A questão da verdade aparece, muito intensa, no Evangelho deste domingo.
Aprendemos que a verdade é a adequação do pensamento à realidade.
Ora, para Cristo, a verdade não está na adequação, mas na transformação.
O conformismo não se compagina com Cristo porque não se compagina com a Verdade.
Onde está verdade nos seguidores de Cristo?
Há quem não queira dar lugar a Deus na sociedade.
E que lugar estamos a dar a Deus na Igreja?
Esta segunda interrogação é muito mais pertinente e dramática.
Não será que Deus é muito mais silenciado cá dentro do que lá fora?
O Papa Bento XVI disse este domingo que escolher Cristo assegura a paz e a felicidade.
«Para qualquer tomada de consciência é preciso fazer uma escolha: a quem seguir, Deus ou o Maligno, a verdade ou a mentira? Escolher Cristo não garante o êxito segundo os critérios mundanos, mas assegura a paz e a felicidade que só ele pode proporcionar».
«Escreve as tuas mágoas no pó e as tuas conquistas no mármore».
Assim escreveu (subtil e magnificamente) Benjamim Franklin.
«Testemunhar o nascimento de uma criança é a nossa melhor oportunidade de experimentar a palavra milagre».
Quantos ateus foram gerados por um ateu?
Quantos ateus foram gerados pelos crentes?
Esta é uma pergunta que se podia fazer e um inquérito que se devia realizar.
Uma eminente figura da Igreja disse, hoje mesmo, que «nunca, como hoje, as forças ateisantes, que se apresentam como defensoras da autonomia e da grandeza do homem, procuram neutralizar a influência da religião e dos crentes nos dinamismos construtores da sociedade».
Percebo o que se quer dizer e, à primeira vista, assim é. Mas, com todo o respeito, continuo a pensar que o ateísmo é sempre reactivo. E tenho para mim que quem mais neutraliza o efeito da presença da religião na sociedade são muitos membros das religiões.
Enquanto não tivermos a humildade de reconhecermos isto, os lamentos continuarão. Apenas lamentos.
Confesso.
O que mais me preocupa não é o mal que alguns fazem.
É o bem que muitos deixam de praticar.
«A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra em gente vulgar».
Assim escreveu (esplendorosa e magnificamente) Samuel Johnson.
Ainda não tinha pensado nisso, mas uma leitora do Público toca numa questão elementar.
Desde o dia 1 do corrente, aquele diário tem uma directora, Bárbara Reis.
Então, porque é que mantém uma secção com o título de Cartas ao Director?
30 por cento das crianças têm excesso de peso. Será que as outras 70 por cento têm falta de peso?
Realmente, estamos num mundo de contrastes...
Bento XVI nomeou o arcebispo D. Manuel Monteiro de Castro consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, segundo informou ontem a Sala de Imprensa da Santa Sé.
D. Manuel Monteiro assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos em 3 de Julho de 2009. Em Outubro foi designado pelo Papa como secretário do Colégio dos Cardeais.
Nascido em Guimarães no ano de 1938, é licenciado em Direito Canónico. Entrou para o serviço diplomático do Vaticano em 1967.
D. Manuel Monteiro de Castro tem uma longa experiência diplomática ao serviço da Santa Sé, que o fez passar pelo Panamá, Guatemala, Vietname, Austrália, Méx
Porque é que tudo parece correr bem a quem faz o mal?
E porque é que tudo parece correr mal a quem tenta fazer o bem?
Eis uma inquietante pergunta que muita gente me faz.
Costumo apontar para Cristo: ninguém como Ele fez tanto bem; ninguém como Ele recebeu tanto mal.
É mesmo um mistério.
Mas antes receber mal por causa do bem do que receber o bem por causa do mal...
«Só damos pelo envelhecimento dos outros».
Assim escreveu (notável e magnificamente) André Malraux.
Já disse que gosto muito do Alentejo e dos alentejanos.
Sofro ao saber que o Alentejo poderá estar a enfrentar a maior seca de sempre.
«A nossa vida é o que os nossos pensamentos fazem dela. O valor de cada um é relacionado com o valor das coisas».
Assim escreveu (magistral e magnificamente) Marco Aurélio.
As multas na A25 já renderam 7,7 milhões de euros.
Prevaricar é connosco.
O Professor de Psiquiatria Wolfgang Speiling estabelece uma relação, que julgaríamos improvável, entre a Gripe A e a crise económica.
Chama, particularmente, a atenção para a onda de alarmismo e para a responsabilidade da comunicação social.
O ambiente de pânico é tal que já nem certezas há quanto ao efeito da vacina: se ajuda ou se complica.
Três fetos perderam a vida após as mães terem sido vacinadas. Causa ou mera coincidência?
Isto está tudo muito nebuloso.
Amigos meus que vivem noutros países atestam que a Gripe A tem maior incidência e a comunicação social é muito mais parcimoniosa na notícia.
A Igreja teme o disparo da prostituição na África do Sul durante o Mundial de 2010, o que facilitaria a propagação da SIDA.
O senhor arcebispo de Durban, cardeal Wilfrid Fox Napier, que se encontra em Roma por motivo da assembleia plenária da Congregação para a Evangelização dos Povos, demonstrou à agência Fides a sua preocupação.
«A maior preocupação é quanto a uma possível explosão do fenmeno da prostituição. ´Parece-me que a FIFA (Federação Internacional de Futebol) está a pressionar o governo sul-africano para despenalizar a prostituição».
«Se isso sucedesse, teríamos um forte aumento da propagação do vírus HIV e da SIDA», advertiu.
Mesmo que a crise perdure e o desemprego aumente, a confiança dos portugueses tenderá a aumentar no próximo ano, pelo menos até Junho.
Portugal acaba de carimbar o passaporte para o Mundial. E, diga-se, até jogou bem, muito bem. Foi pena ter pecado na finalização. Porque apresentou argumentos para uma goleada. Bastou, porém, um golo.
Não se pense que a Bósnia foi um oponente fácil. Não. Tem uma selecção muito forte, com um futebol deveras acutilante. Há ali futuro.
Às vezes, é dentro da Igreja que mais acontece o que é mais contrário à fé.
A superstição encobre-se, aqui e ali, sob a capa da fé.
Quem tem fé acrecita em Deus. Não vai em mezinhas. Muito menos não as leva para a casa de Deus.
Sei que não é por mal. Mas não é bem. É tempo de demarcar os campos!
Já me aconteceu proferir conferências sobre a oração e, no tempo de diálogo, havia dois tipos de questões: os leigos e até não crentes mostravam curiosidade, interesse e apetência; já alguns dos meus queridos irmãos padres revelavam uma certa reticência e até resistência.
Sempre respeitei, como é óbvio, mas tudo isso me deixava pensativo.
Se um padre não se sente professo em oração, fica afectado na sua identidade essencial.
Poderá tratar-se de uma vontade de ser progressista.
A este propósito, deixo duas afirmações insofismáveis.
O Padre Mário de Oliveira, vulgo Padre Mário da Lixa, disse há pouco: «Mais do que de Pão, mais do que de Emprego, mais do que de Saúde, precisamos de Espiritualidade. Tudo o mais - Pão, Emprego, Saúde - é importante, imprescindível, até, mas tudo pode tornar-se perverso sem Espiritualidade».
E Leonardo Boff, que abandonou o sacerdócio e a ordem franciscana, confessa em livro: «A oração é a alma e a respiração de toda a religião».
Para terminar, não esqueçamos que até Zeca Afonso (que nasceu há precisamente 80 anos) morreu com os livros de Santa Teresa e S. João da Cruz na cabeceira!
A oração não é bafienta nem retrógrada. Ela é soberanamente vanguardista e revolucionária. Muda a vida. Muda-nos a nós.
Será que que, numa altura em que a espirtualidade explode por toda a parte, está a implodir na Igreja?
O desemprego está a aumentar cada vez mais.
São já 670 mil as pessoas que não têm trabalho.
Pode haver sossego?
«Aos 20 anos, a vontade é soberana; aos 30, o espírito; aos 40, a razão».
Assim escreveu (aguda e magnificamente) Benjamin Franklin.
Parece que faltam, pelo menos, dez palavras à língua inglesa. Uma delas é, retintamente, portuguesa: desencaranço.
Não está mal visto.
Entretanto, sabemos hoje que a palavra mais usada, este ano, é unfriend. Parece que nasceu nas chamadas redes sociais.
À letra, significa algo como desamigar e, na prática, equivale a desligar, interromper, retirar.
Isto é sintomático: os blogues, o hi-five, o twitter e quejandos tão depressa arranjam amigos como acabam com eles!
Tu sabes, Senhor, como é duro permanecer quando nos querem afastar, como é doloroso insistir quando não nos querem compreender, como é complicado insistir quando não nos querem aceitar.
Mas tudo por Ti, Senhor. Todo o sofrimento, toda a incompreensão. Tudo até aos limifes do impossível...
Fez ontem vinte anos que o reitor da Universidade Centro-Americana foi assassinado juntamente com outros colegas.
O Padre Ignacio Ellacuría foi um dos discípulos dilectos de Zubiri e o primeiro a fazer uma tese de doutoramento sobre a sua obra.
Deixando uma carreira descansada na Europa, foi para a América Latina pugnar pela justiça em nome do Evangelho.
Vidas assim sobrevivem, mesmo depois da morte.
Clique aqui.
Estive uma única vez na vida com o Dr. Pina Moura. Sabem onde?
Numa Igreja.
Estive uma única vez na vida com o Dr. Jaime Gama. Sabem onde?
Numa Igreja.
Estive uma única vez na vida com o Doutor Francisco Louçã. Sabem onde?
Numa Igreja.
Deus é o maior traço de união entre os homens. Mesmo entre aqueles que dizem não acreditar, mas que, no fundo, não apagam os elos que os vinculam ao divino.
No fundo, no fundo, no fundo, Deus mora em todo o ser humano.
Por falar em Francisco Louçã, a sua biografia conta um episódio que já ouvira reportar quando estive em Lisboa.
Um dia, um colega (uma figura pública de um quadrante político oposto ao dele) ofereceu-lhe 20 escudos para Louçã pronunciar um palavrão que começa por m.
Pois o jovem Francisco, inflexível no seu bom comportamento, não se deixou subornar.
Bom aluno, sempre foi do contra. Mas alguém com inteligência pode não ser do contra?
«A melhor resposta às calúnias é o silêncio».
Assim escreveu (superior e magnificamente) Benjamim Jonson.
Neste dia, dê uma prenda a si mesmo: deixe de fumar. Com serenidade.
Saramago dessacraliza o livro sagrado. Pilar del Río (sabia que ela foi freira?) ressacraliza a obra do dessacralizador. E invectiva com palavrões os que ousam criticar Caim.
Mas, no meio de tudo, diz coisas interessantes. Sobre o valor da amizade, por exemplo: «A amizade é o que mais defendo, acima do amor».
Esta é a semana da compaixão.
Eis uma prioridade, uma ausência, uma urgência.
«Quem troca princípios por poder acaba sem nenhum».
Assim escreveu (lúciida e magnificamente) Pedro Marques Lopes.
A cada seis segundos, morre uma criança no mundo por falta de alimentos.
Neste momento, são mil milhões os que passam fome.
O número não cessa de aumentar.
Como é que dormimos descansados?
Será o segredo uma alavanca para facilitar o trabalho da justiça ou não passará de um pretexto para impedir o seu avanço?
Porque é que a alguns são dadas todas as facilidades para fazer o mal?
E porque é que a outros não é concedida nem uma oportunidade para fazer o bem?
O mal não está só em quem o pratica.
Está também em quem, mesmo não o praticando, o aplaude.
Está também em quem, mesmo não o praticando nem aplaudindo, o consente.
Está também em quem, mesmo não o praticando nem aplaudindo nem consentindo, nada faz para o vencer!
O Santo Padre pediu responsabilidade às pessoas que viajam e usam as estradas e rezou pelas vítimas dos acidentes de trânsito.
Ele o fez este domingo, após a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, por ocasião do Dia Mundial de Recordação das Vítimas de Acidentes de Trânsito: «Animo todos os que percorrem as estradas do mundo à prudência, no espírito de responsabilidade pelo dom da saúde e da vida própria e dos demais», disse.
Senhor, aceita o meu amor.
E dá-me a Tua dor!
(O que não deves sofrer com o que vês na Tua amada Igreja!)
Edward Schillebeeckx completou, anteontem, a pulcra idade de 94 anos já que nasceu a 12 de Novembro de 1914. É possivel que o segredo da sua longevidade esteja na confissão que ele transportou para um dos seus últimos livros: Sou um teólogo feliz.
Nascido em Amberes (Bélgica), entrou para os dominicanos em 1934. Estudou Filosofia e Teologia em Lovaina, no Studium Generale dominicano de Saulchoir e na Sorbonne, onde foi aluno do célebre historiador da Teologia Pierre Dominique Chenu.
Em 1951 doutorou-se em Teologia. Depois do doutoramento com a monumental tese A Economia Sacramental da Salvação, publicada em 1952, ensinou Teologia no convento dos dominicanos de Lovaina e na Universidade de Nimega.
Conselheiro teológico do episcopado holandês, participou no Concílio Vaticano II de forma muito activa. É autor de uma vasta e muito original produção teológica, traduzida em muitas línguas.
Algumas das suas obras: A economia sacramental da salvação (1952); Maria, Mãe da redenção (1954); Cristo, sacramento do encontro com Deus (1958); Deus, futuro do Homem (1965); Mundo e Igreja (1966); Compreensão da fé: interpretação e crítica (1972); Jesus. Uma tentativa de cristologia (1974). Sou um teólogo feliz (1994) e História dos homens, relato de Deus (1995).
Nem tudo o que escreveu foi aprovado pela Santa Igreja. Mas verdade seja dita que o teólogo holandês foi sempre humilde, acatando as objecções que lhe foram colocadas. A humildade é, afinal, o grande certificado da sabedoria.
Parabéns. Que Nosso Senhor o abençoe.
«Para ter vida longa é preciso viver devagar».
Assim escreveu (sábia e magnificamente) Marco Túlio Cícero.
É pena que, numa altura altura em que tanta gente procura a espiritualidade, haja, na Igreja, quem desvalorize a oração.
Fazem-no, amiúde, em nome de um putativo vanguardismo. Era bom que se reflectisse nesta frase daquele que é, porventura, o teólogo mais vanguardista da presente centúria, Leonardo Boff: «A oração é a alma e a respiração de toda a religião».
Alguém consegue viver sem respirar? É curioso que também Karl Rahner comparava a oração ao ar que se respira.
Recorde-se que, na Bíblia, o Espírito é designado por ar, por vento (ruah).
Voltando a Boff, a frase citada insere-se num comentário ao Salmo 23 que acaba de sair. O título do livro é O Senhor é meu Pastor. Consolo divino para o desamparo humano. A edição é da Vozes.
Há viagens com roteiros improváveis.
Para chegar à Africa do Sul é preciso passar pela Bósnia?
Se pensarmos no Mundial de 2010, é mesmo verdade.
Logo à tarde, teremos a primeira etapa do percurso!
Hoje tirei parte do dia para oferecer um passeio à minha querida Mãe.
Fomos até Viseu e lá regrupámos parte da restante família.
Minha querida Mãe merece tudo. Neste dia dos seus 80 anos, está redobradamente de parabéns.
Este último ano foi particularmente doloroso (também) para Ela. Deus bem sabe porquê.
A ferida passou. Mas as marcas não pedem licença para vir nem recebem ordem para ir.
A quantos têm feito chegar as suas mensagens e os seus telefonemas o meu comovido reconhecimento.
Deus providencia o Seu amor.
Deus também está de parabéns pela vida de minha querida Mãe.
Ele sabe que preciso dela.
Obrigado, Senhor!
Do Governo acenam-nos com bonança.
Da oposição advertem-nos para tempestades.
O futuro certificará.
Neste dia também faz anos Santo Agostinho. Foi, com efeito, a 13 de Novembro de 354 que este grande génio viu a luz do dia em Tagaste.
É uma coincidência feliz a minha querida Mãe ter nascido nesta data.
«A minha mais bela invenção, diz Deus, é minha Mãe.
Sentia falta dela e então a fiz».
Assim escreveu (vibrante e magnificamente) Michel Quoist
Quisera compor-te um poema, o mais belo. Quisera obsequiar-te com uma flor, a mais deslumbrante. Quisera oferecer-te um presente, o melhor.
Mas como tudo isto é pouco para o que mereces, deixo-te o meu amor, a minha gratidão, a minha prece. Devolvo-te o meu coração, o coração que me deste, que moldaste.
Parabéns, querida Mãe, pelos teus 80 anos. Obrigado por permaneceres a meu lado. Preciso cada vez mais de ti. Sinto-te cada vez mais forte. E vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre jovem, sempre tu, sempre Mãe!