O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 01 de Outubro de 2016

É bom ser jovem quando se é jovem. Mas não é mau ser idoso quando se é idoso.

Nem sempre se consegue, porém, este equilíbrio.

Há quem insista em prolongar a juventude como se a velhice não fosse uma bênção.

Há quem queira insistir, a todo o custo, parecer jovem mesmo quando jovem já não se não é.

Porque é que não procuramos assumir o que somos?

Hermann Melville entendia que «saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais difíceis na grande arte de viver».

Não há que ter medo de envelhecer.

Afinal, muito feliz é quem a velho consegue chegar. E há tanta vitalidade na ancianidade!

publicado por Theosfera às 09:57

A música é, essencialmente, captação. Ela capta o que sente e mostra o que constrói.

Com autoridade de génio. Beethoven reconheceu que «a música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos».

Afinal, a música, antes de aparecer, começa no ser.

A espiritualidade é também a alma da música!

publicado por Theosfera às 09:05

 

Hoje, 01 de Outubro (início do mês do Rosário e das Missões), é dia de Sta. Teresa do Menino Jesus e da Santa Face e S. Bavão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

De Deus, em Deus, para Deus.

Assim transcorre a nossa existência.

Vimos de Deus, vivemos em Deus, caminhamos para Deus.

Deus é o princípio, o meio e o fim de tudo.

Só em Deus, conseguiremos viver. Só em Deus, seremos felizes. Só em Deus, seremos capazes de amar.

Há quem diga que quem não ama o próximo, não ama a Deus.

Certo. Mas quem não ama a Deus (e por Deus não se deixa amar), como é que pode amar o próximo?

Se Deus é amor (cf. 1Jo 4, 8.16), saberemos tão-pouco o que é o amor longe de Deus?

publicado por Theosfera às 11:21

Hoje, 30 de Setembro, é dia de S. Sofrónio Aurélio Jerónimo, S. Conrado d'Ulbach, S. Frederico Albert e das mártires Sta. Sofia, Sta. Fé, Sta. Esperança e Sta. Caridade. Refira-se que faz também 119 anos de faleceu Sta. Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

O sonho não é tudo, mas pode estar no começo ou no fim de tudo.

É por isso que o sonho funciona como um estímulo, como um bálsamo ou, pelo menos, como um alívio.

Cervantes dizia que «o sonho é o alívio das misérias dos que as têm acordados».

A maior miséria é a injustiça reiteradamente sofrida.

Enquanto ela não vai, o sonho de que ela vá sempre é um alívio.

Não altera nada, mas ajuda alguma coisa. E pode ser que deste «intercâmbio» entre a injustiça e o sonho de que ela termine, ela venha mesmo a terminar.

De preferência, em breve!

publicado por Theosfera às 07:40

O pior da maledicência é que ela devasta, quase sempre, a vida de pessoas inocentes.

Habitualmente fala-se mal de quem faz bem, de quem faz o bem.

A maledicência é, quase sempre, tributária da inveja. Daí que, antes de abrir os lábios, se deva accionar a mente.

No fundo, a maledicência é uma forma de malefidência, é uma forma de fazer mal.

Somos feitos para o bem. Para quê ceder tanto ao assédio do mal?

publicado por Theosfera às 06:58

Hoje, 29 de Setembro, é dia de S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael e S. Nicolau de Forca Palena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

Hoje, 28 de Setembro, é dia de S. Venceslau, S. Lourenço Ruiz, S. Lourenço de Ripafarta e S. Simão de Rojas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 27 de Setembro de 2016
  1. Renovar não é só acrescentar coisas novas. É, desde logo, manter viva a novidade.

Neste sentido, renovar não é, necessariamente, alterar. Renovar é, antes de mais, tentar ser sempre novo.

 

  1. Renovador não é quem deixa de ser o que sempre foi.

Renovador é quem procura ser o que sempre foi com igual entusiasmo e — se possível — maior vigor.

 

  1. A renovação não consiste em ter outra identidade, mas em fortalecer a identidade que se tem.

Um organismo não se renova quando prescinde de ser o que é, mas quando continua a ser o que é sem se desgastar.

 

  1. A Igreja convive com esta preocupação: ser sempre a mesma, sem deixar de ser nova.

O seu peregrinar pelo mundo nunca foi visto como motivo de desgaste, mas como factor de renovação.

 

  1. Deus não quer que a Igreja envelheça com os anos, mas que se renove com o tempo.

Daí que, na sua obra «O Pastor», Hermas apresente a Igreja primeiro como uma senhora idosa e depois como uma mulher jovem.

 

  1. Isto significa que a Igreja é chamada não só a não envelhecer nunca, mas a renovar-se cada vez mais.

Tal renovação, como defende aquele texto, ocorre através da ascese, do inconformismo, da conversão.

 

  1. Os «sinais dos tempos» não reclamam uma proposta diferente, mas a proposta de sempre, apresentada de uma forma renovada.

Aliás, que temos nós para oferecer senão o Cristo de sempre (cf. Heb 13, 8)?

 

  1. A Igreja renova-se não pela cedência às novidades de cada época, mas pela fidelidade à novidade que ela transporta.

São João XXIII percebeu notavelmente tudo isto quando convocou o Concílio Vaticano II.

 

  1. Para o Papa Bom, o mais importante é que «o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz».

Com esse propósito, é necessário que esta doutrina, «que deve ser fielmente respeitada, seja exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo».

 

  1. O que, em todos os momentos, nos há-de nortear é, pois, uma indispensável «hermenêutica da fidelidade».

Para a Igreja, o homem é o caminho, mas só Deus é o centro. Assim sendo, a Igreja terá de ser simultaneamente «antropovertida» e «teocentrada». Isto é, voltada para o homem e centrada (sempre) em Deus!

publicado por Theosfera às 10:28

Nada sabe tão bem como quando não acontece o que poderia correr mal.

As curvas apertadas da vida também abrem passagem para sensações de alívio e explosões de alegria.

Vale sempre a pena acreditar e é fundamental que não nos esqueçamos de agradecer. A oração é o zénite da gratidão.

Obrigado, bom Deus, sempre. Obrigado, bom Deus, por tudo, que é tanto.

E perdoa por nem sempre sermos capazes de ver o que sempre nos estás a mostrar. E a oferecer!

publicado por Theosfera às 09:58

A vida nem sempre quer o que nós queremos.

Como se num estádio estivesse, a vida, por vezes, faz uns «dribles» que nos deixam completamente estonteados.

Gostaríamos que a vida fosse uma festa permanente, mas, como observou Ramalho Ortigão, ela aparece-nos como «uma evolução rude».

Na hora que passa, desejaríamos ser «tatuados» pelo optimismo, mas eis que o pessimismo teima em visitar-nos.

Faltam palavras que alentem e atitudes que encantem.

Adriano Moreira faz notar a falta que fazem «políticos tocados pela santidade».

E como se não bastassem as sombras do presente, ainda temos de contar com tintas carregadas sobre o futuro.

Diz o respeitado senador que a Coreia do Norte tem capacidade para «mudar o eixo da Terra». E não para melhor.

Esperemos que o pior não venha. Às vezes, é preciso estar perto da queda para não cair!

publicado por Theosfera às 09:41

«Não posso passar sem ela, todos os dias».

Assim me disse o funcionário do restaurante onde, ontem à noite, me amesendei com minha querida Mãe para uma ligeira refeição.

O sobredito funcionário, quase no limiar da comoção, fez questão de testemunhar que não podia passar sem a Santa Missa.

Em qualquer local, mesmo nos mais improváveis, é possível ser obsequiado com luminosos testemunhos de fé.

Há muita grandeza na gente humilde, que é gente que crê e que vê. Até o invisível!

publicado por Theosfera às 09:25

Hoje, 27 de Setembro (Dia Mundial do Turismo), é dia de S. Vicente de Paulo, Sto. Adulfo e S. João (mártires) e S. Dermot O´Hurghen e seus Companheiros Mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:18

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

 

Há uma pergunta de Winston Churchill que continua a ser tremendamente pertinente: «São as pessoas que são donas do Governo ou é o Governo que é dono das pessoas?»

À partida, ninguém tem dúvidas e, à chegada, também não. Só que a resposta é diferente nos dois momentos.

No plano dos princípios, é claro que os governos deviam estar ao serviço das pessoas. O problema é que, na realidade, as pessoas é que acabam por estar ao serviço dos governos.

Assim tem sido. Assim terá de continuar a ser?

publicado por Theosfera às 10:09

Deve dizer-se tudo o que se sabe?

A frontalidade é um valor, mas a prudência também é uma virtude.

Da convivência harmoniosa entre as duas está o segredo de uma existência pacífica e feliz.

Nem tudo se pode calar, nem tudo se deve dizer. O discernimento é fundamental e a lucidez é decisiva.

A frontalidade nem sempre resulta. Por vezes, a prudência é o caminho.

Não foi em vão que Max Weber conjugou a «ética da convicção» com a «ética da responsabilidade».

Às vezes, o estrondo da revelação de um problema não resolve o problema.

Definitvamente, é preciso casar a frontalidade com a prudência.

Nem sempre se pode dizer tudo o que se sabe. O que devemos é saber tudo aquilo que dizemos!

publicado por Theosfera às 09:58

 

Onde não há humildade, haverá sabedoria?

Thomas Elliot não tinha dúvidas. Para ele, a única sabedoria que existe «é a sabedoria da humildade».

A humildade é sempre sábia e a sabedoria deve ser sempre humilde.

Se a sabedoria não é humilde (isto é, se não sabe ao húmus), não é sábia.

Porque, nessa altura, falta-lhe profundidade. E o que não é profundo depressa se despedaça e desfaz!

 

publicado por Theosfera às 09:49

Hoje, 26 de Setembro, é dia de S. Cosme, S. Damião, Sto. Eleázar, Sta, Delfina, S. Cipriano, Sta. Justina, Sta. Maria Vitória Teresa Courdec e S. Gaspar Stangassinger.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 25 de Setembro de 2016

Obrigado, Senhor, pela Tua presença,

pela Tua Palavra

e pelo Teu Pão.

 

Obrigado por estares nos mais pequenos

e por nos convidares à simplicidade.

 

É na humildade dos simples

que nos esperas e interpelas.

 

Que nós sejamos como as crianças.

Que, como as crianças,

tenhamos um coração puro e manso.

 

Senhor, que nunca percamos a mansidão.

Que saibamos dar as mãos

e oferecer o nosso coração.

 

Com a Tua e nossa Mãe,

queremos aprender a caminhar

e a louvar-Te por quanto nos dás.

 

Que a nossa vida seja uma resposta

à Tua proposta de amor

e ao Teu projecto de Paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:46

A. Bela é a Festa, mas superficiais são muitas festas

  1. Nada há mais belo do que a Festa, mas, por vezes, poucas coisas há tão superficiais como as festas. Há quem salte de festa em festa não para celebrar, mas apenas para ostentar, para gastar e para humilhar quem não pode festejar.

Habitualmente, as festas são mais para divertir do que para reflectir. Mas era bom que não deixássemos de reflectir sobre o que fazemos quando nos andamos a divertir. O Evangelho deste Domingo é uma bela oportunidade para fazer tal meditação.

 

  1. Há um grande investimento na «indústria da diversão» e um reduzido empenhamento no combate à miséria. Será que a melhor festa não seria o apoio aos mais desfavorecidos? A melhor festa não será quando se oferece dignidade a quem mais precisa? A festa que mais agrada a Deus não será a que promove a dignidade do homem?

O Evangelho deste dia fala-nos de alguém, rico, que andava sempre em festas. Vestia-se de púrpura e linho fino para, todos os dias, participar nas tais «esplêndidas festas» (Lc 16, 19).

 

B. Deus olha para o que mais ninguém vê

 

3. Acontece que, à porta deste homem rico, estava um homem pobre, que já se contentaria com as sobras dos banquetes que se repetiam naquela casa. É curioso notar que do rico não se diz o nome, ao passo que o pobre é nomeado. Chamava-se Lázaro (cf. Lc 16, 20).

Deus tem os Seus olhos especialmente voltados para os pobres. Deus toma o partido dos mais desfavorecidos. Ao contrário do que possamos pensar, Deus não é imparcial. Deus toma partido pelos preteridos deste mundo. Os preteridos do mundo são os preferidos de Deus.

 

  1. Acresce que há uma outra mensagem que, em filigrana, atravessa este texto. Os bens que temos não são apenas nossos. Foram-nos entregues não apenas para nós. Foram-nos entregues para nosso sustento, mas não para nossa ostentação. O que é dado a cada um tem de ser colocado ao serviço de todos.

Um dos elementos estruturantes da tão esquecida Doutrina Social da Igreja é o destino universal dos bens. Porque cada um de nós faz parte da mesma humanidade, em relação a todos tem de haver solidariedade. Eis o que falta, eis o que urge. Este investimento tão avultado no entretenimento muita falta faz para o alimento: para que o alimento possa chegar a todos. Como entender que haja tanto dinheiro para pular e tão pouco dinheiro para comer?

 

C. O que temos será que nos pertence?

 

5. É assim que a Liturgia deste Domingo volta a propor uma reflexão muito assertiva sobre a nossa relação com os bens deste mundo. Somos convidados a vê-los não como algo que nos pertence de forma exclusiva, mas como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.

Na Primeira Leitura, o profeta Amós denuncia — com veemência e até alguma violência — uma classe dirigente ociosa, que vive no luxo, à custa da exploração dos pobres e que não se preocupa minimamente com o sofrimento e a miséria dos humildes. O profeta anuncia que Deus não pactua com esta situação, pois este sistema de injustiça atenta flagrantemente contra o projecto de Deus.

 

  1. O mais grave é que todo este luxo e esbanjamento resultam da exploração dos mais pobres e das reiteradas agressões cometidas contra os fracos. De resto, esta classe rica e indolente vive egoisticamente mergulhada no seu mundo cómodo e não se preocupa minimamente com a miséria e o sofrimento que aflige os seus irmãos.

Acresce que os pobres trabalham não para si, mas para sustentar as excentricidades dos ricos que os exploram. Naquele tempo, os profetas falavam. Será que, neste tempo, podemos ficar calados? Se Deus não pactua com esta situação, podemos nós ser coniventes com esta realidade?

 

D. Ter a mais faz tão mal como comer demais

 

7. A «gula de possuir» é tão prejudicial como «a gula de comer». O que se possui a mais, tal como acontece quando se come demais, faz mal ao que possui e faz falta a quem nada tem. Aos bens pode aplicar-se a conhecida máxima: «Circular é viver». Os bens devem circular entre nós e não estacionar em ninguém.

Ao tomar partido pelos mais desfavorecidos, Deus inverte o sentido da história. Aqueles que o mundo exalta são reprovados por Deus. Aqueles que o mundo humilha são exaltados por Deus. O caminho é claro. Qual é a nossa opção?

 

  1. Esta parábola tem duas partes. Na primeira (cf. Lc 16, 19-26), Lucas apresenta dois personagens: um rico, que vive luxuosamente, e um pobre, que tem fome, vive miseravelmente e está doente. No entanto, a morte dos dois muda radicalmente a situação.

Deus lembra-Se dos esquecidos sem esquecer os habitualmente lembrados. Aos primeiros acolhe, aos segundos adverte. Lázaro foi «levado pelos anjos ao seio de Abraão» (Lc 16, 22). Ou seja, entrou no «banquete do Reino», onde os eleitos se juntarão. Curiosamente, não se diz se Lázaro levou na terra uma vida exemplar ou se cometeu más acções. Não é isso que conta. Deus acolhe-o porque, sendo misericordioso, não é indiferente a quem está na miséria.

 

E. Os bens devem circular sempre

 

9. Porque é que o rico vai para um «lugar de tormento» (Lc 16, 24)? Fundamentalmente, porque se esqueceu de fazer circular o que tinha. Porque não olhou para quem estava à sua porta. Porque só pensava em si e naqueles que o poderiam favorecer. O Reino de Deus é para todos, mas não é para tudo. A indiferença não tem lugar junto de Deus. Se Deus é diferente, como é poderemos nós ser indiferentes?

É preciso perceber que tudo o que temos é recebido. As coisas que temos, antes de serem coisas nossas, são dons de Deus. E uma vez que Deus é Pai de todos, o que Ele nos deu é também para chegar aos outros, sobretudo aos que mais precisam. Quem usa os bens para ter uma vida luxuosa e ostentatória, esquecendo-se das necessidades dos outros homens, está a pecar contra Deus porque não olha devidamente para muitos dos Seus filhos.

 

  1. A segunda parte do Evangelho (cf. Lc 16, 27-31) apresenta o caminho certo para aprender a atitude correcta em relação aos bens. Não é um milagre de última hora, como enviar os mortos avisar os vivos (cf. Lc 16, 26) que nos assegura a salvação. O que conta é escutar a Palavra de Deus: «Têm Moisés e os profetas; que os oiçam» (Lc 16, 29). Nós temos Moisés, nós temos os profetas, nós temos Jesus; será que os escutamos? Só a Palavra de Deus pode fazer com que corrijamos as nossas opções erradas.

No fundo, toda esta parábola é uma ilustração das Bem-Aventuranças. Desta forma, anuncia-se que o projecto de Deus passa por um Reino de fraternidade, de amor e de partilha. Quem recusa esse projecto, escolhendo viver enclausurado no seu egoísmo, não pode fazer parte do mundo novo de fraternidade que Deus oferece aos homens. A eternidade começa no tempo, o Céu começa na Terra. O que queremos para nós depois ofereçamo-lo aos outros agora. Colheremos aquilo que semearmos. Deus está atento ao nosso agir. Não nos esqueçamos de — com os outros — repartir!

publicado por Theosfera às 05:23

Hoje, 25 de Setembro (26º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Firmino, Sto. Hermano, S. João Baptista Mazzuconi e Sta. Josefa Vaal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 24 de Setembro de 2016

Preciosa é a palavra. Por isso, não pode ser gasta para encher papel nem desgastada para ocupar tempo.

Antes de usar a palavra para dizer alguma coisa, é importante ver se há alguma coisa para dizer.

Era o que recomendada Scott Fitzgerald: «Não se deve escrever para dizer alguma, mas porque se tem alguma coisa para dizer».

Se não houver algo para dizer, aproveitemos para ouvir quem alguma coisa diz!

publicado por Theosfera às 08:55

De novo, as praxes. De novo, o receio dos desmandos que possam advir das praxes.

Tudo o que seja para acolher e integrar, óptimo. Tudo o que seja para humilhar e ofender, péssimo.

E não se argumente com a tradição.

Tradição académica sempre foi, apesar de alguns excessos lúdicos, fomentar o convívio.

E tradição também sempre foi cortar cerce qualquer eflúvio de violência.

Basta olhar para o que determinou D. João V em 1727: «Todo o estudante que, por obra ou palavra, ofender outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos».

De facto, uma ofensa nunca é leve. Por mais leve que pareça, uma ofensa ofende sempre.

Que, nas praxes e na vida, triunfe a moderação, o acolhimento e a alegria!

publicado por Theosfera às 08:28

Hoje, 24 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Mercês, S. Constâncio, Sto. Andóquio, Sto. Tirso, S. Félix, Sta. Colomba Joana Gabriel e S. Vicente Maria Strambi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

Há quem diga que os instintos devem ser consentidos.

Mas também não falta quem pense que os instintos devem ser dominados. De que forma?

Freud achava que «a inteligência é o único meio que possuímos para dominar os instintos».

Os mestres espirituais vão mais longe e propõem a ascese.

Vendo bem, a ascese é um acto de inteligência. Basicamente porque nos ajuda a libertar da mais subtil dominação: a dominação de nós mesmos.

Há quem goste de dominar os outros. É fundamental que aprendamos a dominar-nos.

Quando perceberemos que o autodomínio é um caminho de libertação?

publicado por Theosfera às 09:57

Hoje, 23 de Setembro, é dia de S. Lino, Sta. Tecla, S. Constâncio, S. Pio de Pietrelcina e Mártires Mexicanos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

Hoje, 22 de Setembro, é dia de S. Félix IV, Sta. Catarina de Génova, S. Maurício e Sto. Exupério e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016

Muitas vezes é como disse Schopenhauer: «Da árvore do silêncio pende o seu fruto, a paz».

Não raramente, o falar está conectado com o agitar.

Muita conversação provém de muita agitação.

Só que, na vida, também é preciso agitar. Sem perder a paz!

publicado por Theosfera às 10:30

Hoje, 21 de Setembro, é dia de S. Mateus e S. Castor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 20 de Setembro de 2016

 

 

  1. Nestes tempos de consumo imparável e desgaste vertiginoso, até as palavras parecem estar em saldo. E a soldo das últimas modas.

Há palavras que já não dizem. Há palavras que pouco valem. Só cansam.

 

  1. À força de as repetirmos até à exaustão, há palavras que estagnam nos lábios. Não advertimos a sua raiz. Nem tão-pouco reparamos na sua real significação.

Há certas palavras que não passam de chavões, funcionando como travões para a discussão. Nada se avança com elas.

 

  1. Os verdadeiros arautos do progresso já devem estar saturados de algum progressismo.

De facto, há um progressismo que paralisa e enquista. Há um progressismo que não é progressivo. Enfim, há um progressismo que não progride.

 

  1. Tal progressismo acaba por bloquear tanto o progresso como o mais empedernido conservadorismo.

Pode até ser mais prejudicial. O conservadorismo não ousa, mas pelo menos mantém. Pelo contrário, algum progressismo dissolve, esvazia.

 

  1. E é assim que, numa guinada paradoxal, o progressismo pode tornar-se mais conservador que o próprio conservadorismo.

Além de não levar para melhor, arrisca-se a fazer-nos recuar até ao nada.

 

  1. É justo que se reconheça o importante papel que o progressismo é capaz de desempenhar: questionar e mudar.

Falta, porém, perceber que nem sempre mudar equivale a melhorar. E, por vezes, alterar é facilmente confundido com adulterar.

 

  1. Acresce que há mudanças que acontecem onde não deviam acontecer e não ocorrem onde deviam ocorrer.

O que urge mudar é a vida, a nossa vida.

 

  1. Os primeiros cristãos eram muitos ciosos no apelo à mudança de vida. Faziam, entretanto, coexistir tal apelo à mudança com um forte empenho na conservação da mensagem.

Uma vez que Cristo é sempre o mesmo (cf. Heb 13, 8), é a novidade por Ele trazida que deve ser vivida.

 

  1. Nenhuma inovação é mais renovadora que a novidade oferecida por Cristo.

Daí que, já no século III, o Papa Estêvão I tenha defendido que «nada de novo seja introduzido a não ser aquilo que (nos) foi transmitido» (nihil innovetur nisi quod traditum est).

 

  1. Alterar a novidade que nos foi entregue não seria progressivo, mas profundamente regressivo. Nunca esqueçamos isto: ninguém é mais renovador que Jesus Cristo.

Assim sendo, o que tem de mudar não é a Sua proposta; é a nossa resposta!

publicado por Theosfera às 11:19

Hoje, 20 de Setembro, é dia de Sto. André Kim Taegon, S. Paulo Chong Hassan e seus Companheiros mártires, Sto. Eustáquio e Sta. Teopista, e S. José María Yarres Pales.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:45

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

Vivemos cada vez mais nas cidades, mas não quer dizer que tenhamos comportamentos cívicos.

Na urbe, nem sempre somos urbanos. Às vezes, até costumamos ser bastante rudes.

Na urbe, e não só na urbe, sejamos urbanos.

Mais do que urbanismo, a urbe precisa de urbanidade. De muita urbanidade!

publicado por Theosfera às 19:36

Nem sempre se deve falar. Nem sempre se pode calar.

Não é fácil discernir. E, muitas vezes, é tremendamente difícil gerir.

Shakespeare aconselhava: «É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras». É melhor até porque mais cómodo.

As palavras que saem de nós não são entendidas (nem interpretadas) apenas por nós.

No entanto, é preciso arriscar.

Há momentos em que calar é, sem dúvida, uma virtude. Mas há situações em que pode ser um pecado!

publicado por Theosfera às 09:05

Hoje, 19 de Setembro, é dia de S. Januário, Sto. Afonso de Orozco, Sta. Emília Rodat e S. Francisco Maria de Comporosso.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 18 de Setembro de 2016

 

Obrigado, Senhor,

pela largueza do Teu coração.

 

Na Tua Casa, ao pé de Ti,

há lugar para todos.

 

Na Tua Casa, ao pé de Ti,

não há preferidos nem preteridos.

 

Todos têm um lugar,

todos são tratados pelo nome,

todos são acolhidos com delicadeza e alegria.

 

Junto de Ti, Senhor,

é sempre festa,

é sempre alegria, contentamento e paz.

 

Porquê, então, Senhor,

a inveja e o ciúme,

o ressentimento e o rancor?

 

Porque é que queremos tudo para nós?

Porque é que fazemos da Igreja um clube onde só alguns parecem ter lugar?

 

Que o nosso coração seja como o Teu

e como o de Tua (e nossa) Mãe.

 

Que no nosso coração,

haja lugar para todos,

especialmente para os pobres e os que sofrem.

 

Que na nossa língua só haja amor,

que no nosso olhar só haja paz,

que na nossa alma só haja esperança.

 

Que aquilo que celebramos cá dentro, no templo,

possa ser vivido lá fora, no tempo.

 

Nós já sabemos que podemos contar conTigo

hoje, amanhã e sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:50

Toda a pessoa é inocente até prova em contrário.

Eis uma máxima, de alto teor jurídico e profunda espessura existencial, que aprendemos ao nascer.

Sucede que os últimos tempos têm discutido o que parecia indiscutível.

Quem acompanha os últimos afloramentos do debate político e as contínuas intrigas sociais fica com a impressão de que o velho princípio se inverteu.

Hoje em dia, parece que toda a pessoa é culpada até prova em contrário.

Sucede que é quase impossível provar a inocência quando a «culpa» é decretada sem prova.

Por mais que se diga, por mais que se mostre, há quem não queira ver.

Para muitos, todos são «culpados» de tudo.

Valha-nos Deus, que é justo e olha para o que mais ninguém parece querer ver!

publicado por Theosfera às 08:37

 

O nosso problema é que, muitas vezes, queremos chegar à meta sem passar pelo caminho.

Queremos que a vida venha ter connosco sem nos darmos ao trabalho de ir ter com a vida.

Com a sua proverbial contundência, Nietzsche assinalou: «O homem precisa daquilo que há de pior para alcançar o que existe de melhor». 

É claro que é preciso matizar este pensamento. Os fins não legitimam todos os meios.

Uma coisa, porém, é certa: é fundamental trabalhar muito para conseguir alguma coisa.

E trabalhar nem sequer pertence ao pior. O trabalho é o que há de melhor, de mais honesto e mais sadio!

 

publicado por Theosfera às 07:37

A. Ser decente compensa?

  1. Neste mundo, não falta competência nem eficácia. O que faltará então para que as coisas funcionem? Falta honestidade, falta seriedade, falta decência. Há muita gente que se tornou perita na arte do engano e da astúcia. Mas porquê?

Generalizou-se a ideia de que quem é decente fica sempre prejudicado. A decência é apreciada, mas é pouco cultivada. É quase conectada com a ingenuidade. A pessoa decente é vista como uma pessoa boa, mas também ingénua.

 

  1. Em tempos, uma afamada apresentadora televisiva sentenciou que «quem tem ética passa fome». Descontando o óbvio exagero, a experiência ensina que a decência não facilita muito o acesso ao êxito. Mas antes a decência sem êxito do que o êxito sem decência.

Wladyslaw Bartoszeski recomendava: «Vale a pena ser decente, mesmo que muitas vezes não sejamos recompensados; não vale a pena ser indecente, ainda que muitas vezes possamos ser recompensados». Os dados estão lançados. A opção fica com cada um.

 

B. A esperteza dos desonestos

 

3. Em que consiste a decência? Para Vergílio Ferreira, uma conduta decente «consiste em manter cada um a sua dignidade sem prejudicar a liberdade alheia». Aliás, não é possível manter a dignidade quando se litiga com a liberdade dos outros. Ser digno é, precisamente, respeitar os outros.

É o que nós, muitas vezes, não fazemos. Foi o que este administrador não fez. Já tinha pecado pela indolência, desperdiçando os bens do seu senhor (cf. Lc 16, 16). Mas, reincidente, peca mais gravemente pela desonestidade e pelo despeito, convidando os devedores do seu senhor a declarar que deviam menos do que efectivamente deviam (cf. Lc 16, 5-7).

 

  1. Este administrador preferiu uma vida funesta a uma vida honesta, embora modesta: não queria procurar trabalho nem mendigar (cf. Lc 16, 3). Queria uma vida baseada na corrupção, no engano, na simulação. Nada a que, infelizmente, não estejamos habituados. E o certo é que os «mestres na arte do engano» costumam ser persuasivos e convincentes.

O próprio Jesus reconhece a mestria dos desonestos, daqueles que trocam a honradez pela mera esperteza: «Os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz» (Lc 16, 8). Só que não há «crime perfeito» e, como avisa o mesmo Jesus, «não há nada oculto que não venha a descobrir-se» (Lc 12, 2). E quando o encoberto fica descoberto, o resultado não é bom. O que se ganhou com esperteza perde-se sem qualquer dignidade.

 

C. A gula pelo dinheiro

 

5. Não existe gula apenas em relação aos alimentos. Também existe gula em relação ao dinheiro. Há quem nunca esteja saciado com ele. E há quem não olhe a meios para o fazer crescer. Assim sendo, nós, discípulos de Jesus, devemos evitar que a ganância ou o desejo imoderado do dinheiro manipulem a nossa vida e condicionem as nossas opções.

Na Primeira Leitura, o profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar mais e mais as suas riquezas, explorando a miséria e o sofrimento dos pobres. Acontece que Amós adverte: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus. Deus está atento e não esquece os actos daqueles que compram os pobres por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias (cf. Am 8, 6).

 

  1. Há muita coisa que o dinheiro não compra. Não é o dinheiro que compra a honra e a dignidade. Pelo contrário, é a honra e a dignidade que limpam o dinheiro. Só com a honra e a dignidade é que conseguimos colocar o dinheiro ao serviço da pessoa. Sem honra e dignidade, o dinheiro espezinha, oprime e corrompe.

Jesus demonstra como os bens deste mundo são caducos e precários quando os afastamos do bem comum. Os bens materiais devem servir para garantir outros bens, mais duradouros, mais perenes, mais humanos.

 

D. É preciso ser hábil na missão

 

7. A primeira parte deste texto (cf. Lc 16, 1-9) apresenta a parábola do administrador astuto e desonesto. Ela conta-nos a história de um homem que é acusado de administrar mal os bens do seu senhor. Chamado a contas para ser despedido, este homem procura assegurar o seu futuro de qualquer maneira. O expediente é a corrupção. Chama os devedores do patrão e reduz-lhes consideravelmente as quantias em dívida. Dessa forma, esperava que os devedores o não esquecessem e retribuíssem acolhendo-o em sua casa.

É um comportamento inqualificável, mas infelizmente muito frequente. Olhando para as leis e costumes da Palestina no tempo de Jesus, era habitual os administradores não receberem remuneração. Então, eles «pagavam-se» na relação com os devedores. Ou seja, quando os administradores forneciam um determinado número de bens, debitava um número muito maior. A diferença era a «comissão» do administrador.

 

  1. Como este administrador foi despedido, chama os devedores e diz-lhes que renuncia às tais «comissões» para assim ser compensado no futuro, talvez com um emprego melhor. O plano era astucioso. Das cem medidas de azeite, uns 3.700 litros (cf. Lc 16, 6), só umas cinquenta haviam sido, efectivamente, emprestadas. As outras cinquenta constituíam a exorbitante «comissão» que lhe devia ser paga pela operação.

Jesus conclui a história convidando os discípulos a serem tão hábeis como este administrador (cf. Lc 16, 9): não em relação ao dinheiro, mas em relação ao anúncio do Evangelho. Relativamente aos bens deste mundo, os discípulos devem usá-los não como um fim em si mesmo, mas para conseguir algo mais importante e mais duradouro.

 

E. Nem toda a riqueza é honesta, mas toda a honestidade é rica

 

9. Na segunda parte do texto (cf. Lc 16, 10-13), São Lucas apresenta-nos uma série de «sentenças» de Jesus sobre o uso do dinheiro. No geral, essas «sentenças» alertam os discípulos para o recto uso dos bens materiais. Se os usarmos segundo os critérios do Evangelho, seremos dignos de receber o verdadeiro bem, quando nos encontrarmos definitivamente com o Senhor Jesus. O texto termina com um aviso de Jesus acerca da idolatria do dinheiro (cf. Lc 16, 13). Jesus dá a entender que Deus e o dinheiro representam mundos contraditórios e procurar conjugá-los é coisa impossível

É preciso ser fiel a Deus em tudo, inclusive na relação com o dinheiro. «Quem é fiel no pouco também é fiel no muito» (Lc 16, 10). A fidelidade a Deus tece-se nas atitudes concretas. Deus não pode estar subordinado ao dinheiro; o dinheiro é que tem de estar subordinado a Deus. É segundo os critérios de Deus — sobretudo segundo os critérios do amor ao próximo — que havemos de gerir a relação com o dinheiro.

 

  1. Também pelo dinheiro passa a nossa fidelidade a Deus. O dinheiro não pode ser obtido de qualquer maneira nem pode ser aumentado a qualquer preço. É essencial ser honesto em tudo. Não podemos reduzir a honestidade às palavras e aos discursos. É preciso ser honesto com a vida inteira.

Não é fácil ser honesto. É muito difícil e bastante dificultado. No século XVII, já dizia William Shakespeare dizia que «ser honesto, tal como o mundo está, é ser um homem escolhido entre dez mil». Há muitas pressões para violar a honestidade. Nem toda a riqueza é honesta. Mas toda a honestidade é rica, sumamente rica!

publicado por Theosfera às 06:50

Hoje, 18 de Setembro (25º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. José de Cupertino e S. João Masías.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:24

Sábado, 17 de Setembro de 2016

Há coisas que achamos possíveis que nunca acontecem. E há coisas que consideramos impossíveis que acabam por se verificar.

Já Aristóteles tinha notado que «as prováveis impossibilidades são sempre melhores do que as improváveis possibilidades».

Nem sempre serão melhores. Mas, muitas vezes, são as mais compensadoras.

As boas surpresas também costumam visitar-nos!

publicado por Theosfera às 08:11

Com a sua verve causticante e (aparentemente) pouco apiedada, Guerra Junqueiro diagnosticou: «A humanidade é a vitória dos arrogantes sobre os humildes, dos fortes sobre os fracos, da besta sobre o anjo».

Olhando para a realidade, é quase impossível discordar. Os factos são factos e depõem com uma imponente frieza.

E, às vezes, até nas instâncias em que se esperava o triunfo da humildade, é a arrogância que parece prevalecer.

Será preciso esperar pela eternidade para assistir ao triunfo da humildade?

Não desistamos, porém. Deus vê aquilo (e aqueles) em que mais ninguém repara.

E basta ser olhado por Deus para que tudo seja diferente. E muito melhor!

publicado por Theosfera às 07:38

Hoje, 17 de Setembro, é dia de S. Roberto Belarmino, Sta. Hildegarda, Sto. Alberto de Jerusalém e Impressão das Chagas de S. Francisco.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:59

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

Ensinar é muita coisa. A bem dizer, ensinar é quase tudo.

Jean Piaget entendia que o professor «é aquele que arranja modos de a criança descobrir».

O ensino é uma permanente descoberta.

O mestre é aquele que ajuda a descobrir o que ele próprio já descobriu. E o que ele ainda anda à procura de encontrar!

publicado por Theosfera às 09:39

Hoje, 16 de Setembro, é dia de S. Cornélio e S. Cipriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

A vida é um campo aberto. Tudo está à disposição de todos, mas só alguns conseguem o que querem.

Platão achava que a democracia tinha o sortilégio de ser, ao mesmo tempo, «agradável e anárquica», não tendo preferências entre «iguais e desiguais».

De facto, um litro de combustível custa o mesmo para quem ganha o salário mínimo e para quem acumula fortunas.

Mesmo a máxima «trabalho igual, salário igual» tem muitas «nuances».

Se o padrão for o número de horas, a perplexidade é grande.

Igual número de horas de trabalho nem sempre corresponde a igual salário.

Há que ter os pés assentes na realidade. E há que desfazer muitas ilusões.

Importante será corrigir tantas injustiças que a vida nos vai apresentando!

publicado por Theosfera às 08:10

Hoje, 15 de Setembro, é dia de Nossa Senhora das Dores, S. Rolando e S. Paulo Manna.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2016

A «comichão dos ouvidos», de que falava Jacques Maritain, não cessa de fazer estragos.

Há quem julgue apenas pelo que ouve, prescindindo de ponderar.

Francisco de Quevedo sentenciou: «Quem julga pelo que ouve e não pelo que entende, é orelha e não juiz».

É importante ouvir. Mas não basta ouvir. Nem tudo o que se ouve corresponde à verdade.

Nem tudo o que se ouve, houve. Há muita coisa que se ouve que nunca houve, que nunca existiu.

E quando está em causa a dignidade das pessoas, é fundamental ter muitos cuidados.

O que se ouve advém, muitas vezes, mais do ódio que se tem do que da realidade que existe!

publicado por Theosfera às 10:03

Hoje, 14 de Setembro, é dia da Exaltação da Sta. Cruz e de S. Materno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Terça-feira, 13 de Setembro de 2016

O fim dói muito. Mas encontra-nos sempre.

Só que nem tudo termina com o fim. Mário Cláudio sustenta, com tintas de veemência, que «a morte não é o fim».

Para ele, quem morre não parte: «Quem morre, fica». Fica em Deus e fica nos que, no tempo, peregrinam para Deus.

É por isso que nem sempre «a velhice é um apagamento». Muitas vezes, a idade transporta uma iluminação.

O já vivido é uma preciosa ajuda para o que falta viver!

publicado por Theosfera às 10:04

Querer é diferente de desejar.

Querer é mais que desejar.

A vontade chega sempre mais longe que o desejo.

Como alertou Alexandre Herculano, «o desejo mede os obstáculos; a vontade procura vencê-los».

Nesta diferença está toda a diferença.

Não nos limitemos, pois, a desejar. Procuremos querer. E, depois, agir!

publicado por Theosfera às 09:55

Hoje, 13 de Setembro, é dia de S. João Crisóstomo, Sto. Amado e Sta. Maria de Jesús López de Rivas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

A alegria é bela quando é limpa.

A alegria pode vir pelo riso, mas não deixa de vir também pelas lágrimas.

Júlio Dinis achava que «há poucas coisas tão contagiosas como a alegrias das pessoas sérias».

Sem seriedade, haverá alegria?

publicado por Theosfera às 09:44

A violência doméstica não pára de crescer. Em número e em escala.

Além da violência conjugal, começa a aparecer a violência parental (pais que agridem filhos) e a violência filial (filhos que agridem e matam pais).

Onde estará o limite?

publicado por Theosfera às 09:39

Hoje, 12 de Setembro, é dia do Santíssimo Nome de Maria, Sto. Apolinário Franco, S. Tomás de Zumárraga e seus Companheiros mártires, Sta. Maria Vitória Forláni e Sta. Maria de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:11

Domingo, 11 de Setembro de 2016

Senhor Jesus, ajuda-me no meu trabalho.

Sê o meu Mestre e a minha Luz.

Eu dou o meu esforço,

dá-me a Tua inspiração.

Ajuda-me a estar atento e a ser concentrado.

 

Não Te peço para ser o melhor,

só Te peço que me ajudes a dar o meu melhor,

a trabalhar todos os dias.

 

Que eu não queira competir com ninguém

e que esteja disponível para ajudar os que mais precisam.

Que eu seja humilde, que nunca me envaideça,

que nunca me deslumbre no êxito,

nem me deixe abater na adversidade.

 

Que eu nunca desista.

Que eu acredite sempre.

Que eu aprenda a ciência e a técnica,

mas que não esqueça que o mais importante é a bondade, a solidariedade e o amor.

Que eu seja sempre uma pessoa de bem.

 

Ilumina, Senhor, o meu entendimento

e transforma o meu coração.

Dá-me um entendimento para compreender o mundo

e um coração capaz de amar os que nele vivem,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:55

A. Jesus mostra-nos o amor de Deus

  1. Haverá coisa mais bela que o amor? Sabemos que não, que nada há mais belo que o amor. O problema é que esquecemos que o amor só existe em Deus. São João proclamou que «Deus é amor» (1Jo 4, 8.16). Jesus mostrou como Deus ama: dando, dando-Se, dando inteiramente, dando-Se até ao fim.
  2. Assim sendo, quando tiramos Deus do amor, não amamos. Podemos ter a ilusão de amar, mas a ilusão do amor não é amor. É por isso que o amor não dura. É por isso que o amor não perdura. É preciso regressar a Deus para nunca perder o amor.

 

B. Deus não tem amor; Deus é amor

 

3. Neste Domingo, a Liturgia da Palavra oferece uma preciosa ajuda pois centra a nossa atenção no amor de Deus, no amor que Deus é. Deus não tem amor; Deus é amor. Deus sabe amar. Por conseguinte, Deus não nos ama porque nós mereçamos. Deus ama-nos porque Ele não sabe fazer outra coisa senão amar.

É assim que o amor de Deus é copioso, abundante, interminável e eterno. Nada afasta Deus de cada pessoa e nada afasta cada pessoa de Deus. Ainda que alguém comece a afastar-se, Deus aproxima-Se sempre.

 

  1. Eis a grande lição que, uma vez mais, nos é dado aprender ao (re)escutar o capítulo 15 do Evangelho de São Lucas . Onde há afastamento, Deus coloca proximidade. A iniciativa é sempre d’Ele. É Deus que toma a iniciativa de amar, de nos amar.

Deus é amor para todos e diria que é ainda mais amor para os que andam perdidos, como nós tantas vezes andamos. É por isso que Jesus retrata Deus no homem que se alegra por reencontrar a ovelha perdida (cf. Lc 15, 4-7), a dracma perdida (cf. Lc 15, 8-10) e o filho perdido (Cf. Lc 15, 11-24). Dir-se-ia que Deus Se perde pelos que andam perdidos.

 

C. O reencontro após o desencontro

 

5. Não há amor maior. Haverá sequer amor igual? Deus abraça e Deus festeja. Deus é o Pai que Se alegra com o nosso regresso. A maior festa não é quando se dá o encontro. A maior festa é quando ocorre o reencontro após o desencontro.

Bem notou o Papa Bento XVI que, «depois de Jesus nos ter falado do Pai misericordioso, as coisas já não são como dantes». A partir de agora «conhecemos Deus: Ele é o nosso Pai que por amor nos criou livres e dotados de consciência que sofre se nos perdemos e que faz festa quando voltamos».

 

  1. O nosso mal é quando pensamos que a nossa felicidade e a nossa realização estão no afastamento do Pai. Foi o que aconteceu ao filho mais novo desta parábola: deixou a casa do Pai e foi para longe (cf. Lc 15, 13). Mas, atenção, não foi apenas este filho que se afastou. O filho mais velho, no fundo, também estava longe, mesmo parecendo perto. Ele estava longe do Pai e do irmão. O seu coração estava distante, estava obtuso, estava fechado (cf. Lc 15, 28). Também por nós passa a ilusão do filho mais novo e também por nós pode passar a tentação do filho mais velho.

Por um lado, pensamos que somos felizes longe de Deus. E começamos a viver como se Deus não contasse. Acontece que nada corre bem quando nos afastamos de Deus. Como assinalou genialmente Sto. Agostinho, fomos criados para Deus. Por isso, andamos inquietos enquanto não voltamos para Deus. Mas, por outro lado, também podemos pensar que já não precisamos de mudar, de nos converter. A tentação do filho mais velho é presumir que já possui o Pai, que o Pai é só dele. Não o Pai meu também é Pai teu: é Pai nosso. Deus está sempre perto de nós, mas o nosso egoísmo nem sempre nos deixa estar perto de Deus.

 

D. Deus perde-Se de amor pelos perdidos

 

7. É claro que quando estamos com Deus também temos necessidades e também enfrentamos adversidades. Só que, quando estamos com Deus, sentimos sempre a Sua presença reconfortante e a Sua mão protectora. O mesmo não sucede quando estamos longe de Deus. Nessa altura, ocorre o que ocorreu ao filho que se afastou do Pai. Quando as provações vieram, não teve quem o ajudasse. Ninguém lhe dava nada (cf. Lc 15, 16). Restou-lhe guardar porcos, mas sem permissão para comer sequer o que os porcos comiam (cf. Lc 15, 15-16).

No entanto, as portas da Casa do Pai permaneciam abertas. As portas de Deus nunca se fecham e o lugar de cada filho nunca é ocupado por outro. Deus está sempre disponível para o reencontro. Deus perde-Se de amor pelos Seus filhos perdidos. Deus corre para nós para Se lançar ao nosso pescoço e para nos cobrir de beijos (cf. Lc 15, 20). Não são necessárias muitas palavras até porque Deus conhece antecipadamente tudo o que dizemos e tudo o que fazemos (cf. Lc 15, 21).

 

  1. É preciso ser Deus para se amar tanto o homem. Nem nós nos amamos tanto como Deus nos ama. Mas é indispensável procurar este amor que Deus nos quer dar. Se o filho perdido não fosse ao encontro do Pai, como é que poderia receber os Seus beijos? Como é que poderia receber a Sua misericórdia? É isto o que parece faltar, hoje em dia. Deus tem muita misericórdia para dar. Mas será que nós temos vontade de a receber? Se não vamos recebê-la, ela fica em Deus, mas não chega até nós. A misericórdia de Deus tem, na Igreja, o nome de Sacramento do Perdão. O beijo de Deus chega até nós através da Confissão.

É urgente, por conseguinte, reconhecer, como este filho, que estamos perdidos. E que, longe de Deus, ninguém nos dá nada. Longe de Deus, é só ilusão, inquietação e perturbação. Não tenhamos medo de voltar para Deus. Não tenhamos qualquer receio de reencontrar Deus. Deus tem tudo preparado para a festa. Vamos deixar Deus de mão estendida? Vamos consentir que Deus tenha tudo preparado sem que compareçamos?

 

E. Só a divina misericórdia nos salvará

  1. O que sempre marcou Jesus com os outros foi a largueza de horizontes. O que sempre demarcou Jesus em relação a outros foi a misericórdia, a tolerância, a compaixão. Ele não condenou quem pecava, franqueou as portas do paraíso a um ladrão e deu a comunhão a quem O entregou.

Severo foi apenas (mas de modo muito contundente) para com a hipocrisia, a duplicidade. Jesus foi assertivo na Sua mensagem. Mas nunca estigmatizou ninguém. O Seu coração rasgava-Se para todos. É fundamental que o coração da Igreja de Jesus seja magnânimo como foi o coração de Jesus.

 

  1. Deus intervém na história para salvar, para libertar. A salvação não é reclamação humana. Ela tem origem no coração de Deus. O Seu amor jamais se afasta do povo, por muito que este recalcitre e se revolte (cf. Is 54, 10). A misericórdia é oferecida. Mas só nos poderá ser dada se por nós for procurada. Estamos dispostos a procurar a misericórdia que Deus nos quer dar?

Uma coisa é certa. Sem misericórdia, não temos solução, sem misericórdia, não teremos salvação («extra misericordiam, nulla salus»). Se não a formos receber, como é que Deus no-la poderá oferecer? Nunca hesitemos, pois, em procurar a misericórdia que Deus sempre nos quer dar!

publicado por Theosfera às 08:48

Todos amamos a liberdade. Mas será que cultivamos mesmo a liberdade? E será que, na realidade, sabemos o que é a liberdade?

Theodor W. Adorno questionava: «Liberdade não é poder escolher entre preto e branco, mas abandonar este tipo de escolhas».

A liberdade consiste sobretudo em ir mais além das evidências.

A essência da liberdade está, pois, na superação.

A liberdade está na doação. Ser livre é, essencialmente, doar, doar-se!

publicado por Theosfera às 08:46

A era iniciada pelos atentados de 11 de Setembro tem uma característica dominante e assustadora: já não é preciso haver terrorismo para haver terror.

Basta a ameaça constante para haver um medo contínuo.

Vivemos sufocados não só por aquilo que já aconteceu, mas também por aquilo que, a qualquer momento, pode vir a acontecer.

Haverá uma janela por onde a esperança possa entrar?

publicado por Theosfera às 08:37

Hoje, 11 de Setembro (24º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 10 de Setembro de 2016

Hoje, 10 de Setembro, é dia de S. Nicolau de Tolentino, S. Francisco Gárate e Sta. Pulquéria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

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