O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

Escrever é importante. Mas ler é decisivo.

Há muita gente a escrever. Será que há muita gente a ler?

Compreendo o que disse Jorge Luís Borges: «Chega-se a ser grande por aquilo que se lê, não por aquilo que se escreve».

É claro que há quem seja grande por aquilo que escreve. Mas, antes da grandeza da escrita, esteve certamente a grandeza da leitura.

Só se escreve o que se lê: o que se lê no livro e o que se lê na vida!

publicado por Theosfera às 10:04

Hoje, 24 de Agosto, é dia de S. Bartolomeu e Mártires da Massa Cândida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

Hoje, 23 de Agosto, é dia de Sta. Rosa de Lima, S. Filipe Benício e S. Bernardo de Offida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

 

  1. Muita gente se espanta por as festas se manterem com apreciável pujança e volumosos orçamentos.

Pode haver uma ligeira descida nos gastos, mas na substância não se notarão muitas oscilações.

 

  1. É comum responder-se que o povo tem necessidade de festas.

O quotidiano é demasiado duro. Uma breve descompressão estival será, por isso, bem recebida. Daí os divertimentos e até os excessos «à boleia» da Virgem Maria e dos Santos.

 

  1. Acontece que, em tempos recuados, o quadro não era muito diferente.

Na Idade Média, apesar da rigidez dos costumes, havia festas que ultrapassavam, em muito, os excessos actuais.

 

  1. Basta pensar na chamada «festa dos tolos» (festum fatuorum). Decorria nos últimos quatro dias do ano e incluía não só actos profanos mas também a paródia de actos sagrados.

Havia clérigos que jogavam aos dados em cima do altar, envolviam-se em concursos de bebida, brincavam aos sermões ou viravam os livros sagrados de pernas para o ar.

 

  1. O mais curioso é que a comunidade intelectual dava uma justificação (quase metafísica) para estes desmandos.

Em 1445, a Faculdade de Teologia de Paris defendia que era importante que «a loucura, que é a nossa segunda natureza, se pudesse esgotar livremente pelo menos uma vez por ano».

 

  1. Como argumento, usava-se um termo de comparação poderoso: «Os barris de vinho rebentam se não os abrimos de vez em quando para entrar algum ar».

Conclusão: «Todos nós, homens, somos barris mal montados e é por isso que permitimos a loucura em determinados dias para, no fim, podermos voltar com maior zelo ao serviço de Deus»!

 

  1. Tantos séculos depois, será que mudamos? Será que crescemos?

Para muitos, existe uma unidade entre aquilo que, à partida, é deveras contrastante. Supostamente, tudo é em honra do santo padroeiro: não só a Missa e a procissão, mas também o arraial, a farra e as bebidas. Para muitas pessoas, tudo faz parte da única festa.

 

  1. Impressiona, de facto, que não haja o mais leve senso crítico. E que, na maioria das festas, a aposta na diversão corresponda a um esquecimento da solidariedade. Toda a gente parece muito satisfeita.

Só que a eficácia da acção não está na satisfação. Está no compromisso.

 

  1. Aliás, já D. Óscar Romero apontava o critério decisivo acerca da qualidade da missão: «Como é que eu trato os pobres? Porque é neles que Deus está».

O compromisso com os pobres desponta, pois, como o grande cinzel da fé.

 

  1. Não espanta que o Beato Hermano José tenha confessado que «festa sunt mihi infesta». Numa tradução um pouco livre, significa: «Os dias de festa, para mim, não são de festa».

Não faltam, com efeito, factores a obscurecer a festa: a ostentação, os excessos. É verdade que, para tédio, já basta o quotidiano. Mas uma alegria sóbria não será a mais bela?

publicado por Theosfera às 15:30

O senhor Padre Antonino Pinto Duarte faleceu neste dia, há 25 anos.

Foi a 22 de Agosto de 1992 que Deus o chamou.

O funeral foi em pleno dia da festa de Nossa Senhora da Guia, de Quem ele era tão devoto.

Foi o pároco da minha infância. Foi ele que me enviou para o Seminário e que acompanhou todo o meu percurso, mesmo quando já não era pároco.

Um homem bom merece ser recordado para sempre.

A sua imagem acompanhar-me-á eternamente!

publicado por Theosfera às 12:23

Hoje, 22 de Agosto, é dia da Virgem Santa Maria Rainha e S. Sinforiano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

Hoje, 21 de Agosto, é dia de S. Pio X, S. Sidónio Apolinar, Sta. Umbelina e Sta. Vitória Rasoamanarive.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:41

Domingo, 20 de Agosto de 2017

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:41

A amizade também envolve um risco, embora seja um risco que vale a pena correr.

Deve confiar-se tudo a um amigo?

Achava o Padre Manuel Bernardes que «a amizade que reserva segredos não chega a ser íntima nem verdadeira».

Mas a amizade que partilha todos os segredos não será muito arriscada?

Não se trata de não confiar, mas de respeitar a natureza das coisas.

Um segredo devia ser como a amizade: para sempre!

publicado por Theosfera às 08:31

Há um contencioso cada vez maior com a verdade.

Mais que a verdade, o que parece contar é a popularidade.

Já se sabe, desde há muito, que a popularidade não «casa» bem com a verdade.

São Tomás foi claro: «Quem diz verdades perde amizades».

Mas uma amizade sem verdade seria amizade?

São João Paulo II deixou um conselho muito pertinente: «Devemos defender a verdade a todo o custo, mesmo que voltemos a ser somente doze».

É que, sem verdade, nem doze seremos.

Sem verdade, mesmo que pareçamos muitos, não seremos mais do que zero!

publicado por Theosfera às 08:29

A. Ainda há exclusões no tempo da inclusão

  1. Num tempo em que tanto se fala de inclusão, ainda há quem repetidamente sofra com a exclusão. Ainda há muitos muros em vez de pontes. A Igreja, como Jesus, é universal. Tem, por isso, de funcionar como tal. Acontece que, às vezes, também nela há a tentação de excluir, de afastar, de subestimar. Também nela há a tentação para estratificar os membros em preferidos e preteridos.

É possível que ainda subsistam muitas «capelas» e pouco sentido de Igreja. Pensamos muito no nosso grupo, na nossa espiritualidade, no nosso movimento. E a Igreja? E Jesus? É certo que cada realização específica deve reflectir a inspiração geral. Mas, não raramente, dá a impressão de que vemos mais o global a partir do particular do que o particular a partir do global. É verdade que há muitas reuniões. Mas será que existe verdadeira união? Estando bastante reunidos, será que nos sentimos autenticamente unidos?

 

  1. A Liturgia deste Domingo projecta a universalidade de Cristo e da salvação trazida por Cristo. Jesus, depois de notar como os fariseus e os doutores da Lei se recusavam a aceitar a mensagem do Reino, entra numa região pagã, sinalizando desde logo como os pagãos são destinatários dos dons de Deus. Diante da fé revelada por esta mulher cananeia, Jesus oferece-lhe a salvação que Deus prometeu a todos os homens, sem excepção.

Olhemos, então, para esta mulher. As suas três intervenções mostram, por um lado, o seu desejo de salvação, vista como cura. E, por outro, atestam a fé convicta que a anima. Basta ter presente que as designações «Filho de David», que equivale a «Messias», e «Senhor», com que ela se dirige a Jesus, configuram uma confissão de fé. Estamos, pois, perante uma figura que nos impressiona pela fé, pela humildade e também pelo sofrimento que transparece no seu apelo.

 

B. A aparente indiferença e rudeza

  1. Tudo se passa para os lados de Tiro e de Sídon (cf. Mt 15, 21). São duas cidades da Fenícia (actual Líbano), ao norte da Galileia. Desde o tempo de Pompeu (por volta de 64 a.C.), a Fenícia estava anexada à Síria. Sídon distava aproximadamente 32 km de Beirute. Tiro era muito famosa na antiguidade, pois os fenícios dominavam o mundo da navegação.

Refira-se que, no passado, os reis de Tiro tinham feito uma aliança com David e Salomão. Eles enviariam madeira e mão-de-obra para a construção do templo. Em contrapartida, Salomão enviaria ao rei Hirão, de Tiro, mantimentos e cereais de que a sua população precisava. Sucede que as consequências deste acordo foram catastróficas para Israel, pois o sucessor de Hirão fez essa aliança com Israel através do casamento da sua filha com o rei Acab. Foi essa filha, chamada Jezabel, que introduziu o culto idolátrico de Baal entre os israelitas, o que provocou um profundo desgosto em Deus.

 

  1. Havia, portanto, uma espécie de barreira entre Jesus e aquela mulher. Os povos a que pertenciam não primavam por uma relação propriamente amistosa. O respectivo passado condicionava — bastante — o presente. Daí a reacção de aparente indiferença por parte de Jesus. Ao pedido inicial da mulher Jesus responde com silêncio. Dos Seus lábios não sai uma única palavra (cf. 15, 23).

Do silêncio passa a uma aparente rudeza. Os discípulos fazem o papel de porta-voz do pedido daquela mulher: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós» (Mt 15, 23). Aqui, Jesus parece afectado por um estranho nacionalismo: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel» (Mt 15, 24). Tal nacionalismo afigura-se ainda mais exacerbado ante o último — e sumamente dramático — apelo da mulher: «Socorre-me, Senhor» (Mt 15, 25). «Não é justo — atalha Jesus — que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos» (Mt 15, 26).

 

C. A estratégia pedagógica de Jesus

 

5. Como entender esta indiferença e rudeza de alguém sempre preocupado em mostrar o amor e a misericórdia de Deus pelas pessoas? Será que Jesus perfilhava uma visão nacionalista da salvação e da Sua própria missão? Acontece que, pelo desenvolvimento do texto e da mensagem de Jesus, fácil é concluir que estamos perante uma formidável estratégia pedagógica.

O que Jesus pretende mostrar é, em primeiro lugar, o total despropósito dos preconceitos judaicos contra os pagãos. Em segundo lugar, Jesus demonstra cabalmente que a fé não depende da proveniência nem da condição.

 

  1. Afinal, é a fé de uma estrangeira que recebe o maior elogio. A nenhum judeu Jesus reconhece ter uma fé grande. Pelo contrário, até a um dos Seus discípulos mais chegados — o apóstolo Pedro — Jesus tinha repreendido pela sua pequena (ou pouca) fé (cf. Mt 14, 31). A esta humilde mulher estrangeira Jesus reconhece ter uma «grande fé»: «Mulher, é grande a tua fé» (Mt 15, 28).

No fundo, Jesus usa uma estratégia parecida com a socrática «maiêutica». A inicial — e aparente — indiferença e rudeza é uma oportunidade para que apareça à luz do dia uma prodigiosa confissão de fé. A mulher mostra toda a sua grande fé numa atitude de plena humildade: «Também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos donos» (Mt 15, 27).

 

D. A «grande fé» de uma mulher

 

7. Esta é outra lição imprescritível de todo este episódio. A fé só nasce no ventre da humildade. É a humildade que gera a fé. Esta mulher, longe de ficar revoltada com Jesus, não desiste e continua a confiar em Jesus.

Acresce que a nossa fé, como a fé desta mulher, está sempre em teste, está sempre a ser posta à prova. Esta mulher foi testada e duramente provada. Ela obteve o que pretendia porque não desistiu. Mais. A prova que Jesus lhe colocou foi a providencial oportunidade para que ela pudesse testemunhar a grandeza da sua fé.

 

  1. Na sua humildade, esta mulher mostra que está muito à frente dos que à frente costumam aparecer. Ela podia ser estrangeira para alguns, mas nunca foi estranha para Deus. Para Deus, nem os estrangeiros são estranhos. Infelizmente, nos nossos tempos, ainda há muitos estranhos embora não sejam estrangeiros. Ainda há muitas distâncias na era da proximidade. Estamos perto, mas ainda não aprendemos a estar próximos.

Aprendamos, com esta mulher, a arte da humildade. Esta mulher, na sua humildade, nem sequer reivindica equiparar-se ao Povo eleito. Ela está disposta a ficar apenas com «as migalhas» que caem da mesa (cf. Mt 15, 27). O que ela pede é o acesso à salvação que Jesus traz. Esta salvação é compaixão. A compaixão que a mulher pede para a sua filha é a compaixão que Deus tem por cada um de nós.

 

9. Os dons divinos a todos são oferecidos

 

9. Curiosamente, São Paulo também aparece animado pela universalidade da salvação. Ele assume-se claramente como «apóstolo dos gentios» (Rom 11, 13). Em Cristo, ele quer fazer um povo de todos os povos. Ele até quer provocar ciúmes entre os israelitas para ver se estes despertam para os dons de Deus (cf. Rom 11, 13-14).

Tal como os gentios, que antes estavam longe de Deus, agora tiveram acesso à Sua graça, os judeus, que agora se afastaram dos dons de Deus, também hão-de alcançar a mesma graça divina. Para Deus, não há excluídos. Sobre todos Ele deixa cair a Sua misericórdia.

 

  1. Os dons divinos a todos são oferecidos. Estejamos, pois, atentos. Deus está connosco em todos os momentos.

Nunca nos esqueçamos de Lhe dizer sim. O Seu amor por nós não mais terá fim!

publicado por Theosfera às 05:49

Hoje, 20 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 19 de Agosto de 2017

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

Hoje, 18 de Agosto, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

Que estamos a fazer desta «filadélfia» que Deus construiu para nós?

Em vez de «amigos» e «irmãos», estamos a ficar adversários perigosos e inimigos mortais.

Os «profissionais do ódio» não param de nos embriagar com terror.

Não haverá por aí «voluntários da esperança» dispostos a espalhar sementes de amor?

publicado por Theosfera às 21:25

Temos uma tendência incoercível para olhar (apenas e sempre) para a aparência.

Não damos conta do que está por baixo e por dentro.

Já Carlos Drummond de Andrade, notando que «os homens são como as moedas», recomendava que fossem «tomados pelo valor seja qual for o seu cunho».

Muitas surpresas acontecem.

Há quem valha menos do que aparenta. E há quem valha (muito) mais do que mostra!

publicado por Theosfera às 10:00

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Beatriz da Silva, Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Jacinto, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 15 de Agosto de 2017

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

scompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:45

Estamos preparados para dar. Estaremos preparados para dar até doer?

A dor não está tanto na dádiva, mas na ingratidão de tantos a quem se dá.

Era por isso que Santo Inácio pedia a Deus a graça de se dar sem esperar qualquer recompensa.

Quem espera recompensa pode limitar-se a...esperar.

Faz bem esperar, mas não esperemos demasiado dos outros.

Walter Scott constatou que «construímos estátuas de neve e choramos ao ver que derretem».

Esperar, esperemos tudo de Deus. Ele nunca derrete. N'Ele nunca nos derretemos.

Só Deus é capaz de incendiar sem nos derreter (cf. Êx 3, 2).

Levemos o «fogo» divino aos gelados corações humanos!

publicado por Theosfera às 07:39

A. Uma festa eminentemente pascal

  1. Belo — muito belo — é este dia. Grande — muito grande — é a festa que celebramos neste dia. Na Eucaristia, celebramos sempre a vitória da vida sobre a morte. Nesta Eucaristia, celebramos também o triunfo de alguém a quem nem a morte pôs fim à vida.

A solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria é uma festa eminentemente pascal. Hoje, de facto, celebramos a passagem de Maria da morte para a plenitude da vida. A Ressurreição de Maria é uma consequência da Ressurreição de Jesus e, ao mesmo tempo, desponta como prenúncio da nossa própria Ressurreição.

 

  1. A união entre mãe e filho encontra aqui a sua expressão máxima e a sua concretização suprema. Maria esteve unida a Jesus na morte. Como é que Jesus não haveria de estar unido a Maria na Ressurreição? Maria acompanha Jesus até à morte. Jesus conduz Maria à Ressurreição. Jesus sobe para o Pai e faz subir Maria para o mesmo Pai. Jesus eleva-Se ao Céu. Maria é elevada ao Céu.

É a diferença, não apenas terminológica, entre ascensão e assunção: ascensão é mais activa, assunção é mais passiva. Jesus sobe ao Céu pelas Suas próprias forças. Maria é elevada ao Céu na força de Seu Filho Jesus.

 

B. No tempo, caminhando para além do tempo

 

3. A Igreja sempre acreditou naquilo que o Papa Pio XII viria a formular a 1 de Novembro de 1950, na constituição apostólica «Munificentissimus Deus»: a Virgem Maria,«tendo terminado a Sua missão na terra, foi elevada, em corpo e alma, à glória do Céu».

Em apoio desta verdade de fé, o Santo Padre invoca o Livro do Génesis (cf. Gén 3, 15), destacando a vitória de Maria sobre o pecado e sobre a morte. A certeza desta vitória sobre a morte é reforçada por S. Paulo, na sua Primeira Carta aos Coríntios: «Então se cumprirá a palavra que está escrita [por Isaías 25, 8)]: “a morte foi engolida pela vitória”»(1Cor 15, 55).

 

  1. Como membro da Igreja — membro mais eminente porque mais santo —, Maria, na Sua assunção, indica o caminho à própria Igreja: a consumação no tempo futuro, na eternidade com Deus. Maria é a garantia de que a Igreja, que caminha no tempo, não se esgota no tempo. O caminho da Igreja só estará concluído além-tempo, na eternidade.

A Ressurreição de Maria surge, por conseguinte, como a certeza, neste mundo de incertezas, de que cada um de nós caminha para a glória plena, em que Ela já Se encontra. A assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, funciona, por isso, como a garantia de que o homem se salvará na totalidade. Também o nosso corpo ressuscitará. Também o nosso corpo será para Deus.

 

C. A vitória dos que costumam ser vencidos

 

5. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja. Não um triunfo sobre ninguém nem contra ninguém. O triunfo de Maria é o triunfo da Igreja com toda a humanidade. No fundo, o triunfo de Maria é o triunfo da humanidade: de uma humanidade redimida, de uma humanidade reconciliada, de uma humanidade aberta e acolhedora.

O triunfo desta humanidade é o triunfo da humildade. Maria mostra bem que só chega ao alto quem fica ao lado dos que estão em baixo. Só atinge as alturas quem se dispõe a descer às profundezas. Só alcança a luz quem não foge das sombras. É por isso que Maria agradece a Deus por ter olhado para a humildade da Sua serva (cf. Lc 1, 48). Ela reconhece, em linha com o Salmo 138, que Deus olha para quem é humilde (cf. Sal 138, 6).

 

  1. O triunfo de Maria não é, pois, o triunfo dos que costumam vencer. Pelo contrário, é o triunfo daqueles que costumam ser vencidos. Não espanta, portanto, que Maria veja a história ao contrário. Maria sabe que, para Deus, os vencidos são os vencedores e os pequenos é que são reconhecidos como grandes.

O triunfo de Maria é oferecido por Deus, que não sabe — nem quer — ser imparcial. Deus toma partido pelos oprimidos, pelos sofredores, pelos humildes. Deus está ao lado de quem é marginalizado e não de forma passiva. Como Maria canta no «Magnificat», Deus dispersa os soberbos, derruba os poderosos e esvazia de riqueza os ricos. Em contrapartida, o mesmo Deus enche de bens os que têm fome e eleva os humildes (cf. Lc 1, 51-53).

 

D. Adormecimento, não aniquilamento

 

7. Neste sentido, podemos — e devemos — olhar para a Assunção de Maria como um despertador da sonolência em que nos deixamos cair. É curioso notar que esta festa também é conhecida, sobretudo no oriente, como festa da «dormição». Mas trata-se de uma «dormição» que nos provoca um grande abanão. Maria desperta-nos quando «adormece». Aliás, ainda hoje se diz de alguém que morreu após uma vida santa que «adormeceu no Senhor».

Deste modo, uma vez mais verificamos como a fé oferece um sentido para a vida e não deixa de oferecer um sentido para a morte. A tradição cristã apresenta-nos a morte como um adormecimento, não como um aniquilamento ou destruição. Daí que o lugar onde repousam os defuntos tenha o nome de «cemitério», isto é, o «lugar onde se dorme» e não o «lugar onde se morre». Nós, crentes, olhamos para a morte como um «adormecimento» para este mundo transitório e como um «despertador» para o mundo definitivo.

 

  1. A este propósito, convirá recordar que a«dormição» de Maria é uma das grandes festas das Igrejas Ortodoxas e das Igrejas Católicas Orientais. Trata-se de uma festa que, na maior parte dos casos, também se comemora neste dia 15 de Agosto. Isto significa que Maria também morreu. De resto e como perguntava Severo de Antioquia, se não tivesse morrido, como é que poderia ter ressuscitado? E, afinal, Jesus também morreu. Pelo que, para partilhar a Ressurreição de Cristo, Maria teve que primeiro compartilhar de Sua morte.

O certo é que, em 1997, S. João Paulo II afirmou que Maria experimentou a morte natural antes de ser elevada ao Céu. Como sabemos, o Novo Testamento é omisso nesta matéria, não nos oferecendo qualquer informação sobre as circunstâncias da morte de Maria. Este silêncio leva a supor que tal morte terá ocorrido de forma natural, mas num ambiente totalmente sobrenatural. S. Francisco de Sales defende que a morte de Maria constituiu um transporte de amor. Ele fala de uma morte «de amor, no amor e através do amor». Foi ao ponto de dizer que a Mãe de Deus morreu de amor por Seu Filho Jesus.

 

E. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra

 

9. Já agora, é interessante notar que os nossos irmãos ortodoxos preparam a «dormição» de Maria com um jejum de 14 dias. Eles acreditam que o Seu corpo foi ressuscitado ao terceiro dia após a morte — depois de encontrarem o Seu túmulo vazio — e que ela foi corporalmente elevada aos céus numa antecipação da ressurreição universal dos mortos.

Os católicos também acreditam que Maria primeiro morreu e depois foi elevada ao Céu. Algumas versões dizem que tudo aconteceu em Éfeso, na Casa da Virgem Maria. Outras versões, mais antigas, indicam que Maria morreu em Jerusalém. Consta que um dos apóstolos — pelos vistos, S. Tomé — não estava presente quando Maria morreu. Quando ele chegou, reabriram o túmulo e verificaram que estava vazio. Só restavam as mortalhas. Uma outra tradição afirma que Maria lançava do Céu a Sua cinta para S. Tomé como prova de que tinha ressuscitado .

 

  1. Embora tenha sido definida há relativamente pouco tempo, existem relatos muito antigos sobre a assunção de Maria ao Céu. A Igreja sempre interpretou o capítulo 12 do Apocalipse como fazendo referência à Assunção. A mais antiga narrativa que se conhece é o chamado «Livro do Repouso de Maria». Também muito antigas são as diferentes tradições das chamadas «Narrativas da Dormição dos “Seis Livros”». A Assunção aparece igualmente no livro do «trânsito de Maria», de finais do século V.

É comum, em muitos lugares, a bênção de perfumes no dia da Festa da Dormição. E não há dúvida de que Maria continua a perfumar a nossa vida com bênçãos sem limite e graças sem fim. Do Céu, Ela continua a perfumar a terra. Deixemo-nos perfumar sobretudo pela vida do Filho de Maria. A alegria desta Mãe é que sigamos, cada vez mais, os passos de Seu Filho, Jesus!

publicado por Theosfera às 05:38

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:31

Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

Uma só é Maria. Mas muitos são os títulos que Lhe fazem companhia.

Se alguém acha que de todos se lembra, tenha a certeza de que há sempre algum de que se esquece.

E quem pensa que todos já conhece, é mais que certo que ainda se surpreenda.

Em 1831, perto de Madrid, foi a Mãe de Deus que Se apresentou como NOSSA SENHORA DO ESQUECIMENTO.

O objectivo era mesmo mostrar às pessoas que são tantas as vezes que se esquecem d'Ela, de Nossa Senhora.

Mas acrescentou logo que, ainda que os homens se esqueçam d'Ela, Ela nunca Se esquece de nós.

Nossa Senhora do Esquecimento, ajudai-nos a nunca nos esquecermos de Vós!

publicado por Theosfera às 09:51

A globalização aproximou lugares, mas não encurtou distâncias.

O poeta Jaak Bosmans, reconhecendo que a globalização encurtou «as distâncias métricas, aumentou muito as distâncias afectivas».

É um facto que estamos mais perto. Mas será que estamos mais próximos?

publicado por Theosfera às 09:25

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 13 de Agosto de 2017

 

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.



Tu és o médico e o medicamento,

a cura e o curador,

o salvador e a salvação,

Tu trazes a melhor terapia,

a terapia da misericórdia e da esperança.



Os mais simples entendem-Te,

os mais humildes procuram-Te,

os mais pobres sentem conforto a Teus pés.





É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.



Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.



Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:43

Hoje, 13 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:56

A. Porque é que só reparamos no vistoso e no ruidoso?

  1. Quem com Deus se quiser encontrar, muito atento deve estar. Deus vem ao nosso encontro de muitas formas. Umas vezes, manifesta-Se da maneira bem notória. Outras vezes, entra de um modo muito discreto na nossa história. Sucede que, habitualmente, nós só reparamos no vistoso e no ruidoso. Esquecemos que Deus também Se revela na obscuridade e também fala no silêncio.

Acompanhamos Elias na sua subida ao «monte de Deus» (1Rs 19, 9). O profeta estava desalentado com o comportamento do povo. O seu refúgio foi o monte, lugar de revelação por excelência.

 

  1. Passou a noite numa gruta. Foi aí que ouviu a interpelação de Deus: «Que fazes aqui, Elias?» O profeta, na resposta, verte todo o seu desapontamento, todo o seu desânimo. Ele estava triste porque os membros do povo eleito tinham abandonado a Aliança, derrubado os altares e assassinado os profetas (cf. 1Rs 19, 10). Quem não ficaria abalado com um cenário destes? Aliás, o próprio Elias também estava sob ameaça de morte.

O Senhor ordena-lhe que saia da gruta e que fique à Sua espera (cf. 1Rs 19, 11). É preciso sair para o Senhor ouvir. É imperioso sair de nós para acolher a divina voz. Pelo desenvolvimento do texto, notamos que Elias não saiu logo. Mas pôs-se à espera e à escuta.

 

B. Falamos de Deus, mas procuramos encontrarmo-nos com Deus?

 

3. Deus vai passar. Mas, desta vez, não é pelo ruído que Se deixa encontrar. Deus não estava no vento «rijo e tempestuoso», que «fendia as montanhas e quebrava os rochedos» (1 Rs 19, 11). Quem não repararia numa tal ventania? Mas não era aí que Deus Se encontrava. Sentiu-se, depois, um «abalo de terra» (cf. 1Rs 19, 11). Mas também não era aí que Deus estava. Acendeu-se um fogo, mas Deus também não estava no fogo (cf. 1Rs 19, 12).

Sobreveio, então, uma «ligeira brisa» (1Rs 19, 12), à maneira de um murmúrio suave. Foi esse murmúrio que tocou o fundo de Elias. Assim que o ouviu, o profeta saiu e o seu rosto cobriu (cf, 1Rs 19, 13)-

 

  1. Este texto é um convite a que regressemos às raízes da nossa fé. Tais raízes não estão no mais vistoso, mas no mais silencioso. Olhemos mais para a humildade de Deus. É claro que, na cultura do espectáculo em que nos encontramos, o silêncio e a humildade não gozam de muita aceitação.

Acontece, não raramente, que, em vez de levarmos a serenidade da igreja para a rua, trazemos o ruído da rua para a igreja. Andamos como que paralisados com tanta agitação. Até podemos falar muito de Deus. Mas que espaço damos ao encontro com Deus?

 

C. Reaprendamos a (indispensável) arte de parar

 

5. Importa perceber que escutar é fundamental para agir. É depois deste encontro que Elias se torna o instrumento pelo qual Deus relança uma aliança ameaçada pela infidelidade do povo. Por conseguinte, valorizemos as «brisas ligeiras» que podemos desfrutar nesta altura. Reaprendamos a (indispensável) arte de parar. Estamos num tempo em que nem nas férias paramos. A época das férias parece tão agitada como a época do trabalho. De resto, nesta altura, além da agitação dos dias, cresce (ainda mais) a agitação das noites.

Deus é a melhor brisa e o mais precioso tónico. Não é em vão que a Bíblia nos apresenta o Espírito de Deus como «ruah», isto é, como vento, como brisa.

 

  1. Apesar do nosso individualismo, parece que não temos vida interior. Urge reaprender, por isso, a educação para a interioridade. O Espírito Santo é o grande mestre da vida interior. A interioridade não nos enquista em nós. É a partir do interior que faremos a grande viagem para o interior dos outros. Sem vida interior, não somos inteiros, não estamos completos. É urgente, pois, descer mais fundo para chegar mais longe.

Jesus não Se privou desta interioridade. Ele tanto surge rodeado pela multidão como nos aparece, sozinho, em contemplação. Desta vez, vemos Jesus a despedir a multidão para ficar em meditação. Ele, que tinha saciado a fome natural, vai nutrir-Se com o alimento espiritual. Como Elias, também Jesus sobe para o monte em particular para rezar (cf. Mt 14, 23). É fundamental rezar em público, mas não é menos necessário rezar em privado. Nunca esqueçamos que Jesus é, antes de mais, um orante. O Evangelho anota que, ao cair da noite, Jesus continuava sozinho em oração (cf. Mt 14, 23).

 

D. Não tenhamos horror à solidão

 

7. Na vida, não podemos estar sempre sós nem sempre acompanhados. Ou seja, nem sempre em solidão, nem sempre em multidão. Aliás, se repararmos, não estamos necessariamente sós quando estamos sozinhos. A nossa solidão é mais habitada quando a presença de Deus é mais acolhida.

Não tenhamos horror à solidão. Às vezes, é decisivo estar só para nunca estarmos verdadeiramente sós. É na solidão que encontramos a melhor forma de superar a solidão. Escutemos Deus nas palavras que ouvimos, mas não deixemos de O acolher no silêncio que devemos fazer.

 

  1. É curioso notar que, no episódio que nos é descrito, está melhor Jesus sozinho do que os discípulos acompanhados. No fundo, quem está mais só são eles, os discípulos. Enquanto Jesus está em diálogo íntimo com o Pai, os discípulos estão sozinhos, em viagem sobre as águas.

Trata-se, porém, de uma viagem que não é fácil nem serena. Pelo contrário, trata-se de uma viagem bem tumultuosa. É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e enfrenta ventos contrários (cf. Mt 14, 24). Eis o que, tantas vezes, nos acontece. A nossa vida parece uma viagem repleta de ventos contrários. A nossa perícia falha. As nossas competências não bastam. Apenas Jesus é a solução.

 

E. Jesus é o Deus de mão estendida

 

9. As ondas que açoitam o barco representam a hostilidade do mundo, que avança continuamente contra os enviados de Cristo. Não tenhamos ilusões. No mundo, temos de contar sempre com obstáculos. Por sua vez, os «ventos contrários» sinalizam toda e resistência ao projecto de Jesus.

Mas eis que Jesus vem. Jesus está sempre a vir, mesmo (e sobretudo) quando as águas estão mais agitadas. Jesus está sempre a vir, mesmo (e sobretudo) quando parece que nos vamos afundar. Jesus continua a vir ao nosso encontro «caminhando sobre o mar» (Mt 14, 26). A Bíblia ensina que caminhar sobre o mar é algo que só está ao alcance de Deus. Isto significa que Jesus é o Deus que vem até nós e o Deus que vela por nós. Jesus é o Deus que nos dá coragem. Jesus é o Deus que nos diz: «Não temais» (Mt 14, 27)

 

  1. Este Deus revelado em Jesus não é um fantasma (cf. Mt 14, 26). O Deus revelado em Jesus é real, é leal e sempre próximo. Por muito que nos queiram abater, com Cristo nada temos a temer. Quando Pedro se sente a afundar, eis a mão do Filho de Deus para o libertar.

Jesus é o Deus de mão estendida. Jesus é o Deus que nos estende a mão. Quando tudo parece terminar, Jesus vem até nós para de novo começar. Uma coisa, porém, temos de ter presente. As nossas forças, por si, pouco valem. Só em Cristo conseguimos vencer as dificuldades e ultrapassar os obstáculos. Foi, aliás, o que Ele recordou na Última Ceia: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5). A nossa maior ilusão é pensar que alguma coisa podemos sem Cristo. Não hesitemos, então, em gritar por socorro: «Salva-me, Senhor» (Mt 14, 30). A mão que salvou Pedro também nos salva, a nós. E se Jesus nos estende a Sua mão, nunca Lhe fechemos o nosso coração!

publicado por Theosfera às 05:00

Sábado, 12 de Agosto de 2017

 

Neste dia 12 de Agosto,

há vinte e oito anos,

estava, Senhor, prostrado diante de Ti para me consagrar a Ti e, em Ti, Tu, Senhor, nunca faltaste. Tu, Senhor, nunca me deixaste. Nas horas mais escuras, nos momentos de maior tormenta, eu bati sempre à Tua porta e Tu marcaste sempre presença na minha vida. Por isso, Te louvo.

Por tudo Te agradeço.

À Tua (e nossa) Mãe renovo a consagração da minha vida

e a entrega do meu sacerdócio.

Como Ela, quero pronunciar uma única palavra: sim! Sim a Ti, Senhor, Sim à Igreja, Sim à paz, à reconciliação. Sim à amizade. Sim a cada ser humano. Mantenho o propósito da primeira hora: viver totalmente des-centrado de mim, estar plenamente centrado em Ti. Recebe, Senhor, a minha vida, acolhe o meu ser. Modela o meu espírito. Orienta os meus passos. Sê Tu em mim para que, em Ti, possa ser sinal do Teu imenso amor pela humanidade.

Obrigado, Senhor, por todos os dons.

Obrigado pelo dom de cada instante.

Obrigado pelo dom de cada pessoa.

Obrigado por fazeres das noites escuras começos de manhãs radiosas.

Obrigado pelas clareiras que fazes brilhar nas sombras.

Que nunca seja eu.

Que sejas sempre Tu em mim.

 

Há vinte e oito que sou padre.

Não por mim. Mas para Ti. E para todos os Teus.

Ajuda-me, Senhor, a ser sempre padre

como Tu queres e até quando Tu quiseres.

 

Obrigado pelos Pais que me deste.

Obrigado pelas pessoas que me têm acompanhado.

Obrigado por tanto.

Obrigado por tudo.

Obrigado, Senhor!

publicado por Theosfera às 00:12

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Apesar do calor, os tempos permanecem sombrios.

O sol aquece a terra, mas só Deus ilumina os nossos corações. S

ejamos o espelho da luz que Deus acende.

Edith Warton achava que «há duas maneiras de espalhar a luz: ser a vela ou o espelho que reflecte».

Nós não somos a vela. Mas podemos (e devemos) ser o espelho que a reflecte.

Sejamos limpos para que a luz nunca se ofusque.Mas ainda que alguma poeira sobrevenha, não há nada que esta luz detenha.

Deixemo-nos iluminar pela divina luz!

publicado por Theosfera às 09:52

Faz hoje 17 anos que houve um célebre eclipse solar.

Às vezes, sou inclinado a pensar que não há só eclipses no sol e na lua.

Parece que, não raramente, também há eclipses na nossa vida, nos nossos critérios.

Deixamos eclipsar o que é importante e fazemos colapsar a nossas energias com inanidades e ninharias.

Estranha (e muito deletéria) esta nossa proclividade para tratar o pequeno como grande e o grande como pequeno.

Para quê essencializar o que é secundário e secundarizar o que é essencial?

A gastar, gastemo-nos no melhor. A entregar-nos, entreguemo-nos a Deus.

Só Ele merece tudo!

publicado por Theosfera às 09:44

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra a lombalgia e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 09 de Agosto de 2017

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 20:00

 

A paz está atravessada por um paradoxo.

Mesmo quando a conhecemos e a construímos, parece que nunca a encontramos.

Vivemos a sonhar com a paz e a lidar com conflitos.

Hermann Hesse deu voz a este contraste concluindo que «a paz é um ideal».

Mas não podemos desistir de (tentar) dar realidade a esse ideal.

A paz tem de ser um ideal real. Mas só há paz n'Aquele que é a Paz.

Só Jesus pacifica. Não adormece.

Para Jesus, a paz não é um anestesiante; é um despertador.

Deixemo-nos despertar por Jesus para a paz!

 

publicado por Theosfera às 10:11

Terça-feira, 08 de Agosto de 2017
  1. No seu longo estendal de séculos, a história do mundo está marcada sobretudo por quatro homens e quatro cidades.

Foram eles que, em grande medida, moldaram o nosso pensar e vertebraram o nosso agir.

 

  1. Para Karl Jaspers, as figuras mais influentes são Sócrates, Buda, Confúcio e Jesus.

Ainda hoje, continuam a ser os maiores «mestres da humanidade».

 

  1. É de tal ordem a sua importância que «seria muito difícil apontar um quinto nome que tivesse a mesma magnitude», alguém que nos «interpelasse com a mesma elevação».

Foi sobretudo a eles que as civilizações foram buscar as suas raízes.

  1. Quanto às cidades mais relevantes, George Steiner aponta Atenas e Jerusalém.

Xavier Zubiri acrescentou-lhes Roma. E nós poderíamos aditar — ou contraditar — Paris.

 

  1. As três primeiras cidades modelaram o nosso perfil civilizacional.

De facto, estamos umbilicalmente estruturados pelo pensamento grego, pelo direito romano e pela religiosidade de Israel.

 

  1. Segundo Xavier Zubiri, foi mérito do Cristianismo ter operado uma «unidade radical e transcendente» entre estas três heranças.

Daí que os principais símbolos da nossa identidade sejam o Livro, a Universidade e a Catedral. Aí se projecta iconograficamente a nossa cultura, a nossa arte e a nossa fé.

 

  1. Há, entretanto, um momento que consubstancia um profundo abalo em todo este alicerce.

A Revolução Francesa não pretende optimizar o herdado, mas romper completamente com o estabelecido.

 

  1. É neste sentido que Paris desponta como a quarta cidade-emblema, a primeira de uma nova época.

Trata-se de uma época que surge em colisão com a autoridade e que se ergue à margem da divindade.

 

  1. A liberdade, a igualdade e a fraternidade parecem irredutivelmente asseguradas. Mas nem por isso se têm tornado especialmente visíveis.

Quando o homem se diviniza, tende a divinizar-se sobre os outros homens. Se cada homem se erige em deus para si mesmo (Feuerbach), o mais provável é que se comporte como «lobo» em relação aos outros (Thomas Hobbes). Em tal caso, como podemos ser livres, iguais e fraternos?

 

  1. Não espanta que alguns turiferários da Revolução Francesa se tenham convertido nos seus mais desapontados críticos. Perceberam que há tutelas que persistem e vínculos que se vão perdendo.

Como nota D. António Couto, «a fraternidade supõe um Pai». Quando compreenderemos que ninguém nos humaniza como Deus?

publicado por Theosfera às 10:55

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 07 de Agosto de 2017

Quando nos abrimos crescemos.

O que se incorpora em nós começa a fazer parte de nós.

Albert Einstein achava que «a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original».

A abertura é sempre boa, mesmo que seja a uma ideia má.

Neste caso, a abertura ajuda-nos na arte da prevenção e da não-cedência.

Em qualquer caso, abrir é perceber que o mundo não começa nem acaba em nós!

publicado por Theosfera às 09:24

Hoje, 07 de Agosto, é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 06 de Agosto de 2017

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:41

A. Uma antecipação da luz pascal

  1. Duas vezes por ano assinalamos a Transfiguração do Senhor: no segundo Domingo da Quaresma e neste dia 6 de Agosto. É uma festa celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457.

Os arménios têm uma palavra — «Varvatar» —, que significa «decoração com rosas». Era uma festa pagã que ocorria no primeiro dia do mês de Navasart. Durante essa festa, decoravam-se os altares com rosas. Foi São Gregório, o Iluminador, que transformou esta festa pagã numa festa cristã, a Transfiguração.

 

  1. Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração prepara os Apóstolos para a vivência desse mistério, desse drama. Não espanta, por isso, que a Igreja celebre esta festa cerca de quarenta dias antes da Exaltação da Cruz, a 14 de Setembro.

A Transfiguração, manifestação da vida divina que está em Jesus, é uma antecipação da luz que encherá a noite da Páscoa. É um estímulo para que os Apóstolos, quando virem Jesus como Servo, não esqueçam a Sua condição divina. No fundo, Jesus está sempre a preparar-nos para a vivência do Seu mistério pascal. Ser cristão é vivenciar — pela celebração, pela adoração e pelo testemunho — o mistério pascal de Jesus.

 

B. Longe dos triunfos mundanos

 

3. Estamos em presença de um episódio tão marcante que o Novo Testamento nos apresenta, dele, quatro versões. Além desta — de São Mateus (cf. Mt 17, 1-9) — temos as versões de S. Marcos (Mc 9, 2-10), de São Lucas (cf. Lc 9, 28-36) e de S. Pedro (2Ped 1, 16-18).

É possível que, depois de terem ouvido falar do caminho da Cruz, os discípulos sentissem algum desânimo e frustração. À primeira vista, tudo parece encaminhar-se para um rotundo fracasso. E, no seu pensar, não era só o projecto de Jesus que fracassava. Fracassavam também os sonhos de glórias, de honras e de triunfo dos Seus seguidores. É muito provável que se perguntassem: valeria a pena seguir um mestre que nada mais tem para oferecer além da morte na Cruz?

 

  1. Jesus torna bem claro que o Seu projecto não passa por triunfos mundanos, mas pela oferta da vida na Cruz. Jesus sobe para o alto, mas não para o alto do poder. Ele sobe para o alto da Cruz, descendo até à morte. Jesus sobe descendo. Também nós só subiremos até Jesus descendo com Jesus.

É neste contexto que surge o episódio da Transfiguração. Trata-se de uma forma de animar os discípulos — e os crentes, em geral —, pois, na Transfiguração, manifesta-se a glória de Jesus e atesta-se que Ele é, apesar da morte que se aproxima, o Filho muito amado de Deus (cf. Mt 17, 5).

 

C. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar

 

5. Os discípulos recebem a garantia de que o projecto de Jesus é o projecto do próprio Deus para nós. Jesus transfigura-Se para nos transfigurar. A Sua figura transforma-se para que toda a nossa vida se altere.

Há todo um envolvimento de Jesus com os discípulos e dos discípulos com Jesus. Esse envolvimento não prescreve. Esse envolvimento permanece para sempre. Também para nós é bom estar com Jesus. Estar com Jesus transfigura a nossa vida e altera a nossa história. Agora, já não contam os nossos planos; a partir de agora, só devem contar os planos de Jesus.

 

  1. Temos diante de nós uma Cristofania e uma Teofania, ou seja, uma manifestação de Cristo que conduz a uma revelação de Deus. A iniciativa é sempre de Jesus. Tal como tomou conSigo Pedro, Tiago e João, também hoje nos toma, a nós, com Ele. É Ele que nos atrai, é Ele que nos convida, é Ele que nos faz subir até ao monte alto da Transfiguração.

Na Transfiguração, tudo é diferente com Jesus e tudo será diferente em nós se nos dispusermos a transfigurar-nos em Jesus. A brancura das vestes de Jesus não era terrena (cf. Mc 9,3). Nós, na terra, somos convidados a transfigurar-nos em seres não apenas terrenos. Jesus leva-nos a participar na vida divina (cf. 2Pe 1, 4).

 

D. O caminho de Jesus e o nosso caminho com Jesus

 

7. O aparecimento de Elias, juntamente com Moisés (cf. Mc 9, 4), é como uma espécie de adesão do Antigo Testamento a Jesus. Ele é o esperado e anunciado. Ele é o Messias anunciado pela Lei (figurada em Moisés) e pelos Profetas (representados por Elias). Ele é o novo Moisés, aquele que vai guiar o povo para a verdadeira libertação, já não pelas águas do Mar Vermelho, mas pelas águas do Baptismo. E Ele é o definitivo profeta, que transfigura o nosso ser e nos encaminha para a Verdade e para a Vida (cf. Jo 14, 6).

Desta acção libertadora e profética de Jesus irá nascer um novo homem e um novo povo. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai fazer uma nova Aliança. É com este homem e com este povo que, em Jesus, Deus vai percorrer os caminhos da nossa história.

 

  1. A reacção de Pedro é compreensível. Ele nota que é bom estar ali, com Jesus transfigurado (cf. Mt 17, 4). Por isso, quer fazer três tendas (cf. Mt 17, 4). Pedro queria ficar já com Jesus glorioso. Só que, antes, é necessário acompanhar Jesus crucificado. Nunca esqueçamos que, como diz o Hino, «não há ressurreição sem haver morte».

Antes de armar a tenda junto de Jesus glorioso, é preciso levar Jesus junto de tantos que não têm tendas: nem tendas para viver, nem tendas para comer, nem tendas para dormir, nem tendas para trabalhar. Este ainda não é o tempo de descansar com Jesus. Este é o tempo para, incansavelmente, anunciar Jesus. O caminho de Jesus há-de ser o nosso caminho com Jesus e para Jesus.

 

E. A nuvem não deixa ver, mas não impede de escutar

 

9. Não é por acaso que a voz de Deus se faz ouvir através de uma nuvem (cf. Mt 17, 5). A nuvem é o que não deixa ver ou não deixa ver bem. A nuvem é, por isso, o que nos faz sentir que não sabemos tudo e que nem sequer sabemos o bastante.

Mas se a nuvem nos impede de ver, não nos impede de escutar. É da nuvem que o Pai fala. É na nuvem que devemos escutar o Pai que fala. Enfim, não devemos andar nas nuvens, mas devemos escutar o se diz na nuvem.

 

  1. Seria bom que, concretamente neste tempo de férias, prestássemos mais atenção ao que ainda não sabemos sobre Deus. O nosso problema é pensar que já sabemos muito sobre Deus. Fazia-nos bem reconhecer que, como reparou o teólogo Karl Barth, «tudo aquilo que diga sobre Deus é um homem quem o diz». Isto significa que só sabe alguma coisa sobre Deus quem se dispõe a aprender, a escutar. Só quem está com Deus aprenderá a conhecer Deus.

Para nos ensinar, Deus oferece-nos o melhor mestre: o Seu próprio Filho. Se Deus dá o melhor por nós, como é que nós não havemos de dar o melhor a Deus?

publicado por Theosfera às 05:27

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Uma vez que a Transfiguração é uma festa do Senhor, o Domingo cede-lhe a celebração. Por tal motivo, a Liturgia das Horas e a Santa Missa são da Transfiguração e não do 18º Domingo do Tempo Comum. 

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 05 de Agosto de 2017

Hoje, 05 de Agosto, é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 04 de Agosto de 2017

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 03 de Agosto de 2017

Hoje, 03 de Agosto, é dia de Sta. Lídia (padroeira dos tintureiros), S. Nicodemos, S. Gamaliel e S. Pedro de Anâgni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 01:07

Quarta-feira, 02 de Agosto de 2017

222 milhões de euros por Neymar?

É obsceno porque é pouco.

Nem todo o dinheiro do mundo chega para comprar uma pessoa.

Nenhuma pessoa é comprável, nenhuma pessoa é vendível.

Uma pessoa não é uma mercadoria, pelo que não tem preço. U

ma pessoa tem dignidade. Há que respeitá-la. Sempre!

publicado por Theosfera às 20:51

Hoje, 02 de Agosto, é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas, S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 01 de Agosto de 2017
  1. A maioria da população continua a declarar-se cristã.

Só que a condição cristã não é determinada pelo modo como as pessoas se declaram, mas pelo modo como as pessoas vivem.

 

  1. Com base no ensinamento de Cristo (cf. Mt 7, 21), fica claro que ser cristão não é uma questão de dizer, mas de viver.

O critério não somos nós. O critério é Cristo e a Igreja de Cristo.

 

  1. É cristão quem quer e qualquer. Mas não do modo como cada um quer.

Cristão é quem se identifica com Cristo e se compromete com a Igreja de Cristo.

 

  1. Acontece que há pessoas cujo critério são elas próprias e não Cristo. Nem a Igreja de Cristo.

Basta olhar para o que se passa com os sacramentos.

 

  1. Enquanto celebração da fé, os sacramentos pressupõem um conhecimento e uma vivência da mesma fé.

É por isso que a Igreja propõe uma formação permanente e requer uma «vida consentânea com a fé».

 

  1. Como celebrar o que não se conhece e o que não se vive?

Esquece-se que todo o sacramento é um dom, não um direito. Deve, pois, ser acolhido não como cada um entende, mas como Cristo (presente na Sua Igreja) quer.

 

  1. Há quem, vivendo afastado da Igreja ou não levando uma «vida consentânea com a fé», pretenda ser padrinho de Baptismo.

Como é que pode ser testemunha da fé quem não dá testemunho da fé? E que condições tem para integrar na Igreja quem não está integrado na Igreja?

 

  1. Quanto à Eucaristia, nota-se que as pessoas comungam mais, embora se confessem (muito) menos.

Não temos presente que o mesmo Cristo, que nos convida a comer o Seu corpo (cf. 1Cor 11, 24), também nos exorta à conversão (cf. Mc 1, 15).

 

  1. Como podemos receber o Corpo de Cristo se não procuramos converter-nos a Cristo?

É sabido que nunca O receberemos dignamente (cf. Mt 8, 8). Mas não deveremos fazer tudo para O receber o menos indignamente possível (cf. 1Cor 11, 27)?

 

  1. No fundo, há cada vez mais cristãos em «autogestão». Entre eles, estão os cristãos «pós-católicos».

Não contestam a Igreja. Apenas vivem à margem dela ou, então, concebem-na à sua imagem: sem autoridade, sem normas e, quase, sem transcendência. Como ajudar a mudar os que julgam não precisar de mudança?

 

 

publicado por Theosfera às 10:23

O mais óbvio é, muitas vezes, o que mais desleixamos.

Vivemos, mas será que saberemos viver?

Como lidamos com cada fase da vida?

Será que saberemos envelhecer? Será que saberemos lidar com o nosso envelhecimento e com o envelhecimento dos outros?

Hermann Melville dizia que «saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria e um dos capítulos mais difíceis da arte de viver».

Só quem sabe envelhecer é que sabe viver!

publicado por Theosfera às 09:35

Hoje, 01 de Agosto, é dia de Sto. Afonso Maria de Ligório e S. Félix de Gerona.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 31 de Julho de 2017

Ter objectivos é essencial.

Podem não ser alcançados, mas motivam, estimulam, acicatam.

Primo Levi achava mesmo que «os objectivos na vida são a melhor defesa contra a morte».

E podem também funcionar como a melhor preparação para a morte.

Quando a morte chegar, veremos que os objectivos nos ajudaram a que a vida não fosse oca, vazia!

publicado por Theosfera às 10:17

Hoje, 31 de Julho, é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 30 de Julho de 2017

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 10:44

A. Não basta sermos «cristãos de lábios»

  1. Afinal, o que é prioritário para nós? Os nossos lábios dizem que Deus está acima de todas as coisas. Mas, por vezes, na nossa vida colocamos muitas coisas acima de Deus. Também aqui, é frequente a nossa vida desdizer o que o que nossos lábios dizem. Aliás, o próprio Deus, pela boca de Isaías, Se queixava: «Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim» (Is 29, 13; cf Mt 15, 8).

Não basta sermos «cristãos de lábios». Os lábios devem falar do que se vive e não do que parece que vivemos. Por conseguinte, temos de ser, antes de mais e acima de tudo, «cristãos de vida», cristãos para toda a vida.

 

  1. Já o Bem-Aventurado John Henry Newman notava que muitos de nós aparentam ser «envelopes sem alma». Ou seja, apostamos muito no aparato — e na aparência —, mas investimos pouco (ou quase nada) na substância, na profundidade, na alma. Ainda patenteamos uma grande dificuldade em passar de nós para Cristo. Ainda há muito «eu» a condicionar-nos e a tolher-nos.

Para Santo Agostinho, como para tantos outros, era imperativo dizer o que o diz a Igreja: «Falo com a voz da Igreja» («Voce Ecclesiae loquor»). Não falamos — nem devemos viver — em nome próprio. Falamos — e devemos viver — para Deus e para os filhos de Deus.

 

B. Que estamos dispostos a deixar pelo Reino dos Céus?

 

3. É por isso que o Reino dos Céus é comparado a um tesouro (cf. Mt 13, 44). Este tesouro, como assinala o Evangelho, permanece frequentemente escondido. É preciso, pois, destapá-lo, trazê-lo para fora, para que todos o vejam, acolham e vivam. É curioso que, na parábola que escutámos, o homem que encontra o tesouro escondido começa por voltar a escondê-lo. Ele queria ficar com o tesouro. Por tal motivo, comprou todo o campo onde estava o tesouro (cf. Mt 13, 44).

O tesouro era tão importante que valeu a pena o investimento e o sacrifício. O mesmo acontece com a pérola. Aquele que encontra uma pérola de grande valor vende tudo o que possui para a poder comprar (cf. Mt 13, 45-46). Ficar com aquela pérola justifica que se venda tudo o resto. O Reino dos Céus — a melhor pérola — justifica que deixemos tudo.

 

  1. Discernir o que é prioritário é sinal de sabedoria. É o que o sábio Salomão mais pede a Deus. Salomão é o paradigma do verdadeiro sábio, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir — nem guiar — por valores efémeros. Tudo ocorre no âmbito de um diálogo entre Deus e Salomão. Este jovem rei é sábio, desde logo, no reconhecimento dos seus limites. E mostra-se — ainda mais — sábio no reconhecimento de Deus como fonte de sabedoria.

Salomão considera-se imaturo, impreparado, Não se deslumbra por ser muito novo (cf. 1Rs 3, 7). Ser novo é, antes de mais, uma oportunidade para aprender. O problema é que, muitas vezes, há quem julgue que ser novo é um pretexto para mandar, para impor. É preciso perceber que, como refere o Eclesiastes, tudo tem seu tempo e sua hora (cf. Ecl 3, 1). Há muito que aprender na vida. E é com Deus que mais temos a aprender.

 

C. Faz falta distinguir o bem do mal e o mal do bem

 

5. É sintomático notar que Salomão não pede a Deus «longos anos, nem riquezas, nem a vida dos seus inimigos» (1Rs 3, 11). Isto é, Salomão não se mostra utilitarista. Não pensa em si: nem nas suas conveniências nem nos seus interesses. Salomão pede a Deus a chave de uma sabedoria não cognitiva nem intelectual, mas profundamente existencial. Salomão pede a Deus o mais necessário e também o mais raro. Pede-Lhe «um coração compreensivo, para distinguir o bem do mal» (1Rs 3, 9).

Eis o que urge, eis o que falta. Falta, hoje em dia, distinguir o bem do mal. Há quem troque o mal pelo bem e o bem pelo mal. Há quem chame mal ao bem e bem ao mal. E o pior é que são muitos os que se guiam pelo mal a que chamam bem e esquecem o bem que desprezam como sendo mal.

 

  1. Deus promete a Salomão um «coração prudente e esclarecido» (1Rs 3, 12). E, além de satisfazer o que Salomão pediu, também lhe concede o que ele não pedira. Nos versículos logo a seguir ao texto proclamado na Primeira Leitura, Deus acrescenta mais três dons a Salomão: a riqueza, a glória e uma vida longa (cf. 1 Rs 3,13-14).

Isto significa que Salomão não tem poder próprio. Ele age como uma espécie de intermediário entre Deus e o Seu Povo. É através do rei que Deus governa, que Deus intervém na vida do Povo. Daí que Salomão não conceba a sua missão como um privilégio pessoal para usar em benefício próprio, mas como um ministério que lhe foi confiado por Deus. É a vontade de Deus que importa conhecer. É a vontade de Deus que nos incumbe realizar. Deste modo, Salomão aparece também como o modelo do homem que sabe escolher as coisas importantes e que não se deixa condicionar pelas coisas efémeras.

 

D. O tempo da grande selecção

 

7. Enquanto oportunidade para o discernimento, o tempo da nossa vida é o tempo da grande selecção. Jesus também compara o Reino dos Céus a uma «grande rede» que apanha «toda a espécie de peixes» (cf. Mt 13, 47). De facto, o Reino não é algo como um «condomínio fechado», com lugar cativo para as elites. O Reino é aberto e, por conseguinte, quem a ele se abre está exposto. O cristão é abraçado pelo bem, mas não deixa de estar exposto ao mal.

É neste sentido que, como já dizia Henri de Lubac, «a Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens. É precisamente o oposto. Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres são os que lhe dão o seu tom».

 

  1. É bom não esquecer que o primeiro cristão a entrar no paraíso foi um ladrão (cf. Lc 23, 43). Como lembra Timothy Radcliffe, o Salvador não deixou ninguém de lado, muito menos «aqueles cujas vidas são um caos». É por isso que a Igreja é uma casa sem portas porque, se as tivesse, teriam de estar sempre abertas. Todos são bem-vindos à Igreja. Ela inclui até os que o mundo exclui.

A Igreja é, pois, para todos. Mas não é para tudo. Na Igreja, Deus dá oportunidade a todos. Ele não quer afastar ninguém. A selecção está sempre a fazer-se. No final, será feita a grande escolha: será recolhido o que é bom e será repelido o que não presta (cf. Mt 13, 48).

 

E. Aproveitemos o novo e não desaproveitemos o antigo

 

9. Em tudo, Deus está sempre a vir ao nosso encontro. Em tudo, Deus concorre para o nosso bem, como São Paulo nos alerta: «Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rom 8, 28). Assim sendo, o Apóstolo fala daqueles que Deus de antemão conheceu, predestinou, chamou, justificou e e glorificou (cf. Rom 8, 29-30).

No entanto, estes versículos não devem ser lidos em chave minimalista como se a salvação fosse oferecida apenas a um grupo de predestinados. O projecto de Deus está aberto a todos. O problema é que nem todos o acolhem. Em qualquer caso, trata-se de um dom de Deus, disponível desde toda a eternidade.

 

  1. Valorizemos, então, tudo quanto Deus põe à nossa disposição: «as coisas novas» e também «as coisas velhas» (cf. Mt 13, 52). O bem não está só no antigo nem se encontra apenas no novo. O bem está a vir ao nosso encontro desde o princípio. E não deixará de vir, até ao fim. Aproveitemos, então o novo, mas não desaproveitemos o antigo.

 

Como notou Xavier Zubiri, «viver é optar». Deus não pára de chamar. Não paremos nós de Lhe responder. Que a divina proposta mereça sempre a nossa melhor resposta. Deus connosco quer contar para este mundo transformar!

publicado por Theosfera às 05:44

Hoje, 30 de Julho (17º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 29 de Julho de 2017

Hoje, 29 de Julho, é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Sexta-feira, 28 de Julho de 2017

Transportamos um persistente problema de escuta.

Tanto se fala e tão pouco se ouve.

Afinal, quem ouve as pessoas, quem ouve o mundo, quem ouve Deus?

Victor Hugo denunciava: «É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve».

Não ouve a natureza e não ouve Deus que (também) fala pela natureza.

Aliás, Deus está sempre a falar. Quando estaremos dispostos a escutar?

publicado por Theosfera às 10:01

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 27 de Julho de 2017

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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É bem verdade.
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