O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

Hoje, 25 de Agosto, é dia de S. Luís, Rei de França, S. José de Calazans e S. Miguel de Carvalho.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:33

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2016

Eis que a vida está sempre a mostrar como somos limitados e pequenos.

E muitos de nós continuam a pavonear-se como se fossem ilimitados, ilimitadamente grandes.

Esquecem que a verdadeira grandeza está em dar as mãos e não em pisar os pés.

Quando damos as mãos, todos crescemos. Quando pisamos, acabamos por cair.

E lá se vão as pretensões de grandeza!

publicado por Theosfera às 15:10

Vale de lágrimas é este mundo. Um oceano de pranto é esta vida.

Vivemos cercados pelo mal e permanentemente assediados pela maldade.

Que somos nós apenas em nós? Só Deus nos devolve ao que há de melhor em nós!

publicado por Theosfera às 11:50

Hoje, 24 de Agosto, é dia de S. Bartolomeu e Mártires da Massa Cândida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:21

Terça-feira, 23 de Agosto de 2016

Hoje, 23 de Agosto, é dia de Sta. Rosa de Lima, S. Filipe Benício e S. Bernardo de Offida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2016

Para Glauber Rocha, «a arte não é só talento, mas sobretudo coragem».

A coragem é capaz até de despertar o talento.

Precisamos, cada vez mais, de coragem para despertar o talento de fazer da arte uma vida e para fazer da vida uma arte!

publicado por Theosfera às 11:46

Hoje, 22 de Agosto, é dia da Virgem Santa Maria Rainha e S. Sinforiano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 21 de Agosto de 2016

 

Abre, Senhor, os nossos olhos.

Abre, Senhor, o nosso coração.

 

Abre, Senhor, a nossa vida.

Abre-nos, Senhor, à vida,

ao amor, ao perdão e à paz.

 

Abre-nos, Senhor, à partilha.

Abre-nos ao dom e à dádiva.

 

Que sejas sempre Tu em nós.

Que sejas verdadeiramente o nosso Senhor.

 

Habita, Senhor, no nosso mundo,

na nossa vida, no nosso coração.

 

Queremos recomeçar com alento.

Dá-nos, Senhor, a coragem e a confiança.

 

Que nós nunca desfaleçamos.

Tu, Senhor, estás sempre em nós.

 

Que nós queiramos estar em Ti,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:59

A. Porta estreita, mas não fechada

  1. O Evangelho diz que a porta é estreita (cf. Lc 13, 24), mas não diz que esteja fechada. Pelo contrário, a Bíblia garante que a porta da fé está sempre aberta (cf. Act 14, 27). E não está aberta só para alguns; a porta da fé está aberta para todos. Jesus é o caminho que nos conduz até essa porta e é a chave que nos permite abrir essa porta. É por isso que não podemos fechar o que Jesus abriu.

Jesus fundou uma Igreja, não fundou um clube ou um partido. A Sua casa não é só para alguns; é para todos. Todos têm lugar na Igreja. As suas dimensões são as dimensões do universo. A Igreja não é para tudo, mas é para todos: é para todos os que queiram entrar. Isto implica, desde logo, que os cristãos não podem fechar o que Jesus abriu nem afastar os que Jesus chamou.

 

  1. Como especialista em surpresas, Deus, pelos lábios de Jesus, assegura que a porta se abrirá para muitos que nos afastamos e se fechará para muitos que nós talvez excelsemos. O grande critério de selecção é, como já ouvimos noutras passagens, a justiça ou a falta dela. Poderão estes alegar que comeram e beberam na presença do Dono da Casa. Mas a resposta não deixará de soar: «Afastai-vos de Mim, vós todos que praticais a injustiça» (Lc 13, 27).

Torna-se, aqui, bem claro que o culto é fundamental, mas o próprio culto reclama a vivência da justiça. Quem não reconhece Deus na pessoa dos outros não pode dizer que O conhece verdadeiramente. O conhecimento de Deus não se vê pela mente nem pelos lábios. O autêntico conhecimento de Deus vê-se — e testa-se sempre — pela vida, pela vivência.

 

B. Mais além do número

 

3. Ninguém tem as portas fechadas à partida; nós é que podemos fechar as portas à chegada. Deus só abre; nós é que podemos fechar. Ainda bem que os critérios divinos são muito diferentes dos critérios humanos: «Haverá últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos» (Lc 13, 30).

Para Deus, os preteridos são os preferidos. Deus não olha para a condição, para o estatuto nem para a carteira. Ele olha para todos, ainda que muitos estejam no último lugar. A vontade de Deus é «reunir todos os povos» (Is 66, 18). Para Deus, não há exclusões baseadas na raça ou na posição social. Os próprios pagãos são chamados a testemunhar a Boa Nova de Deus e são convidados para o serviço de Deus, sem qualquer discriminação.

 

  1. No Evangelho, Jesus dá a entender que o banquete do Reino é para todos. Ressalva, no entanto, que não há entradas garantidas nem lugares marcados. O Reino de Deus é para todos, mas não é para tudo. Ninguém é excluído e todos são convidados, mas isso não quer dizer que todos consigam entrar. É preciso fazer uma opção pela «porta estreita» e seguir Jesus.

Havia quem estivesse preocupado com o número. Alguém pergunta a Jesus: «Senhor, são poucos os que se salvam?» (Lc 13, 23). Haja em vista que, para os fariseus da época de Jesus, a salvação era reservada ao Povo eleito. Acresce que, em certos círculos apocalípticos, achava-se que muito poucos estavam destinados à felicidade eterna. Ou seja, nem todos os membros do Povo se salvariam.

 

C. É preciso cortar com certas adiposidades

 

5. À questão do número, Jesus não responde com o número. A questão não é saber se são muitos ou se são poucos. Jesus até veio ao mundo para que todos se possam salvar. Por isso, fala de Deus como um Pai cheio de misericórdia, cuja bondade acolhe a todos, especialmente os pobres e os débeis.

É neste sentido que, em vez de falar do número, Jesus fala das condições para pertencer ao Reino. Isto significa, desde logo, que, não sendo um caminho intransitável, a salvação também não é um caminho fácil. Para Jesus, não é a facilidade que leva à felicidade. Um Cristianismo fácil não é solução para uma vida difícil.

 

  1. De acordo com Jesus, entrar no Reino é, antes de mais, esforçar-se por «entrar pela porta estreita» (Lc 13, 24). Esta imagem da «porta estreita» evoca a necessidade de renunciar a tantas adiposidades que aparecem. Também estas adiposidades dificultam o caminho para Deus.

Que adiposidades são essas? A título de exemplo, poderíamos citar o egoísmo, o orgulho, a riqueza, a ambição, o desejo de poder e de domínio. Trata-se de tudo aquilo que impede o homem de optar pelo serviço, pela entrega, pelo amor, pela partilha, em suma, pelo dom da vida.

 

D. Só se senta com Jesus quem caminha com Jesus

 

7. Para clarificar melhor o ensinamento acerca da entrada do Reino, Jesus recorre a uma parábola. Nela, o Reino é descrito como um banquete em que os eleitos estarão lado a lado com os patriarcas e os profetas (cf. Lc 13, 25-29). Quem se sentará, então, à mesa do Reino? Todos aqueles que acolheram o convite de Jesus à salvação, todos aqueles que aderiram ao Seu projecto e todos aqueles que aceitaram viver uma vida de doação, de amor e de serviço.

Fica bem claro que não haverá qualquer critério baseado na raça, na geografia, nos laços étnicos. A única coisa que verdadeiramente conta é a adesão a Jesus. E que acontecerá àqueles que não acolheram a proposta de Jesus? Esses ficarão fora do banquete, ainda que se considerem superiores. Só se senta com Jesus quem está disposto a caminhar com Jesus.

 

  1. Já a Primeira Leitura defende que todas as nações são chamadas a integrar o Povo de Deus. É nessa perspectiva que nos é dado contemplar uma visão de carácter escatológico. No mundo novo que vai chegar, todos são convocados por Deus para integrar o seu Povo.

O esquema apresenta várias etapas: no princípio, Deus virá para dar início ao processo de reunião das nações (cf. Is 66, 18). Depois, dará um sinal e enviará missionários (curiosamente, escolhidos de entre os povos estrangeiros), a fim de anunciarem a glória do Senhor (cf. Is 66, 19). Em seguida, as nações responderão ao sinal do Senhor e dirigir-se-ão ao monte santo de Jerusalém, trazendo como oferenda ao Senhor os israelitas dispersos no meio das nações (cf. Is 66, 20). Finalmente, o Senhor escolherá de entre os que chegam sacerdotes e levitas para O servirem (cf. Is 66, 21).

 

E. Todos são convidados; todos quererão entrar?

 

9. Estamos num contexto político em que não era fácil ter uma visão compreensiva sobre as outras nações. Dizer que todos os povos são convocados por Deus e que Deus a todos oferece a salvação é algo que não soa bem aos ouvidos dos judeus da época. Ainda mais escandaloso, porém, é dizer que Deus escolherá, de entre os estrangeiros, missionários para falar às nações.

Supremamente inconcebível é dizer que Deus vai escolher, de entre os pagãos, sacerdotes e levitas que entrem no espaço sagrado e reservado do Templo para o serviço do Senhor. Mas Deus é assim. Os Seus horizontes são vastos e as Suas vistas são largas. É por isso que, como cantávamos no Salmo Responsorial, Ele nos manda por todo o mundo, a toda a parte, junto de toda a gente.

 

  1. É certo que a porta da salvação é estreita, mas é igualmente verdade que não está fechada. A porta da salvação está sempre aberta (cf. Act 14, 27). Esta é uma porta que nunca se fecha.

Atenção. Esta é uma porta em que não se entra aos empurrões nem aos encontrões. Não somos nós que definimos o modo como se entra; é Jesus. Aliás, esta porta é Jesus (cf. Jo 10, 9). Não existe auto-salvação. A porta é também o porteiro. Só Jesus salva. Mas Ele quer que todos nos salvemos. Por isso Ele vem. Por isso Ele nunca deixa de vir. A porta está aberta. Também hoje. Também para nós.

publicado por Theosfera às 06:51

Hoje, 21 de Agosto (21º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Pio X, S. Sidónio Apolinar, Sta. Umbelina e Sta. Vitória Rasoamanarive.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 20 de Agosto de 2016

Hoje, 20 de Agosto, é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

Perder custa. Perder muito custa muito. Perder tudo custa infinitamente.

Nesse caso, até a esperança é dada por pedida.

Frederico García Lorca notou que «o mais terrível dos sentimentos é o sentimento de ter a esperança perdida».

É sinal de que já nem sequer se tenta continuar.

Não percamos, porém, a esperança. Pode ser que ela não nos tenha perdido, a nós!

publicado por Theosfera às 09:18

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

Tanto desleixo no vestir e no falar pode soar a desprendimento.

Mas não estou totalmente seguro. Há quem, despojado de todas as convenções, mostre um obsessivo apego: o apego a si.

O egoísmo tem muitos caminhos e múltiplos tentáculos.

publicado por Theosfera às 09:35

E, de repente, eis-me a rememorar uma frase do comandante Spock: «Encontraremos esperança no impossível».

Já que o possível nos esgana, esperemos que o impossível não nos engane.

O melhor estará para vir?

publicado por Theosfera às 08:08

Hoje, 18 de Agosto, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:46

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Beatriz da Silva, Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Jacinto, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 16 de Agosto de 2016

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:05

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

Nossa Senhora, nossa Mãe,

que neste dia sobes ao Céu,

fica connosco, que ainda peregrinamos na Terra.

 

Tantas vezes perdidos,

precisamos de uma luz

e Tu és o farol que nos mostra a luz da luz.

 

Nossa Senhora dos Remédios,

Nossa Senhora da Assunção,

scompanha-nos na subida

pelos difíceis caminhos da vida.

 

Estar conTigo é estar na paz,

no amor e na alegria.

 

Estar em Ti é encontrar a melhor companhia

e o mais belo seguro na vida.

 

Mãe, querida Mãe,

hoje é o Teu dia,

o dia da Tua vitória,

o dia do Teu triunfo.

 

Onde nós estamos, Tu continuas a estar.

Onde estás, nós um dia estaremos

para sempre: conTigo e com Teu Filho:

JESUS!

 

publicado por Theosfera às 11:06

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 14 de Agosto de 2016

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.



Tu és o médico e o medicamento,

a cura e o curador,

o salvador e a salvação,

Tu trazes a melhor terapia,

a terapia da misericórdia e da esperança.



Os mais simples entendem-Te,

os mais humildes procuram-Te,

os mais pobres sentem conforto a Teus pés.





É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.



Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.



Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:00

A. Um «incêndio» que ninguém consegue apagar

  1. Nesta época de calor, o Evangelho apresenta-nos Jesus como um «incendiário». Eis o que Ele nos diz: «Eu vim lançar fogo sobre a Terra e só quero que ele se tenha ateado» (Lc 12, 49). Jesus, de facto, é um «incendiário». Ele quer «incendiar» o mundo com chamas avassaladoras, com chamas que devastem o nosso instalamento, o nosso comodismo, a nossa indiferença.

Ao contrário do que acontece com os outros incêndios, este «incêndio» desencadeado por Jesus não pode ser apagado. O «incêndio» desencadeado por Jesus não é para apagar, mas para atear. Este «incêndio» tem o nome de Evangelho. Evangelizar é, pois, «incendiar». Cada evangelizador tem de ser um «incendiário»: um «incendiário» do amor, da verdade, da justiça e da paz.

 

  1. Como sabemos, para a Filosofia Grega da Antiguidade, o fogo, juntamente com a água, ar e a terra, é um dos elementos primordiais da natureza. Mas a que fogo alude o Evangelho? O fogo possui um significado simbólico complexo. No Antigo Testamento começa por ser um elemento teofânico (cf. Ex 3,2; 19,18; Dt 4,12; 5,4.22.23; 2 Re 2,11), aplicado para evocar a santidade divina.

A manifestação do divino provoca no homem atracção e, ao mesmo tempo, temor. Explorando a relação entre o fogo e o temor que Deus inspira, a sabedoria bíblica apresenta o fogo como símbolo da intransigência de Deus em relação ao pecado.

 

Um «fogo» que destrói e reconstrói

 

3. Os profetas usam a imagem do fogo para anunciar e descrever a ira de Deus (cf. Am 1,4; 2,5). O fogo aparece, assim, como imagem privilegiada para pintar o quadro do castigo das nações pecadoras (cf. Is 30,27.30.33) e do próprio Israel. Note-se, porém, que, ao mesmo tempo que castiga, o fogo também purifica (cf. Is 9,17-18; Jer 15,14; 17,4.27). Isto significa que o fogo é um elemento de transformação e purificação (cf. Is 6,6; Ben Sira 2,5; Dan 3).

Na literatura apocalíptica, o fogo é a imagem do juízo definitivo (Is 66,15-16). O chamado «Dia de Jahwé» é comparado ao fogo do fundidor (cf. Mal 3,2). Será um dia, ardente como uma fornalha, em que os arrogantes e os maus arderão como palha (cf. Mal 3,19) e em que a terra inteira será devorada pelo fogo do zelo de Deus (cf. Sof 1,18; 3,8). Deste fogo devorador, que é também um fogo purificador e transformador, nascerá o mundo novo, sem pecado, de justiça e de paz sem fim.

 

  1. Custa, obviamente, passar pelo fogo, mas o fogo acaba por ser purificante: destrói e reconstrói, desfaz e refaz. É neste contexto que deve ser enquadrado a alusão ao fogo no Evangelho. Com efeito, Jesus veio revelar aos homens a santidade de Deus. Neste sentido, a Sua proposta tem um lado «destruidor». Jesus está aqui para destruir o egoísmo, a injustiça e a opressão que conspurcam o mundo.

É das cinzas desse mundo velho que há-de surgir o mundo novo de amor, de partilha, de fraternidade, de justiça. Como é que isso vai acontecer? Através da Palavra e da Missão de Jesus. Acontece que Lucas também está a pensar no Espírito enviado por Jesus aos discípulos. Sintomaticamente, o Livro dos Actos dos Apóstolos — igualmente da autoria de Lucas — representa o Espírito Santo através da imagem das línguas de fogo (cf. Act 2, 3).

 

C. Se Jesus é a paz, porque é que não traz paz?

 

5. Segue-se a referência ao baptismo que Jesus vai receber e que, n’Ele, gera uma ansiedade até que se realize (cf. Lc 12, 50). Aqui, o baptismo é a morte de Jesus enquanto consumação da Sua entrega ao Pai por nosso amor. Para que o fogo transformador e purificador se manifeste, é necessário que Jesus faça da Sua vida um dom de amor, até à Cruz. Só então nascerá o mundo novo.

Daí que quem quiser seguir Jesus tenha de receber precisamente o mesmo baptismo. Ser baptizado é mergulhar em toda a trajectória de Jesus, imitando a Sua doação, a Sua dádiva e a Sua entrega até ao fim. Aliás, Jesus pergunta a João e a Tiago se estão dispostos a beber do cálice que Ele vai beber e a receber o baptismo que Ele vai receber (cf. Mc 10, 38).

 

  1. Na intervenção seguinte (cf. Lc 12, 51-53), Jesus deixa-nos sem palavras, à beira da perplexidade. De facto, Ele assume que não veio trazer a paz, mas a divisão. Como entender esta linguagem se o Antigo Testamento fala do Messias como aquele que é a paz (cf. Mq 5, 5)? São Paulo proclama que Jesus é a nossa paz (cf. Ef 2, 14) e Ele mesmo, na Última Ceia, afirma que nos veio oferecer a paz (cf. Jo 14, 27).

O próprio Lucas deixa transparecer que a paz é um dom messiânico (cf. Lc 2,14.29; 7,50; 8,48; 10,5-6; 11,21; 19,38.42; 24,36) e que a função do Messias é guiar os passos dos homens «pelo caminho da paz» (Lc 1,79). Que sentido fará, agora, dizer que Jesus não veio trazer a paz, mas a divisão?

 

D. Nem Jesus é consensual

 

7. É preciso ter presente que este «dito» não é um desejo, mas uma constatação e uma previsão. Jesus efectivamente quer a paz e vem trazer a paz, mas Ele sabe que há muitos que reagem à paz com a divisão, o conflito e a guerra. Jesus quer a unidade, mas nunca foi consensual. O escopo da Sua vida foi servir, não agradar. Ele nunca quis a popularidade, mas a verdade. Importante, para Jesus, não é ser aplaudido, mas seguido. Sucede que não falta quem, em vez de O seguir, O hostilize e pretenda eliminar.

A mensagem de Jesus não é inodora nem açucarada. A mensagem de Jesus é interpeladora e desafiadora. Porque Ele é diferente, não deixa ninguém indiferente. Há quem O acolha, mas também não falta quem O rejeite. Como consequência, haverá divisão e desavença, às vezes mesmo dentro da própria família, a propósito das opções que cada um faz face a Jesus.

 

  1. Este quadro devia levar-nos a reflectir muito e a inflectir bastante. É possível que nem tudo esteja bem quando tudo (aparentemente) corre bem. Curiosamente, é São Lucas que nos transmite este aviso de Jesus: «Ai de vós quando todos disserem bem de vós» (Lc 6, 26).

Definitivamente, Jesus opta mais pela incomodação do que pela acomodação. Jesus não se revê em quem se acomoda ao mundo. Revê-se mais em quem se incomoda com o mundo.

 

E. O «Livro do Desassossego» de Jesus

 

9. O Evangelho é paz, mas nem sempre é sossego. O Evangelho pode ser visto até como uma espécie de «Livro do Desassossego». Jesus pacifica, mas não sossega. Ele quer-nos permanentemente desassossegados.

A paz de Jesus, a paz que é Jesus, é uma vida com exigência e coerência. Não é uma vida diluente ou dissolvente, ao sabor dos ventos e das modas. Jesus aparece-nos, muitas vezes, do outro lado: do outro lado da margem e do outro lado das correntes dominantes. Como é óbvio, a divisão pode surgir. Não podemos, porém, ficar tolhidos nem paralisados. A recompensa que nos espera não é o aplauso do mundo, mas a aprovação de Deus.

 

  1. Se o objectivo do cristão fosse ser aplaudido, haveria ídolos, mas não haveria mártires. Ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Mártires são aqueles que o mundo condena. Jeremias é o protótipo do profeta que incomoda. Por isso, recebe ameaças de morte (cf. Jer 38, 4). Mas ele não desiste.

Assim devem ser os cristãos. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam. Uma nova luz se acende quando nenhum cristão se rende. Procuremos servir o mundo. Mas nunca nos deixemos iludir com os aplausos do mundo!

publicado por Theosfera às 06:47

Hoje, 14 de Agosto (20º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 13 de Agosto de 2016

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:45

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:41

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

 

 

  1. Dizem que, com a modernidade, o mundo trocou de centralidade. No lugar de Deus, foi colocado o homem.

Muitos deixaram de reconhecer Deus como o fundamento da existência. E passaram a apontar o homem como a medida de tudo.

 

  1. A pretensão do homem era que a sua vida deixasse de andar à volta de Deus para andar à volta de si próprio.

Mas será que, com Deus, não há autonomia? E será que, sem Deus, não acabará por haver submissão?

 

  1. A autonomia não é ausência de relação; é respeito pela identidade dentro da relação.

A centralidade de Deus não menoriza o homem. Pelo contrário, clarifica o sentido da vida do homem. Em Deus, o homem não perde autonomia; (re)encontra direcção.

 

  1. Será que uma «autonomia teónoma» (centrada em Deus) não é mais humanizadora que uma «autonomia egónoma» (meramente centrada no eu)?

Quando nos centramos em Deus, os outros surgem-nos como irmãos. Quando nos centramos em nós, os outros tendem a ser vistos como rivais.

 

  1. Acresce que, longe de Deus, o homem não se liberta; submete-se.

A sua estrutural incompletude expõe-o a todo o tipo de sujeições e tutelas.

 

  1. A revolução industrial começou por levar o homem a dominar a máquina.

A presente revolução tecnológica tem levado a máquina a dominar o homem.

 

  1. No fundo, o homem não trocou Deus por si mesmo; trocou Deus pela máquina.

A «maquinolatria» é a «religião» destes tempos pós-modernos. E os centros comerciais despontam como as novas «catedrais».

 

  1. Sem nos apercebermos, passamos a ser controlados por aquilo que criamos.

A máquina está a condicionar os nossos passos, a definir as nossas prioridades e a padronizar os nossos comportamentos.

 

  1. Hoje por hoje, sentimo-nos totalmente afectados pela «tecnodependência» e por uma espécie de «ciberpatologia».

E é assim que, imaginando-nos autónomos, comportamo-nos crescentemente como autómatos. Os nossos movimentos são cada vez menos decididos por nós e cada vez mais determinados pela máquina.

 

  1. A máquina aditivou-se completamente ao nosso ser. Já não passamos sem ela. É ela que nos comanda e (des)orienta. Desta vez, põe-nos a «caçar pokémons». E nós, sem saber porquê ou para que, nem hesitamos.

Afinal, o real já cansa. Mas será esta irrealidade que vai preencher as nossas ânsias e encher a nossa alma?

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra o lumbago e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:06

Terça-feira, 09 de Agosto de 2016

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Segunda-feira, 08 de Agosto de 2016

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 07 de Agosto de 2016

 A. Não ao improviso e excesso de programação

  1. A sociedade cada vez tolera menos o improviso. E, no entanto, nós passamos muito tempo a improvisar. Jesus, neste Domingo, propõe-nos o contrário do improviso. Jesus, neste Domingo, convida-nos à vigilância, à preparação, ao cuidado.

O verdadeiro discípulo não pode viver de braços cruzados, entre o desânimo e o comodismo, que são os dois grandes condimentos do improviso. Com efeito, quando a pessoa já não espera nada ou quando espera que lhe façam tudo, limita-se a surfar pela vida, sem preparar o que deve fazer em cada momento. É claro que há muitas surpresas, mas até para as surpresas temos de estar preparados e motivados.

 

  1. O nosso campo de missão é o lugar, cada lugar, e o momento, cada momento. Em cada lugar e em cada momento, há que estar atento e disponível para acolher o Senhor. A preparação não consiste tanto em distribuir tarefas ou conseguir ferramentas. A preparação consiste sobretudo nesta disponibilidade para acolher o Senhor que vem: em cada lugar, em cada momento, em cada pessoa.

A Primeira Leitura apresenta-nos as palavras de um sábio, para quem só a atenção aos valores de Deus gera vida e felicidade. Neste sentido, os cristãos devem constituir uma comunidade atenta e vigilante, para saber distinguir o que vale e o que não vale, o que tem valor eterno e o que (só) tem valor efémero.

 

B. Cuidado com o desperdício do tempo

 

3. Por sua vez, a Segunda Leitura apresenta Abraão e Sara como modelos de fé para todos os crentes de todas as épocas. A sua vida não foi uma vida programada. Foi, antes, uma vida que Deus desprogramou e reprogramou. A atenção e a vigilância de Abraão e de Sara foram determinantes. Atentos aos sinais de Deus, deixaram que Deus desprogramasse e reprogramasse a sua vida. Importantes, para eles, não foram os seus planos, mas o chamamento de Deus.

É curioso que, hoje em dia, ao lado do improviso, encontramos uma tendência para tudo programar e formatar. Parece que seguimos um guião, que executamos como autómatos. Fora desse guião, não funcionamos, só improvisamos. É preciso, pois, que estejamos atentos ao chamamento de Deus, aos Seus apelos.

 

  1. Nesta formidável catequese sobre a vigilância, Jesus propõe aos discípulos uma atitude de espera contínua, que fermente uma esperança constante. Verdadeiro discípulo é aquele que está sempre preparado para acolher os dons de Deus, para corresponder aos Seus apelos e para participar na construção do Reino.

Não esqueçamos que o maior desperdício é o desperdício do tempo e das oportunidades que vão passando por nós no tempo. Tantas são as vezes em que dizemos que Deus não fala. E, afinal, tantos são os momentos em que, na verdade, nós não escutamos nem acolhemos.

 

C. O nosso campo de missão: cada lugar, cada momento

 

5. O Evangelho deste Domingo começa com uma referência ao «verdadeiro tesouro» que os discípulos devem procurar e que não se encontra nos bens deste mundo (cf. Lc 12, 33-34). O verdadeiro tesouro é o Reino de Deus e os valores que dele dimanam. Como encontrar — e guardar —, entretanto, este precioso tesouro? A resposta chega-nos através de três quadros ou parábolas, que reforçam precisamente o convite à vigilância.

A primeira parábola (cf. Lc 12, 35-38) convida-nos a ter os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Aqui, parece haver uma alusão ao episódio narrado em Ex 12,11. Trata-se da noite da primeira Páscoa, celebrada de pé e «com os rins cingidos», antes da viagem para a liberdade. Somos, assim, convidados a estar preparados para acolher a libertação que Jesus vem trazer e que nos conduzirá da terra da escravidão para a terra da liberdade. O «noivo, que é Jesus, está sempre a propor à «noiva», que somos nós, a comunhão plena com Deus. Jesus é um «noivo fiel, fidelíssimo». Teremos nós vontade de ser fiéis?

 

  1. A segunda parábola (cf. Lc 12, 39-40) evoca a incerteza da hora em que o Senhor virá. A imagem do ladrão que chega a qualquer hora, sem ser esperado, parece uma imagem pouco adequada para falar de Deus. Trata-se, porém, de uma imagem sugestiva para mostrar que o discípulo fiel é aquele que está sempre preparado, a qualquer hora e em qualquer circunstância, para acolher o Senhor que vem.

No fundo, não é preciso anunciar porque, a cada instante, Deus está a vir. Nós é que nem sempre marcamos presença quando Deus vem. É bom ter presente que cada evento do homem é um permanente advento de Deus.

 

D. Maiores dons, maiores responsabilidades

 

7. A terceira parábola (cf. Lc 12, 41-48) parece dirigir-se sobretudo aos responsáveis da Igreja. Aliás, ela surge na sequência de uma pergunta de Pedro. É possível que esta parábola fosse vista como uma advertência aos responsáveis pela Igreja.

O que Jesus lhes quer dizer é que eles devem permanecer fiéis à sua missão, ao seu serviço. Se alguém deles descuida as suas responsabilidades no serviço aos irmãos e usa as funções que lhe foram confiadas de forma negligente ou em benefício próprio, sofrerá as consequências.

 

  1. Os dois últimos versículos falam-nos do tipo de castigo de acordo com o tipo de desobediência. Quem desobedece intencionalmente será mais castigado; quem desobedece sem intenção será menos castigado. Esta referência às «vergastadas» deve ser entendida no âmbito da linguagem dos pregadores da época e manifesta a repulsa de Deus por aqueles que negligenciam a missão que lhes foi confiada.

É provável que São Lucas esteja a pensar em alguns dirigentes cristãos que, por preguiça ou por maldade, perturbavam seriamente a vida das comunidades a que presidiam. Em qualquer caso, estas palavras acentuam a maior responsabilidade daqueles que, na Igreja, desempenham funções de direcção.

 

E. Confiança para lá de toda a segurança

 

9. «A quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá» (Lc 12, 48). Não há dúvida de que esta frase é dirigida aos responsáveis. Mas pode aplicar-se a todos os que receberam dons materiais ou espirituais. Tudo o que está em nós não é nosso. Tudo o que está em nós é dom, antes de ser posse. Tudo o que está em nós, antes de ser conquistado por nós, foi-nos confiado por Deus.

Se o que está em nós não é nosso, não pode estacionar em nós. Deus quer que tudo aquilo que nos confiou seja repartido para bem de todos. Não deixemos, por isso, que tudo funcione em função do cálculo. Abramo-nos à aventura da fé.

 

  1. A Carta aos Hebreus apresenta a fé como «garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem» (Heb 11,1). Deste modo, verificamos que a fé está intimamente conectada com a esperança; ela dirige-se não ao que está programado desde o passado, mas à surpresa do futuro e ao invisível.

A fé inspira confiança para lá de toda e qualquer (humana) segurança. A fé permite-nos ver além do visível, levando-nos para o limiar do invisível. Aquilo que o possível nos homens não consegue o impossível de Deus realiza. Não fiquemos pelas nossas possibilidades. Abramo-nos ao impossível de Deus. Para Ele, todo o impossível é possível. Só com Deus, o que consideramos impossível se tornará (felizmente) possível!

publicado por Theosfera às 13:15

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:01

Hoje, 07 de Agosto (19º Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

Sábado, 06 de Agosto de 2016

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 05 de Agosto de 2016

Hoje, 05 de Agosto, é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 04 de Agosto de 2016

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 03 de Agosto de 2016

Hoje, 03 de Agosto, é dia de Sta. Lídia (padroeira dos tintureiros), S. Nicodemos, S. Gamaliel e S. Pedro de Anâgni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:11

Terça-feira, 02 de Agosto de 2016
  1. O ateísmo tem várias formas e actua em muitos campos.

É mais subtil do que se pensa e mais tentador do que parece. Nem as religiões lhe escapam.

 

  1. Ateu, com efeito, não é só quem não conta com Deus na sua existência. Ateu é também — e sobretudo — quem rejeita Deus com a vida.

Está muito estudado o ateísmo conceptual. Devia ser mais analisado o ateísmo existencial.

 

  1. Para a difusão do ateísmo não concorre apenas o argumento. Concorre igualmente — e talvez ainda mais — o comportamento.

A incoerência de certos comportamentos religiosos é mais perigosa que é a possível consistência de muitos argumentos ateus.

 

  1. No âmbito existencial, podemos dizer que o ateísmo assume duas modalidades principais: o não-teísmo e o antiteísmo.

O não-teísmo caracteriza-se pela ausência de Deus. Já o antiteísmo destaca-se especialmente pela negação de Deus.

 

  1. Se estivermos atentos, notaremos que estas atitudes não ocorrem apenas fora das religiões.

Também no interior das religiões, há quem cultive uma vida sem Deus. E quem leve uma vida contrária a Deus.

 

  1. O resultado não é difícil de antecipar.

Uma vida sem Deus não atrai ninguém para Deus. E uma vida contrária a Deus acaba por afastar muita gente de Deus.

 

  1. Os maiores entraves à credibilidade das religiões são a mediania e a violência.

A mediania não cativa. E a violência afugenta.

 

  1. Sucede que, não cativando para Deus, a mediania pode ser suficiente para conservar muitos na religião.

E acontece que, afugentando de Deus, a violência pode arrastar bastantes para o universo religioso.

 

  1. Em vez de se nivelar as práticas religiosas pelo conceito de Deus, opta-se por aferir o conceito de Deus por certas práticas religiosas.

Deus, em Si mesmo, é transcendência, mas muitas atitudes religiosas não superam a vulgaridade. Deus é, acima de tudo, paz, mas muitos procedimentos religiosos pautam-se pela violência.

 

  1. É urgente perceber que, enquanto experiência de superação, a religião não pode ficar-se pelo mais elementar, pelo mais imediato. Se viver é ultrapassar-se (como notou Pascal), dir-se-ia que a vivência religiosa consiste em ultrapassar-se infinitamente.

A fé, segundo Paul Tillich, transporta-nos para o que é último. Pelo contrário, a violência mantém-nos onde costumamos estar. Só cortando com este presente, entraremos no limiar de um futuro diferente!

publicado por Theosfera às 11:22

Hoje, 02 de Agosto, é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas, S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 01 de Agosto de 2016

Há um «desporto» de que não muito se fala, mas em que muito se fala: a maledicência.

Este é um «desporto» com muitos praticantes e não poucos «laureados».

Dizer mal gera uma competição desenfreada. Há quem não olhe a meios (nem conheça limites) nesta espiral.

Era bom que, tal como acontece com os outros desportos, fizéssemos uma espécie de defeso neste estranho «desporto». E que, mais tonificados, optássemos pela benedicência.

Dizer bem é que faz bem. A todos!

publicado por Theosfera às 12:21

Hoje, 01 de Agosto, é dia de Sto. Afonso Maria de Ligório e S. Félix de Gerona.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:04

Domingo, 31 de Julho de 2016

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.



Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.



Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.



Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.



Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.



Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!



Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.



Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.



Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.



Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.



Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.



Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.



Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.



Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 11:08

A. Cuidado com a escravatura do dinheiro

  1. É certo e sabido que a humanidade tem um prolongado contencioso com o dinheiro e, mais vastamente, com os bens materiais. Precisamos deles, mas não raramente submetemo-nos a eles. E é assim que, em vez de serem nossos servos, tornam-se nossos senhores. O senhorio do dinheiro é uma das formas de escravatura mais torturante neste nosso mundo. Ele é, sem dúvida, o responsável pela riqueza de muitos, mas é também o culpado pela pobreza de muitos mais.

E o mais preocupante é que o dinheiro domina não apenas quem o possui, mas também o procura. Temos, por isso, de nos libertar deste jugo, criando uma relação equilibrada com o dinheiro, com base na justiça e na dignidade. O dinheiro é necessário para sobreviver, mas nunca consintamos que ele nos sufoque e asfixie.

 

  1. É neste sentido que a liturgia deste Domingo nos interpela acerca da atitude que assumimos face aos bens deste mundo. Fica bem claro que eles não podem ser os senhores da nossa vida. O ser humano está vocacionado para mais, para diferente, para melhor. São outros os bens que dão sentido à nossa existência e que nos garantem a vida em plenitude.

No Evangelho, através da «parábola do rico insensato», Jesus denuncia a insolvência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é visto como um «louco», que esquece aquilo que dá sentido à existência. Na Primeira Leitura, encontramos uma meditação sobre o absurdo de uma vida voltada para a mera acumulação de bens. Temos aqui uma espécie de patamar para nos lançarmos à descoberta de Deus e para n’Ele encontrarmos o autêntico sentido da nossa existência. Por sua vez, a Segunda Leitura convida-nos a não nos afeiçoarmos às coisas da terra. Mesmo em baixo, devemos olhar para o alto, orientando-nos para Deus.

 

B. Sozinho, não conseguimos nada

 

3. Diante de Deus, tudo é caduco, finito e periclitante. O Livro de Qohélet — também conhecido como Livro do Eclesiastes —, além de apontar caminhos, procura desmontar certezas e seguranças. Formula perguntas e não se preocupa, minimamente, em fornecer respostas no imediato.

Não espanta, por isso, que o tom geral do livro seja atravessado por um grande pessimismo. O autor parece vergado ao peso da realidade, negando qualquer possibilidade de encontrar um sentido para a vida. Segundo ele, o esforço humano é inútil. Haja o que houver, aconteça o que acontecer, nada vale a pena porque a morte está sempre à espreita. É, pois, um livro, marcado pelo fracasso da sabedoria tradicional. Nele se faz eco da angústia de uma humanidade ferida, que teima em não encontrar razões para viver.

 

  1. Olhando, concretamente, para o texto que hoje a liturgia nos apresenta, o «qohélet» não hesita em proclamar a inutilidade de qualquer esforço humano. Partindo da sua própria experiência, ele foi capaz de concluir friamente que os esforços desenvolvidos pelo homem não servem para nada.

O homem, só pelo seu esforço, pouco consegue e o pouco que consegue de nada vale. Que adianta trabalhar se, afinal, temos de deixar tudo aqui? É por isso que o «qohélet» resume a sua frustração e o seu desencanto nesse refrão que se repete, por 25 vezes, em todo o livro: «Tudo é vaidade».

 

C. Não é mais quem tem mais

 

5. A grande lição que este texto nos dá é a certificação da incapacidade de o homem, por si só, encontrar um rumo, um sentido para a vida. O pessimismo do «qohélet» ajuda-nos a reconhecer a nossa impotência, a impotência de uma vida voltada apenas para o material.

É assim que a reflexão deste livro nos leva a olhar para mais além. Para onde? O «qohélet» não o diz expressamente, mas nós, iluminados pela fé, sabemos onde está a resposta: em Deus. Só em Deus seremos capazes de (re)encontrar o sentido da vida e preencher a nossa existência.

 

  1. O Evangelho apresenta-nos Jesus a escusar-Se, delicada e decididamente, tomar partido em questões familiares. Daí que diga a quem o interpelou acusando o seu irmão: «Amigo, quem me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?» (Lc 12, 14). O que estava em causa era a luta pelos bens e o apego excessivo ao dinheiro, provavelmente por parte dos dois irmãos em causa.

A conclusão que Jesus extrai (cf. Lc 12, 15) explica porque é que Ele não aceita intrometer-se em tal discussão. O dinheiro, tendo a sua importância na vida, não é o mais importante para a vida. O desejo imoderado de dinheiro não é bom, é idolatria: não conduz à vida plena, não corresponde às aspirações mais profundas do homem, não contribui para a felicidade da pessoa. A lógica do Reino vai mais além dos bens materiais; pelo que quem quiser viver para o Reino deverá ter isto presente. Não é mais quem tem mais, mas quem vê mais e quem vai mais além.

 

D. Mais que amealhar, é importante acrescentar

 

7. O problema é que, apesar de passarmos o tempo a relativizar os bens materiais, acabamos por passar a vida envolvidos pelos bens materiais. Até parece que eles bastam. Para Jesus, os bens materiais não bastam. A parábola que Jesus apresenta (cf. Lc 12, 16-21) ilustra a atitude do homem dominado pelos bens perecíveis, esquecendo-se do essencial, isto é, daquilo que dá a vida em plenitude.

Jesus fala-nos de um homem previdente, responsável e trabalhador. Só que, de forma egoísta e obsessiva, vive apenas para os bens que, a seus olhos, lhe asseguram tranquilidade e bem-estar material. Este homem é a imagem de todos aqueles cuja vida só pretende amealhar e não acrescentar. Pensam que o dinheiro traz tudo, esquecendo que, só por si, não consegue nada.

 

  1. É preciso dizer que mais importante que o dinheiro é a família, mais importante que o dinheiro é o relacionamento humano e muito mais importante que o dinheiro é Deus. Não é a vida que deve andar em função do dinheiro, o dinheiro é que deve andar em função da vida.

A decisão de Deus, que terminantemente põe um ponto final nesta existência egoísta, mostra que uma vida deste género não tem sentido e que quem vive apenas para acumular mais e mais bens não agrada a Deus.

 

E. Não nos deixemos dominar pelo dinheiro

 

9. O que é que Jesus pretende, com esta história, não é demonizar o dinheiro. O que Jesus quer é que não nos deixemos dominar por ele. O que Jesus quer é que não vivamos em regime de escravatura, dominados pelo dinheiro e pelos bens materiais, como se eles fossem a coisa mais importante da nossa vida. A preocupação excessiva com os bens, a busca desenfreada de bens, só concorre para a desumanização, que centra o homem em si próprio e o impede de estar disponível para os valores mais importantes: os valores do Reino de Deus.

Quando o coração está cheio de avareza, quando a vida se torna um combate obsessivo pelo «ter», o homem torna-se insensível aos outros e indiferente a Deus; Nessa altura, o homem pensa que tudo começa e acaba com o dinheiro. Terrível desilusão, esta, que corrói a humanidade.

 

  1. Não espanta, por isso, que São Paulo nos convide a aspirar às «coisas do alto» e não às «coisas da terra». Pelo Baptismo, estamos unidos a Cristo ressuscitado. Desse modo, morremos para o pecado e renascemos para uma vida nova. Comportemo-nos, pois, como portadores desta vida nova, como construtores desta vida nova. Esta vida nova vai crescendo progressivamente, para se manifestar, em plenitude, quando Cristo voltar.

Não é o céu que é imagem da terra; a terra é que deve ser imagem do céu. Nós somos habitantes do céu que vão caminhando na terra. Que seja Cristo a viver em nós. Que a nossa vida seja sempre uma «cristovida». Que as portas do nosso coração nunca se fechem. Que o nosso coração esteja sempre aberto e que todo o nosso ser fique mais desperto. Tenhamos sempre presente isto: o mais importante na vida é Jesus Cristo!

publicado por Theosfera às 06:06

Hoje, 31 de Julho (18º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sto. Inácio de Loiola (fundador da Companhia de Jesus) e S. Germano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 30 de Julho de 2016

A bondade é uma questão de teimosia.

Fazer o bem é um acto de dissidência.

Ser bom é uma opção corajosa.

Não sigamos a correnteza do mal.

Há muito bem à espera de ser realizado.

Como é possível que nos neguemos à sua realização?

publicado por Theosfera às 08:01

Hoje, 30 de Julho, é dia de S. Pedro Crisólogo, Sta. Julita, S. Justino de Jacobis, S. Cláudio Correa e S. Frederico Rubio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sexta-feira, 29 de Julho de 2016

Hoje, 29 de Julho, é dia de Sta. Marta, S. Lázaro e Sto. Olavo.

Refira-se que Sta. Marta é invocada como padroeira dos estalajadeiros, hoteleiros, lavadeiras e cozinheiras.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 27 de Julho de 2016

Hoje, 27 de Julho, é dia de S. Pantaleão. Sta. Maria Madalena Martinengo e S. Tito Bradsma.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 26 de Julho de 2016

Os tempos são maus, dizem. Mas seremos nós bons nos tempos maus?

Ou não serão maus os tempos porque nós temos estado mal?

Santo Agostinho não tinha dúvidas: «Nós somos os tempos. Tal como somos, assim serão os tempos».

E dava um conselho, precioso: «Vivamos bem e os tempos serão bons».

Eis um caminho que está à nossa frente!

publicado por Theosfera às 12:08

Hoje, 26 de Julho, é dia de S. Joaquim e Sta. Ana e Sta. Bartolomea Capitânea.

Dado que S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora, foram os Avós de Jesus, convencionou-se ser hoje o Dia dos Avós.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:57

Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A esperança não é estéril. Pelo contrário, é muito fecunda.

A esperança tem duas filhas. Santo Agostinho dizia que uma chama-se indignação e a outra chama-se coragem.

A «indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como elas estão; a coragem ensina-nos a mudá-las».

Sem indignação e sem coragem, lá se vai o que esperamos, lá se vai a esperança.

Indignemo-nos quando for preciso e enchamo-nos de coragem sempre que for necessário. Ou seja, sempre!

publicado por Theosfera às 12:11

Afinal, qual é a melhor educação?

Disraeli sentenciou: «Não existe educação tão boa como a dada pela adversidade».

É curioso este paradoxo em que nos encontramos. Vivemos cercados pela adversidade, mas não parecemos estar preparados para a adversidade.

Parece que tudo se desmorona quando alguma coisa não se consegue.

Eis um princípio que convém fornecer desde os começos: os êxitos dão-nos alegrias, mas os fracassos dão-nos lições.

Estaremos dispostos a aprender?

publicado por Theosfera às 09:37

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 24 de Julho de 2016

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:14

 

A desligação do atirador de Munique de qualquer grupo não nos tranquiliza.

Pelo contrário, faz aumentar os tentáculo da nossa crescente intranquilidade.

Significa que a influência do terror já não precisa de ser articulada para ser incorporada.

Significa também que o terror não vem só através de grupos.

Ela está disseminada no interior da pessoa. E, aqui, é que se encontra o «punctum saliens» de todo este problema.

Como pode haver paz entre as pessoas se não há paz dentro de cada pessoa?

Hipostasiemos a paz acolhendo a Paz em pessoa: Jesus!

publicado por Theosfera às 08:57

A. Orar sim, mas não de qualquer maneira

  1. Depois de, no passado Domingo, termos sido catequizados sobre a prioridade da oração, eis que, neste Domingo, somos belamente instruídos acerca do modo de orar. Orar é importante, mas não se deve orar de qualquer maneira.

Jesus é também o mestre da oração e o modelo do orante. Este texto, a abrir o capítulo 11 do Evangelho de São Lucas, apresenta-nos «Jesus em oração» (Lc 11, 1). A oração de Jesus mexeu de tal maneira com os Seus discípulos que um deles Lhe pediu para os ensinar a orar: «Senhor, ensina-nos a orar» (Lc 11, 1).

 

  1. O primeiro passo tem de ser este: aprender a orar pedindo a Jesus que nos ensine a orar. De resto, São Paulo põe-nos de sobreaviso ao dizer que não sabemos orar como convém (cf. Rom 8, 26). O nosso problema é orar à nossa maneira. O nosso mal é orar de forma intermitente. A nossa deficiência é ficar pela oração de petição e descurar a oração de louvor e de disponibilidade.

Por conseguinte, antes de rezar, aprendamos a orar. Desde logo, temos de perceber que seguir Jesus é também — e bastante — seguir a Sua oração. Não é possível seguir Jesus sem seguir a Sua oração. Não é possível seguir Jesus sem começar por ser orante. O seguimento de Jesus consiste, acima de tudo, na intimidade com Jesus. É pela oração que essa intimidade cresce.

 

B. A intimidade com Jesus é intimidade com o Pai

 

3. Na Sua instrução, Jesus começa por nos ensinar a tratar a Deus por Pai: «Quando orardes, dizei: “Pai”» (Lc 11, 2). Isto significa que, ao entrar na intimidade com Jesus, entramos igualmente na Sua intimidade com o Pai. É a oração que nos desperta para a realidade do Baptismo. Na oração, (re)tomamos consciência de que somos filhos do mesmo Pai e, por extensão, de que somos irmãos uns dos outros.

A oração é, pois, um precioso estímulo para reforçar a consciência da fraternidade. Orar cria um ambiente de intimidade que, no entanto, vai muito além do mero intimismo. Ao tratar Deus por Pai, cada um de nós apercebe-se de que são muitos os que fazem o mesmo. Somos todos irmãos porque somos todos filhos. Porque nos ama, é o Pai que nos irmana. É o Pai que faz de nós um povo de filhos, um povo de irmãos.

 

  1. Por aqui se vê que os problemas da nossa humanidade radicam na falta de uma consciência de que somos filhos do mesmo Pai. A nossa crise é sobretudo espiritual. Se houver mais oração, haverá mais abertura. Se nos abrirmos ao mesmo Pai, abrir-nos-emos aos nossos irmãos, também eles filhos deste mesmo Pai.

Entremos, então, na Escola Orante de Jesus. Oremos não só a Jesus, mas disponhamo-nos a orar com Jesus e em Jesus. No fundo, deixemos que Jesus — e o Seu Espírito — orem em nós.

 

C. A escola de oração é (sempre) uma escola de fraternidade

 

5. Deste modo, tratar Deus por Pai implica sair do individualismo que nos aliena, esmaga e esgana. Tratar Deus por Pai significa superar as divisões e destruir as barreiras que nos impedem de amar e de sermos solidários.

No fundo, Jesus convida-nos a assumirmos, na nossa relação com Deus, a atitude de uma criança que, com simplicidade, se entrega confiadamente nas mãos do pai. Jesus desafia-nos a acolher a proposta de intimidade que a relação entre pai e filho implica. E, como corolário, Jesus propõe a cada um de nós que nos assumamos como irmãos formando uma verdadeira família, unida à volta do Pai.

 

  1. Notamos, entretanto, que a oração também tem um tema. Na perspectiva de Jesus, a oração deve, sobretudo, centrar-se na vinda do Reino, ou seja, no nascimento do mundo novo que Deus quer oferecer. A «santificação do nome» expressa o desejo de que Deus seja reconhecido como salvador de todos os povos.

É importante que todos os homens reconheçam a justiça e a bondade do projecto de Deus para o mundo. A referência à «vinda do Reino» exprime o desejo de que este mundo novo se torne uma realidade definitivamente presente na vida dos homens.

 

D. O orante tem de ser persistente, mesmo que pareça inoportuno

 

7. O pedido do «pão de cada dia» verbaliza o desejo de que Deus não cesse de nos alimentar com a Sua vida. Este alimento surge na forma do pão material e na forma do pão espiritual. No fundo, com este pedido formalizamos o reconhecimento de que tudo se deve a Deus, de que tudo é dom de Deus.

A referência ao «perdão dos pecados» pede que a misericórdia de Deus supere a nossa infidelidade tornando-nos mais compreensivos para com as falhas dos nossos irmãos. O pedido para que não caiamos em «tentação» é um alerta para que, com a ajuda de Deus, não nos deixemos seduzir pelas felicidades ilusórias. E, hoje em dia, somos tão facilmente seduzidos pelo assédio das ilusões.

 

  1. Seguem-se duas parábolas, cheias de significado. A primeira (cf. Lc 11, 5-8) compara o orante a um «amigo inoportuno», que, mesmo a desoras, pede o que precisa. O que Jesus pretende dizer é que Deus escuta e atende aqueles que se Lhe dirigem. Ninguém fica sem resposta. Na oração, o importante é persistir, nunca desistir e sempre confiar.

A segunda parábola (cf. Lc 11, 9-13) constitui precisamente um convite à confiança em Deus: Ele conhece-nos bem e sabe do que necessitamos. Em todos os momentos, Ele derramará sobre nós o Espírito, que nos permitirá encarar a vida com a força de Deus.

 

E. A vontade de Deus pode não ser fácil, mas é a melhor

 

9. Façamos, por isso, como Jesus diz. Peçamos, procuremos e batamos à porta (cf. Lc 11, 9). «Todo aquele que pede recebe, quem procura encontra e ao que bate à porta abrir-se-á» (Lc 11, 10). Podemos não receber imediatamente o que pedimos, mas receberemos sempre o que é melhor para nós: o Espírito Santo (cf. Lc 11, 13). Afinal, orar é também criar uma disponibilidade para acolher o que Deus nos quer oferecer.

Não é mal pedir. Jesus também pediu. Mas o que importa, como Jesus nos mostra, é acolher a vontade de Deus. Jesus também pediu ao Pai para que O afastasse da Cruz. No entanto, ressalvou logo que se fizesse não o que Ele queria, mas o que o Pai pretendia (cf. Lc 22, 42). Uma coisa é certa: a vontade de Deus nem sempre é fácil para cada um, mas é sempre o melhor para todos.

 

  1. A oração insere-nos na vida nova, aberta pelo Baptismo. Somos outros a partir do Baptismo. Já não somos nós; é Cristo em nós: a nossa vida passa a ser uma «cristovida». O Baptismo, como anota São Paulo, sepulta-nos com Cristo e faz-nos ressuscitar com Cristo (cf. Col 2, 12). Assim sendo, até a nossa oração deve ser a oração de Cristo.

Esta oração já está, de certo modo, prefigurada no episódio narrado na Primeira Leitura. O mundo actual, aos olhos de muitos, assemelha-se a Sodoma e a Gomorra. Parece que está tudo perdido. É preciso fazer como Abraão. É preciso persistir. Persistir na oração é, no fundo, persistir na esperança. As pessoas justas podem estar em minoria, mas essa minoria pode mudar o mundo. Não tenhamos medo de estar em minoria. Deus consegue mais que todas as maiorias. Ele só quer as nossas mãos, os nossos pés, os nossos lábios e o nosso coração. Afinal, Deus quer o nosso pouco para fazer muito. Connosco, Ele quer tornar diferente a vida de toda a gente!

publicado por Theosfera às 06:18

Hoje, 24 de Julho (17º Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 23 de Julho de 2016

Hoje, 23 de Julho, é dia de Sta. Brígida (Padroeira da Europa), Sto. Apolinário, Sta. Cunegundes e S. Nicéforo e seus Companheiros mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 22 de Julho de 2016
  1. A experiência mostra que o êxito tende a ser procurado através da acomodação.

Mas a consciência ensina que o verdadeiro êxito só é encontrado depois de muita incomodação.

 

  1. O habitual é aplaudir quem ao mundo se acomoda.

Acontece que Deus dá sinais de aprovar sobretudo quem com o mundo se incomoda.

 

  1. O mundo é o nosso lugar, mas não é a nossa lei.

Jesus foi bem claro: os Seus discípulos estão no mundo, mas não são do mundo (cf. Jo 17, 16).

 

  1. Como entender então que os cristãos olhem para Deus com os olhos do mundo em vez de olharem para o mundo com os olhos de Deus?

O importante não devia ser mudar com o mundo, mas contribuir para mudar o mundo.

 

  1. Se o objectivo da Igreja fosse acomodar-se ao mundo, haveria ídolos, mas não haveria mártires.

Os ídolos são aqueles que o mundo aplaude. Os mártires são aqueles que o mundo condena. São, porém, os condenados pelo mundo que se tornam os vencedores para Deus.

 

  1. Nós veneramos os mártires, mas, frequentemente, optamos por imitar os ídolos.

Isto significa que admiramos os que resistiram ao mundo, mas, na prática, fazemos tudo para não sermos incomodados pelo mundo.

 

  1. Se a lógica dos mártires fosse a acomodação, não teriam sido mortos. Mas alguma vez seriam uma referência?

Os mártires foram mortos por não se acomodarem ao mundo. E tornaram-se uma referência porque se incomodaram com o mundo.

 

  1. Segundo Tácito, os primeiros cristãos foram considerados «culpados e dignos dos piores suplícios» porque não se adaptaram ao mundo em que viviam.

Como nota a Carta a Diogneto, apesar de cidadãos do mundo, os cristãos eram tratados como estranhos ao mundo.

 

  1. Esta recusa da acomodação não pode ser confundida com uma fuga à missão. Pelo contrário, para os cristãos é a diferença que provoca a presença.

Aliás, o seu inconformismo há-de começar por dentro. Nenhum cristão está dispensado da conversão.

 

  1. Se o mundo não está melhor, é talvez porque nós, cristãos, nem sempre temos estado bem. O mundo não melhora quando os cristãos se conformam. O mundo só acorda quando os cristãos despertam.

Uma nova luz se acende quando nenhum cristão se rende!

publicado por Theosfera às 16:06

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Faz um rima para cumplices de um resgate
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Sr. Padre João António, quero expressar-lhe o meu ...
Interessantes e sábia reflexão sobre o impulso, ca...
Como sempre, palavras sábias e inspiradas! Deus o ...
Admirável texto !Santa Páscoa, Sr. Padre João !
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