Aqui deixo o que é possível contar para melhor me concentrar no que não posso dizer.

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Brabant escreveu: «Calar-se é a única sabedoria».

Não diria a única, mas, por vezes, é a maior.

No fundo, a palavra é uma tentativa de fazer ecoar o que se capta pelo silêncio e que, em si mesmo, é inverbalizável.

Hoje, vive-se numa espiral de incontinência verbal.

Há que ter moderação. Mas, atendendo ao rumo que a vida tem tomado, calar pode ser uma terapia importante!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:19


Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I (Papa), S. Venâncio, S. Téodoto, Sta. Tecusa e Companheiros mártires, S. Guilherme de Toulouse, S. Luís Murialdo, Sta. Blandina e Sta. Maria Josefa.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:18




Faz hoje 92 anos anos que nasceu Karol Wojtyla, que viria a ser o Papa João Paulo II.

Uma data a assinalar. Uma figura a nunca esquecer!



publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:17


Já Virgílio tinha notado que «Deus é o mesmo para todos».

Pode é ter muitos nomes. Pode é haver muitos caminhos para chegar até Ele.

Para quê, pois, digladiarmo-nos por causa de Deus? Ou, melhor, por causa de nós?

Karl Barth estava certo quando afirmou que tudo o que dissesse acerca de Deus, era apenas um homem que o dizia!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:15


Atendendo ao que se passa, parece que Mark Twain tinha razão quando escreveu: «Um banqueiro é um homem que te empresta o chapéu de chuva quando faz sol e que to tira quando começa a chover».

Na prosperidade, todos querem ajudar mesmo que nem todos necessitem.

Na adversidade, quase ninguém aparece para apoiar. Mesmo que quase todos precisem!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:14


Numa época de desemprego galopante, estamos a perder rendimentos e, pior, a perder pessoas.

Nos últimos tempos, mais de 50 mil jovens saíram do país! Como inverter a tendência?

Uma via é atrair investimento. Mas como atrair investimento se os consumidores não têm disponibilidade para adquirir?

Razão terá, por isso, Nick Hanauer quando defende que os maiores criadores de emprego não são os milionários, mas os consumidores.

Se estes puderem comprar, não faltará quem trabalhe para vender.

Mas se os consumidores estão descapitalizados, como é que os empregadores poderão ser recapitalizados?

Há que transformar o ciclo vicioso em ciclo virtuoso!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:09


Portugal é conhecido como sendo um país de «brandos costumes».

Não sei se é verdade.

O nosso passado está cheio de violência. E o nosso presente vê aumentar os focos de tensão.

Não temos, de facto, uma tradição de violência pública organizada.

Mas a violência privada (doméstica e vicinal) foi sempre uma ameaça.

Receio que ela dispare em cascata.

Esperemos o melhor. Mas preparemo-nos para o pior!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 00:14


A direita alemã é, factualmente, responsável pela ascensão da extrema-esquerda grega.

Tradicionalmente, a Grécia era, à semelhança de outros países, dominada por dois partidos centrais.

Com a crise, a ND e o PASOK pouco passam dos 30%.

A história tem destas ironias. E, como dizia Heraclito (filósofo grego), os extremos tocam-se!

Quem diria?

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 00:12


Jesus e Nero não foram contemporâneos.

Mas travaram, talvez, o maior combate da história.

Alain Decaux escreveu um livro muito sugestivo a este respeito.

Nero tentou eliminar os cristãos que tinham ido para Roma.

Mas, apesar de muitos terem sido eliminados, outros se foram multiplicando.

Dois modos de olhar a vida e de ver o mundo estiveram em confronto.

Tudo era muito claro.

Naquela altura, os cristãos questionavam o poder. Mas mantiveram-se sempre distantes do poder!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 00:11

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

O tradicionalismo parece trazer uma clareira de fidelidade, mas acaba por oferecer uma nuvem de equívocos.

No fundo, é estreito e até contraditório.

Assume o tradicionalismo a herança do passado. Mas, na prática, estaciona e enquista num certo passado e, nessa medida, impede a abertura à totalidade (e riqueza) do passado.

O tradicionalismo eclesiástico, por exemplo, não vê muito longe.

Quer que a Igreja seja como era no século XVIII, no século XVII ou, quando muito, no século XVI. Não está em causa o Concílio de Trento (que terminou em 1563), mas o Concílio Vaticano II tem a mesma legitimidade.

Porque é que não existe igual abertura aos séculos mais passados, aos começos?

Curiosamente, aqui, nos começos, o tradicionalismo era um entrave.

O Evangelho chegou a toda a parte apesar da oposição veemente dos tradicionalistas de então.

Estes queriam que quem fosse cristão fosse também (e obrigatoriamente) judeu.

Mas a posição que prevaleceu impeliu os cristãos a sair, a adaptar-se a tudo e a todos, a ver Cristo em tudo e em todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 16:32


«Vejo o passado como uma escola, o presente como uma dádiva e o futuro como uma colheita».

Concordo com Lauro Trevisan!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 13:27


Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:05


O que será o futuro?

Não faltam respostas, mas faltam os factos.

Pessoalmente, não tenho jeito para Sibila nem feitio de Cassandra. Também não quero fazer o papel de Malagrida.

Entrego-me a Deus e recolho-me na esperança. Que venha o futuro!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:04


«É preciso metade do tempo para usar a outra».

A sensatez de Jonh Locke fica certificada nesta recomendação.

O problema é que só no fim temos a sensação de que chegamos à metade.

É aí que gostaríamos de (re)começar. Mas o tempo não nos deixa...

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:03


Um ano «pós-troika» tem o país em recessão e a sociedade em depressão.

Um dos «medicamentos» impostos foi a redução de pessoal.

Um dos efeitos sofridos é o aumento do desemprego.

Por um lado, celebra-se a redução de pessoal. Por outro lado, lastima-se a subida do desemprego.

Estamos na quadratura do círculo. Alguém vislumbra uma saída?

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:02


Albert Camus verteu o fundamental: «Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha tudo»!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:02


O presente não é só o instante.

O presente é o transporte do passado para o futuro.

Em cada presente está presente o passado e o futuro.

Para Carlos Fuentes, «o passado está vivo na memória, o futuro está presente no desejo».

Cada momento acolhe o tempo. Cada instante pode saber a eternidade!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:00

1. A situação da Grécia documenta o impasse em que a Europa se encontra.

 

Os mercados não querem fazer diferente. Os cidadãos não conseguem suportar mais. Os poderes, por sua vez, sentem-se incapazes de alterar a actuação dos mercados e de suster a reacção dos cidadãos.

 

Assim, a Europa pode estar à beira de uma implosão política e de uma explosão social.

 

O sistema partidário tem uma dificuldade extrema em articular organicamente as determinações dos mercados com as expectativas dos cidadãos.

 

O caso grego é, para já, extremo, mas pode não ser único. O voto de protesto tende a acentuar-se. As condições de entendimento propendem a diminuir.

 

Se o resultado das novas novas eleições der uma vitória às forças pró-europeias, é de prever que a agitação recrudesça nas ruas. Se tais forças forem derrotadas, é de admitir a possibilidade de uma insolvência do Estado. E se - hipótese a não descartar de todo - persistir a ausência de uma solução governativa?

 

Como se vê, nenhum cenário é promissor. Os limites do suportável começam a ser transpostos.

2. A montante de toda a discussão que está em curso, importa ter presente um indicador que gera ondas de perplexidade.

 

Trata-se do sacrifício contínuo das pessoas. Tal sacrifício não parece ter fim à vista. E o seu objectivo aparenta ser tudo menos apoiar os mais desfavorecidos.

Insiste-se que não há condições para manter o Estado Social, pelo menos nos moldes em que ele assentava. Até se assegura que foi a manutenção desse Estado Social que contribuiu, em grande medida, para o alastramento da crise.

 

Sucede que, como sempre, é esquecida a prova dos factos. Os países mais desenvolvidos da Europa, os da Escandinávia, são os que melhor estão a resistir à crise. E é precisamente nesses países que o Estado Social está mais consolidado.

Isto significa que apoiar as pessoas (designadamente na saúde e na educação) não constitui uma sobrecarga. Pode até funcionar como um estímulo, como um poderoso factor de motivação.

 

3. Pelo contrário, a continua redução dos apoios sociais induz a ideia de que o ser humano é um peso para o Estado.

Ora, isto subverte por completo o sentido da política e a própria lógica da vida. O ser humano é sempre uma riqueza (a maior riqueza), nunca um peso.

 

É preocupante quando se verifica que, na actualidade, se privilegia as contas em detrimento das pessoas. E que, na hora de optar, as pessoas são repetidamente imoladas.

O salário não devia compensar só o trabalho prestado nem premiar apenas as capacidades reveladas.

 

Antes de mais e acima de tudo, deveria atender-se às necessidades vitais do trabalhador e da família.

 

Percebe-se que as empresas necessitem de alguma margem para poderem investir e, desse modo, assegurar postos de trabalho.

Mas são sobejamente conhecidos casos em que essas margens atingem proporções obscenas. A distância entre os gestores e os trabalhadores é insustentável.

 

A discriminação persiste e não é a discriminação positiva. A austeridade desaba sobre os mais pobres e as excepções preservam os que têm cargos de topo.

 

4. O recurso vai sendo a Sociedade-Providência, que substitui o Estado-Providência. Regra geral, são as famílias que suprem as carências. Os pais acolhem os filhos (e os netos) em casa e auxiliam-nos nas despesas.

Mas um recurso não é uma solução. Um medicamento não é um tratamento. O Estado não pode inverter a relação que o estrutura.

 

O poder é que está ao serviço das pessoas. Não podem ser as pessoas a estar ao serviço do poder.

É provável que o nosso país não chegue ao patamar da Grécia. Mas há sinais de desestruturação social e desintegração pessoal.

 

Parafraseando Miguel Torga, diria que Portugal é um país pacífico, mas com muita gente revoltada.

A Europa tem congregado Estados. Mas não tem unido pessoas. Neste momento, até parece que o seu propósito é imolar pessoas.

 

Creio que os limites já foram atingidos. Não deixemos que o limite seja ultrapassado!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 00:26

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

1. A austeridade está a agravar a crise. Mas será que o crescimento, por si só, resolverá a crise?

 

A austeridade já provou que não é o caminho. Mas será que o crescimento será a solução?

 

 

2. Ainda recentemente, ficámos a saber que muitas das economias que registam maior crescimento estão em África.

 

O ritmo de tal crescimento é superior à média mundial, sendo apenas superado pela Ásia. E, no entanto, essas mesmas economias, que tanto crescem, não são capazes de vencer um problema elementar: a fome de muitos dos seus cidadãos.

 

Com efeito, um em cada quatro habitantes do continente africano passa fome. Isto perfaz um número que chega a 218 milhões de pessoas.

 

É caso para perguntar. Qual o destino das avultadas quantidades de dinheiro que o crescimento económico provoca?

 

O dinheiro que existe no mundo até será suficiente para as necessidades de todos. Mas, pelos vistos, é claramente insuficiente para as ambições voluptuosas de alguns. Que seguram o que eles querem e capturam o que outros precisam.

 

 

3. Eis, pois, uma nova «religião», com um único «deus» (o dinheiro) e uma nova «trindade» (com muitas aspas).

 

Segundo o teólogo Xabier Pikaza, essa «trindade» é composta «pelo Deus-Capital (que não é Pai, mas monstro que tudo devora), pelo Filho-Empresa, que não redime, mas produz bens de consumo ao serviço dos privilegiados do sistema, e pelo Espírito-Mercado, que não é comunhão de amor, mas forma de domínio de uns sobre os outros».

 

 

4. Esta idolatria, que está longe de ser felicitante, não é humanizadora. Desvia-nos de Deus e nem sequer nos centraliza no Homem.

 

Ela prefere o capital ao trabalho e coloca o lucro acima da pessoa. Lança seres humanos no desemprego. Atira famílias para fora de casa e chega ao ponto de gerar até problemas de fome.

 

Não estando em causa a legitimidade da propriedade privada, era bom que se priorizasse o destino universal dos bens.

 

O salário deveria compensar não apenas um trabalho realizado e um serviço prestado, mas atender, antes de mais, às necessidades vitais das pessoas.

 

 

5. Na tecnologia, podemos registar progressos. Mas na justiça temos somado profundos retrocessos.

 

Até certa altura, o trabalho era visto como forma de opressão. Depois, começou a ser encarado como via de realização, de satisfação e até de libertação. Hoje, corremos o risco de ele voltar a ser enquadrado como instrumento de exploração.

 

Para muitos, já nem trabalhar é possível. Neste caso, já não é somente a dignidade que está em jogo. É também a sobrevivência que começa a estar em causa.

 

 

6. Sem justiça e sem sentido do outro, o crescimento é uma espécie de religião onde o dinheiro reina de modo absoluto.

 

Tudo lhe é sacrificado a começar pelo ser humano. Deus é transcendente para todos. O dinheiro está a tornar-se inacessível para muitos.

 

O deslumbramento do capital e a embriaguez do lucro estão a fazer do dinheiro o «deus escondido» do Ocidente.

 

 

7. Como alertava o pobre (mas sábio) indígena no Papalagui, «a verdadeira divindade do homem branco é o metal redondo e o papel a que ele chama dinheiro. Quando se fala a um europeu do Deus do amor, ele faz uma careta e sorri. O dinheiro é o objecto do seu amor».

 

 

8. Enquanto assim for, não haverá saída para a crise.

 

Enquanto o dinheiro for divinizado, a nossa vida continuará (irremediavelmente) desumanizada! 

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 22:13


Um prémio, regra geral, distingue aquilo que é excelente e, portanto, inédito.

Além de outros predicados que o exornam, Messi conseguiu, este ano, o que nenhum outro jogador conseguira: marcar 50 golos no campeonato!

Este é um dado assombroso.

Admiramos Mourinho pelo trabalho que está a fazer na defesa dos méritos de Cristiano Ronaldo, que terá marcado 46 golos e ajudou o Real Madrid a ser campeão.

Só que, na comparação individual, Messi parece estar em vantagem.

Há, entretanto, um elemento que pode fazer pender a «Bola de Ouro» para Ronaldo.

Se Portugal for campeão da Europa, aí as dúvidas dissipar-se-ão. Mais um estímulo para a selecção!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:24


Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Neponucemo, Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio, Sta. Maria Luísa Trichet, Sta. Gema Galgani e Sta Margarida de Cortona.

Refira-se que S. João Neponucemo foi mártir do segredo da confissão.

O rei queria que ele revelasse os pecados confessados pela rainha.

Como ele se recusou, mandou atirá-lo de uma ponte abaixo.

Por isso, este santo é invocado para proteger as pontes, para proteger das calúnias e para obter a graça de fazer uma confissão bem feita.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:23

Lord Byron disse que «o diabo é o primeiro democrata».

Será o diabo que é democrata? Ou não será que a democracia, por vezes, é que parece diabólica?

Ainda assim, antes a pior democracia que a melhor das ditaduras!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:22


Tudo é, além de real, simbólico.

Hollande vem com um propósito de mudança. Mas, para já, o que avulta é uma «reprise», como o presidente «normal» fosse um presidente «igual».

 Mudança haveria se fosse Angela Merkel a vir a Paris. Mas foi Hollande a ir a Berlim.

Isto quer dizer muito, a bem dizer quase tudo.

Até os propugnadores dos novos tempos parecem incorporar que o centro do poder está na Alemanha.

Berlim é uma capital europeia. Continuará a ser a capital da Europa?

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:20


De novo se fala em carisma. Ou, melhor, em ausência de carisma.

Guy Sorman anota que «nenhuma democracia europeia é liderada por uma personalidade forte e carismática».

É um dado que salta à vista.

Carisma é dom, predisposição.

O líder carismático não tem de ser excêntrico, hiperactivo, agitador. O que deve é ser dotado de visão e de sentido de justiça.

Deve ver antes, agir a tempo e corrigir depressa.

O líder carismático não se limita a constatar os factos.

O líder carismático é aquele que consegue mudar os factos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:19


Concordo com Carlos Fiolhais; «Não há nada como um bom livro para nos proteger das agruras da crise».

Pelo menos, o espírito não é privado de alimento!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:18


Lautréamont escreveu: «A dúvida é uma homenagem prestada à esperança».

Quem não duvida não espera. Acha que nada consegue. Ou presume que tudo já tem.

Duvidar ajuda a não desistir nem a descrer!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:17


«Ainda é mais fácil avaliar o espírito de um homem pelas suas perguntas do que pelas suas respostas».

O Duque de Lévis está certo: a pergunta é que faz avançar.

Há muitas respostas que que não respondem (ou respondem) a qualquer pergunta!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:16

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Difícil já é ser grande como Eduardo Lourenço. Mas mais difícil ainda é, sendo grande, ser humilde como (quase só) Eduardo Loureno sabe ser.

A sua grandeza não se restringe ao seu talento, à sua capacidade analítica invulgar.

A sua grandeza avulta sobretudo na humildade, no modo como quase pede desculpa por ser bom, por ser grande.

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:07


Acertar é humano!

Convém não esquecer.

O erro é um risco. Mas acertar é sempre uma possibilidade!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:07


Celebra-se hoje o Dia Internacional da Família, data proclamada pela Assembleia Geral da ONU que começou a ser comemorada em 1994.

A este propósito, está a decorrer a Semana da Vida.

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:06


Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços (de quem se diz ter estado na Última Ceia e na vinda do Espírito Santo), Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires) e Sto. Isidro, padroeiro dos lavradores.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:05


Até numa ponta de ironia pode haver um oceano de verdade.

Atente-se nesta frase de Montesquieu: «A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes».

De uma forma bem mais prosaica, o povo costuma dizer: «Quem merendas come, merendas deve».

O que tudo isto insinua é que o relacionamento humano não passa de uma permuta de interesses e de um tráfico de favores.

Acredito, porém, nas excepções.

Amizade não é isto.

A amizade é dar sem esperar nada em troca. E é agradecer, penhorado, quando algo se recebe.

A amizade é sempre uma dádiva. É sempre um acolhimento.

Na amizade, dá-se e recebe-se constantemente.

Sem pedir. Sem exigir!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:04


«Mal é dizer mal, mas depois de o haverdes dito, dizerdes ainda que dizeis bem, é um mal maior sobre outro mal, porque é estar obstinado nele».

Bem percebeu o Padre António Vieira o que vai na alma humana.

Há quem faça o mal e não o assuma. E, se o assume, traveste-o de putativo (e presumido) bem!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:03


Até eu (cuja idade é pouco mais de metade da dele) sinto o que sente Eduardo Lourenço. Até eu sinto que «nasci num Portugal-outro». Diria até numa «vida-outra».

Entendo que quem não viveu lá tenha alguma dificuldade em compreender o que era esse tempo, o que era essa vida, o que era esse povo.

Nada disto se explica, mas tudo isso se sente.

Não digo que o passado era melhor.

Só queria que o futuro fosse melhor. Que o futuro possa contar com o melhor de nós!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:02


Dos eleitores os políticos recebem um mandato.

Isso não quer dizer que tenham de ser eles a executá-lo.

Podem convidar cidadãos e apoiá-los nessa sua missão.

A policromia é conatural à democracia.

Dizem que na Grécia, como último recurso, estão a pensar mobilizar pessoas fora dos partidos para o Governo.

É uma possibilidade. E, quem sabe, pode ser um bom prenúncio!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:01

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

1. Estamos em Páscoa. Aliás, nunca deixa de ser Páscoa. É, portanto, tempo de festa e de alegria.

Acontece que a alegria não vem só pelo riso.

A alegria também pode ser certificada pelas lágrimas que caem, pelo pranto que corre. Não foi Jesus que proclamou felizes os que choram?

A fé não anula a natureza. E por muito grande que seja a fé, a natureza tem manifestações muito fortes.

A Páscoa é vida, vida eterna. Mas é vida que não dispensa a morte. É vida que vem depois da morte.

Jesus, que vence a morte, também sofreu a morte, também chorou a morte, também gritou diante da morte.

 

2. A morte pertence ao impensável, ao indizível. É por isso que o seu lugar devia ser o silêncio.

Como pensar o que não pode ser pensado? Como dizer o que não pode ser dito?

Acerca da morte, as palavras morrem nos lábios e os pensamentos secam na própria mente.

Como pensar aquilo que nós nem sequer experimentamos? Com efeito, só fazemos a experiência da morte dos outros. Ninguém faz a experiência da sua morte.

Já dizia Epicuro que quando nós estamos, ela ainda não está; quando ela está, nós já não estamos. Para nós, a morte será sempre futuro e nunca presente. Todos dizem «hei-de morrer». Ninguém afirma «morro» ou «morri».

Mia Couto afirma que «se morre nada quando chega a vez. É só um solavanco na estrada por onde já não vamos».

 

3. A morte só pode ser pensada no amor. A morte só pode ser dita com o coração.

A morte é a grande cátedra, dura cátedra, donde vem a maior (e a última) lição.

Ela é silenciosa. Não fala. Actua e de modo implacável. Vem sem avisar. Chega e não pede licença para entrar. Não deixa ninguém em casa. Leva a todos com ela.

A morte é imponente, é eficaz, friamente eficaz.

Vem sempre cedo ainda que viesse tarde. Nunca é tarde para morrer.

A morte pertence ao silêncio. Palavras para quê? Tudo isto é um mistério. Não é, pois, para compreender ou sequer para dizer. É tão-somente para acolher. Para aceitar?

Mas não é só a morte que está em silêncio. A esperança também não fala. A esperança acompanha-nos na dor. E ampara-nos na saudade!

 

4. A vida e a morte são, à partida, o mais distante. Mas, à chegada, surgem tão próximas.

A experiência assegura-nos que cada homem o paradoxo de alguém que luta pela vida e que caminha (inexoravelmente) em direcção à morte.

A experiência garante-nos que a vida é um caminho para a morte. Mas a fé afiança-nos que a própria morte é um caminho para a vida.

É por isso que,em Jesus Cristo, a morte não é morte. A morte de Cristo foi uma morte morticida, uma morte que matou a morte, uma morte que foi vencida pela vida.

 

5. Jesus mostra-nos que é preciso morrer para vencer a morte. Só quem morre ressuscita. Só quem dá a vida alcança a vida. A vida só se tem quando se dá!

É assim que,em Jesus Cristo, a morte não é termo; é passagem; não é fim; é trânsito.Termina o ciclo da nossa vida terrena. Começa o ciclo da nossa vida eterna.

 

6. Bergerac tem razão quando escreveu: «Morrer não é nada, é terminar de nascer».

Depressa partimos, rapidamente chegamos. A vida é, também ela, uma viagem.

Nas viagens, é nas partidas que começamos a chegar e é nas chegadas que nos preparamos para, novamente, partir.

Também na vida, é ao nascer que começamos a morrer e é na morte que acabamos, definitivamente, de nascer!

 

7. Mas a eternidade não é só o que vem depois do tempo. A eternidade começa no tempo. Afinal, «o Céu existe mesmo». O Céu começa na Terra. Quando se faz o bem!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:17


O fim não é, necessariamente, extinção.

Nem a morte consegue esvaziar o que a vida conseguiu encher!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:59


Qualquer um poderia subscrever o que Bertold Brecht escreveu: «Não me sinto bem de onde venho. Não me sinto bem para onde vou».

O presente parece asfixiado por uma dupla dor: pelo passado que nos doeu e pelo futuro que já nos dói.

Há quem entreveja mais tempestade depois da tormenta.

Acredito, porém, que, um dia, o impossível perderá o prefixo.

A utopia não será eternamente uma ausência!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:58


Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias, S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Refira-se que S. Matias (que significa «dom de Deus») foi escolhido para substituir Judas no Colégio Apostólico.

Terá pregado na Etiópia e aí foi martirizado.

Ao longo dos tempos, tem sido invocado para a cura das doenças da bexiga. É também padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates e dos alcoólicos arrependidos.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:57


Dos jovens espera-se sempre ousadia e criatividade.

É por isso preocupante (no mínimo) notar que muitas das suas festas são repetitivas, entediantes.

O principal ingrediente é o mesmo: álcool, muito álcool.

E o principal instrumento de apoio também é o de sempre: dinheiro, muito dinheiro.

Dos jovens espera-se mais. Muito mais.

Dos jovens espera-se melhor. Muito melhor!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:55


«A única história que vale alguma coisa é a história que fazemos hoje».

Henry Ford verbalizou um precioso alerta.

Hoje (cada hoje) é a única oportunidade que temos.

Não a desperdicemos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:54


Clarice Lispector asseverou: «O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo».

Não desista.

Há sempre uma luz no meio da escuridão. E pode sempre haver uma surpresa a espreitar!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:54


Agustina Bessa Luís teve uma percepção muito aguda: «A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie»!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:53

A política funciona sempre.
Os políticos é que nem sempre!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:52

Eça terá exclamado, por entre eflúvios torturantes de desalento: «Que belo sítio para fazer um país!»

Talvez isto explique a nossa longevidade: andamos há séculos (já lá vão quase nove) a tentar.

Até agora nem sempre conseguimos e, por vezes, até desconseguimos.

O mesmo Eça afirmou que Portugal não era um país; «era um sítio mal frequentado».

Não diria tanto. Mas se não temos suficiente soberania como nação, que, ao menos, não desperdicemos a nossa independência como cidadãos.

Primemos pelo aprumo, pela correcção, pela lucidez, pela visão!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:51


A situação está difícil e a vida, para não poucos, está a ser severamente dificultada.

É natural, pois, que não haja limites para o descontentamento. Mas tem de haver um limite para a sua expressão.

É importante que os políticos sejam confrontados com os seus actos. Mas é fundamental que eles sejam respeitados na sua dignidade.

O protesto é legítimo e, na hora que passa, pertinente.

Mas a agressão verbal e o insulto serão sempre injustificados e até contraproducentes!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 09:50

Domingo, 13 de Maio de 2012

Neste momento, Jesus,

queremos agradecer-Te

do fundo do coração

e envolver Tua e nossa Mãe

na nossa eterna gratidão.

 

Há 95 anos

(completam-se neste dia),

o Céu veio até à Terra,

o Céu veio até à nossa terra.

 

Veio através da Mãe,

veio por Maria,

veio a Portugal,

veio ao mundo inteiro.

 

Veio a Fátima,

veio a três crianças,

a três pastorinhos

e, por elas, convidou o mundo à mudança,

à conversão, à santidade, ao amor..

 

Em Fátima, Maria mostrou o coração de Deus,

um coração onde cabe a humanidade inteira,

um coração de paz, um coração que irradia luz.

 

Jesus tinha dito

(ouvimo-lo hoje de novo)

que nunca nos deixaria órfãos, abandonados.

 

Ele enviou-nos do Pai o Defensor,

o Espírito da verdade,

o Espírito da esperança,

da justiça e do amor.

 

Obrigado, Maria,

Afinal, 13 de Maio também é dia da Mãe!

Qual é o dia que não é dia da Mãe?

 

Limpa, Maria, as nossas lágrimas.

Enxuga, Senhora, o nosso pranto.

Recebe as nossas preces

e dá-nos sempre o Teu Filho,

o Teu querido Filho,

JESUS!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 10:18

Este é um dia em que todos os olhos se voltam para um único local: Fátima.

 

O mesmo rosto é contemplado: o da Virgem Mãe. O Seu amor amoriza toda a nossa existência.

 

Fátima é este mar de fé e de despojamento que serve de lição para todos.

 

Muitos foram a pé.

 

Muitos não arredam pé.

 

Muitos não dormiram toda a noite.

 

Eis a grande cátedra e a maior lição: o Evangelho continua a ser reescrito na vida de tanta gente simples e humilde. Mas que se agiganta na coerência do testemunho.

 

Santos Sabugal, eminente eclesiólogo, colocou as coisas com muita clareza: a Igreja tem um modelo fontal (Jesus Cristo) e um modelo paradigmático (Maria).

 

Os dois apontam, indelevelmente, para o serviço: Jesus é o servo de Deus, Maria é a serva do Senhor.

 

Por isso, quem conduz a Igreja tem o nome de ministro. Ministro vem precisamente de minus, o menor.

 

Poder-se-á alegar que nem sempre isso é palpável, visível, notório. Falta, amiúde, o espírito de serviço e o serviço ao Espírito.

 

Só na humildade podemos crescer. O padre e o bispo têm de ser humildes, simples. Como humilde e simples foi/é Jesus. Ele é Senhor porque servo, porque humilde, porque simples.

 

Quando perdermos tudo, não percamos jamais a humildade.

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 00:11

Sábado, 12 de Maio de 2012

A desestruturação da pessoa e dos grupos avassala-nos sem que, quiçá, nos apercebamos.

Muitos não celebram vitórias. Festejam derrotas.

O mais preocupante é que até os vencedores (e vencedores crónicos) têm necessidade de assinalar, oportuna e inoportunamente, as derrotas dos outros.

Será isto humano, pós-humano ou (incorrigivelmente) pré-humano?

É bom haver manifestações.

A democracia não se decide apenas na urna do voto. A expressão na rua também é importante.

Mas não basta dizer o que não se quer. É fundamental que se diga o que pretende.

Que querem os que (nada) querem?

O caos não é solução. A anarquia não é caminho.

Alternativas precisam-se. Deixemos fermentar ideais!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 14:12


Sempre houve mediocridade, atenda-se.

O que impressiona é que o medíocre tenha estatuto de qualidade. Que haja uma equivalência e uma simetria entre o que é diferente.

A Bíblia alerta para o perigo dee chamar mal ao bem e bem ao mal.

Não faltará muito para que os defeitos sejam vistos como qualidades e que as qualidades sejam vistas como defeitos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 14:11


Anidealidade.

Eis um dos sintomas mais preocupantes deste «krónos» que vivemos.

A ausência de ideais ou o desfalecimento dos ideais são amostras de um tempo que se gasta e de sonhos que se desgastam.

Tudo se derrama no presente. Como se o futuro não viesse. Como se a eternidade não contasse.

Há que semear ideais na alma. São eles o sulco de novos amanhãs!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:09


A disciplina que deu origem à universidade deixou praticamente de ter lugar na mesma universidade.

Em Portugal, por exemplo, a Teologia está confinada à Universidade Católica.

Mal imaginamos, porém, que nos alvores as universidades foram criações eclesiásticas.

A sua frequência destinava-se a fortalecer as razões da fé e a lidar com os cânones. As dúvidas passaram a ocupar a Filosofia.

Como são os tempos: de «só Teologia» passou-se para «nada de Teologia»!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:08


No Concílio Vaticano I, que definiu a infalibilidade do Papa e a imaculada conceição de Nossa Senhora, só estiveram quatro bispos de Portugal: o Bispo do Algarve, o Bispo do Funchal, o Bispo de Cabo Verde e o Bispo de Lamego.

O nome deste era D. António da Trindade de Vasconcelos Pereira de Melo!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:07


Não tenha medo do desconhecido. Não receie o diferente.

O que não conhece é uma oportunidade de descoberta.

Se o futuro fosse igual ao presente seria futuro?

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:07


A morte deixa-nos atónitos. Não tem uma «estratégia» uniforme.

Umas vezes, dá sinais. Outras vezes, surge de repente.

Umas vezes, parece que vem tarde. E, nessa altura, descobrimos que é sempre cedo quando ela vem.

Mas quando vem na força da idade e quando nada o fazia prever, deixa-nos, além de atónitos, profundamente abalados.

A morte pertence ao silêncio. Palavras para quê?

Mesmo a esperança na vida eterna não fala. Acompanha-nos na dor. Ampara-nos na saudade!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:06


Hoje, 12 de Maio, é dia de Sta. Joana Princesa, Sto. Aquileu, S. Nereu, S. Pancrácio, Sto. Epifânio de Salamina e Sta. Lúcia Filippini.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:05


É sabido que, para reconstruir, é preciso desconstruir. Mas só desconstruir, em si mesmo, não basta. Só desconstruir equivale a destruir.

De há décadas a esta parte é o que estamos a fazer: na arte, no pensamento, na política, na vida. A distopia progride. O nihilismo avança.

Olhe-se para a França. Olhe-se para a Grécia.

As pessoas não celebram vitórias. As pessoas festejam derrotas.

Bastará?

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 11:04

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

A utopia que o sonho sugere é um mundo sem vencedores nem vencidos.

Mas a distopia que a realidade nos oferece é uma humanidade onde só há vencedores à custa de vencidos.

Numa afirmação deslizante, mas deveras pertinente, Roger Scruton atesta que «toda a perda é o ganho de outra pessoa. Todos os ganhos são pagos pelos seus perdedores. A sociedade é, por isso, um jogo de base zero, em que os custos e os benefícios se equilibram e em que a vitória dos vencedores provoca a perda dos vencidos»!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 12:36


O «Terceiro Mundo» surgiu em 1952: não a realidade em si mesma, mas a expressão que a pretende identificar.

Por conseguinte, faz, em 2012, sessenta anos que apareceu esta expressão, ao mesmo tempo, familiar e perturbante.

«Terceiro Mundo» encontra-se na obra de Alfred Sauvy, demógrafo e economista.

Pretendia-se designar a identidade comum a muitos povos que tinham passado pelo colonialismo e que não pertenciam aos dois blocos em liça na Guerra Fria: o soviético e o norte-americano.

Também se refere ao estado de infra-desenvolvimento de muitos povos.

Daí que, nos últimos tempos, já tenha surgido o sucedâneo: «Quarto Mundo», cada vez mais longe do topo!

publicado por NA PAZ, A VERDADE às 12:35

O padrão de belo, para muitos, está na paisagem, no rosto, na sinfonia, na tela. Ou seja, no que se vê.

Mas o belo não se reduz ao visível. O belo aloja-se, muitas vezes, no invisível. E espraia-se, não raramente, no contrário do visível.

O paradigma do absolutamente belo, para Dostoievsky, é o Jesus caído, o Jeus morto, o Jesus ensanguentado. Mas esse é também o Jesus oferecido, o Jesus doado.

Isto significa que o belo se encontra sobretudo no gesto, na atitude.

Uma certa aristocracia no porte, uma certa elegância no falar, uma certa nobreza no viver fazem muita falta.

E, regra geral, são os mais pequenos e os mais simples que atingem as maiores culminâncias.

Há muita beleza que merece ser realçada. E que deve ser continuamente redescoberta!
publicado por NA PAZ, A VERDADE às 12:12

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