes começa, quase sempre, com a corrupção dos seus princípios».

E quando os princípios estão corrompidos, que se pode esperar do resto?

publicado por Theosfera às 09:42

Hoje, 18 de Janeiro (1º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Margarida da Hungria, S. Liberto ou Leobardo, Sta. Prisca ou Priscilla e S. Jaime Cosán.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
  1. A relação do homem com a verdade está indelevelmente ligada à relação que o mesmo homem cultiva com a realidade.

Quem está longe da realidade não está perto da verdade.

 

  1. A verdade é o que a realidade imprime em cada um e o que é apreendido por cada qual.

Há, por conseguinte, na verdade uma componente objectiva e uma dimensão subjectiva.

 

  1. Isto significa que a verdade pode não ser uniforme, mas não deve ser deformada.

Uma coisa é comunicar a realidade. Outra coisa, bem diferente, é deformar a realidade.

 

  1. Thomas Eliot apercebeu-se de que «a raça humana não suporta muita realidade».

Só que a realidade é demasiado teimosa e, quase sempre, dolorosa. Sentindo-se impotente para a transformar, o homem cede frequentemente à tentação de a distorcer.

 

  1. Nestes tempos em que nada parece sólido, a realidade corre o risco de deixar de ser o que é para passar a ser o que cada um pensa que é.

É uma das implicações da «civilização do ligeiro» (Gilles Lipovetsky), em que nos encontramos.

 

  1. A distorção da realidade aparece, basicamente, sob a forma de negação, parcialização e fabricação.

E é assim que nos vamos distanciando, cada vez mais, de uma cultura baseada na verdade.

 

  1. O negacionismo é a negação da realidade como forma de escapar a uma verdade desconfortável, embora empiricamente comprovada.

Reparemos na negação do Holocausto. Mas há muitos mais negacionismos. Há quem persista em negar factos como forma de veicular uma personalidade diferente.

 

  1. A parcialização da realidade também concorre para o obscurecimento da verdade.

Tendo em conta que «a verdade é a totalidade» (Aristóteles), então uma parcela da verdade nunca pode ser vista como sendo a verdade.

 

  1. O que, entretanto, começa a despontar cada vez mais é a tendência para a «fabricação da verdade».

Penso sobretudo na propensão de muitos para mostrar o que não são e até o contrário do que são.

 

  1. Acontece que, se a pluriformidade é admissível, a duplicidade é totalmente condenável. Com que legitimidade se apresenta como branco o que está pintado de negro?

O problema é que, à força de tanto ser repetida, a mentira acaba por ser acolhida. Até que, um dia, o que está por descobrir acabe por se manifestar (cf. Lc 12, 2)!

 

publicado por Theosfera às 11:01

Num mundo em que as trevas se adensam, não é qualquer luz que nos ilumina.

Miguel Torga deixou, por isso, um pertinente aviso: «O mal de quem apaga as estrelas é não se lembrar de que não é com candeias que se ilumina a vida».

Há somente uma luz que ilumina: a luz que vem de Deus.

Só Jesus é luz. Para todos. Para sempre!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

A interacção entre o homem e a máquina pode ser profícua, mas também não deixa de ser perigosa.

É que a máquina nunca se humaniza enquanto o homem pode maquinizar-se.

Aliás, há já muitos anos, Teixeira de Pascoaes assinalou que «o erro da sociedade é ser um maquinismo em vez de um organismo».

Parece que andamos amestrados, a fazer todos o mesmo e de uma maneira repetitiva.

Sabemos, mas não saboreamos.

As máquinas fazem muito do que o homem fazia, mas não se humanizam.

O homem, deixando de fazer muito do que a máquina faz, vai-se maquinizando.

Não nos desumanizemos mais!

publicado por Theosfera às 09:07

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 15 de Janeiro de 2017

Neste momento de louvor
— de louvor porque estamos em Eucaristia
e de louvor porque, dentro da Eucaristia, estamos em acção de graças —
nós Te bendizemos, Senhor,
por esta tocante celebração
que, mais uma vez, presencializa a Tua presença no mundo,
que, mais uma vez, actualiza a Tua entrega na história
e que, mais uma vez, sinaliza o Teu imenso amor no coração de cada homem.

Mas não queremos, Senhor,
que a Eucaristia seja um momento com princípio e fim.
Queremos, sim, que a Eucaristia envolva toda a nossa vida:
do princípio até ao fim.
Queremos que a Missa gere Missão,
modelando todas as fibras do nosso interior
e lubrificando todas as vértebras da nossa alma.
Por conseguinte, que à Eucaristia sacramental suceda sempre a Eucaristia existencial,
para que nada no nosso ser fique à margem desta grande celebração.

Neste dia, o nosso coração entoa um canto de louvor a Ti, Pai,
que, pelo Teu Filho e pelo Teu Espírito,
nos tocas permanentemente
como se fossem as Tuas mãos delicadas a afagar-nos com carícias etéreas.


Faz de nós testemunhas do Evangelho,
com a mesma intrepidez,
com igual disponibilidade
e sobretudo com idêntica generosidade.


Que nos disponhamos a ser pão
que os outros possam comer.
Que o «ide em paz» ressoe, para nós,
não como uma despedida,
mas como um incessante envio.

Que, pelo nosso testemunho e pela nossa humildade,
todos tenham acesso ao Pão da Vida,
ao Pão do Amor,
ao Pão da Solidariedade,
ao Pão da Paz e da Esperança,
ao Pão que és Tu, Senhor,
e que, através de nós, chegue ao mundo inteiro!

publicado por Theosfera às 10:58

A. No Tempo Comum, o Mistério continua a ser Incomum

  1. O Tempo Comum não é um tempo menor. Cronologicamente, até é o tempo maior. É, de facto, o período de tempo mais longo, estendendo-se por 33 ou 34 semanas. O Tempo Comum está longe de ser um tempo pouco importante. Como não há-de ser um tempo importante se, no Tempo Comum, celebramos um Mistério sempre Incomum?

A nossa participação é que não pode ser menos numerosa ou menos activa. O Tempo Comum é também um tempo comunitário, o tempo para a comunidade.

 

  1. Além das festas anuais, como o Natal, a Páscoa e os Santos, nós, cristãos, temos uma Festa Semanal: a Páscoa. Com efeito, nunca é demais recordar que, antes da celebração anual, a Páscoa começou a ser celebrada todas as semanas, ao Domingo.

Espanta, porém, que, sendo este um dado tão antigo e tão constante, seja também algo tão esquecido por muitos cristãos. Como é possível que muitos de nós não celebrem o acontecimento central da nossa fé e da nossa vida?

 

B. Em cada semana, uma festa

 

3. Não basta a celebração anual nem chega uma celebração ocasional. Já quando os cristãos eram perseguidos, faziam todos os possíveis — às vezes, no limiar do próprio impossível — para não prescindirem do Domingo. «Não podemos viver sem o Domingo», disseram muitos mártires antes de serem mortos.

É bom não esquecer que também houve muitos mártires do Domingo. Ainda hoje há quem, sobretudo na África e nas Américas, faça dezenas — e até centenas — de quilómetros para celebrar o Domingo. E nós, que ainda temos a possibilidade de celebrar o Domingo à porta de casa, que esforço fazemos?

 

  1. O Domingo é celebrado à mesa da Palavra e à mesa do Pão. Ou seja, o Domingo é celebrado através da Eucaristia. É esta Eucaristia sacramental que nos transporta para a Eucaristia existencial, que somos chamados a levar para a nossa vida. Aliás, a própria terminologia nos ajuda a perceber que Domingo é Dia do Senhor, é dia para o Senhor. E esta vivência do Domingo como Dia do Senhor está, obviamente, centrada na Eucaristia.

Eis, por isso, uma missão que desponta à nossa frente: ajudar os nossos irmãos a virem a esta grande festa semanal. O terceiro Mandamento da Lei de Deus e o primeiro Mandamento da Santa Igreja impelem-nos para isso. O terceiro Mandamento da Lei de Deus lembra-nos a obrigação de santificar o Domingo (que é o novo Sábado) e Festas de Guarda. Por sua vez, o primeiro Mandamento da Santa Igreja concretiza em que consiste essa santificação: participar na Missa inteira no Domingo e Festas de Guarda.

 

C. O Precursor abre caminho para o Salvador

 

5. O Tempo Comum é, portanto, um tempo belo e sempre luminoso, centrado na luz da Ressurreição e na força vitamínica do Pão da Vida. Essa beleza e essa luminosidade do Tempo Comum estão sinalizadas pela cor do paramento litúrgico. O verde, que é a cor dominante na Primavera, simboliza a o ressurgimento da natureza após o desterro provocado pela invernia. Tem, por isso, afinidades com o que celebramos na Páscoa: o ressurgimento da vida após a morte. Trata-se do ressurgimento não para a vida anterior, para uma vida totalmente nova.

O verde é, por conseguinte, a cor que está associada à novidade e, nessa medida, à esperança. Ao celebrarmos a Páscoa em cada Domingo, vamos fortalecendo a esperança na última vinda do Senhor Jesus. De resto, é o que ouvimos no «embolismo», isto é, na oração que dá continuidade ao Pai-Nosso. Depois de pedir a Deus a libertação do mal e a paz para os nossos dias, o presidente da celebração, em nome da comunidade, testemunha a nossa esperança «na vinda gloriosa de Jesus Cristo, nosso Salvador».

 

  1. Neste segundo Domingo do Tempo Comum — o primeiro após o ciclo do Advento e do Natal —, encontramos João Baptista a apresentar Jesus. De certa forma, este texto funciona como uma transição entre a Festa do Baptismo do Senhor (que, este ano, celebrámos no dia 09 de Janeiro) e o Tempo Comum. Esta transição funciona como uma espécie de «passagem de testemunho» de João para Jesus. No fundo, estamos perante a decisiva travessia do Antigo para o Novo Testamento.

O Precursor abre, assim, caminho para o Salvador. O baptismo de João era um baptismo de penitência. O baptismo de Jesus é o baptismo no Espírito Santo. O que fez João é o que nós somos convidados a fazer: a dar testemunho de Jesus.

 

D. O Superior que aparece como Servidor

 

7. Descrito como «o Cordeiro de Deus» (Jo 1, 29), Jesus aparece no mundo como Servo. Aliás, a Sua Mãe também Se apresenta como Serva (cf. Lc 1, 38). Ou seja, o Servo nasce da Serva. Não obstante a Sua condição divina, Jesus é o Superior que aparece como Servidor. Nunca é demais insistir que Jesus veio ao mundo para servir, não para Se servir. Ele está no meio de nós como quem serve (cf. Lc 22, 27).

Uma vez que somos Seus discípulos, então como Ele fez, façamos nós também (cf. Jo 13, 15). Procuremos estar na vida não como superiores, mas como servidores: como servidores de Deus e como servidores dos outros homens. E tanto melhor serviremos os outros homens quanto mais os aproximarmos de Deus. Nos tempos que correm, Deus é a grande carência, Deus é a maior urgência.

 

  1. Ser servo, como Jesus é delineado na Primeira Leitura, é abdicar de ter vontade própria. Como todos nós sabemos, o sacrifício que mais custa fazer é, sem dúvida, o sacrifício da vontade. Fazer a nossa vontade é um direito natural. Impor a nossa vontade é uma tentação muito grande. Daí que sacrificar a nossa vontade seja o supremo acto de despojamento. Mas é também o passo decisivo para a felicidade.

É importante, por isso, que o nosso coração não esqueça o que os nossos lábios, há pouco, entoaram: «Eu venho, Senhor, para fazer a Vossa vontade» (cf. Sal 40, 8). Aliás, é o que estamos sempre a repetir quando recitamos a oração que Jesus nos ensinou: «Seja feita a Vossa vontade» (Mt 6, 10). O próprio Jesus, uma vez mais, dá-nos o exemplo. No momento decisivo, pede a Deus que O afaste da Cruz. No entanto, ressalva de imediato: «Faça-se a Tua vontade e não a Minha» (Mt 22, 42).

 

E. Palavra para ouvir e Pão para repartir

 

9. A divina vontade é a nossa felicidade. A divina vontade há-de ser, pois, a nossa prioridade. Aprendamos, por isso, a procurar e a cumprir a vontade de Deus. Não confundamos — o que é uma tentação frequente — a vontade de Deus com os nossos desejos.

Nunca deixemos vazio o nosso lugar na Festa semanal da Páscoa. É Cristo quem nos convida. Vamos deixar que a Sua proposta fique esquecida?

 

  1. Estejamos sempre em estado de missão. A bem dizer, a Missa nunca há-de terminar. Quando a Missa estiver a terminar, a Missão tem de estar a começar. O campo de missão é cada momento e é cada pessoa que vamos encontrando em cada instante. Precisamos de sair de uma certa letargia em que a nossa fé parece estar adormecida.

Vamos prometer que com o Evangelho nos queremos comprometer. O Evangelho é Palavra para ouvir e Pão para repartir. É nele que está a mudança e a razão para a nossa esperança. Este mundo ainda pode mudar se o Evangelho quisermos testemunhar. Não adiemos para amanhã o Evangelho que urge anunciar hoje!

publicado por Theosfera às 05:42

O mal já é suficientemente mau para fazer doer.

Mas ainda pior que o mal é a indiferença das pessoas de bem perante ele.

Existe até o paradigma da pessoa boa, como aquela que não reage, que suporta tudo, incluindo o mal.

Mas haverá alguma bondade na conivência com a maldade?

Martin Luther King foi bastante assertivo: «Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele».

Daí a sua mágoa não só diante da acção dos maus, mas também diante do silêncio dos bons.

Mas se os bons ficam em silêncio perante o mal serão bons?

publicado por Theosfera às 04:44

Hoje, 15 de Janeiro (2º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Amaro, S. Plácido, S. Luís Variara, Sto. Arnaldo Jansen, S. Paulo Ermita, S. Remígio e S. Macário o antigo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 14 de Janeiro de 2017

A tragédia não é tanto a morte. A maior tragédia é o que vai morrendo enquanto se vive.

Já Albert Shweitzer notou que «a tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ainda está vivo».

Não nos habituemos só a morrer na vida. Procuremos aprender a viver na própria morte!

 

publicado por Theosfera às 07:55

Porventura, foi sempre assim. Mas hoje, mais do que nunca, a verdade e a mentira aparecem-nos completamente embrulhadas.

Temos assim dificuldade em coar a verdade no meio de tanta mentira e em separar a mentira que surge amarrada a tantas verdades.

Por vezes, sentimo-nos mais aprisionados pela mentira que vem atrelada à verdade do que libertos pela verdade que emerge dos escombros da mentira.

Como saber com certeza o que onde está a verdade se a mentira ameaça tomar conta de todo o espaço?

Não é fácil, mas não é impossível.

É preciso apostar na confiança e reaprender a dar voz a quem é confiável!

publicado por Theosfera às 07:49

Hoje, 14 de Janeiro, é dia de S. Félix de Nola, Sta. Macrina a Antiga e S. Pedro Donders.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

Hoje, 13 de Janeiro, é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminente Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017

Quando ouvimos o toque dos sinos, somos logo advertidos da proximidade de uma igreja.

E quando entramos dentro de um templo, costumamos ver uma lâmpada acesa perto do sacrário.

O que talvez não saibamos é a quem se deve a introdução dos sinos e da lâmpada.

Foi um papa praticamente desconhecido que tomou estas duas medidas.

Trata-se do Papa Sabiniano, que sucedeu a um Papa célebre: São Gregório Magno.

Sabiniano só foi Papa dois anos (entre 604 e 606).

O seu pontificado não foi muito bem sucedido e ficou marcado por uma grande fome em Roma.

Mas os sinos e a lâmpada nas igrejas foram decisão sua. Que ainda hoje persiste!

publicado por Theosfera às 21:31

Hoje, 12 de Janeiro, é dia de S. Modesto, S. João de Ravena, S. Bento Biscop, Sto. António Maria Pucci e Sta. Margarida de Bourgeoys.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

Acredito que, como dizia Oswald de Andrade, «a alegria é a verdadeira prova dos nove».

Dos nove e dos novos. A alegria não envelhece nem deixa envelhecer.

Só que nós, muitas vezes, confundimos alegria com riso.

E este liame nem sempre se verifica.

Há risos que não são alegres e há alegrias que não geram risos.

A alegria vem pela lisura, pela limpidez. Pode, por isso, ser regada com lágrimas!

publicado por Theosfera às 20:35

Hoje, 11 de Janeiro, é dia de Sto. Higino e S. Vital.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017

 

 

  1. O paradoxo da «pós-verdade» é que ela, não sendo verdade, chega a ser tida como verdade.

A «pós-verdade» é um eufemismo que pretende apresentar a mentira como um (descontraído) sucedâneo da verdade.

 

  1. A repetida enunciação deste conceito como que já sugere um subtil apelo a que nos habituemos a ele.

Não estará a «pós-verdade» a abrir caminho para um mundo sem verdade?

 

  1. É sabido, como já Aristóteles tinha notado, que a verdade repousa na realidade.

Em princípio, passa-se o mesmo com a «pós-verdade».

 

  1. Acontece que a realidade em que assenta a «pós-verdade» não é, necessariamente, a realidade verificada.

É, cada vez mais, uma realidade fabricada.

 

  1. O critério para aferir a verdade já não é apenas o contacto imediato com a realidade. É, crescentemente, um contacto mediado pela comunicação.

Concretizando, para nós, a verdade não é tanto o que experimentamos, mas o que nos é comunicado.

 

  1. No fundo, a «pós-verdade» também está em conexão com a realidade. Mas com a realidade da comunicação.

As pessoas tendem a tomar como verdadeiras as informações veiculadas pela comunicação social e pelas redes sociais.

 

  1. Só que estas são «verdades» cada vez mais provisórias.

Invariavelmente, chegamos a um momento em que o que era garantido acaba por ser desmentido. Mas o efeito — positivo para alguns e tremendamente negativo para muitos — já foi alcançado.

 

  1. O que aconteceu nas recentes eleições nos Estados Unidos dá bastante que pensar.

Alguém terá inundado as redes sociais com notícias falsas sobre um dos candidatos.

 

  1. O problema é que o debate não foi indiferente a essas falsidades, que não poucos tomavam por verdades.

A «revolução da conectividade» (Mark Zuckerberg) que lugar reserva para a verdade? Estando conectados uns com os outros, será que estamos todos conectados com a realidade?

 

  1. É suposto que a comunicação se baseie na realidade. Mas não é cada vez mais notório que é a realidade que se baseia na comunicação?

Que tempo — e que disponibilidade — existe para olhar para lá da rede? Mas talvez seja isso que urge fazer. Regressemos, como pedia Edmund Husserl, às coisas mesmas, ou seja, à realidade. Sem filtros. E com o ar puro da verdade!

 

publicado por Theosfera às 10:00

Hoje, 10 de Janeiro (início do Tempo Comum), é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2017

Hoje é a Festa do Baptismo do Senhor.

Por isso, hoje ainda é tempo de Natal.

O Tempo de Natal termina hoje. Mas o Natal no tempo não pode terminar nunca.

Santo e Feliz Natal. Sempre!

publicado por Theosfera às 09:27

O poder deve primar pela proximidade.

Mas é fundamental que também saiba evitar a banalidade. Até porque quando o poder se banaliza também se esvazia. Ou seja, deixa de ser poder.

Daí o acertado aviso de Norberto Bobbio: «O poder é tanto maior quanto mais insondável for a sua profundidade».

Se o poder se vulgariza, rapidamente se esgota.

Às vezes, a excessiva popularidade é uma espécie de contraponto compensador para uma grande vacuidade.

É preciso que o povo saiba que ainda há muito por saber e para fazer!

publicado por Theosfera às 09:23


Hoje, 09 de Janeiro (Baptismo do Senhor e último dia do Tempo de Natal), é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

Um santo e abençoado dia para todos!


 
publicado por Theosfera às 00:23

Domingo, 08 de Janeiro de 2017

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.



Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.



Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.



Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.



Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.



Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.



Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.



Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:01

A. Ser Deus é ser fiel

  1. Deus cumpre. Em Deus, tudo se cumpre. Podemos, pois, confiar sempre em Deus. De facto, ser Deus é ser fiel. E ser humano, à imagem de Deus, também devia equivaler a ser fiel. Mas mesmo que o homem não seja fiel, Deus permanece fiel «porque não pode negar-Se a Si mesmo»(2Tim 2, 13). O mistério da Encarnação é, por excelência, um mistério de fidelidade.

Ao longo deste tempo de Natal, ouvimos anunciar que «uma virgem conceberá»(Is 7, 14) e, de facto, a Virgem concebeu (cf. Lc 1, 31-38). Também ouvimos vaticinar que seria de Belém, terra de Judá, que iria sair o Pastor de Israel (cf, Miq 5, 1). E, na verdade, foi em Belém que Jesus nasceu (cf. Mt 5, 1). Acabamos de ouvir falar dos que haviam de vir de longe para cantar as glórias do Senhor (cf. Is 60, 1-6). E eis que o Evangelho nos reporta a vinda de pessoas que, efectivamente, vêm de muito longe procurar o Senhor (cf. Mt 2, 1).

 

  1. Afinal, o Deus que nos procura também Se deixa procurar, o Deus que nos visita também Se deixa visitar, o Deus que vem ao nosso encontro também Se deixa encontrar. Ele vem ao encontro de todos e todos são convidados a ir ao encontro d’Ele: os de perto, como os pastores (cf. Lc 2, 16) e os de longe, como os magos (cf. Mt 2, 1).

Como bem notou S. Paulo, todos, em Cristo Jesus, «pertencem ao mesmo Corpo e beneficiam da mesma Promessa»(Ef 3, 6). Caem pois os muros, só ficam as pontes. Todos estamos ligados a todos através do Pontífice, isto é, d’Aquele que faz as pontes: o próprio Jesus.

 

B. Número, nome e condição dos mago

 

3. O Evangelho, com extrema parcimónia, apresenta-nos «uns magos»(Mt 2, 1). Não refere nem o seu número nem o seu nome. Nem sequer diz que seriam reis, assim chamados talvez pela alusão que o Salmo 72 faz aos reis que viriam pagar tributo e oferecer presentes (cf. Sal 72, 10). A designação de magos não se reporta seguramente a artes mágicas, mas ao estudo dos astros.

Cedo, porém, a tradição entrou em campo. Quanto ao número, foi fácil chegar a três por causa dos presentes que levaram: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). Ouro porque aquele Menino era Rei, incenso porque aquele Menino era Deus e mirra porque aquele Menino iria ser Mártir. Remontará a esta oferta o costume de dar presentes nesta época natalícia. No que respeita à identidade dos magos, há um evangelho apócrifo arménio, datado do século VI, que refere o nome, a condição e a proveniência. Assim, Baltasar seria rei da Arábia, Gaspar seria rei da Índia e Melchior seria rei da Pérsia. Tal escrito também diz que seriam irmãos e que a viagem que fizeram teria demorado nove meses, chegando a Belém na altura do nascimento de Jesus.

 

  1. É claro que estes dados são fantasiosos, mas o certo é que se tornaram muito populares. Até um homem culto como S. Beda Venerável dá voz, no século VIII, a pormenores que já estariam muito difundidos. Segundo um dos seus escritos, «Melchior era velho de 70 anos, de cabelos e barbas brancas. Gaspar era jovem, de 20 anos, robusto. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com 40 anos».

De acordo com uma tradição medieval, os magos ter-se-iam reencontrado quase 50 anos depois de terem estado com Jesus, em Sewa, na Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, os seus corpos teriam sido levados para Milão, onde teriam permanecido até ao século XII, quando o imperador alemão Frederico terá trasladado os seus restos mortais para Colónia.

 

C. Um mistério de mostração

 

5. Acerca da estrela que viram, também tem havido não poucos palpites. Muitos têm identificado aquela estrela com o cometa Halley, que foi visto por volta dos anos 12-11 a.C. Também poderia ser uma luz resultante da tríplice conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes, ocorrida em 7 a.C. Há ainda quem fale de uma «nova» ou «supernova», visível por volta dos anos 5-4 a.C.

Esta estrela pode ser vista como um símbolo messiânico insinuado já no livro dos Números, quando o Balaão diz que «um astro procedente de Jacob se torna chefe»(Núm 24,17). Também Isaías garante que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria»(Is 9, 1).

 

  1. A verdadeira luz é o próprio Jesus. Ele mesmo Se apresentará como a luz do mundo (cf. Jo 8, 12). O Concílio Vaticano II proclama que «a luz dos povos é Cristo». Jesus é uma luz que nunca deixa de brilhar. Mas essa luz só é acessível a olhares lisos e limpos. Só quem for puro e transparente conseguirá ver esta luz. Herodes não viu esta luz porque não queria deixar-se iluminar: estava corroído pela inveja e dominado pelo poder (cf. Mat 2, 7-17).

A Epifania é, toda ela, uma festa de luz, de uma luz que ilumina toda a terra. Esta festa autentica a universalidade da missão de Jesus. Jesus manifesta-Se a todos, dá-Se a conhecer a todos. E a manifestação é essencialmente uma automanifestação. Em Jesus, Deus manifesta-Se a Si mesmo, dá-Se a conhecer a Si mesmo. A Epifania não é, portanto, um mistério de demonstração, mas de mostração. E Deus mostra-Se de uma forma disponível, despojada e encantadoramente humilde.

 

D. Uma festa que chegou a englobar o Natal

 

7. Aliás, é o que depreende do magnífico conto de Sophia de Mello Breyner. Baltasar, em nome dos outros magos, foi consultar os homens da ciência e da política para que lhes dissessem onde estava o «Rei dos Judeus» (cf. Mt 2, 2). Decepcionado com a resposta, virou-se para os homens da religião. É que encontrara um altar dedicado ao «deus dos poderosos», outro ao «deus da terra fértil» e outro ao «deus da sabedoria». Insatisfeito de novo, perguntou aos sacerdotes pelo «deus dos humilhados e dos oprimidos». Resposta dos sacerdotes: «Desse deus nada sabemos». Então Baltasar subiu ao terraço e «viu a carne do sofrimento, o rosto da humilhação». Deus estava ali, o Deus que os sacerdotes desconheciam.

Deus está, desde os começos, nos humilhados e oprimidos (cf. Mt 25, 40). E foram muitos os que, também desde os começos, O encontraram na humildade e entre as vítimas da opressão.

 

  1. Não espantará, assim, que esta seja uma festa muito antiga, mais antiga que o próprio Natal. Aliás, houve uma altura em que a Epifania englobava também a celebração do nascimento de Jesus. De facto, não há notícia de qualquer festa específica do Natal nos três primeiros séculos. A primeira vez que o Natal é mencionado no dia 25 de Dezembro é no ano 354.

Como sabemos, não é conhecido o dia exacto do nascimento de Jesus. S. Clemente de Alexandria indica que uns celebravam o Natal a 28 de Março, outros a 19 ou 20 de Abril, outros a 20 de Maio ou, então, na festa da Epifania. A opção por 25 de Dezembro deveu-se ao facto de, nessa altura, se celebrar em Roma a festa do «Sol invicto». Uma vez que o verdadeiro sol é Cristo, os cristãos optaram por cristianizar esta festa pagã, celebrando nela o nascimento do Salvador.

 

E. Um misto de aceitação, rejeição e indiferença

 

9. No Oriente, criou-se a 6 de Janeiro a festa da Epifania, cujo conteúdo era inicialmente variável conforme as regiões: nascimento de Jesus, bodas de Caná, Baptismo de Jesus. Muito depressa, ainda no século IV, o Ocidente acolheu a festa da Epifania, mas deu-lhe, sobretudo em Roma e no Norte de África, um conteúdo inteiramente novo: a adoração dos magos.

Foi esta evolução que ditou a actual estrutura do Tempo do Natal: Natal a 25 de Dezembro, Epifania a 6 de Janeiro e Baptismo do Senhor no Domingo depois da Epifania. No fundo, entre o Natal e a Epifania há um intercâmbio de significado. Celebra-se o mesmo em ambos os casos: a manifestação de Deus aos homens. No Natal e na Epifania, celebramos portanto a mesma Teofania.

 

  1. Mistério de luz e humildade, a Epifania envolve igualmente um misto de aceitação, indiferença e rejeição. Jesus começa, desde o início, a ser adorado e a ser rejeitado. Diante de Jesus, diferentes personalidades assumem diferentes atitudes, que vão desde a adoração (os magos), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença. Esta última é a atitude dos sacerdotes e dos escribas, que não se preocupam em ir ao encontro desse Messias que eles bem conheciam dos textos sagrados.

Não basta, com efeito, conhecer Jesus, é fundamental ir ao encontro d’Ele para O anunciar. Uma vez que Ele Se dá totalmente, é de esperar que também nos demos inteiramente. Ele vem para mudar os nossos passos. Por isso é que os magos regressaram à sua terra por outro caminho (cf. Mt 2, 12). Quando nos encontramos com Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), os nossos caminhos são outros. Transformemos, então, a nossa vida. Convertamo-nos Àquele que Se converteu a nós, Àquele que Se fez um de nós. Se Deus veio ao nosso encontro, não deixemos, também nós, de ir ao encontro de Deus. E, em Deus, procuremos ir ao encontro de todos!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Muito estranho é este mundo. Muito estranhos somos nós neste mundo.

Fazemos tudo para estar conectados com quem está longe. E parece que não fazemos nada para ligar a quem está perto.

E é assim que nos vamos distanciando de quem está próximo. Não sei se nos aproximaremos alguma vez de quem está distante.

As ruas das nossas terras estão cheias de gente que não olha para a frente nem para os lados. Apenas olha para baixo: para o telemóvel.

Esta gente procura alguém no outro lado. Mas nem se apercebe de quem vai passando (mesmo) ao seu lado!

publicado por Theosfera às 04:53

Hoje, 08 de Janeiro (Solenidade da Epifania do Senhor e Jornada da Infância Missionária), é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 07 de Janeiro de 2017

 

As palavras são portadoras de uma ambivalência paradoxal.

Elas parecem leves quando saem dos lábios, mas tornam-se, quase sempre, pesadas quando chegam aos ouvidos.

Daí que já Victor Hugo tenha notado: «As palavras têm a leveza do vento e a violência das tempestades».

Cuidado, pois, com o que se diz.

Há que pensar nas feridas que muitas palavras podem provocar.

Se algo sair dos nossos lábios que não seja para magoar. Mas apenas (e sempre) para sarar!

 

publicado por Theosfera às 07:47

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 06 de Janeiro de 2017

Podemos ser optimistas quando estamos bem informados?

Há quem pense que o optimista deixa o optimismo quando se informa.

João Visconde foi lapidar: «O pessimista é um optimista bem informado».

É claro que há o pessimista impenitente, tipificado por Óscar Wilde: «O pessimista é alguém que, podendo escolher entre dois males, escolhe os dois».

E se está errado no seu pessimismo? Sente-se bem por ter errado, como não se sentiria mal (só) por ter acertado.

Daí que Mîllor Fernandes tenha decretado, com sarcasmo, que mais vale ser pessimista do que optimista. É que «o pessimista fica feliz quando acerta e quando erra».

Caso, porém, para perguntar. Se fica feliz, tem motivos para ser pessimista?

A vida humana tem um enorme capital de enigma e mistério.

O importante é que nunca deixe também de ter esperança!

publicado por Theosfera às 21:55

Dizia Kahil Gibran, com a acutilância que lhe era própria, que «a sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar».

É verdade. Não conseguem expropriar. Mas, às vezes, fazem tudo para a destruir.

A tirania não gosta da sabedoria. Se gostassem, não eram tiranos.

Como os tiranos não conseguem possuir a sabedoria, dedicam-se a destruir quem a procura.

O problema é que nem assim são capazes de ficar com a sabedoria daqueles que destroem!

publicado por Theosfera às 10:58

Hoje, 06 de Janeiro, é dia de Sto. André Bessette e Sta. Rafaela Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 05 de Janeiro de 2017

Achava Umberto Eco, de saudosa memória, que «nem todas as verdades são para todos os ouvidos».

Mas toda a verdade tem de ser para toda a vida. Não metade da verdade para metade da vida, mas toda a verdade para sempre.

Nem sempre se pode dizer tudo. Mas nunca se deve dizer o contrário de nada.

A verdade pode ferir durante algum tempo, mas a mentira acaba por magoar para sempre!

publicado por Theosfera às 09:45

Hoje, 05 de Janeiro, é dia de S. Simeão Estilita, S. Telésfero, S. João Neponucemo, Sta. Maria Repetto e S. Pedro Bonilli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2017

Neste mundo globalizado e com uma actividade turística tão intensa, ainda haverá locais por visitar?

Na terra, todos os lugares podem já estar descobertos.

Mas na vida e como notou Heidegger, «ainda há caminhos por descobrir».

Falta fazer uma viagem: a viagem pelo interior da alma humana. Dag Harmarsjold identificou-a: «A viagem mais longa é a viagem para dentro».

Há quem não a termine. E não falta quem nem sequer a inicie.

Abundam «ilhas» de espiritualidade. Mas este ocidente atravessa uma tremenda crise de interioridade.

Se não cuidamos do interior, como é que podemos melhorar o exterior?

publicado por Theosfera às 21:06

Hoje, 04 de Janeiro, é dia de Sta. Isabel Ana Seton e Sta. Ângela de Foligno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 03 de Janeiro de 2017

 

 

  1. Para muitos, a verdade não é para afirmar ou para negar. Para não poucos, a verdade já não é sequer para equacionar.

Da «não-verdade» (erro) e da «anti-verdade» (mentira) parece que estamos a deslizar para a «pós-verdade» (desinteresse).

 

  1. Na «sociedade do espectáculo» (Guy Debord), a realidade continua a contar.

Só que o que conta mais não é a realidade dos factos. O que conta cada vez mais é a realidade da adesão ao que se diz — e desdiz — sobre os factos.

 

  1. O ícone desta cultura é o novo modo de escrutinar a verdade.

Esta é apurada não a partir de uma aproximação à realidade, mas a partir de uma espécie de «leilão» de impressões pessoais sobre a realidade.

 

  1. No limite, se alguém conseguisse convencer uma plateia de que 2+2 são 5, não espantaria que se começasse a difundir que 2+2 já não eram 4.

Ao escolher «pós-verdade» como palavra do ano que findou, os dicionários Oxford aperceberam-se de que, hoje em dia, as pessoas são mais influenciadas pela opinião do que pela realidade.

 

  1. A ascensão das redes sociais veio exponenciar, com uma trepidação emocional muito forte, o impacto da opinião individual.

A realidade tende a deixar de ser encarada como ela é para ser cada vez mais vista conforme parece a cada um.

 

  1. É sabido que, por mais que nos esforcemos, nunca chegamos à realidade em si.

Por muito objectivos que procuremos ser, há sempre um índice de subjectividade que nos acompanha.

 

  1. Alçada Baptista ironizava quando dizia que seria objectivo se fosse objecto. Como era sujeito, teria de ser sempre subjectivo.

Acontece que, na adequação entre a realidade e o pensamento, «obrigamos» mais a realidade a adequar-se ao pensamento do que o pensamento a adequar-se à realidade.

 

  1. A radicalização desta propensão conduz a que haja tantas «verdades» quantas as pessoas que existem.

Como mudar? Só há um caminho: sair de nós, abrindo-nos ao que existe além de nós.

 

  1. Foi esta a opção de Jesus.

Ele viveu não para Si, mas para Deus e para o Homem.

 

  1. É por isso que Jesus é «a» verdade (cf. Jo 14, 6).

Ele entregou a Sua vida a Deus. Ele ofereceu a Sua vida pelo Homem. Ele deu a Sua vida pela verdade (cf. Jo 18, 37)!

publicado por Theosfera às 10:03

Para Cícero, a maior enfermidade do género humano é a ignorância.

Mas talvez haja duas doenças ainda piores: a maldade e a arrogância na maldade.

É possível que estas epidemias sejam «filhas» da ignorância.

É que nenhum ser humano minimamente esclarecido se coloca por cima de outro nem espezinha quem quer que seja.

É todo este «caldo de decadência» que provoca ondas vulcânicas de violência.

Será tão difícil enveredar pela bondade e pela sua irmã gémea, a humildade?

 

publicado por Theosfera às 09:20

Hoje, 03 de Janeiro, é dia do Santíssimo Nome de Jesus, S. Fulgêncio de Ruspas, Sta. Genoveva de Paris, Sto. Antero e S. Ciríaco Elias Chavara.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2017

Isaac Asimov legitimava apenas uma guerra: a guerra da espécie humana «contra a sua própria extinção».

O que mais ameaça a humanidade é a ausência de bondade.

A maldade «passeia-se» com arrepiante sobranceria pelo coração humano.

Façamos «stop» ao mal. É que o mal faz ricochete. E não imuniza quem o comete.

Só o bem faz bem!

publicado por Theosfera às 20:38

Enquanto houver injustiça numa parte do mundo não haverá justiça no mundo.

Martin Luther King notou que «a injustiça num lugar é uma ameaça à justiça em qualquer lugar».

Acresce que tão grave como a prática da injustiça é a indiferença perante a injustiça.

E desse pecado temos muito que nos penitenciar.

Ainda há muito por fazer até que a justiça possa acontecer!

publicado por Theosfera às 20:31

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 01 de Janeiro de 2017

 

 

  1. Do Natal ao Ano Novo a viagem é breve e, tantas vezes, acelerada.

Percorremos muitos quilómetros, visitámos muitos lugares e passámos por muitas pessoas. Chegaremos a estar verdadeiramente com alguém?

 

  1. Este é um tempo de alegria, mas também de muita nostalgia e imensas saudades.

Os que partiram parece que voltam. Não os vemos, mas não deixamos de os olhar. Sim, de os olhar com os olhos do coração e os óculos da alma.

 

  1. No fundo, o Natal continua a «prender» a atenção de muita gente. Alguém lhe será totalmente indiferente?

Até os lugares mais comuns — como o desejo de «Feliz Natal» — parecem vir adornados em tons de encanto.

 

  1. Precisamos de momentos como este. Necessitamos de sair, um pouco, da realidade de cada dia.

O problema não é o Natal ser diferente. O problema é tudo voltar a ser igual.

 

  1. Há uma bondade que se desprende dos céus e como que contagia as pessoas por estes dias.

Como notou António Gedeão, o Natal é o «dia de ser bom». Pena é que a nossa bondade se fique só pelas horas este dia.

 

  1. É bonito o Natal no aconchego do lar. Mas não é menos importante o Natal no desassossego do mundo.

Há muito Cristo de carne e osso (às vezes, mais osso que carne) pelas ruas das nossas cidades. Há muito Cristo sem lar, sem pão, sem ter quem Lhe estenda a mão.

 

  1. Ele disse, na «pauta» para o exame final, que seremos avaliados pela solidariedade e pelo amor.

«Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos Meus irmãos, é a Mim que o fazeis». Está no Evangelho segundo Mateus, capítulo 25, versículo 40.

 

  1. Deus, que habita no alto, visita-nos cá em baixo e com os que estão em baixo.

Aparece não como rei poderoso, mas como criança indefesa. Deste modo, se quisermos encontrar Deus, é para baixo que devemos olhar.

 

  1. É a partir de baixo que Deus nos olha. Deus não olha para nós, sobranceiramente, de cima para baixo. Deus olha para nós — humildemente — de baixo para cima.

E é em baixo que continua à nossa espera: nas profundidades da existência, onde a pobreza abunda, onde a injustiça avança, onde a solidão e o abandono não param de crescer.

 

  1. Jesus já não está só em Belém. Está na nossa vida também. Há dois mil anos, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração.

Um excelente 2017 para todos!

 

publicado por Theosfera às 18:44

Que ao longo deste ano, que hoje começa

nós queiramos ser

construtores da paz,

peregrinos da esperança,

arautos da Boa Nova,

testemunhas da verdade,

promotores da justiça,

semeadores do perdão,

paladinos da liberdade

e anunciadores da salvação.

 

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,

mais atentos à Tua presença,

mais comprometidos com a Tua Palavra,

mais iluminados pela Tua luz,

mais fortalecidos pelo Teu Espírito

e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

 

Que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.

Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.

Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

 

Pedimos-Te, Senhor,

que a santidade seja o nosso objectivo,

que a fé seja a nossa prioridade,

que a oração seja o ar que absorvemos,

que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos

e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

 

Concede-nos

que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,

que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,

que o Teu exemplo desinstale o nosso ser

e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

 

A Ti, Senhor, queremos agradecer,

em Ti, Senhor, queremos permanecer,

conTigo, Senhor, queremos gritar:

 

«Nunca mais a guerra!

Nunca mais o ódio!

Nunca mais a violência e a injustiça!».

 

Contamos conTigo,

conta connosco também

para fazermos deste ano

um passo em frente

na construção de um mundo melhor,

de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,

onde todos se sintam irmãos,

onde só Tu sejas Senhor,

pois o Teu senhorio

é a garantia mais segura

de que a humanidade

ainda pode ser uma única família,

um imenso povo de irmãos!

publicado por Theosfera às 11:26

 

A. Não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar

  1. Nestas alturas, é praticamente impossível ser original. Como notava Terêncio, «não se diz nada que já não tenha sido dito». As palavras parecem sempre velhas, mesmo quando falam do que é novo. Que esperar, então, do ano novo?

Após os desejos habituais, eis que nos preparamos para as amargas desilusões de sempre. À primeira vista, já nenhum ano parece ser novo. A própria palavra «novo» é bem antiga. Há quantos séculos não anda a humanidade a desenhar promessas de novidade?

 

  1. Por vezes, a vontade de desistir é grande. Mas é precisamente por isso que a determinação de persistir tem de ser ainda maior. Afinal e como dizia Sto. Agostinho, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa». Na vida, são muitas as situações em que tudo parece que vai acabar. Na vida, são muitos os momentos em que temos de ganhar forças para recomeçar.

O início de um ano sinaliza que a vida é um recomeço constante. Há 12 meses, também estávamos a começar um ano. Há 24 e há 36 meses, estávamos igualmente a começar outros anos. O que jamais podemos é desistir: não comecemos a desistir e nunca desistamos de começar.

 

B. Um dia para Jesus, um dia com Maria

 

  1. Desde logo, não desistamos de viver sempre em Natal. O Natal tem passado, mas não é passado. Hoje mesmo é a Oitava do Natal. Aliás e como acabamos de escutar, foi oito dias depois do Seu nascimento que o Menino recebeu o nome de Jesus (cf. Lc 2, 21). Daí que, durante muitos anos, este fosse também o dia da festa do Santíssimo Nome de Jesus.Entretanto, o Tempo Litúrgico do Natal não acaba nesta Oitava. Ele só termina com a festa do Baptismo do Senhor, que este ano ocorrerá a 09 de Janeiro. Mas, no fundo, é sempre tempo de Natal. O Natal está no tempo para que possa estar na vida, para que possa estar na nossa vida no tempo.

 

  1. É, então, a Jesus que entregamos este nosso novo percurso no tempo, que queremos percorrer também na companhia de Maria, que tudo — e a todos — guarda em Seu coração (cf. Lc 2, 19). Com D. António Couto, saudámo-La, hoje, como «Senhora e Mãe de Janeiro, do Dia Primeiro e do Ano inteiro». Diante d’Ela nos sentimos «tão cheios de coisas e tão vazios de nós mesmos e de humanidade e divindade» Apesar de nos faltar muita coisa, ainda temos bastante. Falta-nos, porém, o essencial: «a simplicidade e a alegria» de Maria. Mas Maria está connosco, está connosco como Mãe.

Hoje ocorre a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Sendo Mãe de Cristo e sendo Cristo o Filho de Deus, os cristãos cedo perceberam que Maria era Mãe de Deus. Não era só Mãe do homem Jesus, mas Mãe do Filho de Deus que encarnou em Jesus. O Concílio de Éfeso oficializou esta doutrina em 431. S. Cirilo de Alexandria já tinha tornado tudo muito claro: «Se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus e se a Virgem Santa O deu à luz, então Ela tornou-Se a Mãe de Deus».

 

C. A paz tem um nome: Jesus

 

5. Foi por Maria que Jesus veio até nós. Será sempre com Maria que nós iremos até Jesus. Aquela que nos dá Jesus é sempre a melhor condutora para irmos ao encontro de Jesus. Façamos, portanto, como os pastores. Como os pastores, corramos (cf. Lc 2, 16). Procuremos ir depressa, sem demora, ao encontro de Jesus. O encontro com Jesus terá de ser sempre a prioridade da nossa vida e o centro da missão na vida.

Em Jesus, oferecido por Maria, encontramos o que mais procuramos para nós e o que mais desejamos para o mundo: a paz. Jesus não é apenas o portador da paz. Ele próprio é a paz hipostasiada. Aliás, é assim que o Messias é descrito por Miqueias: «Ele será a paz»(Miq 5, 5). Isaías apresenta o Menino «que nos nasceu» como o «príncipe da paz»(Is 9, 6). Por sua vez, os salmos apontam os tempos messiânicos como sendo marcados por uma grande paz (cf. Sal 72, 7).

 

  1. Não espanta, por isso, que, no século V, S. Leão Magno tenha dito que «o nascimento de Cristo é o nascimento da paz». De facto e como reconhece S. Paulo, Cristo «é a nossa paz»(Ef 2, 14). É aquele que derruba todos os muros de separação e que de todos os povos faz um só povo (cf. Ef 2, 14). Trata-se de uma paz única, sem paralelo. O próprio Jesus viria a dizer que a Sua paz era diferente: «Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá»(Jo 14, 27).

É neste sentido que o Concílio Vaticano II recorda que a paz é muito mais do que a mera ausência de guerra. De resto, a ausência de guerra é, muitas vezes, ocupada com a preparação para a guerra. A paz é mais do que «pax», que, segundo os antigos romanos, resultava da negociação entre as partes desavindas. As partes continuavam desavindas, apenas não entravam em conflito. Semelhante é o conceito veiculado pelo grego «eirene». A paz, para os gregos da antiguidade, é uma tentativa de harmonia entre forças contrárias. As forças permanecem contrárias, unicamente não avançam para o combate.

 

D. Para estar no mundo, a paz tem de estar em cada pessoa

 

7. O hebraico «shalom» contém muito mais. A paz, aqui, é anterior a qualquer esforço humano. É um dom de Deus que faz o homem sentir-se completo, integral. É por isso que a paz só estará no mundo se estiver em cada pessoa que há no mundo. Antes da negociação, é fundamental pugnar pela conversão à paz. Jesus, no Sermão da Montanha, considera felizes os construtores da paz. Só eles serão «chamados filhos de Deus»(Mt 5, 9).

Importa perceber que o primeiro sinal de Deus é a paz. Quando Deus vem à terra em forma de criança, os enviados celestes entoam um cântico que diz tudo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra» (Lc 2, 14). A paz desponta, assim, como o grande indicador de que Deus já está entre nós.

 

  1. Desde 1968, o dia de ano novo tornou-se também o Dia Mundial da Paz. Pretendia Paulo VI colher inspiração na invocação que, neste dia, se faz de Jesus e de Maria: «Estas santas e suaves comemorações devem projectar a sua luz de bondade, de sabedoria e de esperança sobre o modo de pedirmos, de meditarmos e de promovermos o grande e desejado dom da paz, de que o mundo tem tanta necessidade». Com aquele grande Papa, pedimos para que «seja a paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processamento da história no futuro».

Para 2017, assinalando o 50º Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco propõe um tema de suma pertinência: «A não-violência como um estilo de política para a paz». É que, excelsando a paz, continuamos a lidar com focos de violência a cada instante. O Santo Padre mostra-se mesmo preocupado ante a possibilidade de estarmos a viver «uma terceira guerra mundial aos bocados». Em relação a uma tal terceira guerra mundial, ninguém a assume, mas todos a vamos sentindo. Sem paz, não há qualquer progresso. Só a paz abre as portas para «o verdadeiro progresso».

 

E. Antes de mais, importa atingir o zero

 

9. Afinal, ainda há aspectos onde nem sequer atingimos o «grau zero» de humanidade. Ainda há aspectos onde nos encontramos abaixo de zero. E abaixo de zero, tudo é negativo, tudo é negação. Como pode haver paz no mundo se no mundo não há justiça nem respeito pela dignidade humana? Temos, pois, um longo caminho a percorrer. Temos muito que fazer ou, como diria Sebastião da Gama, «temos muito que amar».

Diante dos que vaticinam o iminente fim da história, é importante começar com urgência uma história de re-humanização do mundo. Sim, porque a humanidade ainda consegue ser muito não-humana, muito desumana. Para re-humanizar o mundo, diria que duas são as coisas que têm de acabar já: a guerra e a fome. Consequentemente, duas têm de ser as coisas que importa assegurar desde já: paz para todos e pão para cada um. Para re-humanizar cada pessoa que há no mundo, duas são também as coisas a que urge pôr fim: egoísmo e violência. E duas serão igualmente as coisas que é imperioso introduzir: solidariedade e educação.

 

  1. Neste início de ano, acolhamos o olhar com que Deus nos presenteia e a paz que Ele benevolamente nos concede (cf. Núm 6, 26). Não esqueçamos que o lugar onde a paz mais se decide é o nosso interior. Se o nosso interior não for indiferente, o nosso exterior começará a ser diferente. E a verdadeira novidade descerá à terra.

O novo ano pode nem ser melhor, mas nós podemos ser melhores no ano novo. Não é o ano novo que faz a vida nova. Só uma vida nova fará o ano novo. Só uma vida nova trará o tempo novo, o mundo novo!

publicado por Theosfera às 07:04

Hoje, 01 de Janeiro (início de um novo ano e dia mundial da paz), é dia de Santa Maria, Mãe de Deus, S. Vicente Maria Strambi e S. José Maria Tomasi.

Um santo e abençoado oitavo dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 01:04

Sábado, 31 de Dezembro de 2016

Para a Rádio Clube de Lamego​, a minha eterna gratidão. Desejo o melhor para a sua bela missão.

Obrigado pela amizade e por toda a disponibilidade. Obrigado também por fazer tanto e tão bem.

Obrigado ainda pela Eucaristia e pelas várias meditações por dia.

Enfim, obrigado pelo acolhimento oferecido em cada momento.

Sei que, para muitos, a sua presença é uma ajuda imensa. As horas de monotonia são amenizadas por esta companhia.

Que aos seus profissionais Nossa Senhora dos Remédios abençoe. E que a sua palavra cada vez mais longe entoe.

Que no ano novo nunca lhes falte o reconhecimento do povo.

Que a sua voz continue a ser ouvida por todos nós.

As maiores felicidades desde o dia 1 de Janeiro. E que os êxitos se multipliquem ao longo do ano inteiro!

publicado por Theosfera às 21:05

O passado não pode ser repetido. Mas também não deve ser esquecido.

Aliás, diz a experiência que é quem esquece o passado que mais se arrisca a repeti-lo, ainda que o conteste.

Daí o avisado conselho de Heródoto. Faz sempre bem pensar o passado pois ele ajuda «a compreender o presente e a projectar o futuro».

Não foi no passado que nasceu o presente e germinou o futuro?

publicado por Theosfera às 11:48

Lá fora, os termómetros assinalam 3 graus negativos. E fui informado de que, às 06h30, estavam 4 graus abaixo de zero.

O dia não está cálido. Mas este pode ser um dia caloroso: na amizade, na esperança, na fé. J

á tentou muitas vezes, já falhou muitas vezes.

Desistir? Tente mais uma vez, como recomenda Thomas Edison.

Quem sabe se não será desta vez que vai conseguir?

Não comece a desistir e nunca desista de (re)começar! D

eixemos que Deus aqueça o que este tempo faz questão de arrefecer!

publicado por Theosfera às 08:16

Deus acompanha-nos em toda a parte e a todo o instante.

Como não agradecer-Lhe essa presença num momento tão marcante como a passagem de ano?

Há quem alegue os convívios em família ou, então, o muito frio.

São inibições pertinentes, mas que não impedem que os locais de diversão estejam cheios.

Vamos procurar encher também os lugares de oração.

Na Casa de Deus, também estamos em família. Na Casa de Deus, somos aquecidos pelo Seu amor.

Um santo final de 2016. Um abençoado início de 2017!

publicado por Theosfera às 07:03

Hoje, 31 de Dezembro (sétimo dia da Oitava do Natal), é dia de Sta. Comba de Sens, Sta. Melânia, a Nova, S. Piniano, S. Silvestre I e Sto. Alão de Solominihac.

Um santo e abençoado dia para todos!

 

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016

Hoje, 30 de Dezembro, é dia da Sagrada Família, Sto. Anísio, Sta. Margarida Colona e S. Sabino.

Um santo e abençoado sexto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

Hoje, 29 de Dezembro, é dia de S. Tomás Becket e S. Gerardo de Waindvrille.

Um santo e abençoado quinto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016

Fico contente ao saber que os hotéis vão estar cheios na passagem de ano.

Mas confesso que ficava mais feliz se cheios estivessem, nessa noite, os oratórios, os mosteiros e as igrejas.

Virá o tempo em que compreenderemos que a espiritualidade é a nossa grande carência e, nessa medida, a nossa maior urgência.

Um dia perceberemos que a simplicidade do encontro com Deus é o que mais nos faz reencontrar os outros.

O melhor abraço é aquele com que Deus nos enlaça.

Acredito que, em breve, haveremos de celebrar estes momentos não tanto como consumidores, mas sobretudo como crentes.

Não há maior felicidade do que o sorriso que nos vem da eternidade!

publicado por Theosfera às 10:18

Hoje, 28 de Dezembro, é dia dos Santos Inocentes, padroeiros dos meninos de coro e das crianças abandonadas.

Um santo e abençoado quarto dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

Hoje, 27 de Dezembro (3º Dia da Oitava de Natal), é dia de S. João Evangelista (padroeiro dos teólogos e invocado contra as queimaduras e venenos e ainda para obter a graça de uma boa amizade), Sta. Fabíola, S. Teodoro e S. Teófanes.

Um santo e abençoado terceiro dia de Natal para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2016

O orgulho pode ajudar a subir. Mas só a modéstia ajuda a progredir.

Mao-Tsé-Tung (quem diria!) achava que «só progride quem é modesto; o orgulho obriga a dar passos para trás».

De facto, muitas vezes é para trás que se anda, mesmo que haja a ilusão de que é para o alto que se sobe.

Nunca esqueçamos o que Emanuel Levinas fez questão de nos lembrar: «Mais alta que a grandeza é a humildade».

Só na humildade se consegue ser verdadeiramente grande!

publicado por Theosfera às 07:46

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linda reflexão!
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Acho que hoje em dia tem é que existir um dia para...
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